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domingo, 12 de maio de 2013

Ontem como hoje!


Não há remédio para este povo! Gostamos de parecer grandes mesmo quando não temos pão.
Esta baixela de prata foi encomendada por D. José I para ser utilizada no casamento de sua filha. Reza a História de que foi grande o espanto de quantos vieram de outras casas europeias pela grandiosidade da obra apresentada. Pode ser vista no Museu Nacional de Arte Antiga para que não nos esqueçamos que esta sina já nos vem de longe e que somos pródigos em gastar e mostrar aquilo que não temos. Ou que temos e nos fará falta logo de seguida!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O preço do dinheiro


No sábado comprei umas sandálias Ralph Lauren lindas! Em preto e branco e por um preço óptimo -27 €!
Em casa, experimentando concluí que as iria usar muito pouco. A altura do salto não era compatível com dias e dias de trabalho árduo, durante o Verão, em locais com muitos desníveis e muitas escadas. Como me conheço bem, sei que opto, quase sempre, pelo cómodo em detrimento do belo e quando isso não acontece, arrependo-me.
No Domingo, voltei à loja para devolver as sandálias! Com alguma pena, confesso!! Com o reembolso comprei um vestido, umas calças de linho e um casaco!
Nada mau!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Só para completar o post anterior


Menu de luxo no Parlamento


Perdiz, porco preto alimentado a bolota e lebre são alguns dos produtos exigidos pelo Caderno de Encargos do concurso público para fornecer refeições e explorar as cafetarias do Parlamento.
Das exigências para a confecção das ementas de deputados e funcionários constam ainda pratos com bacalhau do Atlântico, pombo torcaz e rola, de acordo com o documento a que o CM teve ontem acesso.
O café a fornecer deverá ser de "1.ª qualidade" e os candidatos ao concurso têm ainda de oferecer quatro opções de whisky de 20 anos e oito de licores.
No vinho, exigidas 12 variedades de Verde e 15 de tintos alentejanos e do Douro. É também especificado que o mesmo prato não deve ser repetido num prazo de duas semanas.
O Caderno de Encargos do concurso, que termina em Junho, estabelece que a qualidade dos produtos vale 50%, o preço 30% e a manutenção 20%.
Correio da Manhã | 25-05-2012
Isto tudo enquanto as cantinas sociais proliferam e deixam de poder atender tanta gente. Isto tudo enquanto todos nós tentamos ajudar e tentamos encontrar recursos que não existem!
E ninguém se sente envergonhado! 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Será que só eu penso assim?

