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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Mentalmente em fase criativa para o Natal

 


Imbuída de um espírito criativo, modificador e inovador que permitam novas abordagens. Pouco a pouco, com a chegada de Dezembro, tudo se começa a alinhar para o que quero concretizar. São coisas pequenas, muito pequenas mesmo, mas  mantém a minha criatividade em alta, fazem-me sonhar e imaginar e tudo isso é muito bom.

Estagnar é talvez a ultima coisa que vou fazer com a minha vida. 

Começar devagar, planear, fazer listas, ter novas ideias.

Tão motivante!

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Coisas que me lembram

 


Quando era mais nova e vivia em Coimbra fui grande consumidora de filmes, alguns deles muito bons. O Teatro de Gil Vicente tinha a preocupação de fazer ciclos de cinema dos grandes realizadores e espetáculos soberbos que eu não perdia. 

Vem isto a propósito de um filme de Ingmar Bergman que vi quando tinha 18 anos - A hora do lobo (1968). Naquela altura, impressionou-me muito pela temática e não o percebi muito bem. Hoje percebo perfeitamente este conceito da hora do lobo quando a noite começa a fechar-se e vem a madrugada e em que somos assaltados pelos nossos piores pesadelos. Parece que tudo o que tentamos esquecer durante a luz nos vem mortificar naquele tempo escuro de uma forma ampliada e  a nossa mente fica completamente negra. Entre o sonho e a realidade, sentimos os piores medos tornarem-se realidade e depois voltarem para um lugar da mente mais recôndito que nos permite acordar e ver a vida com olhos mais promissores. 

Não sei se todos sentem isso mas sempre que a hora do lobo me invade lembro-me do filme, da estranheza que, do alto da minha imaturidade, senti perante tanta angústia e da sensação de terror que o filme transmitia.

Coisas que se aprendem  e só se compreendem muito mais tarde! 


quarta-feira, 11 de março de 2020

E se calhar...


Era só mesmo destes momentos que eu precisava para alinhar ideias e pensamentos. Às vezes é nestes momentos tristes que projetamos com clareza o que nos está a fazer falta. É nesta ânsia de calma, de paz e de entendimento que sentimos o que realmente é importante. 
Talvez fosse mesmo isto que faltava, o empurrão emocional que esperava para começar em mim as transformações há muito pensadas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Desperdiçar o tempo


Acordei com esta sensação desagradável de ver passar os dias! Abrem-se as redes sociais e saltam fotos de lugares paradisíacos ao sol escaldante de outras paragens. É moda, dizem! É aproveitar o tempo presente! É viver a vida. 
Cá por casa, prepara-se o novo ano, marcam-se compromissos e aproveita-se o tempo para consultas. 
Neste ano que se aproxima. quero aproveitar melhor o meu tempo, nesta vontade imensa de viver bons momentos. Sem olhar para o lado mas apenas para mim própria e naquilo que quero mesmo concretizar. 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Coisas que me acalmam

Sempre que tenho um problema ou alguém muito próximo de mim, há um casulo onde entro com toda a facilidade e me alivia a ansiedade.
Entro ali e imagino outras situações que acontecem todos os dias com outros seres humanos muito melhores do que eu e como me sentiria nessa situação. Como seria o meu estado de ânimo, como seriam as soluções, se as houvesse, que inventaria e como seria o meu olhar sobre a vida, sobre o que fazer nos próximos dias e como ficariam os meus sonhos de futuro. Depois, volto aos meus problemas e analiso-os de outro ângulo totalmente diferente. 
Não fico feliz com as tragédias. Nada disso. Mas colocar as coisas em perspectiva é sempre a melhor forma de me acalmar. Até ao dia em que eu própria terei as minhas tragédias que me mudarão a vida. Enquanto conseguir continuar a cumprir rotinas e a projectar o dia de amanhã, nada será tragédia. 
Dá mesmo resultado. Principalmente quando começo a entrar em parafuso em espirais de ansiedade que me consomem.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Voltar ao ninho


