quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Preparar viagens

Filho mais novo parte dentro de dias para o outro lado do Atlântico. Vai feliz!
A minha geração não tem, de todo, a visão das viagens que os nossos filhos têm. Para nós, fazer a mala ainda é um ritual complicado e na noite anterior ao voo não dormimos descansados, temos mil medos connosco, sentimos mil perigos, e muitos "e se...". 
Eles simplesmente metem na mala tudo o que necessitam mas sabendo que do outro lado também existe mundo e compras e lá vão eles entre escalas, aterragens e descolagens. 
Quando se vai ao encontro do amor tudo ainda fica mais fácil! 
Boa viagem!

Ainda na futilidade que, esta sim, não dá dor de cabeça!


Ontem passei por uma casa de tecidos super lindos! Ia só para ver e focada na cor beringela. Não sei bem porquê, gosto deste tom. A dona da loja chamava-se Eulália e era tão simpática, atenta, conselheira, que saí de lá com dois metros de tecido lindo, lindo para um vestido! Ainda perguntou que se queria forro! Disse-lhe que não!
Voltei, deste modo, aos tempos idos em que toda a minha roupa era confeccionada  na costureira de sempre com duas provas, muitos alfinetes e muita alegria no dia em que se iam buscar as novas roupas depois de não sei quanto tempo de espera! Esta parte não tinha graça nenhuma!
Com o saco na mão pensei que este tecido ficaria muito bem com um abrigo que já imagino super bem.
Já encontrei outra toilette super, esta de pronto a vestir, que está também em cima da mesa. 
Vamos pensando. Muitos casamentos, muitas festas, dão nisto! 
Gosto disto!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Coisas fúteis


Eu até sou rápida a escolher a roupa de todos os dias. Entro numa loja e... zás sei imediatamente se gosto, não gosto ou adoro e tenho de trazer comigo.
Com roupas para festas o caso muda de figura. Tenho uma dificuldade extrema e vagueio sem rumo por entre milhares de combinações que vão desde o vestido de lantejoulas até aos conjuntos mais ou menos práticos que até poderia vestir em outras ocasiões mas que também são festivos. Passo horas, dias, nestas indecisões: Calças ou vestidos? Compro feito ou mando fazer?
Eu sei que vou fazer este caminho mas que é difícil para mim, é!
Deixei hoje  por uma das lojas que visitei um sapatos de sonho que se o arrependimento matasse...

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Gostei de ler! Ainda bem que nem todos são assim! Mas há muitos!

Texto que não é da minha autoria.


Os meninos de hoje

 Os meninos não podem sair da nossa beira porque os meninos não podem estar sozinhos. Os meninos não podem ficar no recreio a brincar quando os professores faltam  são levados para a biblioteca ou para alguma aula de pseudo-apoio. Se os meninos ficassem no recreio a jogar à bola e se por acaso se magoassem, o que seria dessa escola! Os pais poderiam até processar a instituição de ensino! Os meninos não podem ir a pé ou de autocarro para a escola porque isso pode ser perigoso. Os meninos não se podem sujar ou magoar - os pais nunca se perdoariam (e fá-los-ia perder tempo que não têm). Os meninos andam a saltar dos pais para os avós e para a escola e para o atl e para a piscina e para o inglês e para a música e para o karaté e para o futebol e para a patinagem e... Porque os meninos têm de estar sempre ocupados e nunca sozinhos; não saberiam o que fazer com o tempo livre. E os pais têm de ganhar dinheiro para os meninos andarem sempre bonitos e com roupa de marca - caso contrário, os colegas poderiam até gozá-los. E se o colega tem uma coisa, o menino também tem de ter (senão faz birra e com toda a razão). E os meninos têm de ter festas de aniversário espectaculares - e não pode ser em casa só com a família, que isso não se usa. Tem de ser com a turma toda e os amigos e os primos e tem de se alugar (e pagar) um sítio onde tenha muitos brinquedos e escorregas e palhaços e malabaristas e baby-sitters. Algum sítio onde alguém se responsabilize pelos filhos dos outros, de preferência. Os meninos, coitadinhos, são muito novos para pensar - mais vale nós planearmos a vida deles e dizer-lhes o que fazer. Mas só se eles concordarem, claro. Porque os meninos não têm culpa de nada; se se portam mal, a culpa é da educação que recebem na escola (que é o sítio onde eles devem ser educados). Os meninos não comem sopa e verduras porque não gostam. Os meninos saem da mesa quando lhes apetece e passam o (pouco) tempo livre entre smartphones, tablets e computadores. Mesmo enquanto comem, coitadinhos, tem de haver alguma coisa para os entreter - e não se fala com a boca cheia. Alguns até comem com auscultadores colocados nos ouvidos - e ainda bem, para não incomodar a conversa dos adultos. Os meninos só vêem desenhos animados (e a televisão é deles quando eles estão em casa). Porque os meninos querem, os meninos têm. O que não vale é chorar - não gostamos de os ver tristes. Chora chora que a mamã dá mais brinquedos para brincares duas vezes e arrumar a um canto - a casa fica cheia deles; depois compram-se outros diferentes porque os meninos têm de ter sempre mais e mais coisas e mais experiências novas. Os meninos não ajudam em casa porque são meninos. Os meninos começam a sair cedo e os papás vão buscá-los onde e à hora que for necessário. Não há meninos burros, arruaceiros, nem medricas, nem preguiçosos, nem tímidos, nem distraídos, nem mal educados, nem maus, nem... Nada disso. Os meninos são todos bons (os melhores) e muito inteligentes. Todos. E todos os anos há meninos finalistas e festas de finalistas e viagens de finalistas e até praxes, do primeiro ao último ano da escola, porque eles são muito inteligentes e importantes, agora que acabaram mais um ano. Que bem, já tens a quarta classe - que orgulho, meu filho. Ah, parece que foi ontem a tua festa de finalistas do terceiro ano... Os meninos não se podem (nem sabem) defender sozinhos; para isso é que existem os pais e os psicólogos e os professores e até os tribunais. Os meninos têm explicações desde a escola primária porque precisam de toda a ajuda possível para ser os melhores. Se não estão atentos nas aulas, a culpa é do professor. Os meninos não levam palmadas - ai se isso acontecer. Podiam ficar traumatizados, coitadinhos. Se os meninos estragam, os papás pagam. Os meninos têm direitos - mais concretamente, têm o direito a fazer o que lhes apetece porque são meninos e não têm de entender as preocupações dos crescidos. Por isso desarrumam a casa e todos os sítios por onde passam; partiu? virou? desapareceu? morreu? Não sei, eu sou apenas um menino.
 Até que um belo dia, os meninos se veem subitamente fora de casa e da escola e longe de todas as pessoas e coisas que costumam controlar todos os seus movimentos (e até pensamentos). Longe daqueles que lhes disseram sempre que os meninos não são responsáveis nem culpados daquilo que fazem.
 E só aí, longe pela primeira vez, começam a aprender a ser pessoas, a respeitar a liberdade e o espaço dos outros (os outros que afinal também existem! - descobrem os meninos nesta altura). Só aí entendem que cada acto tem uma consequência. E torna-se difícil - que a pegada dos meninos agora é grande e os erros notam-se como patas de elefante em cima de nenúfares. Destroem tudo porque têm de aprender e agora é muito mais complicado. Pensavam que podiam fazer tudo o que lhes apetecesse, mas afinal parece que não. Ninguém lhes tinha dito. E de repente aparecem ratos que assustam os elefantes. Todo aquele tamanho mas no fundo continuam apenas meninos que agora vivem em corpos de adultos. Ficam muito assustados (pudera) e não entendem.