Ontem, no rescaldo da decisão do Tribunal Constitucional ficámos a saber por quem nos governa que se preparam para reduzir a  despesa... na educação,  na saúde e na segurança social! Admirada? Nada! É sempre o mesmo!
Aqui ficam algumas sugestões de quem não percebe nada de política mas que governa a sua casa há mais de 27 anos (com sucesso, diga-se) e se sente, a  cada dia que passa, a viver num país cheio de assimetrias  sociais onde os carros topo de gama convivem alegremente com a fome dos que passam pelas ruas e as lojas da avenida chic têm, com toda a certeza, quem lá compre e esturre nuns minutos o que ganham alguns em meio ano!  
Comecemos então a cortar na despesa:
- Carros topo de gama passam para o segmento médio. Andam na mesma!
- O número desses carros diminui para metade levando com eles muitos ordenados de motoristas que esperam dias inteiros pelos seus ilustres ocupantes que andam sabe-se lá por onde.
- Inspeccionam-se os diversos ministérios e verifica-se bem o que se faz por lá fazendo a média do tempo disponível  pelas tarefas a realizar. Boas surpresas daí resultariam!! Não será uma boa ideia começar a dispensa  pela nossa própria casa?
- A florista da Assembleia da República, que alguma imprensa diz receber cerca de 5000 euros por mês, é dispensada poupando-se assim cerca de 60 000 euros ao ano!
- Corta-se também nos almoços e jantares, pagos por todos nós, marcados por tudo e por nada em restaurantes de luxo. Podem começar a decidir assuntos à mesa dos escritórios e não à mesa de chefs premiados que cobram por cada almoço os olhos da cara.
- Reduz-se o número de deputados para metade. Poupa-se em salários e em reformas milionárias antecipadas. Acredito que nada ficará diferente no trabalho a realizar.
- Começam a viajar em classe económica aproveitando promoções e fazendo escalas quando for possível. Acreditem que multiplicado por muitos voos faz a diferença.
-Reduz-se nas despesas de representação. Nós já somos bonitos por natureza! Não necessitamos tanto empenho!
- Legisla-se para que seja impossível certos senhores usufruírem de duas e três reformas que adicionadas resultam em reformas super douradas. Talvez a indignação reduza também!
- Dá-se mais um corte nas fundações! Só esta palavra já me dá arrepios.  Gostava de conhecer os trabalhos em prol da sociedade que algumas delas já realizaram! Podemos começar pela Fundação Mário Soares!
- Organiza-se um estágio para a classe política em qualquer país do norte da Europa para experimentar in loco como vive e trabalha a classe política de lá! Eu sei que  vai e visita mas parece que não aprende nada com as viagens! Obrigada e com a agenda bem estruturada pode ser que entre alguma ideia!
Estas são só as primeiras ideias num dia menos bom em que chegam até mim as condições de alguns alunos face à saúde e à sobrevivência. 
A maior parte das vezes penso que a classe política não vive neste País. Porque se realmente vive  tem de ter um coração de pedra ou ser cega!! E já dizia a minha avó que "o pior cego é aquele que não quer ver"!!


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Isto de reciclar coisas e a vida dá uma canseira...


Reciclar está na moda! Pois está! 
Na semana do Natal, apeteceu-me rever carteiras e sapatos guardados em sacos e caixas há muito tempo. Havia ali muita coisa para reciclar porque, embora de muito boa qualidade (como eu gosto), alguns pormenores já não davam com nada.  Hoje, ao fim do dia, já cansada, chegou o tempo de recolher no sapateiro, do outro lado da cidade e sem carro, as carteiras renovadas. Ficaram muito giras.  E quanto paguei? 3 euros!
A crise tem destas coisas!   Mas é uma canseira!       

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Publicidade


Aparece uma senhora com ar convincente que diz gostar muito de cinema e tal mas é caro de modo que resolveu começar a ver filmes em casa e por isso vai adquirir um home cinema. Até aqui tudo bem! Quem tem dinheiro gasta-o como sabe e pode!
O problema é que a senhora, logo de seguida, diz ter telefonado para uma empresa de crédito!
Mau! Então estamos em crise, é preciso poupar e só porque lhe apetece toca de ir fazer um empréstimo com juros elevadíssimos para alimentar o vício??!! Olha se a senhora tivesse o gosto de se passear num ferrari!!!
Este tipo de pensamento tinha-se no tempo das vacas gordas, quando andava por aí tudo a gastar como se não houvesse amanhã. Agora isso tornou-se possidónio! O bom tom é ser poupado, aprender com o dinheiro velho do país que sabe investir e não é dado a extravagâncias (pelo menos as mais comuns!) e vê os filmes no televisor de 40 anos lá de casa que por ser de muito boa marca ainda não avariou.
Home cinema??? A crédito e prestações??? Francamente!
Com tanto legislador, não há ninguém que proíba estas mensagens à hora do almoço dando ideias às mentes mais incautas, desejosas de aventuras financeiras? É que há sempre um tempo para "cair no real" coincidente, quase sempre, com a primeira prestação da coisa.
Comportem-se e não sejam consumistas! Depois, não digam que não avisei!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Coisas que me fazem confusão


