quarta-feira, 26 de março de 2025

Coisas nubladas no pensamento

 


Quando me lembro do tempo da pandemia tudo é estranho e confuso. Foram dois períodos em casa e começo a confundir os dois períodos porque se passaram com turmas diferentes em anos letivos diferentes. 

Tirei esta foto com uma turma querida depois de termos regressado à escola e ainda todos de máscara.

Dei com ela o outro dia e tudo me pareceu irreal. O certo é que as aulas eram assim, estranhas e diferentes. Tinha dificuldade em perceber os alunos mas os olhos falavam muito.

Onde andam agora queridos alunos? 

Coisas em que penso

 


Quando não tiveres tempo para tudo, procura realizar aquilo que realmente gostas de fazer. Algo criativo que acrescente felicidade e realização aos teus dias.

Por exemplo: entre concretizar a renovação de uns candeeiros de mesa de querida mãe que ainda tenho ou passar a ferro um monte de roupa, escolho sem pensar a primeira tarefa. Procurar tecido, escolher a forma dos abatjours, dar um retoque na tinta dourada et voilá

A roupa, mesmo que espere uma semana, não se estraga nada!! 

O meu bem estar e o meu espírito criativo  agradecem.

Pelo meio, ainda tempo para um tratamento corporal e umas compras em saldo para a casa da praia. Tarde bem aproveitada.

terça-feira, 25 de março de 2025

Dia de consultas

 


Manhã cedo a de cardiologia. Os exames não estavam bem mas a notícia não me apanhou de surpresa. Coisas da vida. Mudança na medicação e até Setembro, com novo holter ainda em Julho. 

Da parte da tarde, medicina do trabalho. Continuar a trabalhar com alunos em pequenos grupos. 

Arranjar forças para continuar motivada pela vida e pelo mundo. Há dias em que é difícil. Tudo é negro e uma sensação de ingratidão e de injustiça tomam conta de mim. Não é só uma sensação. É a realidade da minha vida. Acrescente-se que eu lido muito mal com a falta destes dois sentimentos que considero importantíssimos no relacionamento entre as pessoas.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Conversas com a minha adolescente interior

 


Quando era adolescente, passei alguns períodos de tempo sozinha o que não foi, de todo, favorável à minha psique e à minha auto estima.  Naquele tempo, nunca ninguém tinha tempo para pensar nestas consequências, era a vida, as circunstâncias e pronto! Comecei a ter ataques de pânico sem lhes saber o nome, que só acalmavam quando ia dormir a casa da amiga que vivia a umas ruas da minha casa. Alimentava-me pessimamente. Tinha preguiça de fazer almoços e jantares e comia o que aparecia. Muito mau mesmo. Achava-me feia, sem graça e sem atitude. Disfarçava tudo o que podia mas não era o suficiente. 

Acompanhava aos fins de semana os meus irmãos em festas e convívios mas, quando se iniciava a semana, a solidão instalava-se. Tudo escrito nos meus caderninhos que me foram servindo de catarse. 

Tornei-me muito sensível à crítica e considerava que todos eram merecedores, menos eu. Quando entrei num curso universitário que detestava e que escolhi mais ou menos à sorte por falta de ajuda e por estar sozinha, complicou-se tudo. Sabia que tinha de caminhar para a frente e assim fiz. Encontrei um caminho paralelo na via educacional que me trouxe muitas alegrias. Tive sorte. 

Esse tempo, ainda bem vivo dentro de mim, trouxe-me tanta mas tanta insegurança que foi a minha maior batalha ao longo destes anos. Hoje sinto-me livre, sei o que quero, o que é importante, o que dispenso, o que vale a pena. Tenho pena de não ter tido esta atitude muitos anos mais cedo na minha vida. 

Olho para fotos antigas  e vejo uma mulher jovem e bonita. Não era isso o  que  espelho me dava. Não lutava por nada porque me sentia, à partida, derrotada por todos os outros, muito mais brilhantes, capazes e merecedores. 

Quando olho e falo com a minha adolescente interior, agradeço o ter-me livrado desta carapaça negra que me enevoou anos tão importantes. 

É o que é, como costuma dizer filho mais velho. 

domingo, 23 de março de 2025

Estive com as minhas netas

 


O melhor tempo do mundo! Cada uma com a sua personalidade mas emanando sempre o fio que nos amarra e amarrará para sempre. Os risos, a personalidade que aflora, os ditos os gestos, os abraços, o esticar os bracinhos e abanar as mãos porque quer colo, tudo me derrete. 

Viver com elas no coração! Tudo tem graça, tudo é leve, tudo é felicidade. Entro na onda e entro novamente na minha criança interior. Riem e acham piada e eu fico feliz. Muito leve!!

