Um dia em que vou estranhar não estar com a M. vê-la rir, sorrir, brincar, esfregar os olhinhos com sono e depois cantar-lhe cantigas tradicionais e vê-la fechar os olhinhos abrindo-os de vez em quando para sentir se estava em segurança! Meu anjinho, vou ter toneladas de saudades tuas! Fazes-me falta aos meus dias. Dás-me uma calma que não encontro em mais lado nenhum! Só contigo!
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Obrigada às 100000 pessoas que passaram por aqui!
É claro que para blogues que têm milhares de leitores diários dá vontade de rir!
Eu escrevo porque tenho necessidade. Ajuda-me a colocar as ideias em dia. O blogue é o prolongamento dos vários cadernos que reduzem a minha vida e a definem em dias bons, muito bons, assim assim e maus. Como todas as vidas!
Não é um modo de me tornar famosa, comentada ou outra coisa qualquer.
Tenho tendência a reservar para mim o muito mau por uma questão de pudor e de registar a euforia dos dias mais cheios.
Mas estes leitores são muito importantes para mim! São alguns anos da minha vida, com muitas mudanças e muito amadurecimento à mistura. Outras formas de ver o mundo e as coisas. Maior desconfiança, menos entrega e os mesmos medos: perder as poucas pessoas que amo de verdade neste mundo.
Obrigada! Continuem por cá e envelheceremos juntos!
sábado, 8 de abril de 2017
O que sabes fazer?
Tanta coisa, espraiada por todos os anos e épocas da minha vida. Sei plantar e cuidar de todos os vegetais, sei plantar e cuidar da erva, sei plantar batatas, sei lavrar um campo, apanhar e secar feijões, plantar couves, apanhar toupeiras que estragam as hortas e regar, ao fim do dia, tudo o que necessita de água. Sei ver-me livre das lesmas que comem as folhas tenras. Sei plantar árvores. Sei cuidar de animais domésticos, lavar roupa no tanque mais mil e um truques para todos os azares domésticos. Sei encerar um chão de tábua corrida e deixá-lo a brilhar. Sei cozinhar pratos típicos e outros mais gourmets. Sei deitar fogo a um forno de lenha, limpá-lo e tomar-lhe o pulso para saber se está pronto para cozer pão. Sei fazer pão. Sei fazer enchidos, marmelada em tacho de cobre e outras compotas. Sei tricotar, costurar, bordar e fazer renda. Sei fazer casas nas almofadas com perfeição. Sei fazer sacos em macramé.
Sei muitas dicas de maquilhagem, modos de fazer as coisas parecerem melhores e não me importo de as partilhar. Sei o que me fica bem e o que não posso usar. Em todas as primaveras sei as tendências a seguir.
Sei ouvir e aconselhar. Sei as regras de etiqueta em ambientes sociais mais formais, sei quais as conversas a continuar e as que há que acabar a qualquer custo.
Sei coordenar grupos, gerir reuniões e motivar pessoas. Sei sobre educação, ambientes educativos inovadores e novos cenários de aprendizagem. Sei ser simpática para quem me merece e sei ser muito sarcástica para quem me apetece.
Isto tudo para explicar que ao longo das nossas vidas e das nossas circunstâncias temos imenso tempo para aprender inúmeras coisas. Do meu percurso constam tempos de aldeia, tempos de cidade grande e tempos de amadurecimento em cidade mais pequena. Em todos estes cantos em que vivi aprendi imenso e guardei comigo. Tenho orgulho de todas as minhas competências. Tenho orgulho em saber tanto de agricultura porque isso me lembra a minha avó e a paciência infinita que ela tinha comigo para me ensinar tanta coisa. Já não as utilizo, é certo, mas gosto de pensar que, se fosse necessário, poderia começar do zero uma horta com todos os legumes porque aprendi bem cedo como se fazia.
Penso que devemos ter orgulho por tudo o que somos e sabemos porque isso é o resultado do carinho e da atenção das pessoas que nos ensinaram, com todo o amor do mundo, tudo o que sabiam e queriam perpetuar.
Porque também merecemos!
Manhã para compras necessárias e alguns mimos. Tomar café, supermercado, padaria, frutaria, peixaria e... perfumaria!
Chegar a casa e arrumar tudo. Peixe escalado no forno e umas batatinhas novas que mereciam uma mesa bonita.
Estamos só os dois mas depois de uma semana atarefada e cheia de trabalho merecemos uma mesa caprichada e um bom almoço.
Chegou o tempo do trabalho! Acabou o recreio! Até!
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Trabalho e disciplina
Sei que não sou perfeita. Sei que caio muitas vezes na tentação. Conheço de cor os dias em que me apetecem só porcarias para comer. E são mesmo porcarias daquelas que nem bem confeccionadas são. Depois arrependo-me, mas já está!
