Hoje, atendi um telefonema de uma funcionária que se encontrava noutro bloco perguntando por uma docente. questionou com quem falava e respondi: Eulália Tadeu.
A senhora queria que eu desse uma informação à colega e dirigiu-se a mim deste modo:
- Olha, ó Eulália quando chegar aí a professora X diz-lhe a que a professora Y quer falar com ela! Percebeste?
E eu: sim, sim, pode ficar descansada!
Desliguei o telefone e fiquei a pensar um pouco nostálgica. Realmente, quando depois de 40 anos nesta escola, onde já fiz tudo o que havia para fazer, não te conhecem ou não te tentam conhecer, é um sinal inequívoco que o ciclo se fecha na altura certa. A senhora não tem culpa! Há uns 10, 15 anos este tratamento era impensável! Sinais dos tempos!
Deu para rir, passados uns minutos, quando chegou a funcionária da biblioteca que trabalha comigo há anos e anos. Fomos nós que começámos a grande mudança da Biblioteca, eu como coordenadora e ela como funcionária. A amizade ficou para sempre e o bem fazer também!
Temos filhos da mesma idade e mil e uma recordações de tudo o que desenvolvemos, dos queridos leitores que nos acompanharam e depois seguiram para a vida e deixaram um pouco deles connosco.
Quis a vida que nos voltássemos a encontrar por trás do balcão que eu adquiri com a primeira verba ganha num concurso de bibliotecas. Foi como um voltar a casa mas agora com ruídos externos que já não me dizem nada.










