quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Manhãs produtivas


 Rumo à garagem onde faço as revisões do carro para  que um pintor fizesse o orçamento de uns arranhões que um autocarro da carris tinha feito no carro. Só dei conta mais tarde mas estava feio. 

O pintor, senhor educado e polido, pôs a hipótese de eu ir comprar diluente celuloso e com um pano retirar os riscos que sairiam com facilidade. 

Material comprado, lá  fui eu,  qual pintora especializada, passar o pano pelos riscos. Não é que saiu tudo? 

Novinho. Fiquei contente. Ainda deu para procurar uma cola super forte e colar uma peça que tinha saído do sítio. 

Em seguida, arrancar o último dente a retirar. Foram so dois mas pareceram vinte!

Para a semana vou iniciar a prótese. Vamos ver como corre.  

Da parte da tarde só a parte boa. A festa de aniversário da Luisinha minha amiga há cerca de trinta e poucos anos. 

Hoje não há ginásio por conta do dente. Dia de descanso. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quarta-feira de cinzas

 


Necessitava estar  num local recolhido ao cair da noite onde a presença da mãe se sentisse mais. Fui  à missa. Há tantos anos que não assistia à imposição das cinzas!

Igreja cheia, missa por alma da mãe. Eu, emocionada e contente por estar ali. No sítio onde queria estar, com ela no pensamento.

4 anos sem ouvir a tua voz

 


Só a voz porque a presença estará cá para sempre. Tão bom quando os três irmãos se juntam e se fala dela, do que dizia, fazia e do modo como nos amava e cuidava. Tão dela!

Vejo-a nos seus risos mas também nas suas dores a que por vezes assisti, sem querer. 

Acredito que com ela ao meu lado, talvez os dias não fossem tão pesados. Fazes-me falta querida Mãe! 

Não merecias ter-nos sido roubada  por uma doença implacável, sofrida, que a cada dia te afastava, mais e mais, dos que te amavam. A tua bondade e o teu amor não mereciam!

Em pequena não podia viver longe de ti. Continuo assim! 

Hoje acordei com uma oração que costumavas rezar e de que só recordo os primeiros versos. Tentei na net mas não existe! Parecia um aviso para mim e estou com ela na cabeça ainda agora.

"Minha Mãe, minha senhora, minha estrela, minha luz,

sozinha te viste lá ao pé da cruz..."

Que cruz é esta que  ecoa no meu cérebro e por que razão acordei assim? Querida mãe! A lembrar-me que cruzes há muitas e é necessária coragem, como tu tiveste em toda a tua vida.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Carnaval

 


Desde pequena, nunca gostei desta data nem destas comemorações. Aqueles desfiles fazem-me urticária. Desde que começou a moda da imitação brasileira, ainda piorou. Quando vivia na Figueira da Foz, um dia fui ver o desfile que começava em Buarcos, no início da avenida junto ao mar, e chegava à rotunda da famosa gelataria Emanha. Tudo em biquini com um frio horrível. Via-se na cara das moças o desconforto que sentiam, a pele roxa, a dança frenética para aquecerem e nem assim o conseguiam. Um horror!

Quando era miuda também nas aldeias festejavam o Carnaval mas vestiam-se de modo a que ninguém os conhecesse e corriam que nem doidos assustando as pessoas nas esquinas. 

Havia um moda na minha aldeia que era engraçada: os rapazes escondiam-se por entre as fragas do Castelo e iam gritando os segredos da freguesia - fulana estava grávida e ninguém sabia, aquele outro tinha feito um negócio pouco claro, tudo o que fosse dito em surdina era dito em altos gritos no dia de Carnaval. Confesso que algumas vezes pus o ouvido à escuta mas nunca percebi nada do que diziam! Chamavam-lhe o abotelhar.

Muitos se zangaram, outros procuravam os rapazes para lhes baterem, enfim coisas de outros tempos. 

Aproveitar este dia para fazer coisas úteis e  que me façam sentir bem.

Um bom Carnaval!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ilumina-me

 


Espectáculo do Pedro Abrunhosa. Uma maravilha. Um homem de palco. Letras que tocam a alma. 

Penso que todos necessitamos de ser iluminados, de sentir que vale a pena, de dar sentido aos nossos dias menos bons, de aceitar a vida tal como se apresenta. 

Todos os dias tento. 

Ontem foi dia de sentir mais uma prova de orientação. Agora com neta mais velha já a fazer provas, seguindo os passos dos pais. Quase só estrangeiros. Ali se vê a importância do exercício físico!

