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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Já pensou nos livros que vai levar consigo para férias?


Deixo 5 dos livros que li ultimamente e que mais me entusiasmaram por diferentes razões.


1 - Para quem adora o Porto - Porto - Viagem ao passado - Germano Silva

2 -Para quem cresceu a ler Dale Carnegie - Como deixar de se preocupar e começar a viver

3 - Para quem tem medo do futuro e costuma ver sempre o copo  vazio - Factfulness - Hans Rosling

4 - Para quem gosta da boa escrita nortenha - Prazer e glória - Agustina Bessa-Luís

5 - Para quem gosta de História - Memórias do Duque de Palmela - Maria de Fátima Bonifácio

Leituras

 


A Agustina é sempre uma boa escolha para  tardes de ócio e  serões calmos e silenciosos. 

Queria mesmo ler esta obra!

Sempre considerei que os ricos, os mesmo ricos, o chamado dinheiro velho, têm  códigos diferentes entre eles, diferentes dos do comum dos mortais. Nunca me interessei por os conhecer. Não por vergonha ou acanhamento mas só porque, não pertencendo ao clã, não vale a pena ocupar a minha mente com isso. 

Acho graça a alguns deles e, à medida que envelheço, concluo que que de nada  lhes vale a suposta altivez e os códigos secretos de conduta. As desgraças e tudo o que tiver de acontecer vêm na mesma para todos, pertençam, ou não, ao dinheiro velho e tenham quintas ou solares com grandes portões e paredes grossas. Tudo entra!

Reconheço que terão uma visão diferente do mundo e das coisas. Uma alma diferente? Ou apenas mais tempo para dar asas à imaginação, ao excêntrico, ao vale quase tudo?

Muito entusiasmada com a leitura.

Agustina é sempre Agustina!

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

É este o livro

 


"Porque ficamos doentes é um manual introdutório abrangente e indispensável sobre a resistência à insulina e como esta afecta praticamente todos os sistemas do corpo. Se quiser compreender a base subjacente à maior parte das doenças que assolam o mundo neste momento e saber como corrigi-la, este livro é para si."

Coisas feitas


 É bom começar os dias  pela realização de tarefas que trazemos em mente e incrementar certas rotinas que nos tornam mais fortes e resilientes. 

Primeira conversa com filho mais velho põe-me no sitio, logo, logo:  Nestes tempos mais próximos vais ter sempre dores. Que não sejam desculpas, fazer exercício, mexer-te e que todo este processo tenha sido um "abre olhos" para o teu futuro e para a tua qualidade de vida. Logo de seguida, telefonar para o ginásio e saber condições para um PT a tempo inteiro. Qual dor qual carapuça . É gemer e seguir! Feito.

Conversa com a fisioterapeuta já feita com início na segunda feira depois de terem saído os poucos pontos que tenho.

Exercícios cá em casa. Andar, não "à pato", como diz filho mais velho, mas apoiando primeiro o calcanhar e depois os dedos do pé.

Exercícios feitos, tempo para continuar a leitura e anotação de um livro que considero muito importante. Querida amiga Paula ofereceu-mo, depois de uma conversa em que lhe dei conta do quanto eu gostava de ter o livro e toda a informação nele contida, querido afilhado foi levantá-lo e minha irmã trouxe-o até mim. Científico, trata a a resistência à insulina como uma das principais causas das doenças crónicas e do envelhecimento e vou anotando tudo o que considero mais importante. Penso que irá alterar muitos dos meus hábitos. 

Para uma manhã ainda a meio, não está mal.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Comprei-o esta manhã e já vou a meio

 


Gosto de ler. De tudo um pouco. A única condição: estar bem escrito. 

Gosto desta personagem e ainda mais do seu amigo Sobrinho Simões. Ouvi-los em dueto, como já aconteceu, é um prazer para os sentidos! Tudo tem conteúdo, dito com graça, humor e uma  inteligência que me fascina imenso. 

Gosto da inteligência. Gosto de homens inteligentes, brilhantes, que riem de si próprios e das suas incapacidades sabendo, de antemão, que não existe a perfeição mas eles tentam todos os dias, de uma forma lúcida e contida tornarem-se eternos pelo que são. 

Fala-nos o livro do Outonecer! Tão certo, tão poético e tão cruel, ao mesmo tempo. 

