quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mais uma etapa concluída


Setembro de 2005

O que para um atleta como o Miguel faz todo o sentido!
Foi há seis longos anos que o deixámos em Lisboa, com 17 anos, numa casa ainda quase sem mobília, para iniciar a sua formação superior. Na primeira semana teve duas tarefas, literalmente, em mãos: da parte da manhã, pintar toda a casa que se encontrava caótica e da parte da tarde começar a confraternizar nos corredores do hospital que lhe serviria de faculdade. Foram tempos duros esses.
Depois chegou o Inverno, os assaltos, a solidão da cidade grande e a adrenalina da superação de desafios e com eles chegou também um grande amor.
Hoje tudo ficou para trás, menos o grande amor claro, que continua a crescer e a amadurecer para grande alegria nossa. Foram seis anos de muita aprendizagem e de muito crescimento. O menino que deixei tornou-se um homem que eu admiro profundamente.
Que mais posso desejar? Um futuro de sucessos profissionais e em que toda a sua riqueza interior possa contribuir para minimizar e curar a dor dos que o encontram no seu caminho.
Estou feliz!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Amanhã vai ser um grande dia


Defesa da tese de mestrado do mais velho, oral do mais novo. E eu aqui a torcer e a sofrer!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Perguntas sem resposta


Mãe mas por que razão eu não estou de férias? E tenho exames e orais e durmo pouco e está calor e estou cansado...
Mãe, porquê?
Sei lá! Porque sim!

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas positivas


E o bom de estar domingo à noite, sentados na varanda, a preparar e a fazer planos para o próximo fim de semana é que o trabalho custa menos a realizar e os dias passam a a correr.
É do calor! Só pode ser!

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Portuguese universitary orienteering champion - Ontem em Leiria.

Podia pois podia



Ir à praia, à esplanada, passear perto do rio, visitar monumentos, etc, etc. Mas está tanto calor e eu estou tão sonolenta que este é mesmo o melhor local para estar no final do almoço! À sombra e com um vento forte na cara.
Dizem que è triste mas eu estou mesmo muito alegre! Ah! E tenho dois bons livros para me entreter!
Mais alguma coisa?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Chegou mais um fim de semana


Viagem até Lisboa. Agrada-me a ideia de lojas com promoções, grandes espaços comerciais e muita oferta. Quando se vive em cidades onde a oferta é pequena é muito agradável (mas cansativo) poder escolher pela qualidade e pelo preço.
Praia e a companhia dos filhos. Bom tempo e muitas, mas mesmo muitas, ideias para concretizar.
Bom fim de semana.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conversas


Sobre o que é a vida. O que se pensa quando se chega a metade da vida e se equaciona tudo - a procura da felicidade mesmo não se sabendo bem o que isso é; a busca de um paraíso perdido (ou não) que já não existe; a tentativa desesperada para que o mundo fique exactamente como o conhecemos. Tudo seria tão mais fácil não é? Mas agora existem outros desafios maiores e mais completos.
Não! Já não podemos ser felizes com o que tínhamos aos vinte anos e aos trinta e aos quarenta, porque agora temos cinquenta e uma vivência e um conhecimento das coisas e das pessoas que já ninguém nos tira. Lutamos nas relações com outras armas e outro conhecimento dos outros e de nós próprios. É um erro procurar o paraíso que já tivemos, muito lá ao longe, no passado. Mesmo que o conseguíssemos, já estamos diferentes e iríamos considerá-lo uma grande pasmaceira!
Agora é reinventar e ter a certeza de que somos capazes de criar algo novo e muito mais excitante. Chegámos até aqui, vencemos batalhas quase impossíveis de vencer, e estamos aqui inteiros e inteligentemente capazes de criar um paraíso à nossa medida e com o nosso esforço para sermos maiores e mais inteiros em cada dia.
Isto tudo a propósito de conversas que se têm com grandes amigas. E eu sou uma grande amiga!
Bom feriado.

