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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Família, amor, saudade


Sempre viveram longe de mim mas sempre muito perto dos nossos corações. O meu tio, irmão da minha mãe e a tia E., foram sempre uma referência muito grande na minha vida. Identifiquei-me sempre com a sua maneira de pensar, de estar e de ser. O tio viveu toda a sua vida com saudades da família alargada e o tempo que estava connosco era um tempo de qualidade a 100%. Falávamos muito, ríamos muito e a partida era sempre dolorosa. quando o Inverno chegava,  tentávamos saber uns dos outros pelo telefone todas as semanas. Sempre os senti perto quando precisei de uma palavra amiga e sempre que houve más notícias dadas pelo telefone chorei como uma criança sem me conseguir conter. 
Pouco a pouco,  o telefone foi ficando mais silencioso e os telefonemas mais curtos. A voz era a mesma mas, de vez em quando, uma pergunta fora do sítio dava para perceber que o raciocínio, sempre tão alinhado, estava a pregar-lhes partidas que eles tentavam disfarçar.  Resolveram que estavam muito velhos para voltar a ver-nos tendo de  fazer uma grande viagem. A doença instalou-se lentamente seguindo o caminho triste e negro que percorre a minha mãe há mais tempo e a afasta de nós.
Tenho saudades deles. Muitas mesmo! São parte dos meus ente queridos. 
Acordo a pensar neles e numa possível viagem até eles. Um tempo com eles, uma despedida dos tempos que foram e já não voltam. Será que gostavam? Será bom? Serei eu mais um problema que eles já sintam não conseguir ultrapassar sem esforço? Serei uma testemunha do seu declínio que eles não querem que seja? 
Gostava tanto de os tornar a ver! Vou mesmo seguir o que o coração me disser como aconselhava o pai sabiamente.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dias mesmo muito stressantes


São que vão ter fim mas estes dias não têm sido fáceis. Tenho-me interrogado sobre as minhas capacidades, a memória que por vezes falha e a sombra da doença da minha mãe adensa-se sobre mim.
Tenho muito medo de ficar pouco a pouco como ela! Sei que é um pouco hereditário e que muitas das tias dela ficaram assim. 
Tudo me atormenta, tudo me stressa, tudo me faz impressão. Coisas que antes passavam por mim sem eu dar conta agora são montanhas a ultrapassar.
Resoluções custam-me horrores. Tomadas de posição, decisões, tudo me faz confusão e até à última  hora fico emaranhada nas teias do meu cérebro.
E é isto! Enquanto me lembro!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ecos emocionais de um fim de semana


