segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Decisões importantes

 


Em Agosto, amadureci a ideia e pensei muito na melhor solução para uma vida saudável. Li alguns artigos científicos e juntei-lhes toda a sabedoria adquirida numa vida  de dietas. Optei por voltar ao passado, à comida saudável, às dicas do Doutor Ruas e hoje começa o tempo de tratar de mim e da minha saúde. Nesta época da vida, a parte estética, embora importante, perde pontos para a parte da manutenção da saúde e do bem estar. 

Estamos então neste ponto: zero açúcar, gorduras  no mínimo dos mínimos e hidratos de carbono reduzidos. Espera-se uma perde de peso lenta mas eficaz de modo a que seja sustentável. Paralelamente, um programa de exercício de pesos localizado e muitas caminhadas.


sábado, 29 de agosto de 2020

Renascer em Setembro

 


Depois de tanto tempo confinada, vai saber bem voltar. Apesar do medo e da incerteza em relação ao que aí vem, uma certa alegria cola-se à entrada deste mês novinho em folha. Há algumas dúvidas mas, com o tempo, tudo se resolverá.

Poderão os meus alunos perceber bem o que eu digo  por trás de uma máscara? O ambiente de sala de aula será o mesmo com as máscaras? Conseguirei cuidar das suas participações e intervenções da mesma forma?  O que faço à distância imposta quando quero tirar dúvidas, olhos nos olhos? Para onde vai a cumplicidade de um sorriso na altura certa? Terei tempo de ver tudo respondido. Por agora fica a incerteza.

Bom início de ano lectivo!



segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Mudar as rotinas

 

Estive um mês na casa de férias! Nunca tinha estado tanto tempo! O confinamento assim o exigiu! Ora no quintal, ora na praia, ora dormindo com o som das gaivotas e, em algumas noites, do mar! Primeiro instalou-se o nevoeiro que me trouxe muitos passeios a pé, e muita leitura e depois abriu o sol para tardes de praia que souberam muito bem.  Perfeitamente seguros e confortáveis não fizemos muito mais. Aproveitámos o tempo para descansar e projectar algumas ideias a concretizar. Comemos muito bem e saudavelmente, muito peixe e muitos legumes e frutas. Visitámos o património e fotografámos  momentos.

Pronta para o recomeço.

sábado, 25 de julho de 2020

Amanhã é o dia dos avós!


A primeira neta foi um presente incrível! O dia em que soube que ela ia nascer foi um dos dias mais felizes da minha vida! 
Quando nasceu começou a aprendizagem de uma nova forma de amar. Leve, alegre, cheio de ternura. Transformou-me! Fez-me mais nova, com mais sonhos, tornei a brincar e a divertir-me imenso  com isso.
Mãe de dois rapazes, foi necessário aprender a magia do cor de rosa, os pormenores das meninas, os lacinhos, os complementos, uma sensibilidade feminina de menina que nunca tinha visto de pequenina! Foi tão bom!
Quando estou com elas a única coisa que quero é fazê-las felizes! Absolutamente mais nada! Com a felicidade delas, chega a minha!
Quero deixar-lhes recordações boas. Quero que os momentos com elas sejam lembrados mais tarde. Quero que me tracem o perfil e sorriam quando se lembrarem de mim!
Tudo o resto é paisagem!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Agosto


E eis que se aproxima!
Muito antes, era tomada de uma ansiedade boa que antevia dias inteiros com filhos.
Neste momento, é tudo muito mais calmo mas ainda apetece pesquisar os bons restaurantes e as novidades que possam aparecer para eu as viver.
As rotinas de preparar o cabelo, a pele, as unhas e afins para o sol intenso ainda se mantêm. A vontade de reunir todos à volta de uma mesa também.
Venha lá então Agosto! Só com coisas boas por favor!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Nunca temos ideia e um dia caímos na realidade

Na festa dos 18 anos de filho mais novo

Tenho muitas saudades deles! Eram os meus tios da América! Aqueles que sabia que gostavam muito de nós e que mesmo longe estavam sempre presentes. A sua vinda, ultimamente todos os anos, era uma alegria e a sua despedida colocava-me sempre um nó na garganta. Durante o seu tempo por cá todos fazíamos o possível e o impossível para estar com eles entre grandes almoços e conversas longas pela tarde fora. 
Quando o soube doente, há uns anos atrás, chorei ao telefone, sem conseguir disfarçar a dor que senti. Recuperou e voltou a vir ver-nos porque a alma essa sempre foi nossa.  Depois foi a vez da tia, já mais tarde,  superar  as fragilidades da vida.
Tínhamos grandes conversas ao telefone, falávamos da vida, dos filhos, dos projectos, dos pormenores que os faziam sentir mais perto e nunca havia pressa para desligar. Vê-los com os meus pais era muito gratificante porque os unia um amor muito forte. O tio é muito parecido com a minha mãe, física e psicologicamente, ou não fossem irmãos e o declínio dela foi, durante muito tempo, um grande sofrimento para ele.
Ficaram mais velhos, mais tristes e deixaram de viajar. Por vezes, telefonam e a tia pergunta como se chamam os meus filhos e eu respondo como se fosse normal ela não saber! Quando a confusão se torna visível, despedem-se como que a pedir desculpa e eu compreendo a sua altivez moral que é necessário preservar.
Por um tempo, antes da pandemia, pensei insistentemente em ir vê-los e estar com eles. Ansiava o tempo certo para partir. Depois, com isto tudo, percebi que não há tempos certos e que devemos partir sempre que o coração manda. 
Tenho medo de não os tornar a ver! Tenho pena de não ter ido, mesmo no tempo errado. 
Prisioneiros das suas fragilidades e da idade, vivem na mesma casa, onde um dia aterrámos com os filhos ainda pequenos para passar 5 semanas de grande felicidade. Já não existe a mesa do jardim e o Verão já não é passado à sombra da árvore mas ainda oiço a alegria dos meus filhos a correr na relva do jardim dos tios. 
Está a ser difícil esta realidade!

