segunda-feira, 2 de março de 2026

Estou como o tempo


 Um acumular de situações que foram andando e agora, de um momento para o outro, devido a uns mofos na casa da praia venho por aí abaixo quase à beira da depressão. Bem tento relativizar, pensar na guerra, nas coisas realmente importantes mas o mofo e bolor não me saem da cabeça adicionados às outras melhorias que todos resolveram  considerar importantes e eu meia impotente para traçar um plano que seja eficaz e não me leve os olhos da cara. Mil e uma hipóteses e parece que nada serve ou se encaixa. 

Mau humor a sério, vontade de baixar os braços, nada comum em mim. Nem me apetece lá ir. 

Amanhã talvez já me sinta melhor. Já peguei num livro várias vezes  e nem consegui reter o que estava a ler. 

Coisas minhas super estúpidas mas que me fazem sofrer. 

domingo, 1 de março de 2026

Coisas que eu sinto

 


Esta  reeducação alimentar é uma abertura nova na minha vida! Como podem imaginar, depois de tantos anos, já segui imensos planos alimentares: nuns passava imensa fome, em outros ficava com uma dor de cabeça imensa e uma prisão de ventre que me matava, noutros os ingredientes eram tão estranhos que passava imenso tempo em supermercados na procura sem grandes resultados.  Acabava por desistir ao fim de algum tempo. 

Estou neste plano desde 17 de Outubro, sem dramas, sem fome, cheia de energia, com um corpo diferente, sem barriga e, como podem imaginar, super contente. 

O plano vem todo escrito por refeição e por dias. É só ir verificar o que vou comer em cada refeição, e confecionar o que está escrito. Coloco sempre grande ênfase nesta preparação e fico saciada. Não saíram os hidratos de carbono, que fazem sempre imensa falta e não sinto fome. 

Sinto-me mais enérgica, trabalho mais, faço mais exercício e tenho esperança que a situação ainda melhore. Tenho sentido ossos que nem sabia que tinha😂.

Nova consulta em Abril. Entusiasmada. 


sábado, 28 de fevereiro de 2026

Coisas engraçadas


 Comprei esta boneca há uns anos na feira das velharias, por um euro. Normalmente compro peças que possam decorar uma mesa com motivos específicos. Toda a gente afirmou que a boneca era horrível e acabei por nunca a usar em nada. 

Ontem, por via do destino, dei com uma página com bonecas parecidas com a minha que foram esculpidas nos anos setenta por uma conhecida ceramista sueca chamada Gastofta Ulla Skogh que só trabalhava em barro castanho. Podem valer até 70 euros em sites de venda em segunda mão!

Vendo o fundo da figura lá está o nome da artista e o nome do país. Não vou vendê-la mas achei graça. Comprei-a na banca que vende tudo a um euro. A voltar e a pesquisar com calma.

Chama-se a isto olho para a arte ou só mesmo uma coincidência??

Coisas que me inspiram


 Adoro ver programas televisivos ou ler revistas com casas soberbas. Umas mais modernas, outras mais ao meu estilo, sempre clássico com toques irreverentes. É claro que não tenho verbas para fazer decorações à imagem e semelhança, mas ficam  sempre pormenores interessantes que  posso concretizar. Hoje vi uma arrumação de estantes com uns nichos para colocar terrinas que me encantou. Terrinas tenho. É só encontrar uns nichos de madeira bonitos. Também tenho de mudar as estantes mas esse projecto já é antigo na minha mente. Comecei então por arrumar a mesa do escritório, enchi sacos de papeis fora de prazo,  limpei tudo o que pude e agora ando à procura de molduras para modificar a parede. 

Por vezes, basta uma cor que me agrada, um tecido que é top, um papel de parede que me enche as medidas. Parto à procura. São projectos sem tempo, mas que me ocupam a mente e me fazem ter esperança na sua concretização. Como dizia alguém ontem calando fundo em mim, ninguém consegue viver sem esperança. Bem verdade!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Pessoas boas


Num mundo onde se fala tanto de vigarices, pessoas mal intencionadas, fraudes e por aí em diante, sinto que sou bafejada pela sorte ( ou mais que isso) no que concerne às pessoas que me rodeiam e de quem necessito.  Tenho pensado muito nesta coincidência, ou não. Desde o mecânico do automável, passando pela empregada que é um doce, pelo Oleg que faz tudo o que necessito em arranjos cá em casa,  pela fisioterapeuta super profissional e simpatica, pela enfermeira que vem cá a casa quando é necessário, são todas pessoas cinco estrelas. As pessoas que me ajudaram a dar um novo brilho à casa da praia seguem o mesmo caminho. Têm o código de entrada e estão sempre disponíveis atempadamente para o que lhes peço. 

Muito sortuda com  quem me colocam no caminho. A enfermeira contactei-a através da net e já não quero outra.

Até na limpeza dos terrenos, aqui e na Serra,  encontrei duas pessoas excepcionais. Sérios, vão, limpam tudo, enviam fotos do antes e do depois, eu pago e está tudo bem. 

Muito agradecida a esta rede que me tem ajudado e simplificado os meus dias. Um especial obrigada à Ana Rita que fica por cá por casa quando tenho de me ausentar. Fico tão descansada como se estivesse cá. Ela trata de tudo. Super desenrascada e responsável e com o sorriso mais bonito do mundo.

