sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Coisas que andava a adiar e para as quais chegou o tempo


Sempre fui boa cozinheira! E gostava disso! gostei sempre de fazer comida tradicional portuguesa com muita carne, muita feijoada, muitos pratos de bacalhau...
Até que chegou um dia em que já não podia continuar a cozinhar assim porque já éramos só dois e, pela idade e condição física, tínhamos de reduzir e filtrar tudo o que comíamos. 
Deixei de cozinhar. Limitei-me tempo demais aos grelhados sem imaginação e às saladas do costume. Comprei muitos sacos de legumes congelados, alguma fruta e pouco mais. Nos intervalos livres da vida  ia lendo o que saía sobre novos alimentos e sobre todas as suas propriedades. Concluía sempre o mesmo: é ciência que necessita tempo de estudo e eu não a domino.
Até que chegou o dia, como sempre!
Tenho grande necessidade de voltar à cozinha e aprender novos pratos saborosos mas desta vez saudáveis. Aproveitar as férias que estão a chegar para aprofundar estas matérias. 
Entusiasmada! Muito entusiasmada!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas minhas


Há pessoas que gostam de renovar a vida, prometer a si próprias mudanças  e acreditar que tudo será possível, no dia 31 de Dezembro. Janeiro entra e tudo será diferente porque a esperança as comanda.
Nunca consegui divertir-me na passagem de ano, nunca consegui fazer planos de renovação. Talvez devido ao frio que nos tolhe?
Para mim, Agosto é o mês ideal para a renovação! Os dias são maiores, faz calor, temos algum tempo livre para pensar. Este ano sinto  grande necessidade de projectos e de coisas novas.
Setembro vai ser um grande mês.

domingo, 6 de agosto de 2017

Coisas que me lembram





Das férias em casa diferentes  em outros países ficou-me a nostalgia das diferentes decorações. O nosso modo de decorar as  casas é mais convencional e menos adaptado a cada uma das famílias que lá vivem. As casas onde passei férias gritavam a personalidade de quem as habitava. Um quarto cheio de estantes de livros, uma casa de banho com uma janela enorme que dava para o jardim e  de onde se viam os esquilos a saltar nas árvores. Os quartos dos filhos com toda a espécie de brinquedos e artefactos dos quais os meus filhos tinham dificuldade de se despedirem no final das férias. O WC das visitas decorado como se de uma peça de teatro se tratasse e que dava as boas vindas aos amigos que confraternizavam na mesa enorme da cozinha verde água  iluminada pelo jardim que lhe entrava pela janela. 
Ficou desses tempos uma grande nostalgia por este tipo de decoração clean, onde tudo se enquadra para o conforto de quem lá vive arredado de convenções sociais ou modas fúteis.
Quando folheio revistas ou vejo novos sites de decoração e me deparo com estas imagens, crava-se em mim uma nostalgia de férias difícil de ultrapassar.
Bom domingo!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Da esperança


Viver sem ela, arrastando os dias, torna-me numa pessoa amarga de que não gosto mesmo nada.
Para mim é necessária a esperança em dias melhores, em acontecimentos futuros ,em projectos que provavelmente nunca se concretizarão. Não esperar sentada mas concretizar todos os dias algo que contribua para me sentir viva e inteira. 
Neste tempo de férias grandes já tive dias em que ela me abandonou completamente mas eu volto a procurá-la, renasço para ela todos os dias e começo pouco a pouco a sentir que os dias de descanso estão quase aí. Neste momento, preciso deles como de pão para a boca. Retemperar forças, colocar as ideias nos sítios a que elas pertencem, apanhar sol, sentir-me viva. 
Falta pouco e por faltar tão pouco consigo entreter-me com projectos pessoais pequeninos mas que me fazem manter à tona e não afundar no desânimo e no cansaço.
Apesar dos dias e dos acontecimentos!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Temas e temas

Poderia escrever muito, dar a minha opinião, falar dos meus sentimentos, das minhas mágoas, do que sinto em relação à vida e às pessoas. Podia escrever sobre o amor e sobre a amizade ou inimizade, sobre a gratidão ou ingratidão, sobre a dor ou a alegria. Poderia escrever sobre o que desejo, sobre o que sei nunca  vir a ter ou sobre aquilo que terei. Poderia escrever sobre o ânimo e o desânimo, sobre os laços e as rupturas, sobre o que vem  e o que vai sem se dar conta. Poderia escrever sobre o importante e o nem por isso. Poderia escrever sobre tudo isto! Mas não quero!
A vida ensinou-me a beleza  do silêncio!