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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Coisas boas

 


Passar o fim de semana na praia faz-me sentir uma mulher com  muita sorte. Rumar a uma casa renovada em que se ouve o mar é um privilégio que agradeço sempre que vou. 

E o silêncio das madrugadas? E o poder tomar o pequeno almoço no jardim ainda sem sol e com a maresia a bater na cara? Revigorante!

O tentar sempre melhorar os pormenores, imaginar novos cenários de decoração, a minha mente criadora ao rubro. Dá-me anos de vida mesmo que muitos dos planos não se concretizem!

Pela tarde, estender-me ao sol e não pensar em nada!

Há lá melhores fins de semana que estes!

segunda-feira, 9 de março de 2026

Vícios

 


Tenho uma paixão por passemanarias com borlas! Cá por casa, há cortinados, almofadas, coberturas de mesa, tudo e mais alguma coisa com estas borlinhas que me fazem regressar lá atrás. 

A casa dos meus avós era mesmo em frente da casa do padre que tinha um imenso salão no rés do chão que servia para várias actividades. 

Quando era miúda havia muitas fábricas nas redondezas e uma delas era precisamente de passemanarias. As borlas não saíam da fábrica bem aparadas e vinham para o salão onde o padre as colocava em grandes fiadas e as raparigas, que queriam ganhar algum dinheiro, as  aparavam, uma por uma, com tesouras pequenas  até ficarem bem esféricas. Lembro-me de andar por ali e sentir que era um mundo encantado, cheio de cor e de beleza. Quando prontas, o padre enrolava-as em grandes molhos e lá seguiam o seu destino engalanando as casas ricas de outros tempos. 

Adoro borlas. quanto mais exóticas melhor. A infância a marcar sempre os nossos gostos adultos.  

Também posso acrescentar que o meu gosto pelos tecidos adamascados me vem  da visão da igreja dourada, iluminada e com  adamascados púrpura que ainda hoje me encantam.


domingo, 8 de junho de 2025

Os olhos enchem-se de água

 


Quando olho para esta foto, durante algum tempo, o meu coração enche-se de saudade destes tempos de Verão, Europa fora, filhos pequenos, trabalhos vários mas a sensação de família em construção superava tudo. Aqui estão os meus tesouros, nos Alpes, sérios, olhando em frente como se olhassem o futuro! 

O mais velho fez destas montanhas a sua segunda casa. 

 Nunca mais lá voltei. Qualquer coisa nesta foto me lembra um futuro e um passado que se cruzam, um emaranhado de sentimentos bons quando a vida era mais fácil e mais previsível. 

Tudo se tornou mais difícil, tenho menos paciência, menos ingenuidade, aprendi muita coisa que naquela altura não sabia e voltar atrás, faz-me lembrar como eu era e como foi criar dois homens maravilhosos aqui sentadinhos, sérios, olhando sempre em frente.

domingo, 13 de abril de 2025

Fim de semana no interior do País.

 


Ir para fora é bom mas, quando não se tem muito tempo nem disposição para planear, uma  quinta no interior é boa para pensarmos novamente na riqueza geral que todo o país possui. Tradições, património natural e arquitectónico, história, pessoas incríveis, boa gastronomia e por aí adiante. 

Não conhecia esta zona. Foi uma óptima descoberta. A quinta onde ficámos era linda e bem cuidada com apontamentos que gosto sempre de registar para aplicar mais tarde. Recriar é a palavra de ordem. 

A casa estava cheia de pormenores de bom gosto que não são muito difíceis de concretizar. Projectos para os próximos dias!

A calma dos dias, a vegetação, o silêncio, os espaços verdes tudo contribui para que o tempo seja bem aproveitado. Passava ali uma semana sem me custar nada. 

Portugal é um país incrível!

terça-feira, 18 de março de 2025

Os meus sonhos madrugada dentro

 

Grécia - 2004

Têm sempre o mesmo cenário: os meus filhos pequenos cá em casa. 

