sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Somos os melhores amigos



Hoje fazes anos! Podias não fazê-los e começo o dia a agradecer o teu novo fígado, a agradecer o tempo certo em que chegou e a agradecer o bem que correu tudo apesar dos entretantos. O saldo é positivo sem sombra de dúvida.
Muita coisa mudou nas nossas vidas nestes últimos três anos. Mal sabia eu (nunca se sabe!)quando desejei tanto ir contigo a Veneza que ali se iniciaria um calvário que nunca imaginámos.
Muitas rotinas se alteraram e a muitas coisas novas tivemos de nos habituar. Remámos de acordo com a maré. Uns dias de uma forma mais fácil, outros dias de uma forma complicadíssima, arreliadíssima, com um sentimento muito grande de injustiça. 
Aprendemos que viver é mesmo isto: Remar, remar, remar até chegar a um porto seguro que um dia há-de chegar. Uns dias remámos através de tempestades, outros dias  os remos deslizaram mansamente e fomos avançando.
Houve dias em que pus em causa tudo e outros em que as certezas me invadiram mas soube sempre para onde ia.
Parabéns!!! Aproveitar os dias e a vida é a palavra de ordem! Depois das tempestades costuma haver bonança!!! 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Coisas a que ainda não me habituei


Antes, no mês de Agosto era impensável trabalhar!!! Era sinónimo de ir, de andar por aí, em muitos dos anos, durante todo o mês. Quando regressávamos,  os filhos mostravam-se entusiasmadíssimos para verem o que tinha mudado na cidade(?) e para mitigar as saudades que tinham do seu canto e dos seus brinquedos.
Depois, com o passar do tempo e os afazeres aumentados fomos acalmando. As férias passaram a 15 dias mas sempre nos principio do mês, quando todos partiam. Em 2010, o meu pai faleceu a 12 de Agosto. E nada mais foi igual!
A beleza do mês toldou-se para sempre. 
Agora trabalho afincadamente nestes dias. entro às 9 e  acabo só cerca das 8 da noite. O trabalho faz esquecer muita coisa.
Tenho saudades da mãe. Acordei um destes dias com um pesadelo que a envolvia. É tempo de estar com ela ou com o que resta daquela força e daquele sorriso. É esperar os dias em que sentimos que por momentos voltamos a ter a mãe. Nesses momentos, cada vez mais raros, gosto de deitar a cabeça no seu colo e voltar a ser a mais nova que precisa de mimo. Ela passa-me as mãos magras e enrugadas pela cara e não necessito muito mais.
Pouco a pouco, foi morrendo a vontade de partir, a vontade de aventura. Não sei se será para sempre mas é assim que me sinto!

domingo, 7 de agosto de 2016

Há factos que custam a aceitar


Tantos projectos que ainda tenho para concretizar! Tanta paisagem para visitar. Tantas emoções que ainda me falta sentir para ser mais eu e mais tolerante. Tantos sítios que ainda esperam por mim! Tantas pessoas que ainda me falta conhecer e continuar a admirar-me com a inteligência humana, com o bem fazer, com as ideias que me inspirarão. Tanto ainda para aprender! Tanto ainda para dar!
Como é possível que já tenha 55 anos?????
Terei eu ainda tempo para isto tudo???

Não resisto a uma história de amor




Daquelas que passam por tudo, por dias bons, dias maus, dias muito maus, mas em que se sabe que se é talhado para estar ali e o  outro lhe faz falta à mente  e ao corpo  e sem ele nunca mais será a mesma coisa. Não interessa a idade e a beleza dos corpos. Nisto do amor interessa mais a alma.
Leonard Cohen, o grande compositor, apaixonou-se e viveu com Marianne durante alguns anos da sua vida. 
Ela morreu com 81 anos. Ele escreveu-lhe esta mensagem e depois compôs esta música que perdurará e lembrará esta história de amor. Gosto muito.

"Chegámos a um tempo em que somos tão velhos que os nossos corpos se desfazem; penso que serei o próximo, dentro em pouco. Quero que saibas que estou tão próximo de ti que, se estenderes a mão, talvez possas tocar a minha. Sabes que sempre amei a tua beleza e sabedoria, mas não preciso de discorrer sobre isso porque já sabes de tudo perfeitamente. Quero apenas desejar-te boa viagem. Adeus, velha amiga. Todo o amor, encontramo-nos no caminho.”

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Depois de uma semana 5 estrelas


Casa escolhida no meio do nada mas cheia de pormenores de bom gosto, um grupo de gente boa, simpática, que gosta de se divertir e tem o riso fácil. Ver os meus felizes,  pouco fazer, conversar, dizer piadas, ir à praia, comer bem, estar feliz por estar ali.
Assim foi a minha primeira semana de férias! E foi tão boa!

A trabalhar nas duas primeiras semanas de Agosto


Este facto, há alguns anos, traria uma depressão enorme à minha pessoa! Agosto era mês de partir, de descobertas, de filhos em férias.
Agora é assim e não vale a pena ficar triste. É levantar, arranjar e partir para o trabalho até ás tantas. 
Preparar o ano que começa em Setembro quando todos voltam e esperam que tudo esteja  pronto. Lidar com as incertezas, com as mudanças contínuas, com as alterações constantes mas  necessárias.
Ter tempos marcados, dias cheios, prazos curtos a cumprir. Ver o tempo a passar e ficar em stress.
Hoje é sexta. Não deveria estar a pensar em trabalho mas estou!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Para recomeçar