Arraial



Pelo final de Junho, todos os anos, a escola organiza-se pra receber a comunidade ao som da música e da alegria. Os mais velhos voltam para matar saudades, pergunta-se por aqueles que não vieram e convive-se! Fazem falta estes momentos para mostrar outras caras e outro espírito que não o de todos os dias. No mesmo espaço mas com outra alma. A amizade de tantos anos vem ao de cima, porque nos conhecemos muito bem, porque aceitamos os defeitos uns dos outros, porque aprendemos a rir com as fraquezas que não conseguimos esconder.
Todos os anos estamos um pouco mais velhos e um pouco diferentes, mas o que nos une, a partilha deste espaço e desta vida, permanece imutável.
Até para o ano, pelo começo do Verão, no mesmo local!

Este é que é o problema!


A nossa escola deveria assegurar a transmissão de conhecimentos e, às vezes, o que se passa é que, com pretextos muito grandiosos, de criar cidadãos críticos, jovens cientistas, escritores activos, eleitores activos, com esses slogans grandiosos, esquece-se aquilo que é fundamental na escola, que é transmitir conhecimentos básicos. Como é que se pode criar um cidadão crítico se o cidadão tem dificuldade em ler o jornal, como se passa com muitos jovens ao saírem do ensino obrigatório? Como é que se pode criar um cidadão activo se ele tem dificuldade em fazer coisas simples? Como é que se pode criar um cidadão consciente, se esse cidadão não sabe nada de História de Portugal? Ou da História do Mundo? Nós deveríamos preocupar-nos que a Escola tivesse mais exigência, transmitisse os conteúdos fundamentais aos jovens.

Nuno Crato, Ministro da Educação

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ei-lo que parte


Uma semana fora para estudar e preparar-se para mais um desafio. Vou sentir a sua falta!

Para o André


Longe em presença mas perto, muito perto no coração!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Apetece-me partilhar



No meio da Serra da Estrela, num vale que o Mondego banha e que no Verão ondula o seu amarelo trigueiro ao vento que corre de mansinho, existe um local mítico para mim - a capela da Sra de Assedasse.
Pequenina e bucólica, permanece sozinha e pensativa à sombra de duas ou três árvores quase centenárias. Lá dentro, a imagem da Virgem com o Menino enternece quem entra. Sinónimo de solidão nesta vastidão de espaço e de tempo fustigada, as mais das vezes e dos dias, pela chuva e neve que se instalam sem permissão dos deuses.
Local de cumprimento de promessas e de encontro com tudo aquilo que no dia a dia apressado tentamos esconder e esquecer - a nossa espiritualidade.
Da aldeia até lá, vão quilómetros de estradas, calçadas romanas ou veredas, sempre a subir até ao alto e depois, em declive suave embalados pelo silêncio dos grandes espaços. Tudo convida à reflexão, ao pensar na vida e nas coisas. Do Cruzeiro, a meio do declive, até lá ,reza-se o terço, implora-se à Virgem que nos proteja e agradecem-se as graças concedidas. Era assim há muitos anos e continua a ser como se a solidão da Virgem perdida no vale fosse sinónimo de atenção redobrada ao que nós simples mortais pedimos.
Virgílio Ferreira descreveu-a numa das suas obras.
Para mim, a Sra da Assedasse é um encontro desejado com tudo o que sou.
Lembra-me a minha mãe que todos os anos, pelo início do Verão, lá ia agradecer o bom aproveitamento dos filhos que ela atribuía um bocadinho à protecção da Virgem! Lembra-me os piqueniques de Setembro na romaria anual e o pó das estradas nesse dia levantado pelas camionetas carregadas de gente e de alegria. Lembra-me as histórias contadas pelo meu pai de um enforcado que já farto da vida encontrou naquele local o ambiente propício para se despedir do mundo. Lembra-me os lobos e o seu uivar que tanto medo incutiram à minha meninice. Lembra-me o barulho da água a correr de pedra em pedra de um Mondego ainda pequeno e gracioso onde abundavam as trutas luzidias. Lembra-me tanta coisa!
Lembra-me a mim e a tudo o que sou e transporto comigo.
Lembra-me a saudade!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisas que me fazem falta!


De preferência com boa companhia.

Temos as melhores praias do mundo!