terça-feira, 21 de julho de 2020

Simplificar a vida

Amanhã começo a organizar tudo o que necessito para o próximo mês. Roupas muito leves, um casaco, calças de fato de treino, que no Oeste nunca se sabe e eu não gosto de frio.
Muitos chinelos, muitas túnicas e fatos de banho vários.
Roteiro cultural já feito e direcções apontadas no telemóvel. Este ano vamos deixar de lado os restaurantes com grande pena minha. Adora sair pelo cair da noite para me sentar num restaurante de peixe fresco acompanhado por uma boa conversa. Paciência!
Há muitos anos que tenho o mesmo ritual. Reservo um quarto para estas tarefas e três ou quatro dias antes  começo a fazer os conjuntos de roupa  e acessórios que quero levar colocando tudo em cima da cama. Quando está tudo, é só meter na mala com a certeza de que nada falta.
Detesto fazer malas no último dia, à pressa, deixando para trás metade das coisas que gostaria de ter levado comigo.

Acampar na vida

foto tirada por filho mais novo numa dessas manhãs

Todos os anos a primeira semana de férias era sempre passada no mesmo sítio - Parque de campismo do Serrão - Aljezur. Rotinas perfeitamente estabelecidas com as tarefas todas distribuídas, enchíamos a alma de praia, de sol e com o peixe mais saboroso que comi até hoje. Naquele tempo, aquelas paragens ainda não tinham sido descobertas pelas massas e a praia da Amoreira era um oásis de calma, para grandes passeios ao longo do rio. À tardinha voltávamos à tenda cansados mas felizes. O parque tinha uma piscina onde passámos muitas tardes e onde os meninos nadavam até à exaustão. 
Tinha cavalos, aluguer de bicicletas, campos de ténis, um barbecue comunitário para assar o peixe e as árvores do eucaliptal davam a sombra sempre necessária nos Agostos escaldantes. Consigo ainda ver os meus filhos pequenos a correr para o supermercado para comprarem o pão, queijo, fiambre e alface para as sandes do pequeno almoço e voltarem a correr com o saco felizes  e contentes. Relembro as conversas intermináveis na mesinha dos quatro bancos enquanto acabávamos de acordar e tomávamos o pequeno almoço e as saídas à noite para passear em Lagos e comer um gelado. Lanchávamos muitas vezes na padaria do Rogil que agora é muito falada mas já naquele tempo era a perdição total! Explorámos todas as praias desertas ali à volta, descobrimos uma feijoada de búzios estonteante que repetimos muitas vezes e reservávamos sempre um dia para ir almoçar a Monchique. Era uma vida simples mas aproveitei bem todos os momentos.
Vinha de lá como nova e depois seguíamos viagem para outras paragens. 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Sobre o medo da vida


Os meus pais souberam educar-nos muito bem! Deram-nos ferramentas preciosas para lidar com a vida e com os percalços. Ensinaram-nos pelo exemplo, lutando sempre com um sorriso nos lábios! Se houve momentos duros? Então não houve! Mas até esses, tempos mais tarde, foram recordados a sorrir! 
A importância do trabalho e da dedicação como um modo de chegar mais longe e, ao mesmo tempo, centrar o nosso dia a dia para que não esmorecêssemos. 
Por vezes penso que levei este ambiente longe demais mas estou a aprender a relaxar um pouco que sinto ser necessário neste momento da minha vida.
Não sinto medo da vida! Não temo o que há-de vir! Logo se verá e resolveremos tudo o que for aparecendo. Muitas das vezes a realidade é bem mais fácil que a imaginação. 
Estas ferramentas mentais interiorizadas ao longo da minha vida com eles, permitem-me ir com confiança porque sei que, mesmo que tudo dê para o torto, posso sempre contar comigo e com as minhas capacidades para endireitar as calçadas que trilho.
Parece simples mas não o é! Parece que toda a gente é assim, mas não é! 
Obrigada pais por todo o exemplo e por todas as gargalhadas que soltámos nas piores alturas e depois delas. 
Criaram guerreiros!

Última semana


Para trabalhar e concluir as tarefas do ano lectivo. Depois um mês de Agosto calminho e cá estaremos para recomeçar quando o calor começar a diminuir. 
Começar o dia com 20 minutos de meditação que me fazem muito bem! Quem diria há uns anos atrás que iria ser fã de meditação? Que bem que me faz! 
A vida a ensinar que nem tudo é preto e branco, que o que é hoje não é amanhã e que o que devemos carregar é apenas a certeza absoluta de que, aconteça o que acontecer, seremos capazes de lidar e de enfrentar. Esta confiança em nós faz a diferença. 
Não é viver com medo do que possa acontecer. É ter a certeza que conseguiremos enfrentar!
Boa semana!