A acabar de ler ainda este serão. 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Livros incríveis


 Este livro não se lê, devora-se. Há já algum tempo que o título e a crítica me tinham chamado a atenção. Na minha prática lectiva dos últimos anos constacto que os alunos dominam muito pouco as lides digitais, retirando evidentemente os jogos e as redes sociais. Basta passar pelos corredores em horas de intervalo para perceber que todos jogam utilizando os seus apetrechados aparelhos e são exímios a tirar fotos caricatas aos colegas em situações embaraçosas. Edição de fotografia? O que será isso?

Quando se pede uma abordagem mais investigativa,  ou algo mais elaborado, a maioria nem conhece de que se fala. Não nasci na era digital mas todos estes anos, em inúmeras acções de formação fui actualizando as minhas competências e aplicando em sala de aula, com algum êxito, o que fui aprendendo. Muitas vezes a ajuda vinha de fora quando em face de um concurso externo lançado por uma grande farmacêutica internacional nos deparámos, eu e os meus alunos, com outras necessidades e lá fomos aprendendo uns com os outros. 

A partir daquela altura, as apresentações orais passaram a incluir infográficos mas antes, estudámos em conjunto, o modo de o tornar mais atraente  incluindo toda a informação científica pedida. 

Em Florença, durante uma semana, tive a oportunidade de poder selecionar uma série de aplicações para o ensino das ciências, simplesmente incríveis. 

Não quer isto dizer que eu centre, ou alguma vez centrei, as minhas aulas no digital. A relação pedagógica é fulcral para a aprendizagem. A emoção, a dúvida, a pergunta na hora certa, a explicação simples que chega, a história paralela que ajuda na compreensão, tudo é importante. Muitas vezes, muitos anos depois, o aluno lembra-se destes episódios inerentes a uma relação pedagógica ( a professora disse isto, disse aquilo,...).

Para quem, como eu, gosta de alunos, o digital tem uma função muito bem definida mas nunca será o centro. 

E um dia, pegas num livro, começas a ler e está lá tudo muito bem escrito. Tudo aquilo que tu pensas alguém diz por ti com estudos como base e fundamento científico. 

Fiquei feliz!

domingo, 29 de setembro de 2024

Chega sempre o dia

 


Nunca consegui comprá-lo! Queria lê-lo mas tinha medo dos sentimentos de perda e de finitude ainda à flor da pele. Sabia que me iria fazer sofrer. Pegava nele, passava algumas página e lá ficava.

Hoje, apeteceu-me a ternura e os sentimentos que me está a trazer. Apeteceu-me estar mais perto do que sentiu quem realmente me amou. Mesmo que não tenha sido igual, posso sempre fazer pontes entre ela, a minha mãe, e eu daqui a alguns (poucos) anos. 

Está a ser intenso mas já não fujo. Toda a vida o fiz. Toda a vida fui um pouco avessa ao sofrimento, desviando a atenção, desculpando os outros, pondo as culpas em mim. Acabou essa fase!

Mesmo que me consumam com culpa que não é minha, mesmo que me torturem a mente, mesmo que me odeiem sem se saber porquê, mesmo que me ignorem, continuarei sempre a saber o que valho! Não é assim, mãe? Tu sabias o meu valor! Mais ninguém sabe!

segunda-feira, 24 de junho de 2024

O que me entusiasma

 


A alegria das minhas netas!

Tinha comprado um livrinho pequenino para a Maria que ela adorou ler. Chamava-se a Senhora Arrumada e depois de o ler comentou: Ó vovó a senhora devia chamar-se era  a senhora sem cérebro! O livro era hilariante, cheio de trocadilhos e muito cómico. 

Fui à FNAC tentar encontrar mais. Já só havia alguns em catálogo que  pedi para enviarem e que comprei para lhe oferecer. Ficou contente e a lê-los  dizendo ainda que não tinha comprado toda a coleção. Já não havia mesmo porque está esgotada a colecção! 

Fui pesquisar o autor porque Hargreaves é um nome muito comum nas pedagogias e um dos autores que adoro  ler e estudar. 

Aqui vai: Roger Hargreaves, autor da colecção destes livros,  foi um autor e ilustrador britânico de livros infantis. As suas histórias são simples, e singelas, combinadas com ilustrações de cores vivas e traços fortes. Permaneceram na cultura popular por mais de 25 anos, foram traduzidas para15 idiomas e venderam mais de100 milhões de exemplares em todo o mundo.