Foram três dias de aprendizagem diferente sobre os sítios que sempre conheci. Este fim de semana aprendi a vê-los e a senti-los com outros olhos, só um pouco mais científicos. Foi muito bom. Sentir-se em casa é talvez das melhores sensações que existem. Calcorrear montes e vales e apreciar a beleza da Serra mais bonita de Portugal.
Pensar na vida, na casa que me acompanhou a infância, sem distrações e sem medos. Pensar no que é importante e no que me fazia falta naquele momento. Pensar na finitude, na leveza e na inconsciência com que levamos os dias e concluir que algo tem de mudar dentro de mim. A fuga nunca trouxe grandes benefícios e ultimamente tenho recorrido muito a ela. Parece que a coragem que tinha  me abandonou e o desamparo, muitas vezes, deixa-me sem estímulo.
Boa semana!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Amanhã é quarta!!


Bloco de notas do telemóvel cheio de tarefas para amanhã.
Aulas preparadas.
Teste quase elaborado.
A reunião correu como o esperado!
E é tudo! Vou dormir!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Publicidade enganosa


O que vale é que uma verdadeira portuguesa não vai em cantigas. Com o oferecimento de uma taxa de juro enorme para os dias de hoje, logo se percebia que havia mentira pelo meio. 
E claro que havia! Afinal, tudo junto, porque era só sobre a conta ordenado, com um limite máximo e depois de retirar a parte deles, recebia-se no final do 1º ano 180 euros e no final do 2º ano 72 euros!
Para tal era necessário depositar o meu ordenado nesse banco  e se me esquecesse era uma chatice.
Conclusão: Não vale a pena tal trabalheira!
Partamos para outras hipóteses!

terça-feira, 20 de março de 2018

Coisas...


Ao final da tarde um velório da mãe de uma colega.  Sentou-se na entrada um grupo de colegas quase da mesma idade que deu em recordar tempos de escola, uns em colégios, outros em escolas públicas e as  reguadas e sovas (sim, sovas a valer) de professoras satânicas de há muitos anos. Um deles, com uma capacidade invulgar para contar as coisas com muita graça, com o  pormenor certo,  facilitando a visão do quadro, ou não fosse ele professor de História!
E eu ali a imaginar  uns miúdos e miúdas pequenos nas maiores tropelias e ataques à autoridade, a visualizar os "super ratos", batas atadas ao pescoço com o resto a fazer de capa a descer rampas de lama à sexta feira à tarde, as tascas com caramelos, os baloiços que pais carinhosos construíam para os filhos e a professora -" alguma coisa anda a distrair o seu filho!" Mas o quê? Interrogava-se a mãe. Não havia televisão, nem rádio, nem telefone...nem...nem... afinal era só o baloiço que os pais tiveram o bom senso de não tirar. 
O que eu me ri. Para dentro claro que estávamos num velório. 
Depois, na despedida, bastou baixar a cabeça para perceber a idade da senhora que falecera. Uma tontura séria tomou conta de mim.
 Foi castigo divino! Só pode!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Para ti


A dada altura percebemos que o mais importante não é saber se a vida é bela ou trágica, se, feitas as contas,ela não passa de uma paixão irrisória ou se a cada momento se revela uma empresa sublime.Certamente está-nos reservada a possibilidade de tomá-la em cada um desses modos, só distantes e contraditórios na aparência. A mistura de verdade e sofrimento, de pura alegria e cansaço, de amor e solidão que no seu fundo misterioso a vida é, há-de aparecer-nos nas suas diversas faces. Se as soubermos acolher, com a força interior que pudermos, essas representarão para nós o privilégio de outros tantos caminhos. Mas o mais importante nem é isso, aprendemos depois. Importante mesmo é saber, com uma daquelas certezas que brotam inegociáveis do fundo da própria alma , se estamos dispostos a amar a vida como esta se apresenta.

