segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Uma irmã é mais que uma amiga, é a metade de nosso coração!


O vínculo que estabelecemos com elas vai além do familiar. É uma companheira de batalhas, o pilar quotidiano e inquebrável com quem sempre podemos contar.  Costuma-se dizer que a verdadeira família é aquela que a pessoa escolhe, sem a necessidade de um mesmo código genético. Isso é verdade, todos sabemos. No entanto, muitas vezes a união que se estabelece com uma irmã supera qualquer relação. É uma conexão emocional, biológica e de intimidade tão exclusiva que quem tem a sorte de ter uma irmã sabe muito bem que é um autêntico tesouro que precisamos cuidar e valorizar. Não é preciso indicar a uma irmã que estamos mal quando estamos frente a frente com ela. O vínculo emocional de sangue e a experiência fazem com que ela perceba, quase instantaneamente, que algo está errado.
É aí que surge a proximidade e a preocupação que tanto nos reconfortam.
Apesar de termos amigas e parceiro, uma irmã compartilha connosco todo um legado de histórias e situações que a fará compreender muito bem de que maneira pode  ajudar-me.
A preocupação e o interesse pela irmã sempre estarão presentes. É algo natural e quase instintivo. Chamadas, mensagens… sempre haverá um modo de contar com este apoio, com este interesse contínuo pela outra metade de nosso coração de quem tanto sentimos falta.
Talvez sejam os anos, ou tudo que foi compartilhado, mas sabemos muito bem que nossa irmã sempre nos dirá a verdade de forma sincera e quase sem anestesia.
Uma irmã não sente a obrigação de ser condescendente, nem ao menos de nos agradar com falsos convencionalismos. Ela sabe que a sinceridade é parte deste laço familiar e é, sem dúvida, o que sempre esperamos dela.
Uma irmã sempre será mais do que uma amiga porque passamos com ela por diversas vicissitudes. A experiência da infância, estas falhas da juventude onde tivemos seu apoio, e a maturidade à qual ambas chegámos são triunfos pessoais compartilhados que deixam marcas maravilhosas.A vida é muito mais simples do que pensamos, e o apoio entre irmãos é um presente especial do qual deveríamos desfrutar todos os dias.

Sabem aquela sensação de que fizeram asneira


e de que ninguém está do nosso lado?
Hoje estou assim! Sozinha, mesmo muito sozinha com a alma parda e um frio gélido a percorrer-me as veias!

domingo, 13 de novembro de 2016

Há tanto tempo!


De regresso de fim de semana, comecei a ouvir - Joe Dassin!
Há tanto tempo e é como se fosse ontem!
A música francesa que faz parte de um tempo perdido que sabe bem recordar!

sábado, 12 de novembro de 2016

E por hoje...é tudo! Vou descansar!


Não fiz grande coisa mas estou cansada. Finalmente a dor de dentes que todas as noites me atacava, hoje não tenho. Mais um sinal de que é simplesmente stress e que tenho de abrandar.
Descansar a mente. Não projectar tudo o que tenho para fazer. Tudo há-de ser realizado com mais ou menos tempo. Viver os pequenos prazeres da vida. 
Hoje é dia de comer castanhas!
Relembrar o tempo em que o tempo de comer castanhas se iniciava no primeiro dia em que começavam a cair e acabava quando já não havia mais e se queimavam os ouriços em grandes montes. A minha avó Glória tinha um pucarinho de barro sempre junto às brasas da lareira para as cozer. Poucas de cada vez mas em todos os jantares. 
Depois a avó deixou de fazer isso porque um Outono se esqueceu ou a velhice já não o permitia e a minha mãe foi buscar um assador de barro com buracos que enchia de castanhas, colocava em cima do lume e abanava vigorosamente de tempos a tempos e fazia grandes quantidades para os netos descascarem e comerem à lareira. Era uma alegria!
Depois, um dia, o assador foi arrumado e nunca mais serviu. Talvez a minha mãe se esquecesse onde o tinha deixado!
O outro dia, numa feira vi um de latão que era parecido e comprei-o na ilusão de que um dia, na minha lareira pudesse reproduzir os serões da aldeia à volta das castanhas. Anda por lá por casa mas nunca foi estreado.
Coisas que me lembram neste dia de S. Martinho que a mim me diz muito pouco. Tempo para comer castanhas para mim, é o outono inteirinho. Ou quase!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

