terça-feira, 17 de setembro de 2019

Dias cheios


Aguardando ansiosamente que o nível das minhas tarefas adiadas e o nível das minhas preocupações desça lá para o final do mês. 
Há tempos assim! Em que tudo se conjuga para nos atormentar e nos colocar permanentemente em esforço por excesso de carga emocional e física. Dias em que te sentes permanentemente em falta com alguma coisa e consideras que está  tudo mal no modo com vais resolvendo o que tens para resolver. 
Eu sei que é ficção, sei que tudo vai ficar certo, mas estou ansiosa para que tudo fique alinhado com os astros. Seja lá isso o que for. 

domingo, 15 de setembro de 2019

Autocompaixão

Um tema novo que ando a gostar de explorar!


Preencha a seguinte frase:
 “Eu tenho medo de não ser... o bastante.” 

A ideia é que você responda a primeira coisa que vier à cabeça, sem ficar racionalizando? E aí, como foi pra você preencher essa frase? Veio algo de imediato ou de repente não veio nada? Veio apenas uma palavra ou vieram várias? 90% das pessoas que preenchem esse exercício pensam em mais de uma palavra antes mesmo da frase ter sido completada. E as respostas mais comuns tem a ver com ser bom ou perfeito o bastante. Essa situação interna de escassez é uma tendência mental que é a base do ciúme, da cobiça, do preconceito e das nossas interações com a vida. Segundo a antropóloga e ativista Lynne Twist, vivemos numa cultura da escassez, que tem como base a vergonha, comparação e desmotivação. Brené Brown, especialista em vergonha e vulnerabilidade, chegou a uma conclusão bem importante, que pode não ser exatamente a sua própria questão, mas é para um grande número de pessoas. Não nos damos muitas vezes o que precisamos pois não nos sentimos merecedores. E não nos sentimos merecedores pois não nos sentimos bons o bastante. Estou falando de uma cultura formada em torno da escassez. Vamos compreender no que isso se manifesta? Escassez: o problema de nunca ser bom o bastante. 

  • Nunca ser bom o bastante.
  •  Nunca ser perfeito o bastante.
  •  Nunca ser magro o bastante.
  •  Nunca ser poderoso o bastante.
  •  Nunca ser bem-sucedido o bastante.
  •  Nunca ser inteligente o bastante.
  • Nunca ser correto o bastante. 
  • Nunca ser seguro o bastante. 
  • Nunca ser extraordinário o bastante. 
A compaixão de si é tão central à nossa felicidade quanto a que nutrimos pelos outros – se não até mais - e, mesmo assim, para muitas pessoas parece tão estranha e desconfortável quanto andar por aí plantando bananeira. Se ainda não estamos acostumados com isso, é necessário começarmos a desenvolver esta prática. Quanto menos autocentrados e mais voltados para o mundo, mais felizes somos, mas a autocompaixão é totalmente diferente de narcisismo. É possível cuidar de si ao mesmo tempo que se está atento aos sentimentos e às necessidades de outras pessoas ao seu redor. Os benefícios para a saúde mental e física que advêm da autocompaixão nos permitem inclusive cuidar melhor dos outros. A autocompaixão tem 3 elementos principais: 

1) Atenção plena é reconhecer as coisas que acontecem sem resistência e sem se superidentificar com o que chega.
 É saber que a mudança é a lei da vida, e que nada do que acontece nos determina. Tem a ver com lidar com os acontecimentos com abertura, receptividade, não-julgamento e curiosidade. Ou seja, você aceita o que vier, para então poder tomar alguma ação a respeito. É importante entender que aceitar o que acontece não tem nada a ver com passividade, pois não é possível transformar sem antes aceitar. Sabe aquele ditado “aceita que dói menos”, pois é, cabe muito aqui. O nosso sofrimento é menor quando resistimos menos a ele e simplesmente aceitamos o que se apresenta, tomando as ações necessárias para lidar com o que vier.

 2) Gentileza consigo, que é o contrário da autocrítica.
 Aqui é importante ressaltar que a autocrítica não é discernimento, pois ele é importante pra distinguir o que é benéfico ou não. Porém, a autocrítica tem a ver com julgamentos moralizadores em que acreditamos que tem algo de errado com a gente, é a voz interna que nos culpa pela experiência que está acontecendo, principalmente quando sofremos. A gentileza então tem a ver com a disposição de um cuidado amoroso, sem cobrança consigo mesmo.