José Tolentino Mendonça - A mística do instante - página 111

domingo, 17 de setembro de 2017

Começo de uma nova semana


Foi um fim de semana muito calmo. Estava mesmo a precisar de passar algum tempo sem fazer nada depois destes tempos de corrida para aqui e acolá. A idade começa a pesar. Queria sair de viagem e fui adiando porque não me sentia com forças para iniciar a viagem. Apontei desculpas que me livrassem da sensação de insegurança que me começava  a consumir. Há dias assim em que a força anímica nos abandona. Mudei de planos e fiquei. Foi o melhor que fiz.
Descansei no sábado e vi dois filmes. Descansei no domingo e passeei a pé durante duas horas. Não fiz muito mais. Parece que começo a renascer. 
Há que dosear o esforço durante a semana  para que não volte a acontecer. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Coisas minhas


Há pessoas que gostam de renovar a vida, prometer a si próprias mudanças  e acreditar que tudo será possível, no dia 31 de Dezembro. Janeiro entra e tudo será diferente porque a esperança as comanda.
Nunca consegui divertir-me na passagem de ano, nunca consegui fazer planos de renovação. Talvez devido ao frio que nos tolhe?
Para mim, Agosto é o mês ideal para a renovação! Os dias são maiores, faz calor, temos algum tempo livre para pensar. Este ano sinto  grande necessidade de projectos e de coisas novas.
Setembro vai ser um grande mês.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Temas e temas

Poderia escrever muito, dar a minha opinião, falar dos meus sentimentos, das minhas mágoas, do que sinto em relação à vida e às pessoas. Podia escrever sobre o amor e sobre a amizade ou inimizade, sobre a gratidão ou ingratidão, sobre a dor ou a alegria. Poderia escrever sobre o que desejo, sobre o que sei nunca  vir a ter ou sobre aquilo que terei. Poderia escrever sobre o ânimo e o desânimo, sobre os laços e as rupturas, sobre o que vem  e o que vai sem se dar conta. Poderia escrever sobre o importante e o nem por isso. Poderia escrever sobre tudo isto! Mas não quero!
A vida ensinou-me a beleza  do silêncio!

terça-feira, 21 de março de 2017

Podia ser segunda feira


Cabeça no sítio, ideias alinhadas, objectivos definidos.
As madrugadas servem, algumas vezes, para focar o essencial da vida  para  definir bem o que queremos que a vida nos traga se não houver imprevistos.
Caminhos para andar, momentos para descobrir e aprendizagens a realizar. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Faz Frio


Apetece casa. Aconchego. Lareira.
Apetece Paz. Entendimento. Partilha.
Apetecem sonhos. Aventuras. Lembranças para não esquecer. Coisas loucas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Este mês de Janeiro que me mata


 A montagem mostra os meus fins de tarde e os meus serões. Ainda não perdi o sorriso! Por enquanto!
Trabalhar, trabalhar, trabalhar! Pensar muito e chegar à conclusão que está tudo mal feito. Já não tenho capacidade crítica. Estou farta de não ter um minutinho livre, daqueles minutinhos em que fazes o que queres e o que te apetece e não há problemas de consciência.

Falta ainda tanta coisa para fazer  escrever!  Não há falta de ideias, há falta de tempo e de reflexão para colocar tudo no sítio, bonitinho e perfeito.
No dia 31 tudo acaba e eu serei a mulher mais feliz do mundo!
Até lá!

terça-feira, 12 de abril de 2016

E pronto! Cá estou eu!



Entre livros, papeis, post its de várias cores e uma paciência infinita.
Olho o sofá com inveja. Apetece esticar-me por ali e ver televisão, daqueles programas de casas de luxo, em que não é necessário pensar. 
Faltam ainda três horas para eu ir para a cama e  tenho muito trabalho pela frente. Menso mal que as ideias se começam a alinhar na mente.
Vamos lá!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ecos emocionais de um fim de semana


