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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Bons momentos

 


Uma semana na minha quinta de eleição! Longe de casa, dos problemas, com uma piscina soberba onde me metia para nadar, logo pela manhã, mesmo antes do pequeno almoço.

Sair, ver novas paisagens, falar com outras gentes, mudar os horários a que nos habituámos ao longo do ano, ouvir conversas  em outras línguas e adivinhar-lhes as rotinas de Inverno, quando o frio subir à serra e voltarem às suas terras. Agora é o tempo de desconectar, de carregar baterias, de sentir que vale a pena viver, que vale a pena a canção para que seja decorada e passada com alegria, que vale a pena uma certa dose de loucura infantil para nos lembrarmos que, um dia, tivémos infância e, algures,  ficou escondida e soterrada por todos os trabalhos, preocupações, projectos, parentalidade, tudo e mais alguma coisa. 

Soltar a nossa criança interior é o melhor antídoto contra a  tristeza e o envelhecimento. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Sentimentos muito bons


 Quando algum dos meus filhos me dá uma boa notícia das suas vidas, o meu coração expande e fica quente. Permanece assim por algum tempo, agradecida, contente por eles e pelo que   foram capazes de fazer das suas vidas. 

Mãe feliz é outro patamar! Felizmente tenho muitos destes momentos e agradeço-lhes a partilha, mesma das coisas que para eles parecem pequenas mas que para mim são enormes!

Lá diz o ditado: quem os meus filhos beija minha boca adoça! Tão isto!

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Emoções

 


Faz hoje 10 anos que estávamos os 4 no hospital curry cabral à espera que chamassem para a sala de operações o meu marido para fazer um transplante de fígado que resultou da toma de um antibiótico que lhe danificou, pouco a pouco, a função biliar. Tínhamos estado com ele todo o dia e não sabíamos como iria decorrer. Nesse momento sabíamos que existia um fígado mas que ainda não tinha chegado ao hospital. Penso que o nosso cérebro tem a grande capacidade de ir esbatendo pormenores mas este dia, estes momentos, ficaram gravados como os mais fortes que vivemos como família. 

Foi embora lá pelas 9 da noite, corredor adiante e nós a vê-lo desaparecer na curva do corredor. Deixámo-lo entregue a uma equipa sabedora e saímos os três pelas escada laterais cada um de nós, mãe e filhos, a pensar: e agora?  

A operação acabou pela manhã. Passaram-se 10 anos! Foi fácil? Nada fácil!! Mas estamos cá, muitas coisas aconteceram depois disto mas permanecemos.

Não será esta permanência a maior vitória?

domingo, 6 de setembro de 2020

Despertando a decoradora falhada que há em mim


Todos nós temos espaços da nossa alma que vamos descobrindo, pouco a pouco, ao longo da vida. Começa de uma forma lenta e  um dia percebemos que gostamos imenso desta nossa faceta, deste nosso gostar e começamos a investir nele. 

Pouco a pouco, tenho vindo a desenvolver este meu gosto pela decoração das mesas para uma refeição especial. Comecei pelas toalhas que vou comprando. Umas mais clássicas, outras de outros tempos, damascos lindos que só por si fazem o decor, outras mais brilhantes de cores alegres que combinam com loiças de design. Neste momento, tento encontrar peças decorativas como jarras antigas, peças antigas da Bordalo, copos diferentes e de cores variadas. Vou adquirindo sem pressa e combinando mentalmente com o que já tenho. Dois ou três dias antes, começo a pensar nas combinações, nas velas e nas flores a incorporar. Normalmente é na véspera à noite que monto o cenário. É permitida uma certa anarquia desde que o resultado final seja harmonioso. 

Quando somos muitos, gosto de montar uma mesa mais pequena para as entradas de modo a que se possa circular e conversar bebendo um aperitivo. Existe sempre a mesa  das sobremesas que nunca é só uma cá por casa. Combino entre doces de colher, pequenos bolinhos individuais, doces de fatia e fruta laminada. Esta mesa é sempre mais cuidada e dramática e mantém-se pela tarde dentro de modo a que todos possam repetir. Gosto de receber, de estar e de conversar em frente de boa comida. 