Quando stressso é pior porque tudo o que me faz mal é visto como uma estúpida recompensa que só agrava o problema. Só não vou ao Mcdonalds porque aquela comida me provoca uma horrível dor de cabeça. Depois conforto a mente pensando que nunca mais. Novo stress e nova asneira logo a seguir. Triste sina a minha!
Mas depois olho para a foto da esquerda tirada há já alguns anos e para a foto da direita tirada esta semana e penso que afinal o saldo não é muito negativo.
O esforço da maior parte dos dias vai valendo a pena.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Coisas boas de viver em sítios calmos
Não lhe chamo província porque detesto esta expressão quase sempre usada pela negativa e como sinónimo de foleirice, de vidas curtas, de falta de acesso ao dito progresso traduzido em consumismo desenfreado e muitas vezes camuflado.
É bom ter uma loja chamada "Sabores a Granel" com tudo e mais alguma coisa e com uma dona super simpática e que nos dá dicas e nos ensina a utilizar todos os ingredientes. Aprendo sempre qualquer coisa!
É bom ter mesmo ao lado uma frutaria com frutas do Oeste, com mimos feitos em casa, com pão caseiro de forno de lenha e uns preços super convidativos.
É bom ter a minha loja das revistas com uma dona que me guarda as minhas revistas preferidas e me acena lá de dentro sempre que elas chegam.
É bom dar um passeio e encontrar imensa gente conhecida e parar para falar com elas e perguntar pelos seus dias.
É bom ter uma senhora que nos passa a roupa sempre em tempo útil e nos traz ao carro tudo organizado em cabides embrulhados em plástico.
É bom ter um talho agrícola com a melhor carne do planeta com prémios nacionais a atestar o sabor inconfundível de há muitos anos. Chegar lá e ser atendida pelos empregados que conhecemos há anos e nos servem o que compramos há anos e nos perguntam pelos filhos que viram crescer.
É bom ter um restaurante em frente de casa que cozinha comida das nossas avós a preços incomparáveis e faz de cada refeição um manjar.
É bom ter sempre alguém a quem podemos encomendar um doce, um prato de bacalhau, uma surpresa qualquer e nunca dizem que não, que não têm tempo ou é impensável.
É bom poder ter alguém que nos ajuda com a casa e tem a chave da nossa casa porque é de absoluta confiança e nos oferece mimos sempre que vem. Hoje trouxe flores que alegram a a minha entrada.
É bom poder conhecer toda a gente, andar devagar, viver devagar e sentir que não estamos sozinhos.
Mulher... e basta!
Remoer, remoer, remoer! Cozer, cozer, cozer! Virar a coisa de pernas para o ar, sentir-se o ser mais injustiçado do mundo, ter vontade de não pensar mais nisso e o isso volta sempre porque é amor e o amor vira sempre tudo e tem de estar tudo certinho nos seus devidos lugares e se não está, ou sentimos que não está, a nossa mente colapsa.
Mulheres, dizem alguns! Eu não lhe chamo nada. Sou assim! Que hei-de fazer? Gosto dos meus e dos que gostam de mim e só quero continuar assim.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Estou a tentar levar isto bem...
Mas quando o stress entra na minha vida deixo de pensar com clareza e não consigo organizar-me com facilidade. A quantidade e importância do trabalho que se me apresenta para os próximos dias faz com que esteja paralisada a tentar colocar as ideias em ordem e possa concluir que sou capaz de resolver tudo isto até sexta feira. Tenho ainda o fim de semana mas um email para responder com alguma urgência inquieta-me porque não sei o que dizer.
É isto. Desabafar talvez ajude!
Ao trabalho.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Ouvido de passagem
Duas senhoras na casa dos 40 anos conversam.
- Agora chega a casa, vem nervoso e come tudo o que encontra, Não pode ser!
- Deixa lá. Fica mais calmo.
- Não pode ser! já tem uma barriga enorme e isto quando se chega aos 50 começa a pesar e fica feio.
Vai fazer dieta não tarda. Não o quero assim!
Alguém vai entrar na linha! Mesmo que não queira!
domingo, 2 de abril de 2017
Simplificar, dizem!
Precisava de um vestido para uma festa. Aproveitei a manhã para procurar um bonito e barato. Eu sabia que conseguiria!! Acontece que é tom pastel e a minha irmã diz que esses tons me ficam mal! Paciência!
Falta ainda um casaquinho bonito que tem de ser estampado, chique e ter a cor nude, o verde água e o rosa choque para que os sapatos a clutch e o vestido se uniformizem. Deste modo, o que era simples tornou-se altamente complicado!
Mas como em todos os outros casos, eu vou conseguir ir vestida de Primavera!
Vai ficar uma toilette bonita!
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