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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Dias de chuva e noites de insónia

 


Sei que tenho de mudar muita coisa na minha vida e tenho muitas coisas para fazer mas com esta chuva entra em mim um cansaço imenso e só me apetece ir dormir cedo. Lá pela madrugada, acordo a pensar desgraças e com uma sensação da urgência da mudança, antes que tudo acabe, antes que não tenho tempo de viver tudo o que desejo, antes que algo me trague os sonhos e os desejos.

Com o nascer do sol, adormeço. Acordo dali a uma hora ainda melancólica e triste mas vai passando com os projectos novos e um dia novo em folha. 

Ânimo necessita-se.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

A preparar concretização de sonhos

 


É o que gosto de fazer! Pesquisar, imaginar, tornar a baralhar, consultar outras ideias,  fazer surpresas boas, criar momentos para a vida com os que gosto. Ando nisto. Ajudada pelo sol que entra pelas portadas que promete dias felizes lá mais para a frente.

sábado, 1 de junho de 2019

Dia da criança


Hoje apetece-me ir buscar a que ainda mora dentro de mim!
Sempre fui uma criança feliz! Não necessitava de grande atenção porque sabia que andava ali por perto muita gente que me amava e tomava conta de mim. Gostava de brincar sozinha embora, por vezes, a companhia das amigas com a mesma idade, tornassem a brincadeira mais apetecível mas, rapidamente, voltava aos meus cozinhados, ao meu jogo da macaca solitário por vontade própria e às minhas conversas com alguém imaginário que nem necessitava de responder. 
Era muito observadora e nada me passava despercebido. Os carreiros das formigas entretinham-me durante muito tempo e imaginar as suas "casas" subterrâneas ainda mais. Vivia em harmonia com a natureza, ao sabor das estações, vivendo Verões sem fim com tudo aquilo que traziam. No Inverno, recolhíamos ao lar e à lareira. Tempo de conversas, de opiniões diferentes, de resolução de problemas onde fui aprendendo a ser consensual. Cada um é a sua condição e é bem verdade!
O que me ficou como recordação? A sensação de uma liberdade sem fim, uma felicidade sem grande alarido e a certeza de ser muito amada. 
Dia de recordar a minha mãe. A postura dela de sempre me ter responsabilizado pelas minhas acções trouxe-me um sentido do dever, uma maturidade e uma vontade de fazer bem feito que ainda me acompanha. Dizia ela: quem não se guarda por si, não é bem guardado! Grande verdade!
Encontrei cravinetas no mercado. Lembrei-me novamente de ti, minha mãe, através delas e de quanto  gostavas do cheiro que tinham. Trouxe dois ramos. A casa cheira a cravinetas e a ti. Ajuda o meu pensamento a voltar aos tempos felizes da infância e a ti, cheia de vida, de entusiasmo e de orgulho nos filhos que Deus te deu. 
Sou ainda a tua filha mais nova e pequenina. Habita em mim! Umas vezes mais escondida que outras.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Voltar ao ninho


Foram três dias de aprendizagem diferente sobre os sítios que sempre conheci. Este fim de semana aprendi a vê-los e a senti-los com outros olhos, só um pouco mais científicos. Foi muito bom. Sentir-se em casa é talvez das melhores sensações que existem. Calcorrear montes e vales e apreciar a beleza da Serra mais bonita de Portugal.
Pensar na vida, na casa que me acompanhou a infância, sem distrações e sem medos. Pensar no que é importante e no que me fazia falta naquele momento. Pensar na finitude, na leveza e na inconsciência com que levamos os dias e concluir que algo tem de mudar dentro de mim. A fuga nunca trouxe grandes benefícios e ultimamente tenho recorrido muito a ela. Parece que a coragem que tinha  me abandonou e o desamparo, muitas vezes, deixa-me sem estímulo.
Boa semana!