Nunca é tarde para iniciar um hobby desde que nos faça felizes!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ando a sentir-me órfã


Nunca imaginei que a reforma da minha irmã mexesse tanto comigo! Até andava entusiasmada por ela, pelo tempo livre que ia ter, pelo facto de me poder visitar quando quisesse, de podermos ir passear e por aí adiante.
Um dia, dei-me conta que, nisto do trabalho, tinha acabado de ficar sozinha! Há uns anos éramos cinco professores à mesa em casa de meus pais.  Todos  a darem a sua opinião, a contar coisas que iam acontecendo, a colocar pontos de vista em comum! Era uma algazarra saudável! 
A vida encarregou-se de me deixar sozinha a trabalhar. Acabou a conversa que começava sempre por: Na minha escola é...
Sinto-me mais pobre, mais órfã e mais sozinha. É até muito estranho que a minha irmã não esteja a preparar as aulas e os planos semanais e me dê dicas de como é que faz e me conte histórias engraçadas dos alunos. Acabou mais uma etapa. Vai demorar tempo a habituar-me a esta solidão de pontos de vista. Ainda por cima, estou cheia de saudades dela!
A vida muda e nem damos conta até bater forte nos nossos corações!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Coisas muito minhas e emocionais



Tenho um primo do coração que sempre viveu longe de nós. Nasceu nos Estados Unidos, por lá estudou, por lá criou a sua família e por lá  vive. Não fazia sentido de outro modo. É meu primo direito, filho de querido tio Antonio por quem sempre tive uma debilidade enorme pelo Homem que é e pelo modo como sempre nos soube amar à distância. 
Vinham nas férias grandes. Primeiro, de dois em dois anos e depois passaram a vir todos os anos. Foram tempos tão bons! Dos melhores tempos desta quantidade de anos que passaram. 
Como todas as famílias, desenvolvemos os nossos rituais e este que vos mostro consegue sempre enternecer-me.  Esta foto mostra-nos nesses tempo de Verão em frente da casa da avó querida tinha eu pouco mais que um ano! Depois começou a ser tradição manter a postura e  tirar sempre uma foto igual à medida que o tempo passava. Umas melhores, outras piores, deixo a primeira e a última, nestes tempos de incerteza. Que fique a certeza de que temos uma família, que caminhamos e envelhecemos juntos, que nos apoiamos nos momentos menos bons e que estamos sempre lá. 
Quando será a próxima?

sexta-feira, 12 de julho de 2019

De volta a casa


Depois de uma semana em Florença, passando por Pisa, Livorno, Siena, S. Gimignano, muita aprendizagem, um calor infernal, muitos quilómetros a andar a pé, muitos monumentos, muita história, muita beleza, alguns gelados (tão bons!!) muitas saladas, um grupo de três,  5 estrelas e o cansaço dos últimos dias foi bom regressar.
Segunda e terça feira trabalho intenso na escola e quarta feira novo curso em Lisboa, desta vez organizado pela Casa das Ciências. 900 professores espalhados por muitas salas, convidados com muito nível, workshops muito bons, um horário muito comprido que custou a cumprir. Já está. 
Novo regresso a casa. Desta vez para mais uma semana non stop de trabalho árduo. O fim de semana vai servir para adiantar o trabalho. Ainda muitas dúvidas para sanar na segunda feira. Tudo se fará. Acredito que sim!

domingo, 23 de junho de 2019

Já desisti



Inconsciência, amortecimento, embutimento, venceram!
Tenho reunião amanhã, tenho de alinhavar muitos assuntos mas não consigo! A sério! Estou meio anestesiada, não me apetece mesmo nada pensar em trabalho e acho que se começar a trabalhar, amanhã vou ter de refazer tudo. Então o melhor plano será desfrutar o serão, pensar em férias, esquecer o trabalho a fazer e amanhã, muito cedo, começar a trabalhar depois de ter ingerido meio litro de café.
Nada de remorsos nem de sentimentos de culpa. É a vida. Há dias e dias.
Depois deste fim de semana é muito difícil entrar na rotina. No fundo eu já sabia que isto iria acontecer!
Até amanhã!

terça-feira, 11 de junho de 2019

Outro estilo, a mesma beleza




Adorei estar por aqui! À pousada de Sta Maria do Bouro tinha-a visto pela primeira vez há muitos anos. fiquei sempre com a ideia de voltar para usufruir de tão bonito espaço.
E como em tudo na vida, esse dia chegou. Foi um fim de semana 5 estrelas num lugar único com uma beleza austera mas acolhedora e com uma piscina de mármore branco só para mim.
Recordações que ficam. 
Os lugares servem exactamente para isso. Para que, durante algum tempo, os habitemos e façamos parte deles para os trazermos nos nossos corações.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A Escola também é feita destes momentos


