quarta-feira, 20 de junho de 2018

E o mais importante...


Estar com a nossa neta! Passear, rir, falar com ela naquele  linguajar  tão lindo que me derrete.
O riso dela que me faz feliz! Tão bom ser avó de uma menina tão querida!

Outra parte vai ser uma romaria à saudade


Aos dois apetece. E vamos. Com algumas alterações mas com toda a ternura que os espaços podem reter neles. Apetece imenso voltar aos sítios onde fomos muito felizes.
Falta comprar a tenda e dois colchões confortáveis. Sim, vamos acampar para o sítio do costume!!

Outra parte vai ser por aqui!


A minha casa  para esquecer o mundo! Acordar com as gaivotas e só quando me apetece. Praia deserta, passeios pela areia.
Casa para receber família, para grandes almoçaradas e muitas sestas.
Casa sem pressa e sem stress. Mesmo o que necessito!

A preparar as férias!




Parte vai ser por aqui! Mal posso esperar. Muito descanso, muita conversa, muitos passeios a pé ou de bicicleta, muita leitura e muita praia de água quente.
Falta pouco! Muito pouco.
Em 9 anos estas vão ser as férias mais longas. E só este pensamento chega para me deixar feliz.

terça-feira, 19 de junho de 2018

No dia em que o meu pai morreu


Foi em Agosto no dia de aniversário de cara metade. Estava internado nos cuidados intensivos e recebi a notícia no supermercado logo pela manhã. Tinha abandonado a ideia de  férias porque percebi que queria estar ali naqueles dias. Embora esperada irracionalmente,  havia sempre a esperança de o voltar a trazer para casa. 
Deus resolveu levá-lo talvez porque o seu bom senso e o seu sorriso  Lhe fizesse falta. 
Telefonei nesse dia à minha amiga de infância que estava em férias e me consolou imenso, e a mais duas pessoas. Uma delas perguntou se queria que avisasse toda a gente e eu disse-lhe que não. Sabia que estavam todos de férias. No entanto e devido à amizade que pensava que havia, pensei, ingenuamente, que essa pessoa telefonasse ao grupo duro das colegas e as informasse da morte de querido pai para que eles pudessem, por telefone, dar-me algum consolo. Apeteceu-lhe levar à letra o que eu tinha dito porque sim, porque dava imenso trabalho e até nem conhecia o "velho". Nem por um segundo se colocou no meu lugar para pensar que eu teria apreciado uns telefonemas das colegas em férias. 
Admirou-se mais tarde pela minha frieza que não entendeu! Nuances das amizades sinceras que não quis ou não soube perceber. E eu afastei-me. Dorida mas com a lição estudada.
Em meados de Setembro, algumas amigas sinceras trocaram comigo algumas lágrimas embora  algumas delas também não conhecessem o meu pai! Só que eram minhas amigas e sentiram a minha dor como se fosse a delas. 
Duramente percebi a diferença abissal entre amigos e colegas de trabalho.
Uma lição que me ajudou, embora com imensa dor e solidão, a crescer e a não cair noutra.
Tenho conseguido! Obrigada pela bela lição que me transmitiste cara colega de trabalho.

Já passaram 8 anos! Hoje apeteceu-me desabafar! Porque somos pessoas construídas, a maior parte das vezes, à custa das coisas negativas que nos vão acontecendo. Recalcamos e de repente ... Lá vem mais um episódio.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Passagem do tempo


À medida que o tempo vai passando parece que a urgência de o reter cresce imenso dentro de mim. Parece que é urgente mudar os dias, os sentimentos e experienciar bons momentos porque nunca se sabe se cá estaremos amanhã. Começo a sentir como urgente criar recordações de vida na minha neta, brincar com ela, mimar a família, escutar os amigos, estar com eles, fazer coisas de que gosto,  criar, imaginar e transformar!
O mais importante de tudo? É mesmo o que quero deixar no coração da mais querida menina do mundo. Em segundo vem o mimo que quero dar à minha família a crescer. Tudo o resto é conversa!