Hoje, um deles queixava-se de que tinha tantos lápis e canetas de cores e não usava metade por falta de tempo. Interiormente, com alguma mágoa, eu concordava e surgiu a ideia de que poderia levá-las para férias e fazer imensos desenhos durante esse tempo. Ficou contente e, num quartinho pequeno, cheio de brinquedos começámos a selecionar caixas e caixas de lápis e canetas coloridas. Ele ficou contente e mais realizado e tocou o despertador. 

Tempos passados e sentimentos que ficam da correria dos dias. 

domingo, 5 de janeiro de 2025

Somos o que vivemos

 


Ontem, ria-me com a minha irmã ao relembrar episódios de quando era pequena e vivia numa aldeia perdida da Serra da Estrela, onde nasci. Não são episódios de felicidade mas quase parecem saídos de um filme, pelo seu pitoresco, visto a uma distância de 50 e muitos anos. Cheia de personagens icónicas que fizeram e ainda fazem parte do meu imaginário, pelo que eram, pelo que algumas delas sofreram e pelo modo como viviam a sua vida. Podia escrever mil e um posts sobre cada uma delas. 

Talvez destas vivências tenha resultado o meu grande optimismo face à vida e às coisas. Já vi tanto, já assisti a tanto que pouco ou nada me faz vacilar. Naquela época, as crianças  não eram poupadas a nenhum cenário, desde visitar a tia em último grau de demência, até velórios macabros e visitas a doentes terminais com tudo o que acarretava. Se alguém morria sem ser velho e as crianças perguntavam o porquê a resposta vinha pronta: enforcou-se. Era algo comum naquela época em que o SNS não existia e os médicos serviam uma classe que podia pagar. A pobreza era mais visível no Inverno, quando a neve cobria todos os recursos. A madrinha velha como todos lhe chamávamos, irmã mais velha da minha avó materna, solteira e com posses, distribuía medicamentos por todos os que sofriam para alivio das dores do corpo e da alma! Ainda há pessoas que se lembram disso. O famoso Saridon. Se fosse actualmente...

O álcool era  o refúgio para os pensamentos menos bons e para a pobreza instalada, principalmente nos homens. Aos Domingos, era típico vê-los a cambalear rumo a casa no final da tarde. Durante a semana seguinte, a minha mãe ouvia as mágoas das mulheres deles, as sovas que levavam, o sofrimento na criação dos filhos que lhes faziam nessas noites atormentadas pelo álcool e pelo medo do futuro. Nessas alturas e para manter a dignidade de quem falava, minha mãe mandava-nos sair da cozinha e fechava a porta mas nós, na sala, ouvíamos  o que já todos sabiam. 

Estas mulheres e homens com quem cresci, já faleceram mas quando encontro os filhos vêm à memória todas estas vivências  e como o modo como foram criados os transformou em homens e mulheres lutadores e bem dispostos. Sabem dar valor ao que têm e principalmente à vida. Admiro-os por isso.

Tive a sorte de não ter vivido estes dramas mas assisti a tudo e, por vezes, a minha alma de criança muito nova, não conseguiu assimilar todo o drama do que vi e senti. Só agora, pensando bem e comparando com o tempo presente vejo e sinto o que cada um daqueles seres humanos viveu para sobreviver.

Aos 10 anos vim viver para Coimbra. Já mais velha, consegui perceber que os problemas também ali existiam em casas mais arranjadas mas em que faltava muita coisa. Era mais velada a miséria. Lembro-me da vizinha do 2º andar que ia ao mercado e trazia sempre um ramo de flores mas, durante a semana, pedia os bens essenciais à minha mãe que os ia fornecendo. Uma postura diferente mas a mesma fragilidade. Aqui era necessário esconder. Na Serra não era possível e ninguém queria saber de flores em jarras. 

Também aqui existiam as más relações, o adultério e as doenças. Era quase tudo igual mas embrulhado em luvas de pelica que obrigavam a uma visão  mais apurada. 

