terça-feira, 27 de setembro de 2016

A alma sabe quando o corpo tem de parar


E a minha está a mandar avisos há imenso tempo. Preciso de tempo para mim. Tempo para parar e deixar estes dias em que não dou conta que chega a noite. Preciso de tempo para a minha alma. para curtir e viver a vida pelo menos por uns dias.
A minha alma sabe e eu também!

Somos assim por educação ou temos obrigação de melhorar a cada dia que passa?


Este tem sido o mote das conversas entre mim e cara metade nos últimos tempos.
Ele discorda de mim. Coloca na educação, no que aprendemos nos primeiros anos, TUDO aquilo que conseguimos fazer nos anos seguintes e pela vida fora. Ficamos assim como que reféns de quem nos educou e nos deu, ou não, aquilo que precisamos para SERMOS!
Eu acredito noutra versão: Temos o lastro dado pelos nossos pais mas depois há que aprender até morrer. Observar, moldar, reflectir, trabalhar e mudar tudo o que nos for adverso à conquista dos nossos sonhos. 
A família dá o que pode mas nós temos o dever de acrescentar, em cada dia, o património mental e cognitivo que nos foi legado. Indo ainda mais longe, adaptá-lo às nossas vidas e  aos novos tempos, tão diferentes dos anteriores e com novas exigências.
Não há vítimas nestes casos. Há só pouca vontade em ser gente. 
E todas as noites voltamos ao tema sem chegar a um consenso.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O meu fim de semana?


a olhar par ela! Para o meu amor mais recente  e mais forte. Cheirá-la, aspirá-la para transportar comigo este cheirinho bom e a imagem daquele narizinho bonito, daquelas carinhas inocentes, de toda a ternura que me inspira. 
Tudo é lindo e perfeito nela! As horas passam com ela em conchinha e parece que os meus braços  sempre a tiveram ali, sempre serviram para a embalar, mesmo sem a conhecer. 
Tudo em redor deixou de ter interesse. O meu mundo desfocou e ela tornou-se o centro dos meus sonhos, dos meus dias e dos meus pensamentos.
É normal! Eu sei porque me disseram! Mas sentir tudo isto é mesmo muito bom!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O que a minha neta já me ensinou


Mesmo sem falar! Centrar-me no essencial da vida - o amor e a amizade!
Dar mais de mim, ser mais autêntica sem filtros. Quem gostar gosta, quem não gostar, paciência.
Redefinir o futuro. Ver com clareza o que fazer para me sentir melhor. Saber com toda a certeza do mundo o  que quero manter e o que quero jogar fora da minha vida.
Desde que ela nasceu já tomei duas ou três resoluções que arrastava comigo há já algum tempo. Done! Quero ter todo o tempo do mundo para ela!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ser avó!!!


Ainda distraída a viver um pouco a vida dos filhos e eis que sou brindada com a menina mais linda do mundo! A minha NETA!!O que sinto?
TUDO! Um amor imenso, uma vontade de que não passe o tempo para a poder ter ao colo por mais horas. Contemplá-la por horas seguidas vendo sempre expressões novas, carinhas novas, e o amor sempre a crescer, a crescer! Zonza, sem vontade de fazer, de pensar! Centrada naquele corpinho, naquela delicadeza, naquele sorriso automático desejando que deixe de o ser e passe a real sempre que me veja e eu a ela.
Desejar que o futuro pare e me deixe curtir este tempo de mimo tão bom, este tempo em que tudo deixou de ter interesse e a Maria se transformou no centro do meu mundo.
Não tem explicação! Sente-se!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Dias grandes


Antecedidos por serões em que tomamos mais conta do que somos e do que sentimos. Serões em que perguntamos? E tu? Como te sentes? Alguma vez imaginaste? E eu: Sim, imaginei e muito! São os ciclos da vida, é um avançar, uma melhoria, um amor que aumenta! A roda da vida que nos permite ver e sentir, e ainda bem, tudo o que ainda de bom  aí vem!
Agradecida! Muito agradecida!

Há semanas normais e há esta!!