Somos passageiros – do infinito

A vida, como um comboio, leva-nos a muitos lugares, tempos, razões e sentimentos. Cada um de nós entrou numa estação e noutra, que desconhece, terá de sair. Vemos muita gente embarcar e desembarcar.
O caminho é sempre único, mas as belezas do mundo são comuns. Algumas estão nas paisagens dos dias e noites que vivemos, outras no interior do comboio: os passageiros que partilham connosco partes da viagem... e ainda há a maior de todas as belezas: a do mundo que cresce dentro de cada um de nós. A maravilha de ser, ter e sentir um coração que cresce só porque pode recolher um pouco de cada canto que há no mundo.
Muitos imaginam a felicidade como um sossego onde o prazer é permanente, mas a verdade é que temos de ser nós a lutar contra os desejos que nos inquietam e destroem a paz, aqueles que concretizados satisfazem, mas logo um vazio maior se apodera da alma… Importa aprender a distinguir as boas inquietações, que nos levam a superar os nossos limites, dos desassossegos que apenas nos destroem, porque nos fazem fúteis e caprichosos. Há bons prazeres e boas dores…
Ser feliz não é estar acima das nuvens. Não é um comboio especial ou uma carruagem de primeira classe. Não é, sequer, uma estação. Ser feliz é aprender a aceitar a viagem, tal como ela é, de coração aberto...
Ser feliz é ser um pedaço belo de mundo que não perde o brilho da sua harmonia, apesar de todos os acidentes do caminho, apesar dos invernos que parecem não ter fim... e, até, das tempestades que vêm sempre com vontade de arrancar as árvores pela raiz e o nosso comboio dos carris...
Talvez ser feliz passe pela capacidade de deixar um pouco de si em cada canto que há no mundo.
Viver é poder sentir de perto muitas lonjuras... ser feliz é fazer-se próximo e encontrar forma de ficar sempre ali.
A felicidade, como a vida, não é um momento, é uma viagem sem regresso, uma aventura sem fim. 

José Luís Nunes Martins

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Viver em sítios pequenos


Tem imensas vantagens!! Esqueces completamente a hora da depilação e és chamada por telefone! Sais a correr e consegues no último minuto preparar o corpo para o sol. Esqueces o cabeleireiro e a cabeleireira telefona e sugere nova hora! Esqueces metade da roupa na lavandaria e a senhora telefoan a dizer que ainda lá estão as calças que já procuravas há três dias! A  senhora da papelaria guarda-te religiosamente as revistas que compras.
No supermercado há sempre alguém conhecido que te facilita a vida, te vai buscar o que necessitas sempre com um sorriso nos lábios.
Conheces sempre alguém que passa roupa, que faz pequenos arranjos, que tira os buracos das camisolas de lã!
A senhora que vem cá a casa é quase da família. Tem a chave da minha casa e muitas das vezes vem ao fim de semana limpar a casa quando eu não estou. Tão bom chegar a casa com tudo tão limpo e arrumado.
Viver em sítios pequenos está cheio de tempo de qualidade, de espaços vazios para estacionar no supermercado, de falta de filas gigantescas para tudo, de trânsito rápido e sem paragens. Tempo para mim!
Podia viver de outro modo? Podia. Mas não tinha esta qualidade de vi
da que eu adoro!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sobre o encontro da família

A Prima Maria João com quem partilhei a infância e já não via há mais de 30 anos!!!
A prima Zézé 90 e alguns anos e uma lucidez que faz inveja. Uma lutadora. Um exemplo.
  Os decanos da família!
 Não estamos todos na foto! Foi o possível!

Gostei tanto de o organizar!!! Rever primos que já não via há anos. Estamos iguais! Por dentro, claro! E no sorriso e nas recordações! A comida estava deliciosa, o lugar era lindo e foi muito bom que os mais velhos tivessem estado lá misturados com os seguidores desta família grande e tão diversificada.
Há anos que sonhava em nos unir. Foi no dia 9, na nossa aldeia, de onde viemos todos, onde permanecerão os nossos corações. Um dia de conversa, risos e muita animação. Um relembrar dos que já partiram, uma saudade grande do meu pai e uma pena imensa  de a minha mãe já não ter capacidade para estar presente e tirar partido disso. É a vida e há que aceitar.
A repetir um dia! No futuro!


Sobre o optimismo


Esperar que tudo aconteça de bom mesmo sabendo que pode não ser verdade e algo pode correr mal. Como já tantas vezes aconteceu!  Nessas alturas, soubemos resolver o que tinha solução e soubemos discernir e aceitar tudo o que tinha mesmo de ser assim. Tudo isto e todas estas vivências trazem-me uma postura na vida de optimismo. Sei que mesmo nas piores alturas vou conseguir superar e alterar tudo o que possa ser alterado e aceitar com paciência as agruras. 
Não tenho medos infundados, não vivo amargurada com o futuro porque considero que todos e cada um de nós tem a liberdade suprema de viver a sua vida e escolher o que é  melhor  para ele. Mesmo que não seja para mim. Somos todos diferentes nisto das escolhas e dos estilos de vida. 
Aceito com alguma facilidade a mudança depois dos primeiros minutos de pavor. A minha mente habitua-se e adapta-se à novidade e acolhe com alegria todos os acontecimentos novos que me possam trazer sabedoria  e momentos de convívio e de paz.
Sou alegre, muito alegre por dentro. Por fora, por vezes, não se vê. 
Abomino gente destrutiva, pessimista, que antecipa desgraças que nunca vão acontecer, que vive para infernizar a vida e os momentos de prazer dos outros. A sério! No meio de tanta coisa que se ouve e se sente, estas pessoas não se colocam, não se medem, não se integram e não realizam a sorte que os dias lhes trazem.
GRRRRRRRRRR!!!!!