 Voltam para casa e perguntam aos pais: o mundo é mesmo assim, papás? Não posso atirar colchões pela janela dos hotéis? Não posso ligar extintores e estragar as paredes e camas? Porque não avisaram antes?

 E nessa altura, levam um estalo - a primeira palmada das suas vidas. Deixaram finalmente de ser (e da pior forma) meninos.


  Alzira

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Amanhã é sexta!

Este pensamento depois de uma semana terrível que começou mal é super gratificante. Na minha agenda as tarefas a realizar até amanhã estão quase todas concluídas. Sinto-me bem quando isso acontece. 
Terei ainda tempo para mim que bem ando a precisar. Colocar as rotinas em ordem, fazer o que já devia ter sido feito, programar umas tarefas cá por casa.
No domingo é o tempo de ver querida neta. De me deleitar com o seu sorriso! De sentir o coração a acalmar e a relaxar só porque ela está ali.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quase, quase


Não é bem assim, mas para a sobrevivência necessária tenho de pensar que é assim. Um mês e tal de espera para partir para uns dias cheios. Até lá, muito ainda para resolver e fazer.
A esperança é sempre a última a morrer.

A Luisinha fez anos


E um grupo de amigas foi lanchar com ela. Tanto riso e tantas histórias destes anos e anos todas juntas! A Luísa tem graça a contar histórias. Tem um sentido de humor calmo e alegre como só uma alentejana verdadeira sabe ter. É calma e tem bom senso. Faz observações perspicazes  sobre a vida  e as situações que vão acontecendo. Gosto de lhe contar o que me vai acontecendo por duas razões: primeiro porque sei que o que conto nunca sai dali. É de uma lealdade e verticalidade sem mácula. Segundo porque me faz sempre ver as coisas de outros ângulos que, curiosamente, são muitas vezes parecidos com os ângulos da minha irmã.
Foi um final de tarde super alegre e bom. As nossas vidas, por momentos, ali cruzadas em histórias e acontecimentos passados, cheios de peripécias e aventuras, apesar de o passado recente me ter afastado fisicamente destas amigas com quem sou sempre a 100%.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Coisas que penso

Entrega dos diplomas aos melhores alunos do ensino secundário. Bom ambiente. Famílias felizes, com vontade de recordar em fotos estes momentos do sucesso dos filhos e deles como educadores. 
É quase impossível não voltar atrás e relembrar os tempos em que eu também por ali estava, peito cheio de orgulho esquecendo-me, ou não sabendo ainda, que  estava ali só o princípio do que eles haveriam de construir com suor, trabalho e momentos bons de convívio. 
Olho para aqueles miúdos que estão agora num primeiro ano da universidade e sei o que eles ainda não perceberam: que para além das notas, estão eles, está tudo aquilo que estão dispostos a viver e a aprender, está a educação que receberam, estão os valores que o ninho lhes deu, está o trabalho e a aprendizagem, um pouco de sorte, e uma vontade férrea de se ser inteiro.
Naquele tempo quando os meus subiram ao palco eu não sabia. Como hoje os pais e filho felizes também não sabem.
Talvez seja mesmo isto o mistério do que se chama viver. 
Um caminho longo e profícuo e sorvam estes próximos anos o melhor que puderem. 

O caminho para a felicidade


Imagina só que hoje é o teu último dia.
Pensa: e se eu morresse hoje?
Este é o caminho para se ser feliz!
Dito por quem sabe!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Está alguém em casa?

Cheguei!
Mãe não acendeste ainda o lume para me receber? Está muito frio cá dentro! Corre! Vai buscar a lenha!
E tu pai  por onde andas? Não sabias que estava para chegar? Aonde posso confirmar os sons que ainda oiço: menina Eulália, como vai?