Há ou não há dinheiro nos bolsos dos portugueses?
2ª feira tenho uma consulta que exige que mostre os pés. Já agora que estejam impecáveis depois de não lhes ter ligado quase nada durante as férias. Acredite-se ou não, não tenho vaga em lado nenhum antes de segunda feira! Agendas cheias em todo o lado!
Arranjar pés e pintar unhas não é propriamente um bem de primeira necessidade! Gosto de ter as unhas das mãos pintadas mas vou adiando este gosto para poupar e não desperdiçar. Por mim, ia de 15 em 15 dias.
O mesmo nos cabeleireiros. Há imensos nesta terra em que vivo. Tudo cheio! Cortar o cabelo só na próxima 5ª feira e porque é um favor e um buraquinho que se abriu na agenda apertada de querida cabeleireira! Não é propriamente um procedimento barato. Vejo por lá muitas adolescentes que pintam cabelos, fazem procedimentos caríssimos e está tudo bem!
Por outro lado fazem-se cenas nas escolas por causa de livros que não têm, argumenta-se que têm direito a tudo e a mais alguma coisa. Tenho reparado que muitos dos pais têm o corpo coberto de tatuagens que quanto sei também não são baratas. Em que ficamos?
Há para o supérfluo e falta para o essencial? Há uma nova maneira de viver que eu não domino? Terão estas famílias descoberto algo que eu não conheço?
Não tenho dívidas nem despesas e tento poupar em tudo o que posso. Menos na comida que se quer de qualidade para manter a saúde. Não compro nada que não seja essencial como sumos, processados, comida congelada, etc. Compro as leguminosas ao quilo no mercado semanal e deito-as de molho de um dia para o outro, como fazia a minha mãe, e cozo-as na panela de pressão. Obrigo-me ir ao mercado todos os sábados porque os produtos são biológicos e mais baratos.
Como muito poucas vezes em restaurantes.
O meu modo de vida foi adqirido há muitos anos e não agora por motivos de crises financeiras mas não me deixo embalar pelas facilidades financeiras!
Se me faz confusão? Muita!

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