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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Saudades do que não há-de vir


 Dou comigo, por vezes a ter pena de não poder viajar para todos os sítios do mundo que queria ver e viver. Seja por falta de dinheiro, de tempo, de condições, sei que, na maioria dos casos, não vou poder ir e esta falta de ir faz-me sentir saudades antecipadas da vida que não tive nem vou ter. 

Mas vês na TV! Nada se compara ao estar, ao guardar no coração os pormenores, os cheiros e as vivências. 

Tenho inveja da boa daquelas pessoas que largam tudo e partem à descoberta. Quando gostam, fazem uma pausa e ficam uns tempos e depois continuam a viagem. Era tão bom que pudesse ser assim!

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Fim de semana longo e atarefado

 


Dei por terminadas todas as alterações e aumento de comodidades da casa da praia. Tudo a postos. 

A minha faceta de gestora a top. Muito feliz comigo mesma. 

Muitos pormenores de requinte tratados,  tal e qual como eu gosto.

Fico sempre contente quando a minha intuição se transforma em realidade. 

Muitos projectos ainda por concretizar mas em outras áreas. A minha cabeça não pára. Continuar a destralhar cá por casa. Num dos últimos fins de semana saiu um camioneta de coisas inúteis. Nem dei por falta de nada.

  Ganhar coragem para deitar os livros e cadernos do liceus dos meus filhos no papelão. Já tentei várias vezes. Não consigo. Parece que estou a deitar parte da vida deles comigo para o papelão! Continuam na garagem em grandes sacos de plástico! Coisas de mãe!

terça-feira, 28 de maio de 2024

Coisas minhas

 


Sou  desarrumada, eu sei! Vou tentando, arrumando acessórios em caixas, ponderando novos modos de organizar a roupa interior, mas, passados alguns meses, tudo ficou um caos novamente! Há caixas vazias em todas as divisões da casa!

Admiro a arrumação da minha irmã com todos os itens colocados em determinados lugares e confesso que stresso um pouco quando ela vem cá a casa. No dia anterior, há que arrumar o possível e esconder o mais caótico. Ela sempre conseguiu definir  o que vestir no dia seguinte coisa impensável para mim e, em viagem, leva sempre arrumadas todas as toiletes a utilizar. Eu levo uma série de peças que combinem umas com as outras e depois logo vejo o que me apetece vestir de acordo com a disposição do momento. 

Não vivo no caos, sei sempre onde encontrar tudo e quando a desarrumação atinge um determinado grau, é tempo para parar e arrumar. 

No entanto, gostava de ter uma casa de revista, com as mantas dobradas nos braços dos sofás, o pijama dobrado em cima da cama à minha espera, o frigorífico na perfeição da arrumação, os sapatos todos bem acondicionados e a ordem em todas  as divisões, mas não consigo. Faz parte do meu carácter!

Um dos quartos dos filhos é o local onde vou colocando tudo o que é para arrumar, para levar  para  outra casa, ou para dar a instituições. Estou a trabalhar numa mesa enorme porque tenho preguiça de ir debaixo dela afinar umas tábuas que não estão no sítio! Preguiça!!

Quando cá viviam os filhos era obrigada a contorcer esta minha faceta. Agora, tenho toda a casa para mim e, como é grande, há espaço para todas as loucuras. 

Na semana passada passou por cá um camião que me levou de casa muitas coisas de que já não necessitava. Senti um certo alívio.  Este caminho é para continuar. Substituir as estantes abertas por estantes fechadas para os meus livros para não ter que os limpar. Pouco a pouco, muito pouco a pouco, vou fazendo acontecer. 

Continuo a ter pena de não ser como a minha irmã! 

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Há dias em que quase não consigo acordar


 Hoje foi um deles. Parece que o cérebro tem dificuldade em começar a trabalhar, um torpor imenso que eu sei que tenho de vencer porque há muito que realizar. Mas foi difícil. 

Com o pequeno almoço tudo começa a fazer sentido e, pouco a pouco, vou iniciando o dia. Já algumas coisas realizadas e vontade de iniciar outras. O negro do serão atenuou-se. Está sol. 

Dei por mim a pensar nos locais em que cada um dos irmãos e primos vivemos e a que tivemos que dizer adeus para nunca mais lá voltar. Há dias em que esses lugares fazem parte de mim e me aflige não poder ir lá novamente mas, na maioria dos outros dias, a vida encarregou-se de me levar ao esquecimento e à aceitação. 

