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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Mais um aniversário!

Casa da praia - Peniche


Cara metade faz anos! Mais um ano é sempre uma boa notícia sejamos novos ou um pouco mais maduros.

A festa podia ser outra mas tem de ser adiada. Coisas da vida!

38 aniversários em conjunto. Alguns deles, com sala cheia e mesas bem decoradas, outros na praia com almoços só de marisco e champanhe  acabando em arraiais populares onde os adultos já tinham alguma dificuldade em pensar racionalmente. Ficaram na memória para sempre na geração mais nova e isso foi bom!

A maioria deles passada em diferentes países porque coincidiam com as férias de verão e com as nossas "peregrinações" por esses países fora a ver e a tentar conhecer o mundo. 

Hoje estamos os dois. Haveremos de arranjar um dia para celebrar. Existe sempre o tempo certo para tudo!

Parabéns!

quinta-feira, 1 de maio de 2025

O silêncio dos dias

 


Há dias assim! Pensar, criar e alinhar tornam-se prioridades.

Futilidades que me preocupam mas ainda a tempo de as pensar e as resolver. 

ultimamente tenho pensado muito. Sobre a minha vida e a dos outros. Sobre o meu futuro e a grande mudança que se aproxima na minha vida profissional - a reforma. 

Sei que não vou ficar por casa. Vou tratar mais de mim mas tenho de encontrar uma ocupação que me traga motivação e alegria. Dois caminhos se apresentam: ou começar algo inovador e diferente dentro das áreas de que gosto como design, decoração e afins, ou começar um serviço personalizado de ensino individualizado aplicando tudo o que aprendi ao longo destes anos e em que acredito plenamente. 

Tenho ainda algum tempo para decidir. Necessito também de tempo para viagens e para frequentar os sítios lindos que tenho na minha lista de favoritos.

Tempo também para as minhas netas. Tempo para as conhecer ainda mais a fundo e elas me conhecerem também de tal modo que algo possa ficar para contarem. O meu lado cómico, brincalhão e ameninado elas ainda não conhecem! Vai ser muito bom!

quinta-feira, 10 de abril de 2025

O divino no meu dia a dia


 Fui à missa por alma do pai. Fazia anos hoje! Como ele gostava destes dias de aniversário rodeado pelos que o amavam. No último, estivemos todos e foi muito bom.  Agora resta a missa por alma dele, onde  penso muito nele, no que tenho dele e no que deixou em mim. Aproxima-me e  gosto disso. 

Antes da missa reza-se o terço e eu vou mais cedo para usufruir desta paz, nesta igreja tão bonita, tão cheia de história e tão solene. Uma calma inexplicável desce sobre mim e ali fico rezando e sentindo-me leve e feliz. Gosto de ir sozinha para estar comigo. Para pensar nos dias, no que é importante e no que nem por isso. Colocar tudo em perspectiva, alinhar pensamentos e decidir comportamentos. 

Vim nova, com vontade de realizações e também com muita relativização em muita coisa da minha vida. Se for é se não for também não me molesta!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Por este tempo

 


Ainda pensava que tudo era possível e tinha uma vida pela frente. Era feliz nas minhas brincadeiras e com as minhas amigas. A mãe e a avó estavam sempre por perto. Os meus irmãos, apesar de eu ser a mais nova, tinham muita paciência para mim e a vida corria. Nunca me faltou nada.

Mal sabia eu o que ainda tinha de viver! Os desafios, as indecisões, as decisões mal tomadas, as desilusões, o que não vi e seria importante ter visto, o que vi e pressenti e naquele tempo não era importante e o que corri e sofri por aquilo que não haveria de ser meu. 

O tempo passou rápido em demasia. Gostaria de ter podido parar em alguns momentos para os saborear melhor e passar mais depressa dias e meses que são para esquecer. 

Foi o que foi.

Como diz filho mais velho: Vidas!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Comecemos a 2ª feira

 


Sem grande vontade mas o que tem de ser tem muita força. 

Há dias em que o sentimento de orfandade fica mais forte. Hoje é um deles. Fica a ideia já conhecida de que nascemos sozinhos e morremos sozinhos e, se calhar, por cá andamos sozinhos também, perdidos nos nossos pensamentos, necessidades não entendidas e faltas que ninguém entende. A única saída é mesmo contar connosco, com a nossa capacidade de resiliência enquanto pudermos e tivermos essa capacidade. 

Depois, lá mais para a frente ou já amanhã, sabe-se lá, haja quem cuide nós a troco de uma mensalidade. Não, não levarei álbuns de recordações nem a minha caixa das lembranças. Tudo isso pertence a outra vida. Começa então a vida em rampa descendente para um destino solitário com uma meta fixa. Bem  fixa. 

É isto que é a vida!


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

A vida, essa conhecida


 Se se estiver atento à paisagem e às pessoas que connosco se cruzam, damo-nos conta de que tudo é passível de ser relatado em longas histórias e em curtas cómicas e, por vezes, trágicas. 

É este olhar sobre o mundo das coisas e das pessoas que cultivo cada dia mais afincadamente. 

Por vezes, só a postura de um aluno, uma frase que profira, uma conversa que se ouve de passagem, um dizer de uma colega, um olhar do céu cinzento, os passos apressados de alguém que caminha em esforço, a tristeza nos rostos que nos olham, a alegria em quem pressentimos vidas difíceis, as "desgraças" de quem tudo tem. Tudo isto é poesia e tudo isto mexe comigo. 