terça-feira, 19 de março de 2019

Saber envelhecer


Fui uma adolescente muito insegura. Sei agora, que sem razão. Na altura, não sabia! Metade daqueles anos foram desperdiçados. Salva-se tudo o que aprendi culturalmente, todos os bailados que vi, todos os filmes de grandes realizadores, todos os concertos a que assisti. Amigos da minha idade tive poucos. Os tempos livres passava-os com os amigos dos meus irmãos, porque dava mais jeito, era mais fácil sair de casa, a protecção também era maior e eu gostava de me sentir segura.
Não me lembro muito bem dos meus colegas de turma no liceu, convivi pouco com os meus colegas de faculdade, aí já devido a uma grande paixão que me consumiu os dias e as noites e se foi apagando  com os anos como acontece com todas as grandes paixões. 
Quando dei por mim, estava no mercado de trabalho e vivia sozinha na Figueira da Foz, aproveitando ao máximo a praia da claridade. Foi um glorioso ano! 
No final do ano, um concurso para efectiva obrigou-me a partir para longe do mar. Chorei muito, percorri mil e uma vez as ruas familiares dentro do meu 127 beige, que me iria acompanhar ainda alguns anos, tentando absorver os cheiros, a luz e tudo o resto do que teria saudades. Foi muito difícil despedir-me do grupo de amigos divertido, alegre e bonito como só gente de vinte e tal anos sabe ser. 
A partir daí, começou uma nova fase na minha vida! 
Casei-me. Construí a minha  família e deixei de pensar em mim só porque o tempo era pouco para tanto que tinha para fazer. Mudei de casa e de cidade e parei num local onde não conhecia ninguém e onde nenhuma mão se estendia quando precisava. Éramos só nós e a nossa condição. Vivo por aqui há 31 anos! 
Começa a tomar conta de mim uma vontade enorme de partir! É bom sinal! O bom envelhecer traz clarividência e eu sei muito bem o que me faz feliz e o que quero para mim! 
Todas as noites avança mais um pouco este sonho dourado que trago comigo!
Vamos ver!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Preparar viagens

Filho mais novo parte dentro de dias para o outro lado do Atlântico. Vai feliz!
A minha geração não tem, de todo, a visão das viagens que os nossos filhos têm. Para nós, fazer a mala ainda é um ritual complicado e na noite anterior ao voo não dormimos descansados, temos mil medos connosco, sentimos mil perigos, e muitos "e se...". 
Eles simplesmente metem na mala tudo o que necessitam mas sabendo que do outro lado também existe mundo e compras e lá vão eles entre escalas, aterragens e descolagens. 
Quando se vai ao encontro do amor tudo ainda fica mais fácil! 
Boa viagem!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quase, quase


Não é bem assim, mas para a sobrevivência necessária tenho de pensar que é assim. Um mês e tal de espera para partir para uns dias cheios. Até lá, muito ainda para resolver e fazer.
A esperança é sempre a última a morrer.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Aproximação do Natal

Todos os anos  começo a sentir o mesmo por estes dias. Um misto de emoções tão grande, uma vontade tão grande de poder estar em tanto lado onde acho que devia estar que a angústia começa a crescer. É necessário conjugar tanta coisa, tanta emoção, tanto ir e vir, que apetece passar de 23 a 26 sem passar por este tempo mágico que exige tanto de mim.
À memória só chegam os Natais de outrora, na aldeia, com a casa cheia e quente e a presença preciosa  dos que amava e constituíam todo o meu mundo. Não me esperavam em mais lugar nenhum!
Hoje já não sei o meu lugar! A minha mãe no lar  não conhece ninguém mas eu conheço-a e amo-a  e não seria ali que teria  de passar essa noite mesmo sabendo que ela não sabe que é noite de Natal?
Os meus irmãos companheiros de todos os meus Natais passados um para cada lado. Não seria com eles que eu deveria continuar a passar os Natais embora alguns já não estejam e a casa já não seja a mesma?
Não será com a  minha neta que entrou na minha vida tão intensamente, não viveu os Natais passados mas é a promessa viva dos Natais futuros, de abraços e de alegrias, de construção de laços, de futuro?
Talvez um dia consiga reunir neste dia todos os que amo num só local, num único abraço, numa única emoção. Talvez! Era o meu sonho!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Sonhar é grátis


Ontem, num jantar diferente no local de trabalho, falámos de  sonhos e apercebi-me que é coisa que não me falta. Talvez por isso, tenha tanta facilidade em viver o dia a dia e nunca me aborrecer em grande escala porque sei que tenho dentro de mim capacidade para fechar janelas de que não gosto e escancarar portas que me façam mais feliz. 
Abrir um restaurante! novo, bonito, cheio de pormenores de bom gosto, com comida divinal.  Um restaurante com o qual as pessoas sonhem para  estarem e  serem felizes à volta da mesa.
Um hotel diferente! aproveitar o que se tem e montar casas em árvores. Casas lindas em que a ansiedade e o stress fica à porta.
Tantas e tantas coisas  a que me posso dedicar de alma e coração! Tantos desafios que posso pegar e concretizar!