Clarinha, o teu desenho, derreteu-me. Já está no sítio do costume para que o veja todas as manhãs. 

Obrigada minha neta bondosa e doce!

quarta-feira, 19 de março de 2025

Hoje é o teu dia! Como todos os outros.


 Sempre presente na minha vida e nos meus dias. Sentindo a tua mão que me guia e ampara. Ouvindo as soluções que aparecem do nada como antigamente tu me aconselhavas. 

Achavas-me piada! Eu sei! Sempre soube! Exagerava muito para te fazer rir ou sorrir que não eras homem de grandes manifestações! Gostava de te contar histórias em que o exagero estava sempre presente porque tu achavas graça. 

A tua presença transmitia-me uma paz que nunca mais senti! 

Somos parecidos física e psicologicamente! Percebia-te sem ser necessário conversar. Sabia quando estavas feliz e quando algo te preocupava. Sabia ler-te com muita facilidade! 

A única pena são os abraços que não te dei, por pudor talvez, e as palavras de amor foleiro que pensei que não apreciavas. Presentemente, penso que terias apreciado e muito. 

Agora já deves ter percebido que, cá em  baixo, sentimos muito a tua falta e falamos muito de ti e das tuas proezas.

 Tinhas tanta graça! Saudades imensas dos teus ditos e dos teus ensinamentos.

terça-feira, 18 de março de 2025

Os primeiros tempos são sempre os melhores

 


Ou quase sempre. Comprámos a casa da praia quando o filho mais novo tinha um ano e pouco. não tínhamos dinheiro para grandes mobílias e foi a mãe que nos doou muitos móveis que havia a mais lá por casa. Improvisámos muito mas os fins de semana lá sabiam a pouco. No quintal colocámos a mesa do campismo e abrimos o chapéu de sol que nos acompanhou por muitos anos. Era ali que fazíamos as refeições, ouvindo o som do mar e o barulho das gaivotas. 

Estamos mais confortáveis agora mas beleza das risadas provocadas pelos filhos foi-se. 

Agora são as netas que me fazem rir quando perguntam pela casa da piscina!!! É uma piscina de plástico com um dinossauro que deita água pela boca e um escorrega. O que elas adoram aquele brinquedo!

O importante é que o amor se mantem. Venham mais verões e mais fins de semana.


Os meus sonhos madrugada dentro

 

Grécia - 2004

Têm sempre o mesmo cenário: os meus filhos pequenos cá em casa. 

Hoje, um deles queixava-se de que tinha tantos lápis e canetas de cores e não usava metade por falta de tempo. Interiormente, com alguma mágoa, eu concordava e surgiu a ideia de que poderia levá-las para férias e fazer imensos desenhos durante esse tempo. Ficou contente e, num quartinho pequeno, cheio de brinquedos começámos a selecionar caixas e caixas de lápis e canetas coloridas. Ele ficou contente e mais realizado e tocou o despertador. 

Tempos passados e sentimentos que ficam da correria dos dias. 

As minhas estrelas

 


Vi um filme curto em que dois gémeos, na barriga da mãe, falavam sobre a possibilidade da vida para além do parto. Dizem que andamos! Mas não é possível! Dizem que comemos  mas a nossa alimentação é através do cordão umbilical! Dizem que vamos ter uma mãe que cuida de nós! Mas onde está ela? Nunca ninguém cá veio para dizer como era a vida após o parto! Se estiveres com atenção, ela está acima de nós e rodeia-nos. Nós estamos nela!

O filme era uma comparação com a vida após a morte! Os nossos estão connosco mas nós não os vemos. Estão a proteger os nossos passos e  se, estivermos com atenção, vamos dar conta dessa protecção e desse amor! Tão verdade!

Queridos pais! O silêncio traz-me sempre ecos do vosso amor por mim!

segunda-feira, 17 de março de 2025

Literacia financeira

                                              

As minhas redes sociais enchem-se de propostas de investimentos, talvez porque investiguei, durante o fim de semana alguns produtos para investir umas economias. 

Está muito difícil e já não me sinto com idade para situações em que o dinheiro fica cativo 5 e mais anos. Sei lá se não o vou precisar antes? Restam-me os depósitos a prazo e, numa curta investigação, verifiquei que os juros tinham baixado drasticamente. Se até agora foi uma miséria, a partir de agora, quase são zero euros depois de descontado o imposto!!

Poupanças, fundos de garantia para a reforma, etc, é tudo muito bonito mas a desvalorização do capital vai sendo cada vez mais real. Há por aí umas modalidades de investimento em imobiliário mas o risco também é elevado e o dinheiro custou-me a amealhar. 

Continuar a pesquisa e falar com quem sabe. Não há caminhos certos sem sabedoria.