Hoje estive imenso tempo a falar com um colega de há muitos anos. Contámos coisas engraçadas de outros que já por ali não estão, confidenciei algumas decisões menos boas tomadas nos últimos anos, rimos com algumas anedotas da escola antiga, e das pessoas que conhecemos tão bem! 
E quando me sentia mais perdida em anos anteriores, soube hoje que era disto que eu sentia falta. Faltava-me a confiança e a cumplicidade de anos e anos de vivências e  de crescimento comum com um grupo grande de colegas e amigos que partilhou os melhores anos da sua vida. 
Este facto é mesmo insubstituível! 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Meus queridos irmãos


Dizem que é o dia dos irmãos! É então um dia especial para vos deixar esta mensagem de companheirismo e de amor de uma vida vivida em conjunto e que nada nem ninguém poderá destruir.  Tantos momentos maus, tantos momentos bons, tantos momentos juntos em brincadeiras tontas e em risos de crianças. 
Depois, fomos construindo as nossas vidas mas soubemos estar sempre presentes quando um ou outro precisava.
 Meu irmão não me esqueço da tua presença junto da minha cama no hospital quando fui operada, já noite dentro. Ficou-me na mente esta tua vontade de estar comigo quando eu me sentia tão débil e fraca. As tuas piadas e a tua vontade de te manteres emocionalmente perto de mim apesar da distância. As tuas longas cartas que guardo religiosamente.
A ti minha irmã agradeço quase todo o apoio que senti na vida!  Estiveste sempre presente! E sim o Kalimero de pantufas visita-me muitas vezes e tu, com a tua força interior, dás-lhe um pontapé  e ele vai-se embora. Emociona-me o amor que sentes pelos meus filhos, os conselhos sábios que me dás e as longas conversas noite dentro quando já ninguém nos ouve. Só nós e o silêncio. A tua força dá-me ânimo e o teu amor confiança.
Família! Adoro-vos! É tão bom saber que posso contar com vocês!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Foi um dia importante


Obrigada a todos os que estiveram comigo e me desejaram sorte com verdade. 
Estou grata à vida por mais uma oportunidade. 
Obrigada meus filhos por, mesmo de longe, me terem dado ânimo. Acreditem que pensei em vocês o tempo todo. Pensei também na minha querida neta a quem dediquei também este trabalho. Ela merece tudo!
Depois, lanche com três pessoas queridas que me acompanham há tantos e tantos anos e continuam a estar comigo nos meus momentos importantes. Irmãos para a vida e companheiro de vida todos juntos para me fazerem feliz. Conseguiram. Obrigada querida família.

sábado, 25 de março de 2017

O amor que tudo clarifica

Precisava  de ir e de estar. De falar, de pôr em comum, de trocar ideias de ver o mundo e as coisas por outros olhos e com novas perspectivas.
Para isso servem as irmãs mais velhas e mais sábias. 
Tenho a sorte de ter uma irmã dessas. Daquelas que sabem ouvir e dizer sempre as palavras certas que precisamos de ouvir naquele momento. Daquelas que percebem a 100% o que sentimos e nos aconselham sem estrilho mas com firmeza e bom senso. Daquelas que nos dão segurança, que nos aconchegam a alma e nos fazem ver o mundo muito mais equilibrado e mais normal. Daquelas que colocam os factos  e os acontecimentos nos seus devidos lugares, que relevam muito do que dizemos e fazemos e que, no final, nos transmitem a confiança e a firmeza de que necessitamos para seguir em frente. Daquelas que sabemos que podemos contar com elas até ao fim dos tempos.
Duas palavras apenas: muito obrigada!
Por vezes não sei o que seria de mim sem ti!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Vamos então à diversão


Tenho saudades do carro, das viagens, de parar aqui e ali, ver património, encontrar caminhos novos por entre os velhos que já conhecemos de cor.
Com as melhores companhias.
Sem planos mas com todos os planos emocionais do mundo. Necessitando de mimo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Equipas de trabalho


Todos sabem que as grandes equipas passam tempo de qualidade fora dos muros do trabalho. Está provado que estes comportamentos fortalecem laços de amizade e que passar tempo de qualidade juntos, incrementa as relações laborais e o espírito de equipa, tão necessário nos dias que correm e nas funções que desempenhamos. 
Porque sabemos isso e porque nos divertimos imenso há serões em que rumamos a outros mundos mais sofisticados e nos rodeamos de glamour e de risos tão necessários aos dias, nunca faltando uma parte cultural.
Fica o registo de um desses serões. Só não aparece o  riso dos que passavam e as tentativas goradas  de uma boa selfie utilizando o stick comprado nos chineses. 
Temos de repetir!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Centrar-me no importante da vida


