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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

O que são projectos quanto se passam os 60?

 


Têm de passar invariavelmente por manter o corpo e mente em bom funcionamento. OS grandiosos projectos deixam de existir para dar lugar ao sussurro do que nos anima e nos faz feliz em cada dia que nasce. 

Deitar os sentimentos de culpa para trás de nós e sentir que também temos direito a fazer, pensar e concretizar  tudo aquilo que nos anima a alma. 

Dominar o medo, que por estas idades começa a tolher-nos, dominar os pensamentos menos positivos que no impedem de agir e de partir. Tudo tem solução, tudo avança e não quero ser a única a ficar para trás. 

Partir sem  grandes planos, só sentindo a liberdade de ser eu e de merecer!


sábado, 5 de abril de 2025

Fim da semana

 


E outra nova a começar daqui a pouco. Dois dias que deveriam ser de sossego e de retemperar as forças e a confiança. Não é o caso. 

Para aqui estou a tentar fazer uma agenda que me dê algum prazer, que me faça andar para a frente e me acrescente algo. Exigência? Creio que não!

Apenas a evidência clara que os dias bons têm um prazo e, à medida que envelhecemos, não temos o direito de os encurtar. Podem ser só dois ou três mas têm de ser muito bons. 

Na alma, uma quantidade imensa de momentos bons para viver. De risos, momentos leves e felizes, só porque mereço. Eu sei que mereço. Na realidade, apenas a aparência dos dias!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Livros incríveis


 Este livro não se lê, devora-se. Há já algum tempo que o título e a crítica me tinham chamado a atenção. Na minha prática lectiva dos últimos anos constacto que os alunos dominam muito pouco as lides digitais, retirando evidentemente os jogos e as redes sociais. Basta passar pelos corredores em horas de intervalo para perceber que todos jogam utilizando os seus apetrechados aparelhos e são exímios a tirar fotos caricatas aos colegas em situações embaraçosas. Edição de fotografia? O que será isso?

Quando se pede uma abordagem mais investigativa,  ou algo mais elaborado, a maioria nem conhece de que se fala. Não nasci na era digital mas todos estes anos, em inúmeras acções de formação fui actualizando as minhas competências e aplicando em sala de aula, com algum êxito, o que fui aprendendo. Muitas vezes a ajuda vinha de fora quando em face de um concurso externo lançado por uma grande farmacêutica internacional nos deparámos, eu e os meus alunos, com outras necessidades e lá fomos aprendendo uns com os outros. 

A partir daquela altura, as apresentações orais passaram a incluir infográficos mas antes, estudámos em conjunto, o modo de o tornar mais atraente  incluindo toda a informação científica pedida. 

Em Florença, durante uma semana, tive a oportunidade de poder selecionar uma série de aplicações para o ensino das ciências, simplesmente incríveis. 

Não quer isto dizer que eu centre, ou alguma vez centrei, as minhas aulas no digital. A relação pedagógica é fulcral para a aprendizagem. A emoção, a dúvida, a pergunta na hora certa, a explicação simples que chega, a história paralela que ajuda na compreensão, tudo é importante. Muitas vezes, muitos anos depois, o aluno lembra-se destes episódios inerentes a uma relação pedagógica ( a professora disse isto, disse aquilo,...).

Para quem, como eu, gosta de alunos, o digital tem uma função muito bem definida mas nunca será o centro. 

E um dia, pegas num livro, começas a ler e está lá tudo muito bem escrito. Tudo aquilo que tu pensas alguém diz por ti com estudos como base e fundamento científico. 

Fiquei feliz!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

O que é isso de ser velho?

 


Perto de mais um aniversário, depois de ouvir repetidamente na TV e outros locais " um idoso de 60 anos..." começa a pesar em mim este epíteto de ser velho sem saber bem o que significa. 

Tenho vida própria, sonhos, desejos, uma profissão, amigos, vontade e necessidade de aprender coisas novas e me manter actualizada em muitas áreas,  tenho hobbies, cultivo o bem fazer, rio-me de mim própria, aceito a vida tal como é,  estou sempre disposta a  mudar as "lentes" com que vejo a vida e as pessoas quando as sinto tóxicas.  Adoro arranjar-me sempre procurando o que há de novo, tenho verdadeiro prazer em ser avó e ver crescer as minhas netas, gosto de ajudar, gosto de estar e conversar com os amigos,  gosto de viajar para locais distantes, embora ultimamente não o tenha feio, tenho confiança e espero muito do futuro.

Todos os dias acordo com novos planos, novas ideias e vontade de as concretizar. 