Daquelas que conheço são de certeza. Areia branca, sem poluição, selvagens muitas delas, com o marulhar das ondas que embala quem sente.
Quanto mais conheço mais prazer tenho em regressar às nossas. Limpídas, azuis, calmas e serenas.

Ainda o fim de semana



Campeão nacional de distância média e vice-campeão nacional de sprint! Com uma vista de tirar a respiração e um ambiente humano muito engraçado. As provas de orientação são um exemplo do que deve ser o convívio saudável entre gerações. Conversa-se, contam-se episódios engraçados e os mais velhos vêem crescer os mais novos ao longo dos anos. São amigos para a vida, têm códigos de comunicação só deles e é bonito de ver.
O Miguel começou a participar nestes eventos com 10 anos! Muitos ainda se lembram dele a estudar nas bancadas dos estádios nos intervalos das provas com o seu grande cabelo, moda na altura. Ficou registado nas fitas de curso que muitos deles escreveram com um carinho enternecedor. Esta é a parte do desporto mais oculta mas que é fundamental para o crescimento interior dos jovens de hoje em dia.

domingo, 19 de junho de 2011

Bom mas mesmo bom


É poder usufruir desta casa cheia de recordações de outros tempos. Dizem que está cuidada, que parece a nossa casa e se identifica connosco e eu fico feliz. Demorou anos até que estampasse a nossa alma. Hoje entro ali e sinto-me bem não sei porquê. Não sei se é do barulho das gaivotas, se do ar do mar, se do silêncio das noites longas ou se da certeza de ter alcançado o sonho que me perseguia de ter uma casa junto às dunas!

Mau mas mesmo mau



foi vê-lo partir para mais uma semana de estudo! Depois de dois dias com o seu riso e a sua presença, fica sempre tudo meio vazio. Eu sei que tem de ser. Sei que é a vida dele, sei que tem de "dar o litro", mas estava e eu fiquei tão triste! E uma mãe não lida bem com a tristeza de um filho mesmo que saiba que a tristeza faz parte da vida e blá, blá, blá...

E pronto! Amanhã é um novo dia!



Fim de semana óptimo com bom tempo e boa disposição tendo por perto os que amo. Deu para passear, ler, arrumar, preguiçar, conversar, reflectir, grelhar, comer, rir, pensar...
A minha praia de eleição continua a não me desiludir. A visão do mar que se tem das dunas continua a ser um dos meus portos de abrigo. É bom saber que tudo continua igual!

sábado, 18 de junho de 2011

Um bom fim de semana


Depois da maratona desta semana, mereço um fim de semana relaxante. Aproveitar o sol e a boa disposição que a notícia de Nuno Crato na pasta da Educação deixou no meu espírito. Depois de anos de incompetência oxalá consiga ir ainda a tempo de mudar as coisas...se o deixarem!
A família junta depois de semanas de exames e de estudo, na casa de sempre colada às dunas, vai saber muito bem!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Copianço



Estou chocada! A notícia de que um grupo de licenciados em Direito sabia o teste antecipadamente numa prova de acesso à magistratura deixa-me triste. Mais triste ainda a decisão de dar 10 a todos!!! 10??? E passam? Que raio de exemplo é este? É esta gente que vai julgar os outros sentados na barra do tribunal? E considera-se normal tudo isto?
Mais uma falha do sistema educativo português que educou esta gente desta maneira!!
Se já copiei? Já! Nos tempos do liceu para aprender duas ou três coisas sobre copianços: que nunca serviam para tirar uma boa nota, mas que podiam mudar, com alguma distração do professor de um medíocre para um suficiente menos(eram estas as notas da altura) e serviam também para sintetizar a matéria enquanto nos perdíamos na difícil organização dos apontamentos que serviam de cábula.
Num exame de admissão à magistratura é inadmissível. Mais inadmissível que, quando descoberta a fraude, não tivessem todos sido corridos a zeros na pauta como manda a velha tradição académica.
A tradição já não é o que era!