A preparar o Verão


A cabeça começa a desconectar e a pensar em sol, mar e areia. É também por esta altura que me chegam as ideias mais brilhantes para mudanças na decoração da casa, na minha pessoa e em tudo o que mexe.
Para trás ficam dias de trabalho intenso, mais do que em muitos  dos dias foi recomendável e a certeza do meu dever cumprido. Ou talvez tivesse mesmo ultrapassado  o cumprimento do meu dever mas isso será outra história para mais tarde recordar.
Mais uma etapa, nova corrida, nova viagem e a certeza de que a amizade é realmente uma das coisas maravilhosas que um ser humano pode sentir. Quando ela é verdadeira, naturalmente!

domingo, 17 de junho de 2018

Conclusões de fim de semana


Se os outros não são como nós imaginámos e têm comportamentos estranhos mas que não me afectam os dias ou o descanso... problema deles!
Praticar a verdade e a lealdade  é o meu lema.
Para os outros, tudo o que eles quiserem. Desde que não me afecte. E isso nunca irá acontecer!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Que desafios para a Escola Actual?


Como?
 Profissionalidade e pessoalidade dos docentes;
 O conselho de turma como foco principal da mudança;
Trabalho colaborativo tendo por base  a preparação da prática letiva nomeadamente as
coadjuvações intra ou interdisciplinares;
Continuar a implementar a abertura da sala de aula a vários docentes numa perspetiva de
enriquecimento das práticas pedagógicas que conduzam a melhores aprendizagens por
parte dos alunos;
Formação em contexto centrada nas Escolas e nos seus problemas.

Parte da apresentação realizada no
8º ciclo de Seminários de Aprofundamento em Administração, Supervisão e Organização Escolar
Universidade Católica -Porto  2018
 Eulália Tadeu 

Coisas minhas


Culturas docentes e sociedade do conhecimento 

Vivemos numa economia do conhecimento, numa sociedade do conhecimento e as escolas do nosso tempo têm o dever de preparar os seus alunos para esta sociedade. 
A Escola Pública torna-se crucial para a preparação científica, ética e crítica dos seus alunos o que lhes permitirá ter sucesso numa sociedade competitiva, por vezes em demasia, volátil e em constante mudança. 
Aquando da saída dos resultados do relatório PISA, Andreas Schleicher, Diretor de Educação da OCDE, assinalou que “os professores portugueses trabalham isolados, não cooperam nem observam aulas uns dos outros”, acrescentando que “mudar esta realidade seria simples e traria melhorias significativas ao sistema de ensino” e declarando que tal seria o caminho indicado para a excelência: “Os estudos que fizemos indicam que os professores portugueses mal falam uns com os outros, trabalham muito isolados e não cooperam. Esta é uma das mudanças simples de fazer para Portugal passar de Bom a Excelente nos resultados do PISA.” Frisou ainda que em Portugal os professores "praticamente não observam aulas" uns dos outros para tentar colher ensinamentos. 
A sociedade do conhecimento é uma sociedade aprendente, atenta às mudanças, bem instruída e que sabe para onde caminha. Assim, para as escolas do futuro é requerido que tenham poder para pensar, aprender e inovar. (...)
Hoje pede-se aos professores que passem de uma cultura de isolamento para uma cultura colaborativa onde o insucesso e a incerteza não são protegidos e defendidos mas, antes, partilhados e discutidos tendo em vista obter ajuda e apoio. Estas culturas colaborativas também respeitam, celebram e permitem a expressão do docente enquanto pessoa (Fullan & Hargreaves, 2001). (...)
A sociedade do conhecimento necessita de equipas e grupos. Ensinar numa economia do conhecimento  implica trabalhar em grupos de trabalho colaborativo coeso, influenciando-se uns aos outros e a si próprios numa comunidade profissional que é segura o suficiente para enfrentar as diferentes opiniões e pontos de vista e aprender com eles (Hargreaves, 2003). Porém, a capacidade de trabalhar em equipa  de maneira fácil e eficaz é um desafio grande para as equipas de docentes (Bonals, 2008). (...)
A escola atual deve manter como principal motivação o incremento do trabalho colaborativo mas, paralelamente, deve alterar muito do que está estabelecido para que este se autovalorize, se engrandeça e permita um trabalho em equipa onde todos os docentes possam sentir-se motivados, integrados e participantes numa escola aprendente e motivada para o sucesso.  

Autores: Eulália Tadeu  e Joaquim Machado in Atas do II Seminário Internacional - EDUCAÇÃO, TERRITÓRIOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO - Universidade Católica - Porto 2017