 3) O terceiro elemento tem a ver com o senso de humanidade comum que se contrapõe ao elemento do isolamento, que nos lembra que todos passamos por muitas experiências emocionais semelhantes, o que nos ajuda a conectar com as pessoas. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Enfrentar a vida de frente


Deixa os problemas que hão-de vir porque não sabes quais são e nunca adivinharás. Esquece tudo o que passou. Mal ou bem, é tempo que não volta para emendares o que te fez sofrer. Vais acabar por concluir que só te resta o presente e por alguma razão tem  nome de prenda. 
Enquanto não sabes os problemas do amanhã, se existirem, foca-te no bom que tens em cada um dos dias que vives. Absorve a luz e espalha-a pelos que te rodeiam. Preocupa-te em fazer sorrir os que te amam. Esses são os únicos importantes.
Não é necessário ter medo. Tudo na vida tem solução. Muitas vezes onde nunca pensámos que estaria. Aprende a ser sol, a ver o lado bom de tudo, a desfrutar os momentos que a vida te proporciona.  Entusiasma-te, aprende com os erros e confia.
A lei da vida tende para o equilíbrio. 
Bom ano lectivo cheio de entusiasmo.

Coisas que me surpreendem


Ontem tive uma consulta médica num centro privado com acordo com a ADSE. Fui informada, logo no início, de que a especialidade que eu pretendia não tinha acordo com a ADSE facto que já era do meu conhecimento. 
Mesmo assim, perguntaram se eu teria um cartão de seguro de saúde. Não, não tenho.
E cartão Continente?
Neste momento passou-me pela cabeça que estavam a brincar comigo e disse a medo que sim!
Então só paga metade e ainda vão 5 euros para o cartão!
Como disse?
É assim porque o Continente tem uma parceria com uma empresa dos tais seguros de saúde!
O que se aprende nos consultórios médicos. E o que se poupa!
Cartão Continente ao poder!

sábado, 7 de setembro de 2019

Prioridades


Com o passar dos anos, com a pressa de viver que se apodera de nós tendemos a ver mais claro as nossas prioridades e o que queremos deixar. Esta semana, por motivos vários, obriguei-me a pensar um pouco mais sobre o assunto. O que é realmente importante para mim?
- A Família. Com todos os seus defeitos, as suas birras e as suas diferenças é muito bom saber que posso amá-los e contar com eles para tudo. Sei que acho graça a coisas que cada um deles faz e diz que se fossem noutros não tinham mesmo piada nenhuma mas o meu coração é maior do que a razão em tudo o que lhes diz respeito. Tenho sempre uma explicação para o não explicável e muitas saudades de os ver à minha volta. Passar tempo de qualidade com cada um deles. Ser âncora para quando os barcos navegam em mar revolto.
-Estar com a minha neta. O melhor tempo do mundo! O tempo de esquecer tudo e viver intensamente o presente que é a  sua presença. Tentar guardar dentro de mim este amor tão lindo e tão puro.
- Continuar o conhecimento do mundo. Não deixar morrer em mim esta capacidade de me admirar com a beleza e com o fantástico deste planeta Terra. Viajar! Viajar! Viajar!
- Continuar a escrever. Continuar a ler e a procurar os livros que me fascinam.
- Desafiar as minhas capacidades. Criar sonhos e cumpri-los. 
- Concretizar aquilo de que gosto e nunca na vida pensei poder vir a fazer.
- Chegar aos 100% de não me importar absolutamente nada com o que dizem ou pensam a meu respeito. Sou eu e sou única. Quase lá!
Pouco mais que isto! 
E é tanto! 

Coisas que me aborrecem


Mas que até já me estou a habitar a elas  sem grande stress. 
Mais um exame médico que carrega com ele mais uma consulta e outros tantos exames médicos!
Houve alguém que disse que um Homem saudável é só  um Homem mal estudado! Estou a começar a achar que tem  muita razão!
E é isto!

O que eu desejo para ti!