Ando muito ocupada


A desenterrar o passado. Tudo começou com a publicação de umas fotos da minha turma do complementar do liceu José Falcão em Coimbra no facebook. E, olha que engraçado, e quem são estes figurantes e querem ajudar na identificação (já lá vão 34 anos pois já!) e eu tenho umas fotos que também vou partilhar, e olha que bom então partilha depressa, onde andas, e o que fazes que nunca mais te vi, e os cabelos brancos e as feições que ainda lá estão, e os que já desapareceram, e os que são felizes e tudo o resto. Têm sido uns serões (madrugadas) animados pois têm! O pior é o dia seguinte!
Estou a adorar!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Coisas para reflectir


Num blogue de que gosto muito, de uma mãe dedicada à educação dos dois filhos noutras paragens, comentava-se a festa da saída de um deles do jardim escola onde os pais estiveram presentes e "we carried the kids down the line of parents to symbolically move them forward."
E nós cá o que fazemos? Também os empurramos para a frente, os incentivamos a superarem desafios, os animamos em tardes de conversa e de risos, os preparamos para a vida fora das nossas asas?
São pequenas coisas, eu sei! Mas fazem a diferença!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Depois de um dia de trabalho sabe bem reflectir!


1. Don’t compare your life to others. You have no idea what their journey is all about.
2. Don’t have negative thoughts or things you cannot control. Instead invest your energy in the positive present moment.
3. Don’t over do. Keep your limits.
4. Don’t take yourself so seriously. No one else does.
5. Don’t waste your precious energy on gossip.
6. Dream more while you are awake.
7. Envy is a waste of time. You already have all you need.
8. Forget issues of the past. Don’t remind your partner with his/her mistakes of the past. That will ruin your present happiness.
9. Life is too short to waste time hating anyone. Don’t hate others.
10. Make peace with your past so it won’t spoil the present.
11. No one is in charge of your happiness except you.
12. Realize that life is a school and you are here to learn. Problems are simply part of the curriculum that appear and fade away like algebra class but the lessons you learn will last a lifetime.
13. Smile and laugh more.
14. You don’t have to win every argument. Agree to disagree.

terça-feira, 14 de junho de 2011

E acredito


que se os pais dos nossos alunos cultivassem esta competência afincadamente nos seus filhos desde o nascimento, mais de metade dos problemas da educação portuguesa ficava resolvida.
A percentagem elevada de "eusebiozinhos" que frequenta a escola portuguesa e o tempo que se gasta a resolver problemas que não o são de todo, consomem a classe docente e todos aqueles que se envolvem nas questões educativas.

Resiliência


Hoje falou-se muito dela. Da sua importância nos tempos que correm e na vantagem que tem quem a adquiriu.
Onde se adquire? Nos nãos que se vão recebendo e que não aceitamos como justos e que com todas as nossas forças tentamos transformar em sins. Quando realizamos e alcançamos alguma coisa que consideramos estar acima das nossas possibilidades. Quando esperamos pacientemente uma recompensa que sabemos que há-de vir, um dia, quando a merecermos. Quando aprendemos que somos capazes, sempre ou quase sempre, de vencer as dificuldades do dia a dia.
É assim como um esperar! Mas não sentado! Trabalhando, melhorando cada dia, dando o nosso melhor e sabendo aceitar tudo aquilo que correu menos bem. Não com a ideia peregrina "do desgraçadinho" mas sabendo que errar é humano e falhar também.
Um bom pensamento antes de ir dormir? Ter conseguido educar os meus filhos deste modo e ver como eles se transformaram em dois adultos conscientes e lutadores - Resilientes portanto!

Quando começo a ficar cansada...



Preciso de ocupar a mente noutros assuntos menos sérios e menos stressantes. É claro que não esquecendo a crise a imaginação tem de ser aguçada. Sem a primeira, as lojas e o consumo varriam qualquer problema mas a segunda fortalece os neurónios e torna os momentos mais felizes.
Jantares algo requintados em que um qualquer guardanapo do IKEA não fique bem, poderão ser abrilhantados com esta ideia. Os padrões ficam ao gosto de cada um.

