domingo, 19 de novembro de 2017

Coisas que gosto de saber


Este verão quando visitei Regensburg na Baviera lembrei-me de uma ligação que havia com aquela cidade e a coroa portuguesa. Não consegui, na altura, relembrar o acontecimento.
A gripe de que fui acometida e me fez ficar de cama durante todo o fim de semana e nos intervalos de almoço durante a semana permitiu-me reler alguns documentos históricos já esquecidos.
Então foi assim: D. Miguel ( Miguel Januário de Bragança), único varão e segundo filho mais velho do rei Miguel I de Portugal e da sua esposa, a duquesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, casou-se em Regensburg  no Reino da Baviera com Isabel Maria Maximiliana de Thurn e Taxis  no dia 17 de Outubro de 1877.
Juntos, tiveram três filhos:
Miguel Maximiliano de Bragança (22 de Setembro de 1878 – 21 de Fevereiro de 1923), pretendente miguelista ao trono de Portugal até 1920; casado com Anita Stewart; com descendência.
Francisco José de Bragança (7 de Setembro de 1879 – 15 de Junho de 1919), um oficial no exército do Império Austro-Húngaro; sem descendência.
Maria Teresa de Bragança (26 de Janeiro de 1881 - 17 de Janeiro de 1945), casada com o príncipe Carlos Luís de Thurn e Taxis; sem descendência.
 Isabel morreu aos vinte anos de idade, em Ödenburg, pouco depois de dar à luz a sua primeira filha, Maria Teresa.O seu marido Miguel Januário acabou por se casar novamente a 8 de Novembro de 1893, em Kleinheubach, com a princesa Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.
Coisas e factos que gosto de recordar.

sábado, 18 de novembro de 2017

Amuletos






Este colar acompanha-me há imensos anos. É sempre uma tentação usá-lo em todos os momentos marcantes da minha vida. Depois penso que será muito repetitivo e ensaio sempre novas hipóteses.
Não é nada de especial, não foi muito caro, não me lembro onde o adquiri. Só sei que faz parte de mim.
Quando o levo sei que sou mais eu. Não sei explicar esta identidade com um objecto.
Um dia que se estrague vou ter um sério desgosto.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Eu e os vestidos


Houve um tempo, lá muito para trás em que só usava saias e vestidos. Calças não entravam no meu guarda roupa. 
Não sei como, com o passar do tempo, fui substituindo todos os vestidos por todos os tipos de calças e dali já não saí.
O problema é que continuo a gostar de os ver nas outras mulheres e de vez em quando compro um ou outro. Sinto-me completamente rendida ao estilo floral deste outono, eu que até nem gosto de flores!
Há dias em que me apetece experimentá-los, aos poucos que vivem no meu roupeiro, mas nunca saio com eles. Despersonalizam-me, pareço outra pessoa, obrigam-me a gestos e a posturas que já me desabituei de ter.
Ainda vou comprar um floral este outono, eu sei dentro de mim! Mais um para a escuridão do roupeiro.
Talvez um dia... quem sabe!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

No meu modo de poupar cabem acessórios intemporais


Festa dos 50 anos de casados dos meus pais

Jantar de Natal de 2015 da Escola

 Ceia de Natal 2016 - a primeira  de muitas como avó

Tenho esta echarpe há pelo menos 15 anos! Foi-me oferecida por cara metade num Natal. Confesso aqui que fui eu que a fui escolher algum tempo antes continuando a cumplicidade com Dona da loja que me permitiu ter umas peças muito giras e boas sem ser eu a comprá-las! Mas eu gostava tanto dela e era tão cara!
Continua a acompanhar-me em momentos especiais e sempre que me cobre os ombros e me aquece como nenhuma outra sinto-me bem vestida e mais cuidada.
Poderia ter a mesma sensação com outra peça? Poderia, talvez! Mas não era a mesma coisa.