Está explicado. A Maria tem muito bom gosto!

segunda-feira, 18 de março de 2024

O coelho madrugada

 


Hoje fui  aos correios enviar este livro às minhas netas mais velhas. Tinha falado nesta história da última vez que estivemos juntas e a Maria perguntou ontem se eu lhe tinha levado o livro. Como me tinha esquecido, foi hoje pelo correio. 

É uma história que li imensas vezes aos meus filhos quando tinham a idade delas e ainda se mantém actual. Fala de honestidade, bondade,  integridade, amor pelos outros e simpatia. Demonstra que não importa só o exterior, o ser veloz, esperto, bonito, para se ser maior mas que há outras qualidades menos visíveis mas muito mais importantes e que são reconhecidas por quem realmente interessa. 

A Maria disse que ia ler para a irmã! É a vida a repetir-se, provando que o que é realmente importante nunca sai de moda nem fica antiquado.

Boas leituras meninas. 

domingo, 28 de janeiro de 2024

Escrita de sentir


No dia do seu aniversário - 28 de Janeiro de 1916 - deixo um pouco de um dos meus escritores preferidos. Não será coincidência ter nascido em Melo, ali ao lado do meu berço  e termos partilhado o olhar sobre esta montanha que nos moldou o ser. 

 Uma vida inteira - que amontoado de coisas. 

Mas quantas nela são coisas de serem? Tão poucas.

Porque só o são, se elas nos surpreenderem e a pancada que nos dão  ficar a doer.

Vergílio Ferreira in Pensar

sábado, 10 de novembro de 2018

Devia ser obrigatória a leitura deste livro


Já tem algum tempo. O meu exemplar foi adquirido em 2009 e tem-me servido muitas vezes para clarificar ideias e traçar metas eficientes. Sem uma boa formação neste âmbit,o muitas das questões ficam  sem resposta e em educação a deriva não é solução. Não é educativo fazer só por fazer. Temos de saber o caminho certo e a estratégia adequada baseando a nossa prática na teoria já enunciada.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Estou a gostar de ler


Depois de ler a entrevista de António Coimbra de Matos,  apeteceu-me comprar os livros todos dele! Um deles  já cá está em casa e estou a gostar muito.
Gosto de homens que se dão bem com as emoções e as sabem transmitir!

"Fiz-me psiquiatra para não ir ao psiquiatra; psicanalista na procura de me entender; professor com a finalidade de aprender. Egoisticamente, tornei-me relacional - o sabor da vida refinou-me o gosto pelas pessoas.Sempre viajando:entre sonhos, no pensamento; com gente, na realidade.
Sei pouco, mas julgo saber bem aquilo que sei (...).
O cérebro alimenta-se de informação; a alma, de afecto.
Vivemos na era da informação. quando chegará a do amor?
Tenhamos esperança; e trabalhemos de mãos dadas para a construir.
E é tudo o que aprendo (e aprendi) na vida - quando, ao nascer do Sol, te olho docemente. De outro  modo, é a banalidade das coisas e a insipidez dos seres."

Vária. Existo porque fui amado

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

E agora ...


vou ali continuar a ler o livro que me encanta e já volto para jantar.
Bons momentos no quentinho da casa.  Chegar ao fim um dia de trabalho é mesmo muito bom!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Para ti


A dada altura percebemos que o mais importante não é saber se a vida é bela ou trágica, se, feitas as contas,ela não passa de uma paixão irrisória ou se a cada momento se revela uma empresa sublime.Certamente está-nos reservada a possibilidade de tomá-la em cada um desses modos, só distantes e contraditórios na aparência. A mistura de verdade e sofrimento, de pura alegria e cansaço, de amor e solidão que no seu fundo misterioso a vida é, há-de aparecer-nos nas suas diversas faces. Se as soubermos acolher, com a força interior que pudermos, essas representarão para nós o privilégio de outros tantos caminhos. Mas o mais importante nem é isso, aprendemos depois. Importante mesmo é saber, com uma daquelas certezas que brotam inegociáveis do fundo da própria alma , se estamos dispostos a amar a vida como esta se apresenta.