O meu pai costumava dizer que eu era uma mulher de sorte! Sorria muito quando dizia isto! Concordo contigo pai. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Manhãs produtivas


 Rumo à garagem onde faço as revisões do carro para  que um pintor fizesse o orçamento de uns arranhões que um autocarro da carris tinha feito no carro. Só dei conta mais tarde mas estava feio. 

O pintor, senhor educado e polido, pôs a hipótese de eu ir comprar diluente celuloso e com um pano retirar os riscos que sairiam com facilidade. 

Material comprado, lá  fui eu,  qual pintora especializada, passar o pano pelos riscos. Não é que saiu tudo? 

Novinho. Fiquei contente. Ainda deu para procurar uma cola super forte e colar uma peça que tinha saído do sítio. 

Em seguida, arrancar o último dente a retirar. Foram so dois mas pareceram vinte!

Para a semana vou iniciar a prótese. Vamos ver como corre.  

Da parte da tarde só a parte boa. A festa de aniversário da Luisinha minha amiga há cerca de trinta e poucos anos. 

Hoje não há ginásio por conta do dente. Dia de descanso. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quarta-feira de cinzas

 


Necessitava estar  num local recolhido ao cair da noite onde a presença da mãe se sentisse mais. Fui  à missa. Há tantos anos que não assistia à imposição das cinzas!

Igreja cheia, missa por alma da mãe. Eu, emocionada e contente por estar ali. No sítio onde queria estar, com ela no pensamento.

4 anos sem ouvir a tua voz

 


Só a voz porque a presença estará cá para sempre. Tão bom quando os três irmãos se juntam e se fala dela, do que dizia, fazia e do modo como nos amava e cuidava. Tão dela!

Vejo-a nos seus risos mas também nas suas dores a que por vezes assisti, sem querer. 

Acredito que com ela ao meu lado, talvez os dias não fossem tão pesados. Fazes-me falta querida Mãe! 

Não merecias ter-nos sido roubada  por uma doença implacável, sofrida, que a cada dia te afastava, mais e mais, dos que te amavam. A tua bondade e o teu amor não mereciam!

Em pequena não podia viver longe de ti. Continuo assim! 

Hoje acordei com uma oração que costumavas rezar e de que só recordo os primeiros versos. Tentei na net mas não existe! Parecia um aviso para mim e estou com ela na cabeça ainda agora.

"Minha Mãe, minha senhora, minha estrela, minha luz,

sozinha te viste lá ao pé da cruz..."

Que cruz é esta que  ecoa no meu cérebro e por que razão acordei assim? Querida mãe! A lembrar-me que cruzes há muitas e é necessária coragem, como tu tiveste em toda a tua vida.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Carnaval

 


Desde pequena, nunca gostei desta data nem destas comemorações. Aqueles desfiles fazem-me urticária. Desde que começou a moda da imitação brasileira, ainda piorou. Quando vivia na Figueira da Foz, um dia fui ver o desfile que começava em Buarcos, no início da avenida junto ao mar, e chegava à rotunda da famosa gelataria Emanha. Tudo em biquini com um frio horrível. Via-se na cara das moças o desconforto que sentiam, a pele roxa, a dança frenética para aquecerem e nem assim o conseguiam. Um horror!

Quando era miuda também nas aldeias festejavam o Carnaval mas vestiam-se de modo a que ninguém os conhecesse e corriam que nem doidos assustando as pessoas nas esquinas. 

Havia um moda na minha aldeia que era engraçada: os rapazes escondiam-se por entre as fragas do Castelo e iam gritando os segredos da freguesia - fulana estava grávida e ninguém sabia, aquele outro tinha feito um negócio pouco claro, tudo o que fosse dito em surdina era dito em altos gritos no dia de Carnaval. Confesso que algumas vezes pus o ouvido à escuta mas nunca percebi nada do que diziam! Chamavam-lhe o abotelhar.

Muitos se zangaram, outros procuravam os rapazes para lhes baterem, enfim coisas de outros tempos. 

Aproveitar este dia para fazer coisas úteis e  que me façam sentir bem.

Um bom Carnaval!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ilumina-me

 


Espectáculo do Pedro Abrunhosa. Uma maravilha. Um homem de palco. Letras que tocam a alma. 

Penso que todos necessitamos de ser iluminados, de sentir que vale a pena, de dar sentido aos nossos dias menos bons, de aceitar a vida tal como se apresenta. 

Todos os dias tento. 

Ontem foi dia de sentir mais uma prova de orientação. Agora com neta mais velha já a fazer provas, seguindo os passos dos pais. Quase só estrangeiros. Ali se vê a importância do exercício físico!

Alguns já com alguma idade, participam nas provas,  correm, desfrutam da natureza, riem, convivem. Tudo isto faz falta à grande maioria dos nossos idosos que envelhece doente, sozinha  e parada.

Tudo isto me faz pensar que estou a entrar no caminho certo. 

Com menor peso, tenho mais vontade de fazer coisas, de me organizar e de me estruturar psicologicamente. Hei-de lá chegar!

Já não stresso tanto. Vivo o dia a dia e não imagino cenários negros que me trazem ansiedade e muitas das vezes nem se concretizam.