Olho para o arvoredo que quase me entra pelas sacadas da minha casa, onde vivo quase há 25 anos, e lembra-me outras árvores, outros barulhos, outros cheiros a que nunca mais vou ter acesso. É mesmo isto a vida? Saltar de um para outro lado, ficando só na memória os sítios onde fomos felizes?

Pensarão todos assim ou é apenas esta minha característica de saudosista que me faz reflectir por mim e pelos outros? 

terça-feira, 30 de abril de 2024

E não é que estou a ficar nervosa?

 


Há imenso tempo que não viajo para fora do país. Depois da pandemia, com a alegria de poder fazer o que me apetecia, voltei ao ténis. Rompi o tendão de Aquiles. Recuperação longa e uma série de mazelas nos pés que ainda hoje me traem as voltas.

Não podia continuar assim. Com medos e a dar voltas neste pais à beira mar plantado, embora considere ser belíssimo. Apetece-me sempre a aventura da lonjura, o sentir-me perdida no mundo desconhecido, não tão desconhecido assim!

Quinta feira começa a viagem pelo norte de Itália. Para complicar a aventura, aluguei um carro. Se é para acabar com medos que seja mesmo a sério! Se consegui conduzir na Alemanha com as placas e instruções em alemão e tudo correu bem, aqui será mais fácil! E faço listas, organizo papeis, leio pela terceira vez tudo o que considero importante. 

E logo eu que partia sem um segundo pensamento e depois logo se via.

Vai fazer bem ao meu ego saber que consegui passar no teste! 

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Mais uma Páscoa longe de mim

 


Da minha essência, do que sou e do que fui. O cheiro da flor das giestas que enchia o ar, as tradições religiosas, as procissões solenes e silenciosas. As passadas curtas e silenciosas das pessoas de idade que todas as sextas feiras santas percorriam a rua da procissão em silêncio, orando " Lá iremos, lá iremos às portas do paraíso, abertas as acharemos, as do inferno fechadas parecem casas queimadas ...". Sei  toda esta oração do tempo em que dormia com a avó e ela me ensinava todas estas tradições. Saudade.

Começava o sábado de Aleluia e o sino tocava toda a noite. Um martírio para quem queria dormir!

O que eu gostava mesmo? Da Visita Pascal com todo o cerimonial que se fazia lá por casa. A primeira coisa era saber por que lado da freguesia começava o padre a visita naquele ano. Vivendo nós numa das pontas da aldeia, fazia toda a diferença porque ou era manhã cedo ou já ao cair do sol. Perguntas aos vizinhos, ao sacristão e lá se concluía a trajectória. 

Sentia-se ao longe a aproximação do cortejo pelo sino que o acompanhava. Meu pai, vinha para  porta, com o seu ar mais solene e todos ficávamos dentro da sala, perfilados, à espera. Meu pai beijava a cruz enfeitada com flores e convidava todos a entrar. Chegava a nossa vez! Rezávamos todos uma oração, alguma das crianças comia uma amêndoa e lá partiam para mais uma casa não sem antes  o padre benzer a família e a casa. 

Coisas que me lembram porque estão cravadas neste coração e nesta alma de que sou feita. 

quinta-feira, 7 de março de 2024

Limitações irritantes

 


Pois, mas esqueça o ténis para sempre. Pode romper o tendão de Aquiles do outro pé! Já pensou nisso? De agora em diante será a natação o seu desporto. Palavras sábias de quem sabe!!

Fiquei gelada! Agora que eu tinha redescoberto o prazer do ténis, depois de imensos anos sem jogar, que tinha comprado uma nova raquete, que tinha um grupo super simpático que fazia com que o cair da noite fosse mais leve e engraçado....pumba! Esqueça e ponha-se a fazer piscinas e a pensar na vida enquanto nada!

Esta coisa do avançar na idade é tramada! 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Se eu pudesse escolher

 

A vida seria apenas festa! Preparar, organizar, divertir, aproveitar os dias, ser feliz! 

Depois, temos tudo o resto que faz com que os dias em festa saibam ainda melhor porque são poucos! 

Está dentro de nós, como muitos dizem, mas a vida real não se compadece. Chatices, problemas para resolver, trabalho a realizar,  aquilo que normalmente se chama de vida real. E é mesmo assim. Não há volta a dar-lhe. 