José Tolentino Mendonça - A mística do instante - página 111

segunda-feira, 27 de março de 2017

Domingo de chuva


Foi dia de pôr a leitura em dia.  acabar esta história de amor linda que me encheu de ternura. A vida, o amor, o envelhecer e este amor a continuar a mostrar que se pode amar até morrer. E para lá da morte!

sábado, 19 de março de 2016

Dia do pai

A paisagem da varanda. O verde  aproxima a Primavera

Almoço com entradas novas e saborosas. Os blogues que leio têm estas coisas boas que vou aprendendo a fazer. Prato principal e sobremesa encomendados porque não tive muito tempo. Ontem cheguei muito tarde a casa depois da ida à nutricionista ( menos 2kg!!!Tão bom!!) e de um jantar logo de seguida a que não podia faltar. 
Fui ao mercado porque os legumes são completamente diferentes dos comprados nas grandes superfícies e sempre que posso vou abastecer-me de queijos, frutas e legumes.
Um almoço como antigamente. Na sala de sempre com a boa disposição e parvoíce de sempre!
Passeio com cara metade já noite dentro. 
Está frio lá fora! Tudo arrumado. Agora chegou o tempo dos meus prazeres mais puros: sentar-me no sofá, quentinha,  com a minha última aquisição.
Bom fim de semana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Boas leituras


Ou o que tudo em que acreditamos está escrito num livro que estou a adorar ler. Acreditar e não deixar de lutar por uma escola aprendente sem receios nem complexos. Uma escola que faça dos alunos, das suas aprendizagens científicas e humanas, o centro do seu dia. Uma escola onde o "eu" dá lugar ao "nós" em todos os cantos e em todas as esquinas. Uma escola que todos os dias luta por formar cidadãos melhores, mais conscientes, mais livres e mais responsáveis. Uma escola que se orgulha de todos os seus alunos e vibra com cada um dos seus êxitos.
Eu continuo a aprender, a ensaiar, a aplicar tudo o que vou aprendendo de uns e de outros.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Minha mãe, minha mãe!

 Já soube todo este poema de cor quando ainda não tinha 10 anos! Um tio de má memória adoptou como livro de cabeceira " A velhice do Padre eterno" de Guerra Junqueiro. Talvez por ser um livro proibido pelo regime, talvez pelo belo dos seus poemas, talvez pelo imaginário aldeão com tantas pontes com o meu da altura, eu adorava ouvi-lo ler nas tardes quentes de Agosto. 
Ainda hoje algo se emociona em mim quando volto a ele.


 Minha mãe, minha mãe! ai que saudade imensa,
Do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti.
Caía mansa a noite; e andorinhas aos pares
Cruzavam-se voando em torno dos seus lares,
Suspensos do beiral da casa onde eu nasci.
Era a hora em que já sobre o feno das eiras
Dormia quieto e manso o impávido lebréu.
Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,
E a Lua branca, além, por entre as oliveiras,
Como a alma dum justo, ia em triunfo ao Céu!...
E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,
Vendo a Lua subir, muda, alumiando o espaço,
Eu balbuciava a minha infantil oração,
Pedindo ao Deus que está no azul do firmamento
Que mandasse um alívio a cada sofrimento,
Que mandasse uma estrela a cada escuridão.
Por todos eu orava e por todos pedia.
Pelos mortos no horror da terra negra e fria,
Por todas as paixões e por todas as mágoas...
Pelos míseros que entre os uivos das procelas
Vão em noite sem Lua e num barco sem velas
Errantes através do turbilhão das águas.
O meu coração puro, imaculado e santo
Ia ao trono de Deus pedir, como inda vai,
Para toda a nudez um pano do seu manto,
Para toda a miséria o orvalho do seu pranto
E para todo o crime a seu perdão de Pai!...

(...)

A minha mãe faltou-me era eu pequenino,
Mas da sua piedade o fulgor diamantino
Ficou sempre abençoando a minha vida inteira,
Como junto dum leão um sorriso divino,
Como sobre uma forca um ramo de oliveira!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Fascinada


Numa tarde de pesquisa em livrarias, trouxe-o comigo. Não encontrei nada do que procurava mas encontrei palavras que me tocaram quando o folheei. Uma abordagem de Deus que faz sentido. Temas que calavam cá dentro sem resposta. Questões e dúvidas exploradas por um escritor fantástico e muito culto.
Ler devagar e saborear porque  "... as perguntas que trazemos valem mais do que as respostas provisórias que encontramos".

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

E quando...


Filho mais velho, durante as férias, refere repetidamente que necessito ler este livro muitas vezes, não há outro remédio que fazê-lo. Ainda tentei argumentar que não me queria transformar nos loucos americanos que alimentam um programa televisivo onde demonstram as porcarias que fazem em prol duma suposta simplicidade de vida e poupança ( um horror!).
Comecei a ler! Estou a adorar!