Ao contrário do que alguns pensam, eu sou poupada.


Tive que ir comprar ontem o meu mimo que me andava  a fazer imensa falta. O preço, mesmo com 30% de desconto até dói.  A minha pele habituou-se a ele e rejuvenesce sempre que o tem por perto. Há anos que o uso e recomendo.
A senhora da perfumaria riu-se comigo e para que me custasse menos a extravagância ofereceu-me uma bolsinha cheia de cremes da marca. Publicidade, eu sei, mas que contribuíram para que me custasse menos puxar do cartão de débito.
E o que é que isto tudo tem a ver com poupança? É que passei a tarde a passar camisas, camiseiros e afins  para que não fosse necessário seguirem para a senhora que as passa a ferro. Poupei uma pipa de massa que deixei evidentemente no frasquinho milagroso mas já não perdi tudo.
Na foto, tudo o que trouxe para casa. Nada mau.

Mais uma semana


Sei que tenho saúde e tenho de aproveitar ao máximo a vida e os dias mas, por vezes,  uma lassidão enorme invade-me. Um deixa andar que algo que me agite há-de acontecer sem perceber que esse algo tem de vir de dentro.
Por vezes é tão difícil viver, responder às solicitações, manter a motivação, acreditar no amanhã, planificar, sonhar com bons momentos quando tudo à volta parece contrariar os nossos planos.
Eu quero o mundo eu sei. Mas sempre fui assim. Não sou de meios termos nem meias vidas. 
Boa segunda feira.

domingo, 12 de novembro de 2017

Coisas que me deprimem mas que são necessárias


A minha mãe e a minha avó guardavam religiosamente em gavetas reservadas para o efeito um sem número de apetrechos a levar para o hospital caso fossem internadas por uma qualquer doença súbita. Desde cuecas novas até ao roupão necessário, um de verão outro de inverno, chinelos de quarto, etc, etc. tudo estava programado, lavado e arrumado para qualquer eventualidade.
Para rir muito agora: também a minha caixa verde água está já pronta. Em todas as épocas de saldos nas lojas de roupa íntima, mais indicada para outras ocasiões, aproveito para comprar mais  qualquer coisa que ainda poderá fazer falta ao conforto que se deseja em qualquer hospital. Está cheia. Predomina o rosa (vá-se lá saber porquê) e tem peças, que se ainda estiver no meu juízo perfeito, me farão sentir muito bem. 
Velhice, previsão do que aí virá, um pouco de tudo. A minha caixa de hospital, de um verde água lindo de morrer, forrada a tecido,  está bem guardada e fechada.
Confesso que por vezes não cedo à tentação e vou lá buscar umas peças para usar só porque sim!

sábado, 11 de novembro de 2017

Necessidades



Focagem necessita-se. Disciplina. Não deixar andar, adiar, fechar os olhos e a mente a tudo o que não quero ver nem pensar.
Já sei de "outros carnavais" que isto não leva a lado nenhum. Só me vai deprimir daqui a uns dias.
Último recurso? Marcar qualquer coisa importante para me centrar naquilo que é necessário ser feito. 
Já está.
Amanhã vou tornar-me a pessoa mais centrada e organizada do bairro ou mesmo da cidade.

Agora chegou a tua vez de dar colo


Embora não vivendo no passado gosto de me lembrar que também tive um tempo de dar colo.
Agora chegou  a tua vez.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Coisas que me apetecem


Festas, viagens, bons momentos daqueles que de tanto rir ficam na memória para sempre. Glamour. Vestir-me para jantar em qualquer lugar requintado com conversa da boa, daquela que aquece a alma.
Ver velhos amigos que ficaram pelo caminho. Relembrar como eu era, como via a vida de forma tão rosa e tão transparente. Reaprender a beleza do que se aprende e se vê pela primeira vez.
Perder-me na imensidão dos dias esperando a noite com alguma ansiedade.
É apenas isto!