Quando os meus filhos necessitavam material escolar, já sabiam que rumávamos ao hiper mais próximo para comprar cadernos de capa preta e uns tantos rolos de papel autocolante. Eram os mais baratos mas eles corriam para o monte e traziam tantos quantos as disciplinas. Depois, iniciava-se o período da criatividade. Recortar imagens e logotipos, alguns deles já trazidos para o efeito de outras paragens em época de saldos e de férias. Colavam sobre a capa preta, acrescentavam uma etiqueta com o nome e turma e depois começava o meu trabalho de colocar o papel autocolante (sem deixar bolhas de ar) para preservar por um ano lectivo a obra de arte de cada caderno. Estas tarefas duravam aproxidamente uma semana em Setembro. A mesa da sala enchia-se de tesouras, de cola, de etiquetas e de livros. Os serões eram animados porque cada um deles participava na individualização dos seus materiais de uma forma entusiasmada.
A mochila durava muitos anos! Só quando ficava rota era substituída. Assim como as bolsas dos lápis que passaram para a universidade. Tinham lápis de cor de uma marca conhecida, por imposição das professoras, mas que lhes duraram todo o ensino básico e secundário dentro da sua caixinha metálica.
As canetas eram de estimação e davam sorte em testes de grande ansiedade. Por este facto, passavam também religiosamente de uns anos para os outros até não terem tinta.
Os livros eram novos!
Nunca gastámos muito dinheiro no regresso às aulas! Eles também nunca se importaram muito com isso!
Com o dinheiro poupado nestas modas, puderam frequentar cursos de verão de alemão, aprender piano, ter aulas particulares para aprendizagem do latim porque já não existia na escola, comprar todos os livros importantes que leram durante todos estes anos e viajar e conhecer o mundo.Foi uma boa opção!
O que me faz confusão? Um país em crise onde milhares de famílias circulam pelos hipermercados perguntando aos rebentos birrentos, muitos deles dentro do carrinho para não se cansarem, qual o material que desejam, escolhendo pelo que se gosta e não pelo preço em orçamentos familiares apertados. Deixam passar ao lado, grandes lições de poupança e de gestão do orçamento familiar.
São estas famílias que sofrem e se admiram imenso quando o rebento já crescido exige camisas de 150 euros, porque sim, porque quer andar na moda! E a mãe, que ganha o ordenado mínimo, poupa no essencial para lhe comprar a dita! Casos reais que fazem pensar sobre a educação financeira neste país à beira mar plantado!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fim de tarde


Conversas sobre o futuro incerto da geração dos nossos filhos. Da necessidade de educar os jovens, agora no básico, para o culto do trabalho, do sacrifício e do adiar dos dias prósperos sem cuidados e sem preocupações.
Dos dias sem horas para acabar o que há a fazer, do que isso se reflecte na qualidade dos relacionamentos que têm ou que hão-de vir a ter. Da necessidade de tempo para estar juntos, para criar momentos que cimentem o amor. Da angústia dos pais por já não termos condições que nos permitam ajudar os dias e os sonhos (um pouco nossos também) dos filhos.
Da falta dos dias em que nos sentimos seguros (seja lá o que isso for) e com confiança no futuro.
Da falta que a esperança faz nas nossas vidas.
Sobre tudo isto conversavam três mães maduras com filhos inteligentes, cultos, bem educados, licenciados por óptimas universidades neste país à beira mar plantado.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A história da marmita


Continua a fazer notícia. E é a crise, e tem de ser, e poupa-se mas é uma desgraça!!!!
Qual desgraça , qual notícia! Este comportamento deveria ser o normal há já muitos anos. Nos países ditos civilizados sempre foi assim e já é hábito fazer o jantar mais acrescentado para chegar para o almoço do dia seguinte. Mas será assim tão fora do normal?
Desde há muitos anos que os museus das capitais europeias têm nos pisos inferiores salas apetrechadas para que as famílias possam descansar e almoçar o que trazem de casa. Era sempre um momento de grande alegria ver todas aquelas crianças de diferentes países que conviviam enquanto comiam da dita marmita. As nossas mochilas iam ficando mais leves á medida que o dia avançava.
Anos mais tarde, em visita ao pavilhão do conhecimento e sabendo que também possuía uma sala de almoços, levámos o piquenique. E, espanto dos espantos, não havia ninguém na dita sala! Ninguém! Escura e com pó! Só nós os quatro sentados a uma mesa gigantesca rodeados de mobiliário de grande qualidade! À "portuguesa sem a crise"!
Será assim tão degradante confeccionar uma refeição para o dia seguinte? Será mais "in" passar imenso tempo na fila de um bar para ingerir uma quantidade enorme de açúcares e gorduras de que não precisamos e que não nos alimenta convenientemente?
Acabem com o velho hábito de jogar "aos coitadinhos"!
Organização e bom senso precisa-se.