É a vida como costuma dizer filho mais velho. 

Há dias em que tudo me lembra mais. A quantidade de episódios que eu já vivi, as mil e uma vidas por que passei, os ambientes diferentes que tive de enfrentar. Como ser pessimista se consegui chegar aqui?

Obrigada pais e irmãos pela família boa que criámos,  que me educou e me deu esta postura forte com a certeza de que conseguirei enfrentar o que vier. 

sábado, 28 de dezembro de 2024

Mensagem de fim de ano


 A vida é muito curta. Aproveitem-na muito bem! Não adiem nada que sonhem fazer. Nunca haverá a ocasião ideal. Essa, está na nossa cabeça. 

Olhando para estas duas imagens minhas parece que foi ontem que eu estava no Luso com pais, avó, primos e tios num passeio mesmo muito bom. Desse grupo grande, só restamos os três irmãos e os dois primos. Quase todos se foram deste mundo, com as suas vidas cheias, os seus medos, as suas angústias e espero, com muitos dos seus sonhos realizados. 

A segunda foto é recente mas nela não estão estampadas todas as minhas lutas nem todos os meus sofrimentos. Está só um instante de descontração dos muitos que necessito para envelhecer com alguma graça. 

Tudo passou muito rápido. Dias atrás de dias, resoluções boas e más, dias péssimos, doenças, dias bons em que julgava que tudo era belo e as pessoas todas boas. 

Aproveitar tudo o que aparece sem pensar duas vezes. Apetece, então vai. 

Arrisca. Podes não gostar mas fica a aprendizagem. Procura coisas novas. Aprende novas modas. Mantem-te actualizado quanto ao que aparece de novo. Investiga. Sê curioso. Projecta o que te faz feliz. Dá-te aos outros. 

Só desse modo consegues envelhecer com alguma qualidade.

Deixa os mi,mi mis para depois. Agora é o tempo da plenitude. 

Uma viagem curta mas muito boa

 


Em princípio de Novembro fui conhecer Madrid! Tantas e tantas vezes que por lá passámos a caminho e vindos das nossas viagens mais longas pela Europa mas nunca tinha parado. Tão perto de nós e tanta coisa para ver. Foram quase 4 dias de muita movida. Descobrimos sítios muito giros, lojas com artigos belíssimos e fiquei com imensa vontade de voltar.  De avião, foram 75 euros, ida e volta,  e uns meros 50 minutos. Penso que de carro também se irá muito bem parando aqui e acolá. 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Viagem ao Norte - Check

 


Compras muito boas, roupa giríssima a que não se resiste. 

Sim, eu disse que não ia comprar mais nada, mas comprei!Imperfeições natalícias e a loja do Adolfo Dominguez com preços mesmo muito bons. 

Deu-me prazer? Mesmo muito! 

A vida também tem de ser feita destas pequeninas coisas do dia a dia.

Acabámos em Matosinhos em frente a uns filetes de polvo acompanhados por um arrozinho à Norte. Como eu gosto. Para terminar, uma rabanada embebida em vinho do porto! Divinal!

A decoração das lojas estava top. Mesmo na loja da fábrica da Ach Brito, o brilho da decoração acompanhava os bons cheiros dos sabonetes que eu adoro.

Música de Natal, o reboliço das grandes famílias nortenhas e as recordações todas a surgirem. Fazem-me falta dias destes.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Viagens ao Norte do meu coração

 



É sempre aqui que me sinto inteira. Viagem com a irmã por Viana do Castelo e com uma escapadela até ao norte de Espanha. Descobertas boas de cidades com monumentos bem conservados, boa comida, atenção extrema ao cliente e aquele linguajar típico que nos faz sentir em casa. A fazer muitas vezes, por estradas diferentes mas sempre com o riso no coração.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Nunca mais chega o meu móvel novo


Vou transformar completamente a entrada da minha casa! Vendido o móvel vintage (detesto este estilo) que só está à espera de que o venham buscar, foi tempo de comprar um móvel liiiindo da flashdecor!