Em dias cinzentos como o de hoje  restam os livros, as tarefas, as obrigações e um pouco de devaneio à mistura.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Tradições que se querem preservar

 






A minha mãe queria muito um forno a lenha. Um dia, o meu pai mandou construir um para ela. Em todos os almoços e jantares de festa, o forno era o rei. Aquecia-o logo pela manhã com bastante lenha. Quando o tijolo estivesse esbranquiçado era tempo de puxar as brasas, lavar o forno da cinza e colocar lá dentro os melhores petiscos. Depois de cozinhados, ainda lá colocava uma panela com feijão ou grão, com muita água, que cozia lentamente até  à noite sem ser necessário vigiar.  Sempre fomos ajudantes destes lautos almoços e aprendemos com ela todas as técnicas e truques. 

Vamos continuar a tradição. Nesses dias, ela fica mais presente! A mãe fazia assim, a mãe deixava o forno meio aberto, a mãe batia  o pão com a mão para ver se estava cozido, a mãe cortava a carne de certo modo para as bolas de carne... e assim vamos treinando a arte. 

Saudades de te ter por perto quando, nessas alturas, todos pensávamos que eras eterna!

sábado, 8 de outubro de 2022

O Outono e a sinfonia de sentimentos que cria

 

Continua o calor. Insuportável, por vezes. 

Muitas coisas a acontecer na minha vida e nos que me são próximos. Nem todas boas! 

Eu cada dia a sentir-me mais velha. Cada dia a pensar que é menos um e que tenho ainda tanto para viver. Nem todos os dias são bons mas relativizar ajuda a acalmar a mente. Olhar com olhos empáticos faz-nos agradecer o que vamos tendo. 

Comecei a sério as aulas de ténis. Que feliz que sou durante aquelas horas! É certo que não corro tanto como antes, mas parece que sou invadida por um déjà-vu da minha juventude que tudo torna possível. Telefonei à minha parceira de campo a contar-lhe e ficou combinado um jogo quando eu tiver a nova raquete. São estas ilusões de juventude que nos fazem remoçar. Seja lá isso o que for. 

Vou ter o meu primeiro sobrinho neto! Nova ilusão que me traz felicidade. 

As minhas netas crescem felizes. O mau disto tudo é eu não as ver todos os dias e não ouvir as suas vozinhas lindas e as suas conversas que enchem almas. Esta é uma parte da minha vida que tenho de mudar. Não sei bem como mas tenho mesmo de mudar. As mudanças metem medo mas, por vezes, fazem muito bem! É só necessário fechar os olhos e avançar.

Na profissão sinto-me como peixe dentro de água. Os alunos e cada vez mais os alunos! Eles retribuem e fazem-me feliz. É tudo muito mais fácil agora. A experiência ensinou-me muito. Gosto de aulas, de falar com eles, de contar aquelas histórias científicas das quais nunca se esquecem! Gosto de saber que os pais deles foram já meus alunos e que alguns dos funcionários da escola também. 

Continuo a gostar de estudar, de experimentar coisas novas, de manter-me actualizada sobre tantos e variados assuntos. 

Vou tentar vir por aqui mais vezes. Gosto de escrever e faz bem à alma. 

 


domingo, 18 de julho de 2021

Domingo é o que se quer fazer dele

 


Começa de mansinho e depois a alegria por uma semana nova invade-nos. Listas de tarefas ainda por realizar, outras já quase acabadas  e  coisas boas que quero que aconteçam. 

Ver a mãe! Tenho  tantas saudades  do sorriso dela! Aquele sorriso apaziguador quando a vida lhe mostrou que já tinha cumprido o seu papel! E que papel!!

Também tenho saudades de a ver rir às gargalhadas por ser mais raro!  Era tão bom!

Arranjar um tempinho para o meu coração ficar mais calmo. Conversar muito e ver a vida de outro modo muito menos stressante. Afinal de contas, também  eu  já estou no tempo dos sorrisos apaziguadores reveladores de deveres cumpridos. 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Por onde se começa a preparação da ceia de Natal?

 


A minha é decididamente pela mesa dos doces!!! Aquela mesa irresistível que fica à disposição da gula que todos temos. A toalha é purpura e de damasco porque a solenidade assim o exige e porque o amarelo dos doces conventuais harmoniza a cena que se quer perfeita.

De seguida, pensa-se nos locais de confiança onde encomendar aquilo que não se confecciona em casa: lampreia de ovos, etc.

