Mostrando postagens com marcador recuperar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recuperar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Começo a acreditar

 


Estes dois últimos dias trouxeram-me maior mobilidade e menos dor.  Ainda não consigo sair sem muleta porque me canso e tenho medo de desequilíbrios. Próxima meta!

A fisioterapia tem feito muito e, pouco a pouco, vou deixando de sentir o pé dormente, vou caminhando cá por casa dando  voltas à sala todas as manhãs. 

Esta semana vou ao ginásio, tratar de assuntos de PT, horários e quejandos. Necessito ainda de alguma coragem mas tenho de começar. Penso que vai voltar a dor intensa e esse pensamento paralisa-me as ideias.

Tantos assuntos em pausa  e tão pouca capacidade de os resolver! Melhores dias chegarão!

Acredito!

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Coisas que invejo


 Dou por mim a olhar a rua e as pessoas passeando cães, andando a pares, rindo, apanhando coisas do chão, levando sacos, alegres e sem esforço. Neste momento, todas estas visões me causam uma inveja terrível porque eu não consigo, porque tenho dor e medo. 

Fisioterapeuta diz que em outras situações passei pelo mesmo estado de espírito até à cura total. Não me lembro mas vou acreditar porque necessito de alguma motivação.


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

A insegurança que se instala com a doença

 


A dor é um factor crucial para gerar em cada um de nós uma insegurança que nos tolhe. E se não consigo? E se me dói para lá do suportável?  E se ficar em casa nestes dias for a melhor opção até me sentir mais forte?  E se não consigo conduzir? E, e , e ...

Hoje, acordei emocionalmente mais forte. Mais determinada a transformar esta rotina parva de considerar que não conseguia fazer nada. Muitas coisas não consigo mesmo e tenho dores horríveis mas não é sempre. Vou aproveitar os momentos em que me sinto melhor.

Decidi que tudo tinha de mudar. Já fui à farmácia, como alternativa à entrega ao domicílio. Levei muleta para me sustentar a insegurança. Fui de carro. Tive ainda alguma dificuldade em entrar e sair mas é a vida. 

Se eu não fizer por mim, ninguém fará. 

Força de vontade, resiliência, medo de uma recuperação lenta e infrutífera.

Obrigada filho mais velho pelo puxão de orelhas que me dás todos os dias. É por amor, eu sei!