Será isto ser velha? 

Se é, eu gosto muito de o ser. Aprendi muito nestes anos todos que vivi! Já pouca coisa me atormenta e percebi que tudo é relativo. Umas vezes parece certo e dá errado e outras vezes parece tudo errado e dá certo.  Mudar alguém deixou de ser importante. O principal é mudar eu o modo como enxergo o que me rodeia.  "Deixar andar" e "há-de ser o que for" são expressões que fazem todo o sentido. Faço o meu melhor. O dos outros é só deles e do que consideram importante na vida deles desde que não colida com o meu bem estar. 

Acredito ser esta fase uma das melhores que já vivi!! Venha lá então mais um ano!

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Recordar só serve para lembrar que tivemos uma vida


Nunca poderá servir para viver no passado afirmando que nesse tempo é que era bom e tantas saudades e era tão feliz e pensava que seria sempre assim e blá, blá blá! 
Não era, nunca foi e nunca será. 
O que interessa mesmo é pegar neste tempo que temos todos os dias e transformá-lo no nosso melhor tempo. Porque é possível ainda vivê-lo, porque temos saúde e vontade e isso é o mais importante. 
Recordar é só ver o caminho que percorremos até aqui até sermos quem agora somos, até termos aprendido tudo o que sabemos, umas vezes a bem, outras vezes a mal e termos um orgulho enorme em tudo aquilo que conseguimos construir. 
Aproveitar, viver e ser feliz. O meu lema para os próximos anos!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Chegou Fevereiro cheio de incertezas



Muito trabalho e muito pouca vontade de o realizar. 
Preocupações imensas em noites muito longas e de insónia.
Sei que são fases e que o melhor é marcar uma viagem depois de tudo isto para poder descontrair e sentir-me leve.
Hoje foi dia de descanso depois de um dia de chuva dentro de uma barragem de outros tempos. Gosto sempre destas saídas onde é possível antever os alunos de um outro modo e com outras facetas. A sala de aula é muito castradora no que concerne às teias emocionais que se querem tecer.
A chuva continua. A força de quem sou, nem por isso.
Bom domingo.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Da inquietude dos dias


Ando inquieta! Acordo sobressaltada como se algo fosse acontecer e eu ainda não saiba.  
Revejo hora a hora tudo o que tenho em mãos e receio de me esquecer de algo importante. Muitas datas marcadas, muitas coisas com prazos a cumprir e eu cansada! Este fim de semana fez-me bem mas hoje foi um martírio o levantar da cama. 
Sei que não devia, sei que devia saltar a correr da cama e bem disposta mas não dá mesmo! Esta é a última semana com alunos, a última semana em que ainda existe alguma sanidade mental. Daqui para a frente é pegar na agenda e apontar tudo o que ainda há para fazer. Misturar a isto tudo, legislação e notas informativas escritas para chinês perceber, avaliações de docentes para fazer que ainda não sei quantos são, fazer o meu relatório de autoavaliação, umas reuniões de conselho de turma com as tais doze páginas de ata que tendem a aumentar, organizar todo o trabalho ainda por fazer da direção de turma e ainda coordenar a finalização dos trabalhos do departamento curricular. 
Oxalá não me esqueça de nada!!!
Pensamento positivo: O ano passado foi pior! Um passinho de cada vez!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Tardes de chuva rimam com reflexões educativas


Nevoeiro e frio. Arrumar e catalogar. Organizar e deitar fora tudo o que já não está em vigor! Os últimos tempos no Ministério de Educação têm sido loucos na mudança de paradigmas e consequente mudança da legislação. 
Neste momento, a operacionalização e ligação necessária entre os diferentes documentos e tudo o que é pedido, é de tal modo complexa, que teria de deixar de dar aulas para conseguir fazê-lo em tempo útil e com a perfeição que considero essencial.
Como isso não é possível, apesar de ser um trabalho de que gosto, vou stressando um pouco mais todos os dias porque não consigo ter tudo realizado a tempo, bem feito e com a lógica que se reveja no perfil dos alunos à saída do ensino obrigatório, nas aprendizagens essenciais e no perfil que eu própria, como ser pensante, considero importante na sociedade do conhecimento,  ou como alguns autores dizem, na idade da insegurança, onde vivemos.
Tudo isto traz à Escola novos desafios e novas formas de organização. A era do conhecimento económico, estimulado e conduzido pela criatividade e pela capacidade de inovar, desafia a Escola  a ensinar a inovar, a ensinar a processar a informação e a  estimular a criatividade e a capacidade de iniciar e viver com a mudança.
Cada individuo terá pois de de ter a capacidade de aprender por si próprio e de  aprender com o outro.
Os problemas são vistos como oportunidades de aprendizagem, envolvendo todos no caminho que a organização trilha.
Ensinar na sociedade do conhecimento passará sempre por desenvolver nos alunos um profundo conhecimento cognitivo, criatividade e inovação. Paralelamente, terão de ser capazes de trabalhar em equipa, de procurar as suas fontes de aprendizagem, de resolverem problemas, de aprenderem a lidar com a mudança e de assumirem o risco como forma de aprendizagem. 
Tempos difíceis para os docentes! 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Este blogue é escrito por uma pessoa quase a chegar aos 60!