Pega-se depois no nosso antigo livro de receitas e, perante quem vem e os seus gostos, escolhe-se o que se vai confeccionar. Receitas boas e fáceis porque o Natal não é sinónimo de estar muito tempo na cozinha. Mete-se a mão na massa para filhoses, sonhos e rabanadas. 

Passa-se depois ao prato principal sem grandes desvios. Apenas só no modo de cozinhar e empratar  o fiel amigo. 

As entradas são as últimas a ser pensadas. Talvez porque uma boa tábua de queijos seja uma óptima maneira de começar uma refeição.

Andamos, nesta fase, na escolha dos fornecedores dos doces difíceis!

terça-feira, 21 de julho de 2020

Acampar na vida

foto tirada por filho mais novo numa dessas manhãs

Todos os anos a primeira semana de férias era sempre passada no mesmo sítio - Parque de campismo do Serrão - Aljezur. Rotinas perfeitamente estabelecidas com as tarefas todas distribuídas, enchíamos a alma de praia, de sol e com o peixe mais saboroso que comi até hoje. Naquele tempo, aquelas paragens ainda não tinham sido descobertas pelas massas e a praia da Amoreira era um oásis de calma, para grandes passeios ao longo do rio. À tardinha voltávamos à tenda cansados mas felizes. O parque tinha uma piscina onde passámos muitas tardes e onde os meninos nadavam até à exaustão. 
Tinha cavalos, aluguer de bicicletas, campos de ténis, um barbecue comunitário para assar o peixe e as árvores do eucaliptal davam a sombra sempre necessária nos Agostos escaldantes. Consigo ainda ver os meus filhos pequenos a correr para o supermercado para comprarem o pão, queijo, fiambre e alface para as sandes do pequeno almoço e voltarem a correr com o saco felizes  e contentes. Relembro as conversas intermináveis na mesinha dos quatro bancos enquanto acabávamos de acordar e tomávamos o pequeno almoço e as saídas à noite para passear em Lagos e comer um gelado. Lanchávamos muitas vezes na padaria do Rogil que agora é muito falada mas já naquele tempo era a perdição total! Explorámos todas as praias desertas ali à volta, descobrimos uma feijoada de búzios estonteante que repetimos muitas vezes e reservávamos sempre um dia para ir almoçar a Monchique. Era uma vida simples mas aproveitei bem todos os momentos.
Vinha de lá como nova e depois seguíamos viagem para outras paragens. 

terça-feira, 23 de junho de 2020

Aula síncrona com os meus alunos


Tenho saudades deles! De chegar à porta  e eles todos em monte à minha espera, do burburinho da entrada, do aquietar do início da aula, das piadas, da confiança,  dos ensinamentos que me davam sobre gente nova no começo da vida, de me rir com eles sobre o que ia acontecendo, de ralhar com eles sempre que não cumpriam, de me fazer de cega, surda e muda e esperar que passasse porque, por vezes, não valia a pena reparar. O que é certo é que tudo se compôs, os mais espevitados trabalharam imenso, descobriram novos métodos e novas capacidades dentro deles. 
Em Setembro, se tudo correr bem, lá  estaremos!

terça-feira, 16 de junho de 2020

Uma pessoa senta-se para trabalhar, abre o computador e...pumba!


Notícia do dia: Esta terra está na linha da frente na quantidade de mortos por Covid 19! E logo agora que eu começava a relaxar um pouco, que o sol apareceu, que já apetecia sair e dar umas voltas. 
Só me apetece voltar novamente para a concha e esperar que passe. Ainda fui investigar o relatório completo mas é mesmo assim como estava nas "letras gordas". 
É verdade que os locais estão cheios de gente e tudo saiu para comprar o que nunca imaginou que precisava. 
Aqui está o resultado!

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Aproveitar os descontos do dia da mãe e mais umas coisas


Quase todas as marcas fazem bons descontos e neste tempo de comércio fechado é uma óptima ideia para adquirir o que nos faz feliz. Também devemos viver destes pequenos prazeres, colocar-nos em primeiro lugar e mimar o corpo e a mente.
Estes brincos.
Este lenço na minha cor preferida que já tenho comigo.
Estes ténis super confortáveis.
Esta sweater linda.
Estas sandálias que são a minha cara.
Este livro que me ajudou imenso a viver a vida de outro modo.
Uma mulher inspiradora pelo bom gosto e pelo estilo. Adoro o cabelo!
Uma série que não perco. Pelas histórias e pela narrativa.
Este vídeo que pratico desde há 30 anos e que os meus filhos sabem de cor. E eu também! Giro e fácil de realizar. Confesso que algumas partes vou saltando. A parte dos braços e pernas faz milagres.
Ainda me encanta!
Um bom feriado. O sol vem aí! Dizem!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Hoje é sexta