terça-feira, 27 de março de 2012

Há coisas


que eu não consigo entender! Mais uma medida prioritária do governo: Se és desempregado, podes ter descontos nos espectáculos e entradas gratuitas nos museus.
Parece-me que alguém desempregado terá como prioridade utilizar todo o seu tempo na procura de um novo emprego ou na execução de algo por conta própria que lhe devolva a auto-estima e um ordenado. A cultura virá depois. First things first.
Mas não! Ai e tal, vamos até ali ao D. Maria passar o serão e amanhã vamos até ao museu e depois logo se vê!
Isto era mesmo uma prioridade! Pois era!
E vai fazer toda a diferença nos espectáculos do La Féria! Pois vai!
Mas isto sou eu que nasci durante o Estado novo!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Coisas que penso


Há grandes diferenças no modo de sentir a crise na geração dos 30 anos e na geração dos 50 anos.
A geração que tem 50 ou mais anos viveu a infância no tempo do estado novo. Adora ver a série "conta-me como foi" e aproveita para dizer aos filhos:
-Vês, no meu tempo, neste tempo é que era!
Tem, em segredo, grande saudade do leite à porta em garrafa de vidro, do saquinho do pão quente pendurado na grade da porta logo pela manhã, do cheiro das compotas de Setembro, dos piqueniques, das idas ao mercado no sábado de manhã, da planificação semanal das refeições, do aproveitamento dos restos que se transformavam em refeições deliciosas, dos bolos feitos em casa, das lições de economia doméstica dadas pelas mães e avós que viviam, nesses tempos, felizes com a família e tinham as suas tarefas bem delimitadas, das idas à feira, do orçamento apertado, da alegria quando havia direito a algum extra e acima de tudo, misturada com estas recordações, uma grande nostalgia da infância. Sente estes tempos como uma oportunidade de vivê-la novamente assumindo as mesmas rotinas e abrandando ao ritmo das estações. Reagem, inventam novas rotinas, relembram outros modos de fazer as coisas, bem patente esta semana, numa reunião em que estive, onde se lamentou a crise mas logo se trocaram truques, modos de poupança, oportunidades, receitas infalíveis... Fez-me lembrar a minha mãe, a D. Maria governanta, e muitas outras de outros tempos! Muito!
A geração de 30, nunca viveu nada disto! Foi criada em tempos de fartura, de shoppings centers, de idas à praia a toda a hora e não só em Agosto, de almoços em esplanadas, das festas nos restaurantes, do fast food e da fast life. Para ela, estas mudanças não são mais que uma grande seca! Como se poderá ser feliz sem o carro novo e lustroso, sem as férias na neve e as outras, as grandes, em locais exóticos onde não há tristeza? O que contar, do que falar, como se afirmar nestes tempos conturbados?
Nem sempre é mau ser mais velho!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coisas da crise



Eu tentei! Substituí, com bastante pena minha, o primeiro pelo segundo mas rapidamente conclui que não era esse o caminho! Acho que alguém me vai oferecer o dito primeiro no Natal! Não deixa de ser triste ter com presente uma necessidade diária mas enfim ... estamos em crise!
Antes isto que um saco com postas de bacalhau seco ou meia dúzia de pacotes de leite!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fim de tarde de chuva