Porto. Chegar 6ª à tarde com sol e calor! Ouvir o mar lá ao longe. Entrar nas lojas pequeninas e encontrar achados bonitos com um atendimento de que já tinha saudades. Comprar pão. Tão bom naquela cidade! 
Sessão com o professor. Sair já noite cerrada com desejos de um feliz Natal e até 2016. Jantar com irmão na casa grande e silenciosa. Mesa comprida de festas e de barulho que está ainda à espera. Acredito que tudo se concretize. Partir a pé pela cidade dentro. Está calor para norte. Conversa boa. Tinha saudades tuas. Como eu me sinto em casa! Como a infância regressa logo ali, entre conversas vãs e silêncios que dizem tudo. Gostamos das mesmas coisas, da arquitectura, da História, das Estórias das cidades. 
Partir sábado, manhã alta para duas horas de viagem rumo à Serra. A mãe esperava-me... a dormir! Os olhos baços não me conheceram à primeira. Esperar pacientemente naquela sala retirada de um filme triste de qualquer realizador italiano. Confrontar-me comigo, com os meus  sonhos, com o tempo, com a vida, com a pressa de viver que se apoderou de mim.
Entrar naquela casa para dormir sozinha pela primeira vez na minha vida. Acender a lareira, Ouvir os risos dos meus filhos quando eram pequenos, imaginar a azáfama na cozinha, olhar a mesa grande vazia e ouvir o som da viola do Zé Carlos a tocar canções de Natal e nós todos a cantar. Felizes porque, naquela altura, éramos felizes sem o saber.  Entrar no quarto que antigamente era o dos pais e deparar com a foto do meu pai, com o seu olhar característico de quem sabia demais da vida. Uma emoção. Meu querido pai.
Retirar a frigideira de ferro e partir morcela para o jantar. Procurar esses cheiros da morcela a fritar no ferro e ... nada. Imaginar a mãe ali atarefada a quem esta técnica saía sempre bem com pedaços estaladiços e saborosos para entrada de lautas refeições. Não consegui comê-la. Ficou no congelador!
Arrefeci! O lume apagou-se e a minha alma pedia coragem para subir as escadas. Fechei a sete chaves parte da casa e deitei-me. 
Acordei com frio. O silêncio continuava. Não havia o crepitar do lume, não havia barulho, não ouvia a minha mãe a falar com os netos. Já não voltei a acender a lareira. Tomei banho na imensidão da casa de banho. desliguei o cilindro, fechei as persianas, fechei a porta e bati à porta que alberga a mãe.  Rosto alterado, ansiedade, palavras sem sentido. Onde andas mãe? Onde te escondeste de mim? Quem és tu? Que gritas e me chamas por outro nome?
Medo! Onde estão as nossas conversas? Onde escondeste o sorriso? Beijas-me as mãos e eu estremeço! 
Volta por favor! Só por algum tempo para eu matar estas saudades que sinto de ti! 
Regressar e olhar para a beleza da estrada que sei de cor. A tristeza tomou conta de mim. 
Entrar no hospital já noite cerrada. Abraçá-las e dizer-lhes que estou com elas e partilho a dor delas. Olhá-lo e pensar que ninguém merece estar assim. 
Voltar com o coração negro depois de uma despedida que me fez verter todas as lágrimas até ali contidas.
Percorrer o escuro da auto estrada e pensar com que força eu iria hoje começar o dia.
Consegui levantar-me, arranjar-me e ir trabalhar. 
A vida é isto! Aproveitar os momentos! Mais nada!


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma certeza

De que depois  de escalarmos esta montanha, havemos  de ter muitos e muitos momentos como estes, muitas  aventuras, muitas viagens e muito espaço para sermos nós.
Falamos disso mesmo: de ser muito mais forte do que o medo. Tudo vai correr bem. As águas  voltarão ao leito depois da tempestade. 

 Costa da Caparica
 Madeira
 Amarante
 Lisboa
 Sera D' Arga
 Caminha
 Marraquesh
 Viena
 Lisboa
 Veneza

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Um tempo de partilha e de sabedoria.
Saber o que é importante  para que os dias sejam menos pesados.
O importante na vida é por vezes invisivel aos olhos dos que nos rodeiam.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O tempo e as circunstâncias



Hoje acordei a pensar no envelhecimento. Meu e vosso. E no que esse passar do tempo traz com ele. Uma visão da vida totalmente diferente e um certo desencanto sobre os dias que eu julgava eternos.

terça-feira, 12 de março de 2013

Tenho saudades tuas

Viena - Novembro de 2010

Do teu "quem vem lá?" à minha chegada ao fim do dia. Das tuas histórias e do teu riso. Da tua visão do mundo tão diferente  da minha mas que me deixa a pensar. Dos abraços! Dos passeios! Da companhia! E da certeza do sempre e para sempre!
Quero esquecer este interregno e começar a vida onde ficou parada à espera do regresso a casa.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dias

E não há mais nada para dizer! A carga de trabalho pela frente está a dar cabo de mim!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bom almoço


Com calor e uma tarde cheia de trabalho.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Devia! Pois devia!


Estar contente e alegre porque hoje é sexta. Porque vêm aí dois dias inteirinhos para fazer outras coisas. Ou não fazer nada.
Mas não estou! Há dias assim. Cinzentos a tombar para o preto. Dias em que devia ser proibido sair da cama e enfrentar o mundo.
Bom fim de semana. Enjoy!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

29


Pensar em que temos uma vida para viver e que pequenos pensamentos menos bons vão minando os dias e esgotando o riso. Encontrar rapidamente um modo de afastá-los do meu cérebro.