Alguns já com alguma idade, participam nas provas,  correm, desfrutam da natureza, riem, convivem. Tudo isto faz falta à grande maioria dos nossos idosos que envelhece doente, sozinha  e parada.

Tudo isto me faz pensar que estou a entrar no caminho certo. 

Com menor peso, tenho mais vontade de fazer coisas, de me organizar e de me estruturar psicologicamente. Hei-de lá chegar!

Já não stresso tanto. Vivo o dia a dia e não imagino cenários negros que me trazem ansiedade e muitas das vezes nem se concretizam. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Mais um dia bom

 


Dia do meu aniversário. Aquela data em que a partir dali podes começar a viajar pagando menos e visitar mais museus de forma gratuita. Nem tudo pode ser mau nesta coisa da idade!

Estar junto de filhos e netas dá-me vida e alegria. Foi um jantar muito bom. 

O bolo foi encomendado por mim porque netas mais velhas afirmaram que a partir desta idade se deixa de  ser adulta e se passa à condição de velhice!! Se elas dizem...

Não me pesa a idade, por enquanto! Para o ano voltamos a estar por aqui a dizer o que sentimos! Dia a dia. Ano a ano! Só há uma maneira de viver - de forma leve, alegre, com projectos e com muito exercício para manter a massa muscular.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Uma certa nostalgia


 Em véspera de aniversário apodera-se de mim uma necessidade de fazer balanços, não do último ano mas de uma vida inteira. Vêm à memória pormenores já esquecidos, sentem-se saudades do pai e da mãe tão importantes nestes dias (e sempre). Relembram-se outros aniversários, outras gentes e outros ânimos.

Chegando a noite concluo que a vida foi o que foi. Combati com as armas que tinha, dei o meu melhor, tanto na vida pessoal como na profissional. Nem tudo correu como eu desejava. No entanto, o que interessa é o saldo dos dias e do que consegui  com as ferramentas que tinha. Esse é muito positivo.

Venham então lá os 65!

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Sobre estilo

 


Não sou de imitar tendências que, muitas das vezes, não são a minha praia. Gosto de pormenores diferentes, de algo que me individualize,  que poucos gostariam de usar. 

Tenho esta imagem guardada há dois ou três anos. Gosto do conjunto. Muito!

 A estola  já tinha e as calças pretas também. Faltava o casaco que comprei antes do Natal.  Encontrado por acaso e que trouxe comigo. 

A estrear quando me quiser sentir bem, quando o ser diferente se impuser e quando o empoderamento fizer a diferença. Sem máscara, claro!

Coisas que penso


 Devido à minha profissão, tenho tendência a tentar mudar as pessoas principalmente aquelas com quem me importo e pensando sempre em lhe melhorar os dias. 

Como se diz vulgarmente nunca se muda ninguém. Ou se aceita, ou não se aceita  e deixa-se para lá. 

Este tentar diário faz sofrer, traz maus momentos e eu não quero isso na minha vida. 

Hoje li uma frase que fez todo o sentido - Tentar mudar comportamentos que não mudam pode adoecer quem tenta! Não quero mais doenças nem problemas.  Ver com outras lentes, com outra perspectiva, com outro sentir e seguir em frente. 

Resolução tomada!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Já fui ao dentista

 


Para a semana há mais!

Depois de sentada na cadeira e de fechar os olhos tudo acontece com alguma calma. A anestesia faz milagres. 

Mesmo sabendo isto, as vivências de criança estão cá, ligadas ao Dr. Mineiro, dentista em Gouveia, que ou não conhecia a anestesia ou a queria poupar. Um dia, o pai, meu irmão e eu apresentámo-nos no consultório para ter consulta. Entrámos todos no imenso e desconfortável cómodo. Quem foi o primeiro? O Pai. Gemeu, bateu com os pés,  contorceu-se e nós os dois sentados e quietos a assistir à cena e a pensar quem seria o próximo. 

Quando o pai se levantou o dr. perguntou - quem é o próximo? E nós muito lampeiros - Ninguém! só viemos acompanhar o pai! 

O pai, cheio de dores, nem reagiu! Safámo-nos do horror mas só até a mãe se ter apercebido e ter marcado nova consulta, provavelmente. 

As doenças associadas aos dentes doentes, não permitem que se deixem alastrar os traumas e mesmo com eles, o processo um dia irá ter fim! Estamos no durante mas com motivação. Alguma, pouca, mas tem de ser!