Contar umas coisas engraçadas ao cara metade porque sabia que ele se ia fartar de rir!
Cozinhar umas sopas e uns pratos de legumes porque Novembro é um mês cheio de festas e de eventos e preciso de estar bem e em forma.
Indignar-me (antes de mudar de canal que no meu cérebro e no meu humor mando eu... por enquanto!) com a proposta de acabar com o feriado de todos os santos! Qualquer povo que se preze honra os seus mortos!! Ainda o 15 de Agosto é como o outro porque o país pára no Verão e não faz muita diferença; depois, a tolerância de ponto dada aos funcionários da Madeira para a tomada de posse!!! Pode???!!! Quando no continente as coisas estão como estão?? A seguir, um gestor, do alto da sua arrogância, discursava a sua ideia de que pagar 5000 euros de ordenado a um gestor público era induzir a incompetência e o fazer mal! E eu? e todos os meus conhecidos? Como ganhamos muito menos do que isso depreendo que podemos ser pouco profissionais e abandalhar o sistema!!! Que tal?? Ideias tão generosas e inteligentes estas, saídas de mentes brilhantes e tornadas públicas numa altura tão propícia!!! Dizia ainda este senhor que o PR ganhava mais ou menos isso porque..."não fazia nada"!
Obrigada a este senhor por me esclarecer que este tipo de ordenado é só para quem não faz nenhum. Os que fazem alguma coisa... ganham mais! Muito mais! E só assim fazem alguma coisa! Por dinheiro, já se vê!!
Deve ser da chuva!
Logo a seguir, pagar umas contas, fazer uns telefonemas para diminuir facturas, e desligar a TV. Chega! Amanhã há mais notícias destas! Se continuar a chover!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Coisas boas da crise


Vão voltar e eu tenho muitas saudades deles! Elaboradíssimos ou não fosse a nossa uma família que adora saborear petiscos! Doces e salgados, receitas antigas e onde nunca faltava um tacho de arroz fumegante embrulhado em jornais. Primas que sonhavam de véspera com o coelho panado ou com um pratinho de empadão de galinha! E a família alargada toda junta! E as mães que se ocupavam de tudo e os pais que nesse dia nos deixavam em liberdade. E a sensação de pertença tão forte que tudo isto nos dava! E a saudade que tenho de tudo isto!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sinto-me deste modo!


Só um pouco (que eu sou uma pessoa optimista!), mas sinto a mudança necessária e urgente nas nossas vidas. E, como toda a mudança, é assustadora! Poupar, poupar, poupar! Mais ainda do que já era.
Talvez seja uma mudança para melhor!! Talvez! Nunca se sabe o futuro!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O lado saudável da crise


Para lá da angústia é preciso ser optimista e ir ajudando quem mais precisa. Foi sempre o meu lema antes, durante e depois (???!!!) da dita.
E com todas estas medidas, há que racionar os gastos de uma forma saudável:
Pão, pão e mais pão. Nada de croissants, pães de leite e bolicaos. Não tem gordura e fornece energia daquela que necessitamos para enfrentar o dia.
Se pudermos, podemos aproveitar a época da fruta e fazer alguns frascos de compota. É mais saudável para barrar o pão que os cremes de chocolate, manteigas e margarinas desde que não se abuse.
Os legumes e frutas são baratos. Aproveitar os da época e deixar os exóticos e os importados.
Trabalhar mais na cozinha lá de casa. Poupar tem destes sacrifícios. Fazer sopas caseiras e cortar todos os legumes como antigamente quando não havia ainda a variedade de congelados que agora existe. Mas são mais caros e há que por as mãos a trabalhar.
Procurar os produtores da zona. Muitos deles vendem muito mais barato o que produzem. Vendem só melancia e melão? Pois coma-se melancia e melão!
A quantidade de carne a ingerir por dia ronda os 100/150g. Se pesarmos um dos bifes que colocamos no prato em cada refeição verificamos imediatamente que o exagero se pode traduzir em dose excessiva de proteína e um rombo na carteira. Carnes brancas são mais baratas e muito mais saudáveis e com menos quantidade de gordura.
Para beber, água, água e mais água. Mais barata e mais saudável que qualquer sumo. Não tem calorias.
As leguminosas são baratas e uma fonte saudável de proteína vegetal. Um quilo de qualquer feijão ou grão dá para muitas refeições. Deitar de molho e cozinhar na panela de pressão. Os enlatados ficam sempre muito mais caros. Misturar com legumes, nas sopas, ou comer simples com um pouco de azeite, cebola e salsa picada.
O lado optimista da crise? Regressar a um certo modo de vida já quase extinto, mais lento, mais detalhista e talvez mais gratificante.
Mais saudável com toda a certeza!