PS (livra! cruzes canhoto): É que eu tenho na garagem uma grande caixa cilíndrica cheia de botões exóticos que num qualquer dia de maluqueira consumista, já lá vão alguns anos, comprei num antiquário!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Coisas a mudar


Todos os dias penso que não aproveito a varanda que tenho, a vista sublime sobre as árvores e o tempo a escorrer calmo dos finais de tarde por ali. Todos os dias penso que tenho de a modificar, aperaltar e tornar confortável. Detesto desperdícios. E pensar que estou a desperdiçar bons momentos mata-me.
A alterar rapidamente.

sábado, 11 de junho de 2011

Ao final da tarde

Let it be - Beatles by Marrucino
Hoje estive a cultivar o meu interior! Numa peregrinação interior para acertar as agulhas com a vida. Faz bem de vez em quando!

Estou a gostar de ler


Ofereceram-mo ontem e parece-me ser fascinante. Jonathan Fransen foi considerado pela revista Time " o grande romancista americano".
Como resumo diz-se deste romance: "...épico contemporâneo do amor e do casamento. Capta cómica e tragicamente as tentações e os fardos da liberdade: a excitação da luxúria adolescente, os compromissos abalados da meia idade, as vagas da expansão suburbana, o enorme peso do império. (...) um retrato inesquecível e profundamente comovente dos nossos tempos."

Quando eu disse que somos controlados pelo marketing...

Não estava a brincar! Conferências TED no Porto. Fala um vulto da SONAE - Luis Filipe Castro Reis. Muito interessante!

Sacrifícios e esforços que urge retomar


Ultimamente tenho estudado e lido muito sobre alimentação. Foi sempre um tema que me interessou mas, no momento actual, o conhecimento pode poupar muito dinheiro e aumentar em alguns anos a nossa estadia neste mundo.
Algumas conclusões:
É necessário e urgente começar novamente a cozinhar! Estranho? Não é. Verifico que em muitas casas já só se consome comida pré-cozinhada. Fazer a sopa desde o início? Nem pensar! Acontece que as sopas compradas têm necessariamente muita coisa que nós consumidores não controlamos. Não sabemos se têm azeite ou outro tipo de gordura, de onde vieram aqueles legumes, em que estado estavam...
O mesmo acontece com lasanhas, pizas, bolos, bolachas e quejandos.
Cozinhar necessita tempo? Algum. Acima de tudo cozinhar e comer saudavelmente necessita organização. E aqui entra o esforço necessário. Para comprar leguminosas de todo o género, deitá-las de molho e cozinhá-las para congelar e estarem sempre à mão. Para ir ao mercado local comprar legumes frescos contemplando já as bases para sopas variadas que se fazem no fim de semana para ir comendo quando o trabalho aperta. Para comprar pão saudável, preferencialmente com sementes de várias espécies e não o pão de forma industrial cheio de gordura que ninguém vê. Para lavar, secar e guardar no frigorífico diferentes alfaces prontas a serem consumidas. Para programar a manutenção do frigorífico com produtos frescos, saborosos, saudáveis e não processados.
O sacrifício começa quando temos de ir ao supermercado no final de um dia de trabalho quando nos apetecia ir para a casa comer um scone acompanhado de um qualquer refrigerante(!!!)
Estudos recentes ligam a obesidade, não ao nível económico, mas ao nível de escolaridade. Se tudo continuar igual, nenhum sistema de saúde poderá comportar os gastos com as doenças ligadas a uma má alimentação. Cada vez mais os produtos alimentares (!) processados e sem nenhum valor nutricional, apenas calórico, são os mais baratos e mais fáceis de adquirir. Acrescentemos a isto tudo um marketing poderosíssimo que controla o consumidor de uma forma quase pecaminosa. Teremos uma parte da população mundial, que cada vez fica mais pobre, mais gorda e mais doente.
Não valerá a pena o sacrifício e o esforço?
Todos para a cozinha!

Calma no fim de semana


O silêncio que se ouve faz muito bem à alma. Lava-a dos residuos que se vão acumulando tornando tudo negro e encardido.
Por vezes, é necessáro o silêncio para que o vazio se instale e permita a renovação.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desabafo


É tão bom tê-lo cá em casa! Sentir a casa cheia, rir com as suas conversas e ter esta companhia tão boa em todos os meus serões! Este mês vai ser quase perfeito!
Lá mais para a frente ganha asas novamente depois do descanso no ninho e lá vai ele!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje..