Tudo pensado e organizado para a sua chegada. Aguarda apenas o transporte porque este, já é meu! 

Não imaginam a alegria que me dão estas transformações com coisas que adoro, que penso serem impossíveis e depois se tornam realidade na minha vida. São coisas, eu sei!  Mas que é que eu hei-de fazer se fico feliz? A vida também é isto!

Entre hoje e amanhã, começo a pensar no que arrumar na malinha pequenina para uma viagem curta mas cheia de coisas boas a acontecer brevemente.

domingo, 20 de outubro de 2024

Quase a acabar o fim de semana!

 


Sexta foi dia de continuar o sonhatório tomando conta da doce Celeste. Quando venho para casa e a deixo já a dormir parece que a minha alma ficou lá com ela. Netas lindas que me fazem mais nova. 

Ontem fui à casa da praia fazer o que tinha de ser feito. Novas ideias, mais económicas e giras, me vieram à mente e serão para concretizar. Começo a sentir que se puder modificar sem obras será o que eu escolho!!

 Apetece-me sempre ficar por lá! Apanhar sol no jardim, passear, aproveitar  o barulho do mar que estava lindo e bravo. Um dia isso vai acontecer! 

Há lá coisa melhor que tomar o pequeno almoço no jardim a ouvir o mar e a ser sobrevoada por gaivotas? 

O mercado, cheio de frutas boas e tudo o que vem da terra mesmo ali ao lado! As pessoas que trazem o riso com elas, tudo me leva para lá! 

Já falta pouco! Penso eu!

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Este amor pequenino

 


Os bebés vão buscar a nossa infância esquecida, a alegria pura com brincadeiras que já tínhamos esquecido e com  aquela inocência que derrete qualquer coração. Tudo nela é ternurento.  10 meses de mãozinhas fofas, de risinhos marotos, de caras de observação atenta do mundo que a rodeia,  de  inocência e necessidade de amor, de afecto e de mimo. Apetece ficar ali  estaticamente à espera que tudo fique como está.

Hoje é um dia duro! Quando volto, ponho toda a minha rotina em causa! O que ando eu a fazer à minha vida longe dos que amo? O que posso fazer para mudar isto? Mil e uma hipóteses me passam pela cabeça! Depois, chega a madrugada,  é tempo de ir trabalhar e a realidade vem sobre mim como um manto cinzento, até à próxima visita.

Consegue ver-se a léguas a minha felicidade!

domingo, 8 de setembro de 2024

A necessidade de sair


Fui passar dois dias fora. A ser mimada como eu gosto. A fazer as coisas de que realmente  gosto em terras onde já vivi. Redescobrir recantos e  jantar onde muito antes, lá muito para trás na minha vida, ia com toda a família jantar, conversar e rir. Falámos nestes jantares que já nunca mais se repetirão e lembro-me especialmente de um deles em que filho mais velho ainda muito pequeno fez tamanha birra que eu saí do restaurante e vim acalmá-lo para perto do rio sem sequer ter jantado. De repente, vejo o tio António com um prato e a taça de sobremesa, passeio fora para ma entregar! Nunca me esqueci deste gesto de amor e atenção porque ele era mesmo assim e porque tenho imensas saudades dele e porque para mim a linguagem do amor se traduz em grande percentagem em actos de serviço.

Preciso destas saídas, destas conversas e desta leveza. Fazer o que realmente nos apetece sem concessões ou fretes A vida já é tão pesada e consegue ser tão cruel para quem não o merece!!



domingo, 11 de agosto de 2024

Melhor não podia ser!

 

Alheira de carnes magras feita na quinta

Arroz de cabidela





Reservei pelo booking. Pareceu-me muito bem e o local também era um pouco desconhecido para mim e queria explorar.

Não fiz muita pesquisa mas os 9.8 do booking fizeram-me ficar mais confiante.