A semana de emoção. A semana da alegria. A semana em que as nossas vidas vão mudar para melhor!
Há dias especiais. Há momentos que nunca se esquecem.
Esta é a semana pela qual vale a pena viver  e esperar!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Um post difícil de escrever


Este ano, em Agosto passámos 15 dias perto da mãe. Tem 86 anos, uma demência instalada e pensar que podem ser os seus últimos Verões faz-me correr para junto dela para que se sinta acompanhada, para que o calor da família seja um doce, um presente. Um bombom, uma taça de  arroz doce, uma carícia e o sorriso dela. Foram assim os meus dias. De manhã e à tarde passava umas horas com ela e revivíamos os tempos muito antigos que só nós as duas conhecíamos. Só eu e os meus irmãos podemos fazer com ela as conversas do antigamente. Podemos trazer para o presente os pormenores das ameixas rainhas cláudias que já estão maduras, as escavaterras que comem as plantas, a horta que está bonita e viçosa, a madrinha que está bem disposta e o pai dela que não pode ir visitá-la porque a profissão o não permite com a chegada do outono e o aumento do trabalho. Só nós podemos falar da roupa lavada no tanque de granito e do seu estender na seara cortada,  curtida pelo sol. Só nós podemos fazê-la rir com as histórias que aconteceram há 50 anos!!
As ameixas já não existem, a horta transformou-se em relvado, a madrinha faleceu quando eu tinha dois anos, o avô faleceu quando eu tinha seis anos e a máquina de lavar fez com que as ervas tapassem, quase na totalidade, o tanque da lavagem.
Sair dali ao pôr do sol e voltar ao presente, à necessidade de jantar, estudar, fazer projectos tornou-se muito cansativo e desgastante.
Viver duas vidas, uma real (será?) e outra que, apesar de vivida por nós como família, já não existe!
Este reviver levou-me à infância, ao tempo em que tudo era possível, em que pai e mãe eram as nossas referências e contávamos com eles para tudo. Levou-me aos risos sobre as desgraças, ao optimismo do meu pai, aos dias de neve e de Inverno que me moldaram o ser.
Agora, somos só os três irmãos e a mãe de quem temos  de cuidar. A mãe que me chama irmã mas que quando se ri para mim ainda sinto que me reconhece o ser, o que sou, o que penso e quanto a amo.
Eu sabia que vivia dias que iriam deixar uma marca em mim!! E deixaram!
 Penso no sentido da vida, no tempo que passa e não volta, na necessidade de estreitar com toda a força os laços que nos unem porque só eles serão capazes de servir de fio condutor ao amor escondido atrás de uma demência que nos rouba, em cada dia, um pedacinho de quem amamos.

O Mês de todos os projectos


O maior de todos  está para vir para transformar as nossas vidas para melhor. Para um amor imenso que ainda não sabemos como vai ser por ser uma paixão nova mas todos dizem ser o amor maior e melhor  de todos que nos apanha numa fase da vida onde já só nos ligamos ao que é realmente importante.
Depois há os projectos profissionais os que implicam mudar coisas, trabalhar em equipa que me apaixonam porque acredito sempre que vão fazer a diferença na vida dos destinatários.
Há ainda os mini projectos que passam pela decoração nova de espaços, por sonhar novos recantos e novas funções para coisas que já existem.
Projectos emocionais de mudar em nós aquilo que não está bem ou não gostamos. Projectos para melhorar o corpo e consequentemente a mente. Compromissos a assumir, procurar o bem estar, o relaxamento, o saber viver intensamente cada momento.
Projectos ainda a martelar  na cabeça, hipóteses, ideias vagas a amadurecer, e ses, que pouco a pouco vão ganhando forma.
Setembro é definitivamente o mês de todos os projectos. Um recomeço. uma ansiedade boa com a ilusão perfeita em tudo aquilo que ainda está para chegar.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Foi, foi!


Sair a correr para apanhar ainda os últimos raios de sol na praia na sexta feira. Um calor horrível no burgo. Arrumar tudo em sacos e partir debaixo de um sol abrasador. 
chegados perto das Caldas um nevoeiro tão cerrado parecia adivinhar grande incêndio para os lados do mar. O nevoeiro cerrou ainda mais e quando chegámos a casa era noite com tanto nevoeiro. Frio que bastava. Entrar em casa, arrumar tudo e pensar que no dia seguinte é que ia ser, com sol logo pela manhã.
Sábado de manhã e continuava o nevoeiro. Tentei tomar o pequeno almoço no jardim mas voltei para dentro -vesti um casaco que nunca mais tirei. Coloquei um edredon na cama e aqueci melhor o café para retemperar.
Passeio a pé bem agasalhados. Ninguém na praia. 
Domingo a mesma cena. O sol mostrou-se envergonhado lá para o meio dia mas voltou a esconder-se. Dormimos com edredon e pijama quente. 
Todos telefonavam a queixar-se do calor excessivo nas suas terras e eu nisto na minha última possibilidade de praia.
hoje, em reunião profissional alguém disse que eu permanecia branquinha....!!
Pudera! 
Com estas ajudas de S. Pedro!