A minha irmã faz anos! E, como sempre, faz de conta que não tem importância nenhuma e abafa a alegria interior do seu coração infantil. A festa quer-se contida e rígida como o granito de que é feita. Mas no fundo, bem lá no fundo, a sua alegria, força interior e meiguice fazem os nossos dias mais felizes.
Parabéns! Não sei viver sem ti!

Amigos do coração


Alguém disse que os amigos estão sempre perto mesmo que longe. É um prazer quando nos encontramos e conversamos sobre o tempo e as coisas que aconteceram entretanto.
Ele, muito inteligente, delicado, gentleman, com imensa graça, com uma cultura que fascina e uma presença meiga de quem está de bem com a vida e com ele próprio.
Ela é e sempre foi aquilo que eu desejo ser: uma mulher cheia de estilo, com graça, de uma calma e charme inexcedíveis, uma mãe centrada nos pormenores que fazem a diferença e de uma atenção ao outro que cativa quem está com ela.
Ela não sabe mas é o meu modelo!

Saltimbancos em busca do sonho na terra do nunca!



Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri

Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter
Felizes, nós? Ali, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez,

Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar;
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E depois da viagem pela História...

A tarde acabou assim!
Com um merecido descanso numa piscina de mármore só para mim com uma água granítica que dava gosto nadar nela. E eu nadei! E muito, embalada pela chuva que começou a cair. À volta, o verde da paisagem aplaudia.


Viajando pela História


A igreja de Roriz fez parte de um importante mosteiro cuja fundação é atribuída aD. Toure Serrão por volta de1070. No ano de1173,D. Afonso Henriques fez a doação deste mosteiros aos Cónegos regrantes de Santo Agostinho. Entre o final do século XII e o início do século XIII os cónegos regrantes constroem a igreja de S. Pedro de Roriz, conhecida como um dos mais belos exemplares da arquitectura românica do Douro Litoral. O mosteiro funcionará até 1572, data da morte de Luis Fernandes, o seu último prior comendatário.

No Século XIX a propriedade é adquirida pelo visconde de Roriz, ficando a igreja, desde essa altura aberta à comunidade local.

Os vestígios da primitiva igreja correspondem ao período de 1070 -1170. Com a entrega do Mosteiro aos frades crúzios, iniciou-se a construção de uma nova igreja. Estes trabalhos prolongaram-se por mais de cem anos.

Com São Pedro de Roriz fecha-se um círculo construtivo.




A decoração desta fase final consiste em figuras quadrúpedes e focinhos de bovídeos. A sagração da igreja realiza-se no final do Século XIII.



"A propriedade da tia de Henrique era um genuíno tipo de casa rústica, à moda do Minho.
Ao subir as escadas, e apesar de mal poder divisar os objectos à escassa luz que os alumiava, recebeu Henrique a primeira impressão agradável de toda aquela mal estreada excursão.
Estas escadas, esta varanda de pedra e este alpendre avivaram nele memórias, quase apagadas. Lembrava-se agora vagamente de ter brincado ali, a cavalo nesse mesmo parapeito, então, como agora, enfeitado de uma formidável corte de abóboras meninas, vítimas votadas às festas do próximo Natal.
A um canto do patamar deparou-se-lhe ainda um grande vaso de louça, que ele, havia vinte e tantos anos, conhecera, e ao qual tinha a ideia vaga de haver quebrado uma asa;"

in A morgadinha dos canaviais - Júlio Dinis

de como todo o Minho está cheio de memórias e do imaginado de todos os livros e de todos os contos que a nossa adolescência e jovem idade adulta cristalizaram em nós. E de como é agradável sentir, em cada canto e em cada cheiro, a alma do que sabemos e sentimos ser nosso e genuíno.

domingo, 5 de junho de 2011

Este fim de semana foi por aqui!


Pousada de Santa Maria do Bouro - Amares



Tão bom e tão bonito! O nosso país continua a conseguir surpreender-me. Pelo contraste em tão pouco espaço, pela beleza e pelas pessoas. Adorei!
E por tudo isto hoje é um dia decisivo.