De como levar a vida para a frente


Acordar a pensar em filho mais novo, adoentado e sozinho em Lisboa. Logo a seguir, pensar em filho mais velho, feliz com a sua família e recordar tempos em que eu, com menos sabedoria do que ele, mas com a mesma idade , também era assim de feliz com filhos pequenos para cuidar e amar.
Pensar depois no fim de semana de trabalho que se avizinha e em todo o trabalho que tenho andado a adiar só por puro cansaço. Chegar a casa às 8 da noite para começar a trabalhar em análise  de conteúdo é quase o mesmo que nadar até às Berlengas.
Desculpo-me, vou pensando que no fim de semana é que vou adiantar muito, escrever muitas páginas e colocar o trabalho na fase em que já devia estar.
Agora é arranjar-me e rumar à escola que o trabalho aos molhos espera por mim.
Depois há aqueles dias mais sérios em que penso se isto tudo será o que quero para a minha vida. Se os meus dias trarão recordações a quem os partilha comigo, se tudo isto faz algum sentido, se alguma coisa do que faço é reconhecido e valorizado. Nesses dias mais introspectivos o partir, o largar tudo, o mudar os dias, as noites, o ser, o arriscar, o abrir novas portas e novas janelas, arranjar novo emprego, tomam conta de mim.
Um dia! 


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sobre o meu fim de semana ideal


Um programa cultural previamente estudado. Monumentos e pedaços de história que eu possa partilhar. Castelos, conventos, palácios de outros tempos de que gosto de conhecer a história. Paisagens de sonho, novos lugares e a capacidade de me deixar deslumbrar. uma máquina fotográfica sempre comigo! Registar o pormenor, o que mais ninguém vê.
Parar aqui e ali só porque sim. Conversas entremeadas de risos. Conversas que mais ninguém pode ouvir porque são só nossas.  Descobrir novos sítios para almoçar ou só para petiscar. Perguntar: o que tem aí bom para se comer? Deixar que nos surpreendam.
Tudo isto, sabendo que no final do dia me espera um lugar antecipadamente marcado que seja o expoente, pelo menos naquela noite, da elegância, do bom gosto e do requinte. 
Fechar a porta e ser o nosso mundo.
Amanhã será outro dia, haverá com toda a certeza novas descobertas mas as memórias, essas, as importantes, já foram recolhidas num cantinho muito querido do meu coração.
É importante que seja assim, dando tanto ênfase ao requinte, ao atendimento, à decoração cuidada, à maciez da cama? Talvez não! Para mim, é! Ponto final!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A vida segue


As eleições nos Estados Unidos são o centro do serão!
Mil e um pensamentos atravessam o meu cérebro. Uns ficam porque é necessário recordá-los. Outros mando-os embora porque fazem parte dos meus medos, das minhas parvas intuições e me estragam os dias. Outros faço-os passar devagar porque me deliciam. As bochechinhas da minha neta por exemplo. 
Há ainda aqueles que fazem parte de mim e que faça o que eu fizer, estão sempre lá. Para esses pensamentos, bons ou maus, não há remédio.
Amanhã haverá mais 24 horas para poder mudar o mundo! Ou a mim própria!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O grande Vergílio





Quantas pessoas te amaram? Quantas amaste? O afecto é a melhor forma de saberes o tamanho da tua vida. Ou seja, do até onde exististe. Haverá outro balanço para saberes se ela valeu a pena?


in Pensar - Vergílio Ferreira

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

No dia em que tu nasceste


Houve uma revolução no meu coração e o mundo nunca mais foi igual. Mudou! Para melhor!
Aprendi contigo um modo de amar que nunca tinha sentido, um modo intenso, paleolítico, ancestral que me faria enfrentar feras para te defender, se tal fosse necessário.
A partir desse dia não houve dia nenhum em que o teu amor não me acompanhasse e, mesmo longe, sei que, por te ter, nunca estarei sozinha.
Continuarás para sempre o meu menino. Um menino de quem tenho muito orgulho! Por seres como és!
Parabéns meu filho! Que a vida te continue a sorrir!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O feriado cansou-me

Dizendo de outro modo, deitou-me abaixo. A mim que já não andava muito em cima!
A mãe, a realidade nua e crua da minha mãe, os mil e um problemas para resolver que nunca são resolvidos porque me dizem sempre que é amanhã e esse dia nunca chega. O meu cansaço acumulado de tantos anos e de tantas lutas. O trabalho  com data marcada que tive de fazer. 
A vida da aldeia que me stressa. As pessoas que me desiludem e já não são como eu as imaginei. 
A ausência do meu pai em cada canto daquela casa. 
Tudo mudou e eu já não encaixo!