Chegados ao local, imponente coma sua capela granítica junto à casa senhorial, fomos recebidos pela D. Fernanda que nos indicou o quarto e nos deu a conhecer a quinta. Uma piscina inserida num grande relvado, mesmo junto ao quarto, fizeram-me pensar em bons mergulhos nas manhãs de ócio, como aconteceu todos os dias. 

O primeiro jantar na imponente sala de jantar da quinta, transportou-me ao clima romanesco do Eça. Uma canja com ovos e galinha caseira, a massinha de letras e o sabor divinal deram início a uma semana de iguarias várias que muito dificilmente sairão da memória. O almoço era servido na piscina e mesmo mais leve era diferente e saboroso. A D. Fernanda nunca corre mas chega tempo e com um sorriso a todo o lado. Outro dos salões era o cenário perfeito para assistir às olimpíadas mas confesso que não permaneci por lá muito tempo. Um miradouro deixava ver o Douro no seu esplendor. 

Além da beleza da quinta, do seu ar senhorial e da qualidade de todos os produtos  cultivados nos seus terrenos que eram usados na confeção dos pratos divinais servidos ao jantar, tenho de realçar o quanto me emocionou ter conhecido uma pessoa como a D. Fernanda. Falava inglês, entendia as necessidades dos hóspedes mesmo em outras línguas, e é de uma sensibilidade, amabilidade e meiguice como já há muito tempo não encontrava. Sem ela, a quinta perderia um tesouro. 

Gosto de encontrar pessoas assim que me fazem continuar a acreditar que o ser humano é bom e devemos estar sempre abertos a vislumbrar tudo o que é positivo em cada um de nós. 

Foi uma semana 5 estrelas. Talvez volte. Talvez procure outras D. Fernandas porque gosto de pessoas boas e adoro conviver com elas. Aprendo tanto!

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Booked

 


Uma semana no meu norte de eleição na calmaria dos dias e do bem fazer. Paradita, contemplativa e a renovar energias.

Portugal continua a ser, para mim, o país com melhor qualidade ao nível dos alojamentos  e das condições que oferecem. Não admira que sejamos tão visitados. 

Em património histórico e cultural ninguém nos bate ou não sejamos nós o país mais antigo da Europa. O que eu adoro pesquisar, conhecer e estudar antes de partir para depois me deliciar com o estar, o ver e o apreciar!

Lá mais para a frente que Julho ainda está muito cheio de trabalho profissional e pessoal.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Voltei renovada

 







Um pouco cansada mas valeu a pena. A Itália nunca desilude. As mulheres tendem a descomplicar e a achar graças às mínimas ocorrências. É esta característica que faz rir, descontrair e ser feliz por uns tempos. Mesmo o chato é transformado em riso. Tendem a ter os mesmos gostos e as lojas e as compras são sempre uma boa opção passando pelo património cultural e pela história de um país tão rico  de passado. 

Ao percorrer a paisagem num fiat 600 bem característico, vêm à memória os filmes já  um pouco esquecidos dos grandes realizadores da juventude. Tudo parece cenário de um filme do Visconti, do Bertolucci e por aí adiante. 

Milão,  lago de Garda (Sirmeone),Verona, Veneza, Pádua, Milão. Um périplo que soube a pouco mas há que voltar com calma para saborear novamente a musicalidade da língua italiana, os bons restaurantes, a boa música e estudar com calma a história dos lugares.

Cheguei cheia de novas emoções. Cansada mas contente. Vale sempre a pena. 

Não andei muito porque o aluguer do carro e os táxis ajudaram muito. O pé aguentou os pequenos passeios. Foi positivo. 

sábado, 27 de abril de 2024

Tenho saudades das grandes caminhadas

 



Quando podia fazê-las fui sempre adiando essas caminhadas por trilhos mais ou menos conhecidos, umas vezes por medo de não conseguir, outras vezes por preguiça.

Agora que não posso fazê-las invejo imenso quem as faz em sítios lindos, dentro e fora de Portugal. Há grupos nas redes que se juntam para caminhar e daria tudo para fazer parte deles. 

