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domingo, 16 de novembro de 2025

A ministra da saúde provoca-me urticária

 


Lembra-me sistematicamente a "outra" da educação que arrasou escolas, professores, credibilidade do sistema educativo como se não houvesse amanhã. Nunca mais se reergueu. Ela sim! Ocupa um belo cargo e ainda de vez em quando a oiço na televisão a a dar a sua opinião sobre assuntos educativos!!! Incrível como se convida uma entidade destas para falar sobre o que não sabe nem nunca soube!

Esta da saúde vem dar a machadada final no SNS. Mandatada ou não, a sua arrogância, a s suas mentiras, nunca desmentidas, o seu modo de estar e dizer que não tem culpa de nada e nunca se demitirá, mexem comigo. Em primeiro lugar, porque me fazem lembrar a outra, em segundo, porque o meu medo maior é perder o pais o que de melhor tinha: Um SNS eficaz, onde todos tinham lugar, onde eram atendidos por profissionais competentes e se tinha a certeza que, mesmo sendo pobre, não se morria por esse facto. Neste momento não sei se será verdade!

Há seis meses fiz, pela primeira vez, uma reclamação à administração de um hospital dando conta do modo como cara metade foi tratado alertando para as consequências fatais que daí poderiam ter resultado caso não rumasse a Lisboa e entrasse num hospital privado!

A minha família paterna vive nos Estados Unidos quase desde sempre. Toda a minha vida ouvi casos de pessoas doentes que, por ter acabado o plafond do seguro médico, eram mandadas para casa, pessoas que embora vivessem bem, pelo facto da doença se prolongar, tiveram que fazer hipoteca da sua sua casa, pessoas que morreram por não terem o dinheiro suficiente para se curarem! O presidente Obama prometeu mudar a situação mas a pressão foi mais forte e não conseguiu. Vivi a ouvir estas histórias e agradecia sempre que saía do SNS curada, fosse atendida de dia ou de noite. 

Vem agora esta ministra demonstrar-me que os meus receios não são infundados. 

Num país de velhos, com reformas de miséria, alguém já pensou em como solucionar o problema? Ou não é um problema e querem só modificar a pirâmide etária? 

Medo! Muito medo!

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Antes da Maria de Lurdes

Reserva Natural do Estuário do Tejo

Sem sombra de dúvidas, a pior ministra da educação foi a D. Maria de Lurdes Rodrigues!  Tive a oportunidade de a ouvir falar presencialmente e era tal o ódio aos professores que até o olhar da senhora se toldava. Acredito que tenha andado numa escola muito má e tenha sido muito mal tratada talvez até pelo seu mau feitio e modo de estar arrogante e de mal com a vida. Se a vejo em qualquer canal, mudo imediatamente.

O que é certo é que depois dela nunca mais nada foi igual. Não falo de dinheiro, de escalões, ou outro qualquer aspecto mais prático. Falo sobre a desvirtualização que, uma senhora e os seus acólitos, conseguiram fazer a uma classe até aí considerada por todos. Nunca me revi no modo como a senhora falava do nosso trabalho e como sempre dava a entender que os directores teriam que tratar os professores de rédea curta e pingalim na garupa. Eu ouvi de viva voz, não me contaram! E também ouvi os aplausos de alguns directores aos dislates da senhora. 

O que me choca ainda mais é o reconhecimento que a senhora teve após o ministério e os cargos que ocupou e ainda ocupa sempre ligados à educação de que pouco sabe. Até fico irritada quando falo nisto. 

A partir desta senhora, tudo mudou. Para pior, claro!

Todos os anos, antes deste descalabro, organizavam-se  encontros de Educação Ambiental sempre em capitais de distrito diferentes. Os professores pagavam uma parte, como a estadia e a  inscrição e  as câmaras municipais organizavam o programa, sempre muito rico e preenchido,  transversal a todas as áreas do saber.  Tínhamos experiências fantásticas que depois se reproduziam em sala de aula e davam ao professor uma grande bagagem em diferentes temas. Conheci, deste modo, aspectos do país que nunca conheceria,  empresas de renome que nos abriam as portas para visitas guiadas, áreas protegidas que, em visitas guiadas, nos mostravam a biodiversidade deste país tão rico. Em sala de aula todos estes conhecimentos eram aproveitados e trabalhados e os alunos ainda hoje falam dessas aulas com alguma saudade.

Era uma semana riquíssima em aquisição de saberes. Tudo acabou!

O investimento em educação de qualidade deixou de existir e a força moral e ministerial que os professores necessitam também. 

Muita pena. 

Ainda me alegro com alguns alunos que vou encontrando na escola com sorriso doce, boa educação e boa conversa.  Há, no entanto,
muitas situações que nunca deveriam existir ou ser permitidas. Obrigada D. Maria de Lurdes.