Que a escola te traga os amigos pelos quais tanto anseias e que consigam  dobrar o teu riso tão lindo. 
No princípio, tudo é mais complicado. Estamos entre desconhecidos que, apesar de profissionais,  não sabem das tuas capacidades de te fazeres amar, da tua inteligência, da tua capacidade de te dares aos outros de lhes pegares na mão e seres amiga para sempre. Ainda não descobriram a beleza da tua meiguice nem o sonho que carrega o teu riso. O tempo ainda foi curto. 
Quando o tempo for o suficiente para te verem com os olhos da meiguice e da dedicação,  vais brilhar fortemente porque tu és linda por dentro e por fora. 
Chegará então o tempo da amizade, da pressa do encontro, da alegria da brincadeira em conjunto, do prazer de aprender qualquer coisa nova todos os dias, sabendo que, em cada final de dia, as pessoas que mais te amam esperam pacientemente o riso dos teus passinhos e o calor dos teus abraços.
Desejo-te o mundo! Vontade de o conquistar, sempre tiveste!


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Decisões difíceis


A cabeça a mil. Sem necessitar de ajuda. Apenas o silêncio que me ajuda a arrumar a balança dos prós e contras e a colocar em cada prato aquilo que realmente interessa.
A saúde em primeiro lugar. Sempre! Disso não tenho dúvidas. 
Ultimamente, tenho ocupado muito do meu tempo com esta parte da minha existência o que me tem trazido algum stress e algum receio com os anos que aí vêm. É tempo de dar a volta ao texto e eu sei muito bem como fazê-lo. Ontem, em mais uma consulta, prometi fazê-lo. Agora é só cumprir até que me volte a sentir realmente bem.
Outras decisões estão ainda na calha. Dependem de exames ainda a realizar mas, se tudo correr bem, este vai ser o ano de pensar realmente em mim, sem remorsos, sem sentimentos de egoísmo e sem pensar que talvez não seja  necessário. 
Chegou o tempo de acabar com o pensamento mágico de que tudo se resolverá por si só. Nunca acontecerá!
Foco! Pensamento positivo. Ver mais longe!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Conselhos sábios


É à conversa com quem nos ama que muitas  vezes se faz luz no meu espírito. Necessito de expor verbalmente as minhas angústias, os meus medos e as minhas incapacidades. Parece-me que, deste modo, ficam mais lúcidas, se encadeiam melhor e, algumas vezes, diminuem o peso que carrego. 
Outras vezes necessito do reforço de quem me ouve para que tal aconteça. Um destes dias, alguém que prezo muito disse-me - O teu problema é que imaginas sempre que a vida é perfeita, mas a vida não é perfeita para ninguém. Aceita as coisas menos boas porque acontecem a todos nós. 
E ... bingo! 
É verdade que sempre imagino que tudo vai ser perfeito, é verdade que imagino que a minha bolha não irá rebentar, mesmo que ela já se esteja a desfazer há muitos anos! Se eu considerar que tudo isto é normal, talvez sofra menos com as injustiças, com os acontecimentos que nunca deveriam ter sido, com as palavras que nunca deveriam ter sido ditas, com os gestos que não foram e eu esperava que fossem. Se eu imaginar que a minha própria história está cheia de caminhos cruzados, veredas, atalhos que não deveria ter tomado, momentos maus que me ajudaram imenso a crescer e a tornar-me quem sou, talvez esta vontade férrea da perfeição da vida  diminua. 
Praticar a lei do desapego! Aceitar tudo o que existe percebendo que faz parte de um circulo muito maior do qual não sabemos onde está a circunferência que o limita. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Começou o Outono


Para os professores esta estação começa com a entrada em Setembro! Muita mudança, muitos procedimentos para que tudo esteja pronto quando chegarem os alunos. 
Este último fim de semana foi o último do Verão e o último das férias. 
Agora é o recomeço anual, a vontade ainda intacta
de fazer tudo bem e muito melhor, a ideia peregrina de que se vai ter tempo para tudo e que os problemas se vão diluindo à medida que o tempo vai passando. Tudo ideias parvas! Será sempre o contrário do que se imagina!
Paralelamente, este outono antecipado, trouxe com ele muitas consultas médicas, muitos procedimentos e muitas mudanças urgentes. 
Muita calma, um dia de cada vez e não pensar muito nos dias que hão-de vir!