Fazer a costa vicentina, junto ao mar, ficou para trás. Tenho medo de chegar a meio e não conseguir continuar. Estou cheia de medos e de receios. 

Saudades das caminhadas que já fiz. Do cansaço do final e das paisagens de sonho pelos caminhos. Das conversas boas e das companhias.

Esta semana vai ser uma prova para mim. Receosa mas com esperança de que consiga e volte mais solta e mais confiante. Um mundo novo embora noutros tempos já fosse habitual para mim! 

A preparar a aventura. Depois conto por aqui como correu!  Ou andou! Ou rastejou!

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Tive de ir confirmar!

 


Nas redes dizia-se que Marcelo (chamemos-lhe assim) tinha afirmado que o Dr. Luís Montenegro tinha comportamentos rurais, vinha de um país profundo com um estilo de outro tempo e era lento, de uma lentidão diferente da do último primeiro ministro porque esse era lento porque era oriental!!!!!!

Como disse???

Tive de ir verificar! Era mesmo verdade. Foi dito e está gravado numa entrevista com jornalistas estrangeiros!!

Vamos então por partes: não se podem fazer comentários (e considero correcto) sobre pessoas de outras raças ou credos, mas o senhor que pode tudo, pode dizer que os orientais são lentos! O senhor  tem assim tanto conhecimento de orientais para poder afirmar isso ou são apenas os orientais que conhece da linha onde viveu e conviveu toda a sua preenchida vida com os seus amigos influentes e rápidos em tudo o que fazem? Sejam actos lícitos ou nem por isso!!!!!

Vamos então à ruralidade do Luís Montenegro. Ainda bem que é rural e não é como o senhor que se tornou num ser abonecado, cheio de tiques nervosos e entoações de classe alta, nada condizentes com o cargo que ocupa. Estou a vê-lo à noite nos hotéis, sempre que o obrigam a conviver com rurais, a desinfectar-se em litros de álcool. Quero lembrá-lo que também é presidente do tal país profundo que, dada a superfície exígua do pais, não sei bem onde fica!

Lembrar também este senhor que os grandes vultos desta nação não nasceram como o senhor em berço almofadado. Não tem grandeza! Grandeza é não ter as condições para ser grande e ser inteligente o suficiente para as conseguir. Grandeza é conquistar o mundo e conservá-lo na palma da mão. Grandeza não é ter tudo de mão beijada . É traçar rumos e metas e trabalhar árduo para as conseguir alcançar. Grandeza é conhecer a beleza de um nascer do sol num dia de ceifa, a alegria de um almoço no campo depois de uma manhã de trabalho,  o conseguir chegar à escola depois de meia hora a andar no meio da neve no Portugal profundo e fazer-se gente. Grandeza é saber o que é vida porque se cresceu e conviveu com todas as classes sociais e se conhecem as dificuldades da vida.

Grandeza é ser muito inteligente como o meu pai que, mesmo rural, nunca foi lento nem nunca teve o espirito de outros tempos. 

Grandeza é ser um Aquilino, um Torga, um Vergílio Ferreira, um Soeiro Pereira Gomes, um Sobrinho Simões, um Aristides de Sousa Mendes, e por aí fora.

Estes irão ser lembrados ainda por muito tempo. Já o senhor...

Já tinha pensado que o senhor foi a minha maior desilusão dos últimos tempos como pessoa! Ai e tal teve uma nota muito boa na faculdade!! É isso que tem para mostrar? Muito pouco!

O que me entristece  é observar  um lisboeta inchado de si! É o que o senhor é! Não sabe nada da vida!

Uma tristeza!

sábado, 6 de abril de 2024

Talvez


 Seja a altura de voltar aqui! As circunstâncias serão totalmente diferentes, mas é a vida  a ensinar que, de repente, tudo pode mudar!

Aproveitar os momentos, os minutos,  os segundos, tudo a que temos direito.