E é a mesma sensação de que se fosse segunda! Não há saídas, não há visitas, não há sair para encher o depósito de gasolina, não há auto-estrada nem beijinhos de ninguém à chegada. As paisagens que se querem voltar a ver são uma miragem e vamos conversando sobre isso. Quando isto acabar, quero ir aqui, quero voltar ali, quero ir rever certos cheiros, certas pessoas e não adiar mais muitas visitas que ficaram pelo caminho. Quando...
Quando isto acabar quero continuar a viver com esta calma que adquiri. Sei que vai ser difícil quando o barulho, o ruído, a pressa para nunca chegar a nada e as interações negativas começarem a vir ter comigo. Vou fazer esforço para que nada me belisque esta paz interior em que agora vivo. 
Quando isto acabar vou estar vacinada contra a pressa, os passos inúteis, os trabalhos sem objectivo e o amor ou a amizade sem volta.
Quando isto acabar vou ser uma nova pessoa!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Deu para relaxar


Quando percebes que metade dos teus problemas de saúde resultam do stress acumulado, concluis que tudo está na tua mente e há que ter tempo para ti e para os teus hobbies. 
Estes dias serviram para fazer coisas de que gosto, para me rir por tudo e por nada, para imprimir uma certa leveza ao tempo que passa e para relativizar o que me andava a toldar a mente.
Voltei renovada. Amanhã recomeço com novos projectos e ideias peregrinas.
Melhor que tudo isto é a nova saída já daqui a três dias. 
Viver intensamente pode ser mesmo o remédio para os meus males! 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Pensar encontros


Gosto de ter tempo para os pensar! Ler, ver revistas, tirar ideias daqui e dali, conhecer as tendências para as poder adaptar. Ando nisto semanas! Pouco a pouco, o que quero concretizar, alinha-se! Passo então para a fase de comprar o que é necessário e ver o que tenho para poder aproveitar. Uma vela aqui, um ramo ali, um castiçal noutro lado. A imaginação a mil, visualizando já o produto final. 
Muito perto, já com tudo imaginado, é só elaborar o produto final.
É assim que gosto de funcionar e preparar festas que hão-de chegar. Parecem saídas do nada, mas habitam em mim durante semanas e semanas.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Coisas fúteis mas que me fazem falta


No meio deste caos de trabalho que não pára e com uma dose de invenção que eu nem sabia que tinha, tempo para priorizar os meus gostos, aquilo que quero mesmo fazer e me dará prazer. Não necessito de gastar muito dinheiro para ser feliz! Ainda bem!
Vamos lá então fazer a lista:
1 - Ver o sorriso da minha neta quando amanhã aparecer com o novo presente dela! Mal posso esperar!
2 - Sentir tudo o resto a esbater-se à volta e ficar só ela como foco da minha felicidade.
3 -Ver o filme Downton Abbey 
4 - Ir ver umas camas ao IKEA para mudar um quarto cá em casa.
5 - Comprar uns lençóis  e uns edredons novos para que cheguem para todos os que estiverem estarem quentes no Inverno que se aproxima.
6 - Procurar uma bijuteria  linda que procuro há imenso tempo e não encontro. Qualquer dia páro alguém na rua e pergunto onde comprou!!
7- Prometer a mim própria arranjar pés e mãos mais vezes e marcar cabelos todas as semanas. 
8 - Continuar a dedicar-me à fotografia.
9 - Tomar a iniciativa de juntar amigos mesmo que dê trabalho porque o resultado é sempre fantástico.
10 - Continuar a importar-me ou importar-me ainda muito mais com quem verdadeiramente quer saber de mim. Esquecer todos os outros um bocadinho em cada dia que passa.
11 - Ser mais atenta ao que me rodeia. Rir mais e ser menos metida comigo mesma. Conviver mais!
12 - Perdoar! Pode parecer estranho mas as mágoas fazem rugas e eu quero viver leve. As pessoas são como são e ninguém é obrigado a gostar de mim! Ah mas podiam ter um tipo diferente de atitude... Podiam mas não têm, problema deles!