Nada que me preocupe por aí além. Vivo muito melhor comigo agora do que vivia na minha adolescência. Era muito insegura, muito influenciável e, pensando bem, estas duas características foram-me muito prejudiciais.
Com o passar dos anos, fui observando, comparando, lendo e estudando os outros e os seus comportamentos e  os anos de trabalho e de exigência foram-me ensinando o que ainda  me faltava. Ganhei "tarimba", confiança em mim e na capacidade de superar toda e qualquer dificuldade que apareça.
Por esta altura da vida já poucas coisas me afectam. Direi  que só mesmo a doença e as suas consequências.
Poderei até dar a ideia que não, que me importo muito com ditos, ou críticas, ou risos  escarninhos. Nada disso chega a passar a minha pele. Nunca nada disso alcança o meu coração. Posso até falar algum tempo sobre o assunto mas não lhe dou a mínima importância.
Fui aprendendo a lidar com situações adversas sabendo que tudo tem um fim e as reacções dos outros têm sempre um motivo. A maioria das vezes é só porque sim ou porque desejam algo que nós temos! Pode ser algo que nós próprios não valorizemos mas que faça parte dos sonhos do outro. Por vezes, criam-se ambientes hostis, mas o silêncio estratégico é o melhor remédio para deixar passar  por entre ele as tempestades provocadas pelo desamor e inseguranças que os outros sentem. 
A vida dá muitas voltas! O que é hoje não é amanhã e, quando somos mais novos, tendemos a imaginar que tudo é imutável e tem grande possibilidade  de vir a piorar.
Nada disso! Saibamos aproveitar os pontos fracos dos outros para nos empoderarmos ainda mais.  É uma arte, mas logo que dominada traz à nossa vida e aos nossos dias uma paz inigualável e um poder intrínseco fantástico!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Pormenores


Nunca fui pessoa de pormenores patéticos que não servem para nada. Na profisão causam-me urticária porque me ocupam tempo precioso que poderia ocupar de outro modo. Aquele colega que envia uma acta para emendar porque lhe falta um acento sabendo muito bem que a frase não perde o sentido e depois de arquivada nunca mais ninguém a lê. Aquelas pessoas que  gostam de encontrar pormenores só para complicar mas que depois não se traduzem em nada nem têm uma teoria sequer que sustente as  suas opiniões. É só porque sim. Porque quero e me apetece complicar e estragar o trabalho do grupo. 
Sou totalmente pragmática. No importante, naquilo que pode influenciar a aprendizagem dos alunos não dou tréguas. Sou chata com a indisciplina, com o burburinho que se gera do nada, com as entradas ordenadas nas aulas, com as observações sem sentido e fora de contexto dos alunos. O primeiro período é sempre um tempo chato porque eu não deixo nada por mãos alheias. No segundo período, já estamos  habituados  e como as regras já foram interiorizadas  posso relaxar, rir e ser eu própria.
Com os alunos tudo corre sobre rodas. Com o resto do trabalho quase  tudo corre sobre rodas. Faltam ainda alguns pormenores. 
Com a idade fui aprendendo a perceber que o que é hoje não o é amanhã e todos mudam de opinião com a maior das facilidades. Houve um tempo em que eu achava que pensar sempre do mesmo modo era sinal de estupidez mas o ritmo de mudança de pensamento, por estes lados, anda muito acelerado.
A idade também me ensinou a não me preocupar. Tudo se resolve. Por vezes não se resolve mas ninguém dá conta! E se não se resolveu e ninguém deu conta é porque não era importante!!
Hoje lembrei-me disto tudo quando estava a ler, com muito entusiasmo, uma entrevista dada pelo médico António Coimbra de Matos grande psicanalista  que com 88 anos ainda dava consultas e que  às tantas, no meio da entrevista, afirmava: Só puxa dos galões quem não tem c******!
Grande Homem do Norte!
It´s true!