Porto. Chegar 6ª à tarde com sol e calor! Ouvir o mar lá ao longe. Entrar nas lojas pequeninas e encontrar achados bonitos com um atendimento de que já tinha saudades. Comprar pão. Tão bom naquela cidade! 
Sessão com o professor. Sair já noite cerrada com desejos de um feliz Natal e até 2016. Jantar com irmão na casa grande e silenciosa. Mesa comprida de festas e de barulho que está ainda à espera. Acredito que tudo se concretize. Partir a pé pela cidade dentro. Está calor para norte. Conversa boa. Tinha saudades tuas. Como eu me sinto em casa! Como a infância regressa logo ali, entre conversas vãs e silêncios que dizem tudo. Gostamos das mesmas coisas, da arquitectura, da História, das Estórias das cidades. 
Partir sábado, manhã alta para duas horas de viagem rumo à Serra. A mãe esperava-me... a dormir! Os olhos baços não me conheceram à primeira. Esperar pacientemente naquela sala retirada de um filme triste de qualquer realizador italiano. Confrontar-me comigo, com os meus  sonhos, com o tempo, com a vida, com a pressa de viver que se apoderou de mim.
Entrar naquela casa para dormir sozinha pela primeira vez na minha vida. Acender a lareira, Ouvir os risos dos meus filhos quando eram pequenos, imaginar a azáfama na cozinha, olhar a mesa grande vazia e ouvir o som da viola do Zé Carlos a tocar canções de Natal e nós todos a cantar. Felizes porque, naquela altura, éramos felizes sem o saber.  Entrar no quarto que antigamente era o dos pais e deparar com a foto do meu pai, com o seu olhar característico de quem sabia demais da vida. Uma emoção. Meu querido pai.
Retirar a frigideira de ferro e partir morcela para o jantar. Procurar esses cheiros da morcela a fritar no ferro e ... nada. Imaginar a mãe ali atarefada a quem esta técnica saía sempre bem com pedaços estaladiços e saborosos para entrada de lautas refeições. Não consegui comê-la. Ficou no congelador!
Arrefeci! O lume apagou-se e a minha alma pedia coragem para subir as escadas. Fechei a sete chaves parte da casa e deitei-me. 
Acordei com frio. O silêncio continuava. Não havia o crepitar do lume, não havia barulho, não ouvia a minha mãe a falar com os netos. Já não voltei a acender a lareira. Tomei banho na imensidão da casa de banho. desliguei o cilindro, fechei as persianas, fechei a porta e bati à porta que alberga a mãe.  Rosto alterado, ansiedade, palavras sem sentido. Onde andas mãe? Onde te escondeste de mim? Quem és tu? Que gritas e me chamas por outro nome?
Medo! Onde estão as nossas conversas? Onde escondeste o sorriso? Beijas-me as mãos e eu estremeço! 
Volta por favor! Só por algum tempo para eu matar estas saudades que sinto de ti! 
Regressar e olhar para a beleza da estrada que sei de cor. A tristeza tomou conta de mim. 
Entrar no hospital já noite cerrada. Abraçá-las e dizer-lhes que estou com elas e partilho a dor delas. Olhá-lo e pensar que ninguém merece estar assim. 
Voltar com o coração negro depois de uma despedida que me fez verter todas as lágrimas até ali contidas.
Percorrer o escuro da auto estrada e pensar com que força eu iria hoje começar o dia.
Consegui levantar-me, arranjar-me e ir trabalhar. 
A vida é isto! Aproveitar os momentos! Mais nada!


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Hoje é sexta e sinto-me cansada


Muito cansada! 
Sem vontade, sem energia nem sequer para ir ao supermercado.  Muita coisa em que pensar, muitos acontecimentos negativos e pouca vontade de ir. Aonde quer que seja. Tudo me mete medo, tudo me arrepia. O único lugar onde estou bem a ver passar o tempo e a vida é em casa.
Mas sinto que isto não pode continuar.
Amanhã vou forçar-me a percorrer espaços que me eram familiares. Vou forçar o corpo e a mente até me habituar novamente mas tem de ser. Vou ter de ir ao encontro do que gostava de realizar e reencontrar  a alegria de viver.
Não posso continuar neste marasmo que me envelhece e entristece.
Bom fim de semana, apesar de tudo!