Parece que as ideias ficam mais claras, a vontade de trabalhar  aumenta e a motivação regressa só por saber que no próximo fim de semana estarei por aqui! 
Hoje temos serão de trabalho árduo e amanhã, bem cedo, terei de estar no local de trabalho para fazer tudo o que tem prazos para cumprir. Pelo meio, organizar a viagem e pensar pormenores  para que quando chegue seja mesmo só desfrutar os dias, a companhia  e a vista.
Estamos em modo motivada!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Almoços em família



Hoje tivemos a minha irmã e a Ana a almoçar connosco.
Foi suficiente para eu abrir a mesa, colocar uma toalha  bonita, pensar o almoço e sair para o frio da manhã para comprar tudo o que fazia falta. 
Acendi a lareira. Voltámos à sala grande inundada pela luz da tarde. Vimos filmes dos miúdos pequenos e rimos muito. Tão bom ter a família comigo! Parece que os problemas se tornam menores quando partilhados.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Histórias que me apetece partilhar


A Sra A.  e o marido vieram para uma casa colada à nossa quando eu ainda era criança. Muito boa pessoa, com uma candura que contrastava com a brusquidão do marido. Viveu quase connosco durante anos. As filhas  já eram grandes e tinham partido. Viviam pobremente como a maioria das pessoas na aldeia. Uma das primeiras coisas que a Sra A. pediu à minha mãe quando entrou em casa foi que cortasse a electricidade porque não conseguia pagá-la. A minha mãe não a cortou! 
Havia episódios na vida daquela amiga que me chocaram durante anos. Houve alturas da vida dela em que a pobreza a fez endoidecer e em que teve de ingressar no hospital. Ela lembrava-se do colete de forças e de vez em quando falava desses tempos. Coincidiu com o crescimento das filhas com a doença das quatro ao mesmo tempo e de não ter dinheiro para as tratar a todas. Escolheu a mais nova para tomar os poucos medicamentos que conseguiu comprar. As outras, mais velhas, sobreviveram porque tinham um bom sistema imunitário. 
Não sabia ler nem escrever e era eu que, com 8 ou 9 anos, lhe escrevia as cartas para as filhas que estavam longe. Quando ela  pedia, sempre ao serão,  eu levava a minha caixa de papel e  envelopes, sentava-me num banco à lareira e ela ditava tudo aquilo que queria transmitir.  A casa era nossa mas eu via aquela cozinha de forma diferente com o arranjo que dava às prateleiras com frisos de papel coloridos que muitas vezes eu ajudava a colocar. Um dia, as filhas ofereceram-me como recompensa uma chávena de porcelana que eu guardei religiosamente durante anos.
Tinha um sorriso doce apesar da vida e das dificuldades. A minha mãe e ela eram amigas. Um dia, por uns ditos que envolviam terceiros zangaram-se e nunca mais nada foi igual. A minha mãe não perdoou. Hoje penso que o deveria ter feito honrando tantas  horas e dias em conjunto. 
Tive pena. Muita pena por não ter acompanhado a sua velhice no lar com a assiduidade que tantos anos de convívio merecia.
Partilho quase como pedindo perdão por não ter sabido honrar  tantos anos de amizade e de convívio. Era nova mas não funciona como desculpa. 
Tenho pena de ela ter morrido sem lhe ter dito um adeus especial e de lhe ter demonstrado o quanto gostava dela e da sua doçura.

sábado, 24 de outubro de 2015

Buscar memórias



Li algures que viver não é mais que arquivar memórias. Momentos que nos ficam e nos dão energia para continuar a viver. 
Talvez por isso, sou pessoa de festas e de comemorações. Sou pessoa de momentos inesquecíveis!
O ano passado, pela primeira vez, não festejámos uma data importante. O MEDO apoderou-se de mim.  A DOENÇA mostrou-me ser mais forte do que a vontade de partir. Queríamos apenas um canto pequeno onde estivéssemos protegidos do que tínhamos medo que acontecesse. Não havia vontade de partir, de partilhar, de recolher memórias. 
Este ano, voltou a vontade de partir para mais uma comemoração. Começa a escolha criteriosa para um fim de semana de sonho. Muito a agradecer!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Chegados a sexta


Depois de uma semana para fortes e destemidos. Muito ainda para fazer e para modificar mas o essencial ficou feito.
Fim de semana  para dar apoio aos que necessitam. Rumar a outra cidade para confortar duas das minhas almas preferidas. 
Adiar por mais uns tempos uns sonhos e desejos que se instalaram em mim! Só mais um tempo! Depois, é tempo de ser feliz por uns dias.
Bom fim de semana!