domingo, 26 de janeiro de 2025

Foi um dia bom! Muito bom!


 Irmão do meio tinha feito anos. Era hora de ir comemorar. Levantei-me muito cedo, peguei no carro, fui buscar irmã mais velha e  fomos  almoçar ao Porto. 

Quem pagou a conta? Parte dela foi paga por querido pai porque depois de 15 anos tinha sido encontrado, no meio dos seus papeis, um envelope com dinheiro. O resto pagou a irmã mais velha porque, segundo ela, os pais lhe pediram para tomar conta de nós e ela assim faz sempre que necessitamos de ajuda ou apenas de uma palavra de encorajamento! Grande mulher!

Sempre que estou com eles é quando sinto as raízes com maior intensidade. O amor dos pais, a sua união, o seu carinho! É como se eles estivessem ali também como tantas vezes estivemos. Sou mais eu, mais igual a mim própria, sem necessidade de ser outra.  Agora somos três órfãos a nadar nas ondas da vida a empurrar para a frente as mazelas, os sentimentos menos bons, os momentos  de solidão, o final das nossas vidas profissionais, o chegar de uma nova fase. 

Comemos muito bem e adorei estar com eles. Somos apenas nós  que sabemos a vida  em pormenor tudo o que vivemos e podemos triturar todos os detalhes desde o amor dos pais até aos episódios cómicos e de construção de almas. Somos o que vivemos. Vamos sempre lá atrás quando estamos os três. Não foi bem assim, não era esse livro, era outro, tu já confundes um bocado as coisas, e por aí adiante!!

Se os pais, onde estão, nos viram ontem, penso que devem ter ficado felizes e realizados com a educação que nos proporcionaram e com a nossa união. Como rochas até ao fim!!

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