A crise


Confesso que me anda a perturbar os dias e as noites. E quando se ouve o que têm para dizer as pessoas responsáveis por organismos que apoiam os mais carenciados fica-se arrepiado.
Não falo daqueles que sempre viveram de subsídios sem pensar noutras alternativas e que sabem, como ninguém, sugar e aproveitar todos os recursos quer estejam ou não à sua disposição e para quem só há direitos. Falo daqueles seres íntegros que sempre se habituaram a viver com pouco e que consideram que ninguém tem que lhes dar ou oferecer nada. Pessoas que passam por nós na rua, limpos e aprumados mas em cujos frigoríficos ou despensas não há nada para comer. E eles aceitam isso porque se culpam de não ter mais e consideram uma vergonha e um fracasso o que lhes está a acontecer.
E estas situações só são detectadas depois de muito tempo e de algum espírito de observação.
Preocupa-me que muitas crianças estejam actualmente nos bancos das nossas escolas, ao nosso lado, e não consigam aprender porque a fome lhes tolda o raciocínio. E lá em casa foram avisadas de que não devem dizer porque ninguém tem nada que saber!
Temos todos!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando começo a ficar cansada...



Preciso de ocupar a mente noutros assuntos menos sérios e menos stressantes. É claro que não esquecendo a crise a imaginação tem de ser aguçada. Sem a primeira, as lojas e o consumo varriam qualquer problema mas a segunda fortalece os neurónios e torna os momentos mais felizes.
Jantares algo requintados em que um qualquer guardanapo do IKEA não fique bem, poderão ser abrilhantados com esta ideia. Os padrões ficam ao gosto de cada um.

PS (livra! cruzes canhoto): É que eu tenho na garagem uma grande caixa cilíndrica cheia de botões exóticos que num qualquer dia de maluqueira consumista, já lá vão alguns anos, comprei num antiquário!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Consumismo


Andava há três dias à procura de um top que tinha comprado já no final do Verão e que não encontrava nem por nada. Hoje dei com ele numa caixa enorme de plástico à mistura com mais uma quantidade enorme de peças de roupa de que ainda não tinha sentido a falta!!!!
É possível?
Fiquei contente por ter encontrado mais umas peças para reciclar e outras prontas a entrar nas combinações de Verão!
Comprar roupa nova? Nem pensar!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Trapos


Com a crise refreou-se a vontade de percorrer lojas para trazer algo novo e bonito que faça a diferença nos dias seguintes (um ou dois dias até se tornar familiar e começar a fazer parte do armário).
Chegou o tempo de reciclar. Calças de linho que já não se usam por demasiado largas vão para a costureira para um golpe de magia. Vestidos que nunca viram a luz do dia por demasiado compridos, transformam-se com a ajuda de dicas preciosas de quem sabe. Até aquele problema de os botões ficarem muito acima foi resolvido com uma costura invisível. Colares que se transformam em cintos ou em outros adereços. Sapatos e sandálias que são pintados, arranjados e transformados.
Demora algum tempo e requer alguma paciência e muita imaginação. Mas fico feliz com tudo isto! Centra-me no importante, não me deixa divagar e explora a minha imaginação.
Mais alguma vantagem para a crise?