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Outras maneiras de ser e de pensar


Quando ouves opiniões sobre as tuas acções, opiniões e sentimentos que não correspondem minimamente ao que sentes, o que fazes?
Confrontas e explicas em conversas intermináveis que não é assim;
Explicas o teu modo de ver as coisas, os porquês, as razões, esperando sempre que te compreendam;
Ficas em silêncio, magoada, terrivelmente injustiçada, porque muitas das vezes deixaste as tuas prioridades para acudir às dos outros, tiveste prazer em fazer isso, e depois... ninguém viu!
Invariavelmente escolho a terceira hipótese. Se os outros não viram foi porque não foi visível e a culpa foi minha. É passado! Não interessa para nada!
Viver o presente que me resta. Continuar a ser fiel, mesmo muito fiel, ao que o meus pais me ensinaram e tudo o resto não passa de conversa.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Para ti


A dada altura percebemos que o mais importante não é saber se a vida é bela ou trágica, se, feitas as contas,ela não passa de uma paixão irrisória ou se a cada momento se revela uma empresa sublime.Certamente está-nos reservada a possibilidade de tomá-la em cada um desses modos, só distantes e contraditórios na aparência. A mistura de verdade e sofrimento, de pura alegria e cansaço, de amor e solidão que no seu fundo misterioso a vida é, há-de aparecer-nos nas suas diversas faces. Se as soubermos acolher, com a força interior que pudermos, essas representarão para nós o privilégio de outros tantos caminhos. Mas o mais importante nem é isso, aprendemos depois. Importante mesmo é saber, com uma daquelas certezas que brotam inegociáveis do fundo da própria alma , se estamos dispostos a amar a vida como esta se apresenta.

José Tolentino Mendonça - A mística do instante - página 111

sábado, 16 de setembro de 2017

Sábado pela manhã


Aproveitar o tempo para mil e uma coisas que tenho para fazer. Cuidar de mim e do meu cabelo que começa a cair como sempre acontece em Setembro. 
Projectar mil e um assuntos que necessitam de tempo de pensar. 
Cair em mim, coisa que durante a semana não faço por falta de tempo, e perceber que há que percepcionar mil e um pormenores que conduzam ao futuro. Tenho ainda muitas experiências para viver e uma certa urgência começa a fazer sentido. Focar-me no que me faz feliz, no que me acrescenta algo e me engrandece e essencialmente no que  me apetece. A vida é muito curta para distracções e perdas de tempo que duram tempo demais. 
Pensar muito seriamente em deixar pelo caminho pensamentos dolorosos que me têm estragado e consumido os últimos meses. Não podes modificar as pessoas, não podes modificar a maldade humana, não podes alterar tudo o que foi imposto, não vale a pena tentar  por falta de resultados, deixa cair e segue em frente. O futuro, se for caso disso, colocará tudo no sítio.
Acima de tudo continuo a ser uma boa pessoa.
O único que me interessa é ser feliz e ver os meus felizes. Tudo o resto é paisagem.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Meus queridos irmãos


Dizem que é o dia dos irmãos! É então um dia especial para vos deixar esta mensagem de companheirismo e de amor de uma vida vivida em conjunto e que nada nem ninguém poderá destruir.  Tantos momentos maus, tantos momentos bons, tantos momentos juntos em brincadeiras tontas e em risos de crianças. 
Depois, fomos construindo as nossas vidas mas soubemos estar sempre presentes quando um ou outro precisava.
 Meu irmão não me esqueço da tua presença junto da minha cama no hospital quando fui operada, já noite dentro. Ficou-me na mente esta tua vontade de estar comigo quando eu me sentia tão débil e fraca. As tuas piadas e a tua vontade de te manteres emocionalmente perto de mim apesar da distância. As tuas longas cartas que guardo religiosamente.
A ti minha irmã agradeço quase todo o apoio que senti na vida!  Estiveste sempre presente! E sim o Kalimero de pantufas visita-me muitas vezes e tu, com a tua força interior, dás-lhe um pontapé  e ele vai-se embora. Emociona-me o amor que sentes pelos meus filhos, os conselhos sábios que me dás e as longas conversas noite dentro quando já ninguém nos ouve. Só nós e o silêncio. A tua força dá-me ânimo e o teu amor confiança.
Família! Adoro-vos! É tão bom saber que posso contar com vocês!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Ingratidão

O outro dia perguntavam-me qual o defeito que eu tenho mais dificuldade em perdoar. Nem foi preciso pensar: ser ingrato!
É daquelas coisas que me repugna, me  irrita e me dói. 
Não interessa a razão, a circunstância ou os exemplos. Ser ingrato é ser mau, mal formado, mal agradecido a tudo o que a vida dá.
Eu lido muito mal com a ingratidão. É das poucas coisas que me faz chorar copiosamente. Das poucas coisas que me tira o sono e das poucas coisas que me tira do sério! A sério!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Nós, as mulheres


Temos poderes mágicos! 
Conseguimos guardar segredos bem guardados no fundo da nossa alma para que ninguém se magoe;
conseguimos ser atentas ao mais ínfimo pormenor com aqueles que amamos;
conseguimos detectar a tristeza e  a alegria no tom de voz dos que nos são próximos;
conseguimos esquecer a tristeza quando alguém precisa de alegria;
conseguimos fazer muitas coisas ao mesmo tempo e todas bem feitas;
conseguimos amar com gestos, com mimo e com abraços;
conseguimos antecipar tempestades e parar ventos indesejáveis;
conseguimos ser cegas, surdas e mudas sempre que necessário;
conseguimos ver para além do que nos mostram;
conseguimos lidar com a pressão para ser perfeitas, bem maquilhadas e com o cabelo com a cor certa;
conseguimos o silêncio quando o que nos apetecia era dizer umas quantas coisas;
conseguimos ser boas profissionais apesar de todas as preocupações e dificuldades que acontecem a todas; 
conseguimos amar incondicionalmente!
Só um dia para comemorar isto tudo? Nem um ano chegava para tanto!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Preparar uma viagem


Mil e um pormenores que se transformaram numa só palavra: descomplica.
E é assim que quero continuar a viver. A deixar andar. A ouvir e a fazer de conta que não ouvi. A ver e a imaginar que não vi. Porque tudo passa. E um dia tudo deixará de ter importância. A vida transforma-se em todos os dias. O que é hoje deixa de o ser amanhã. 
O envelhecer ensina-nos que  poucas coisas serão suficientemente importantes para nos tirar do rumo que traçámos. Eu acredito nisso.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Hoje é só ainda 4ª feira?


Pensava que já era 6ª feira!!
Tenho vivido assim nos últimos tempos. Baralhada. Com tanto para fazer e dizer e tão pouco realizado. 
Depois de concluir que ainda faltam uns dias para o fim de semana, fiz então a agenda para hoje.
 São sempre dias longos, cheios de batalhas, muitas delas que à partida estão perdidas. Trabalhar com pessoas tem destas coisas. As batalhas dependem muito delas  e o querer, embora se ensine, muitas vezes não se consegue aprender por motivos vários. Gera frustração eu sei mas hei-de continuar a lutar por uma escola onde todos tenham as mesmas oportunidades independentemente do sítio emocional onde nasceram. 
Por vezes é dificil explicar aos que estão de fora o que é que eu faço. Para além do trabalho burocrático, dos papéis,  das decisões a tomar, trabalho almas. Todos os dias! Ensino-os a olhar o futuro e se não o virem eu obrigo-os a inventar um de que gostem e a persegui-lo.
Só assim se consegue viver. Perseguir o futuro, apesar do passado e a chatice do presente.
É isso que eu faço! Todos os santos dias da minha vida. Levar jovens a acreditar para que tenham oportunidade de serem felizes, e de conseguirem ultrapassar as rasteiras da vida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dizer, falar, explicar o quanto os valorizo


Este vai ser o mote do meu Natal! Dizemos tão pouco o que nos vai na alma! Pensamos tão pouco nos elogios e no que eles poderão fazer por quem os ouve!
Este ano, os meus presentes vão ter uma adenda em que estará dito tudo aquilo que cada pessoa acrescenta à minha vida. Os pormenores, as características que as tornam únicas aos meus olhos e as razões pelas quais eu gosto delas.
Vou começar já porque demora tempo o pensar a alma de cada um dos que me rodeiam.
Afinal o Natal não é o tempo de paz? Eu quero acrescentar-lhe só um pouco de alegria interior!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Viver no campo ( rascunho só agora publicado)


Até é engraçado e descansado quando se sabe que vai ter fim!! Os serões são imensos e as manhãs dão para realizar mil e uma tarefas. Por outro lado entra-se numa letargia que impede a concretização de qualquer plano mais arrojado.
Viver no campo exige grande disciplina,  algum stress e muita força de vontade!!
Incongruências mas é o que sinto. Vamos lá então ao exigente e rotineiro passeio nocturno.
Ah! Faltava dizer que está a chover!!!