O final do dia é sempre o tempo da reflexão. De pôr em perspectiva tudo o que vivi nesse dia e de, mais uma vez, me sentir abençoada pela boa cabeça  que ainda vou tendo!

Atenta aos outros. Feliz por ter uma profissão de que gosto, os meios de sobrevivência assegurados e uma família que me quer e eu adoro. Tempo para o que gosto de fazer, projectos, uns maiores, outros mais pequenos, mas que me vão entusiasmando todos os dias. Uns terão concretização, outros, talvez não, mas sou feliz a sonhá-los. 

Mais um dia que chega ao fim. Já não haverá outro igual. É passado. Pensar agora no dia de amanhã. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Coisas de que tenho receio


 De anos terminados em 0 e 5. 2025 está para entrar e eu estou aa ficar nervosa.

Em 2010 faleceu o meu pai em Agosto. Em  Dezembro do mesmo ano foi diagnosticado o tumor do meu cunhado. Foi um Natal assustado e triste. 

Em 2015, o meu marido começou Janeiro com um transplante de fígado num processo de reacção a um antibiótico que tinha tomado anteriormente. Em Dezembro faleceu o meu cunhado depois de 5 anos de sofrimento.

Em 2020, começou a pandemia. Um ano em casa, sem poder estar com a família, as netas a crescerem e eu sem poder estar com elas. A minha mãe fechada num lar onde só a podíamos ver através de um vidro e durante 15 minutos!. Nunca mais a pudemos abraçar longamente para lhe acalmar o cérebro, até que deixou de viver numa madrugada anónima, sozinha, talvez já sem dar conta do que se passava à sua volta. 

Espero 2025 cheia de receios e medos. Talvez seja superstição mas sinto assim. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Cansaço extremo

 


Ultimamente, o cansaço físico e psicológico está a dar cabo de mim. Todas as tarefas me parecem montanhas, tenho o trabalho de casa todo atrasado e se me perguntarem o que me apetece responderei imediatamente: NADA!

Parece que fiquei sem alma, durmo mal, acordo mal disposta e pouco me interessa. Faço mesmo só as tarefas básicas e a contra gosto.

Não me reconheço neste perfil! Que passe depressa! Uma dor que me faz coxear também não tem ajudado.  muitas conversas negativas e nada leves também não! As conclusões a que tenho chegado sobre a vida, o envelhecimento e as pessoas, também não!

As desilusões! Essas, matam-me!

domingo, 6 de outubro de 2024

Final de domingo!

 


Um qualquer porque são quase todos iguais!

terça-feira, 20 de agosto de 2024

O passar do tempo

 


Consulta de dermatologia: verrugas, manchas, sinais, tudo passado a pente fino que o cancro da pele está a aumentar e é necessário estar atenta. 

Médico com grande experiência foi observando cada sinal e mancha para concluir que era tudo pelo facto de já ter vivido uns quantos anos. Dizia ele - sabe, estes sinais não costumam aparecer cedo! E não apareceram!

São sinal de que está viva e com saúde! É isso tudo. 

Fico contente por ter de ficar com as pernas com bolinhas castanhas de onde em onde!! Ando bem, não me doem, são benignos, está tudo certo!

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Não deixar passar o tempo sem lhe dar significado

 


Ultimamente uma sensação de urgência tomou conta de mim. Tem tudo a ver com a idade e com a avidez que sempre tive em relação à vida, aos amigos, aos momentos bons e aos momentos felizes. Sinto não poder viver tudo, tragar tudo e ter uma vida leve e alegre. 

Centro-me no que gosto de fazer e invento eventos que algumas vezes não se concretizam. 

Quero tudo, desejo tudo  e, por mim, partia à aventura em registos novos que me surpreendessem. 

Como diz António Bagão Félix na revista Sábado " Na vida há uma vitamina fundamental, a curiosidade".

Eu sou curiosa, ansiosa por novos saberes e novas formas de encarar a vida. Oxalá a vida mo consinta!

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Sobre a alegria

 

Passeios por Lisboa com filho mais velho

Casa dos pais ainda solteira

Talvez seja mesmo o que mais me faz falta  e o que me faz mais feliz. Estar e ser alegre devia ser o estado normal de pessoas normais. 

Ter leveza na alma, ver o mundo com uma certa dose de benevolência e de graça. Andamos cá tão pouco tempo que é só perder tempo ser carrancuda, entristecida, mal agradecida e demonstrando apenas burrice!

A vida é para ser alegre, agradecer pelo que se conseguiu, ou não, mas também não fez falta, ter olhos humorados que conseguem ver, muitas das vezes, o ridículo das situações e das pessoas.

Sempre fui assim! Sempre me ri de tudo e sempre encarei a vida com imensa leveza. Acredito que tudo se resolverá e que, em cada dia, temos como obrigação moral aproveitar tudo o que vivemos.

Muita dificuldade em lidar com depressivos e pessoas que repisam sem cessar os fracassos, que algumas vezes, não o são, e que não conseguem ser leves e alegres por estarem vivos. Valha-nos isso!

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Vamos falar de...férias!

 


Ah e tal as pessoas em Portugal vivem mal e nem de férias vão! Qual quê! Está tudo cheio! Seja caro ou barato (atenção que eu vi alojamentos a 4000 euros para uma semana) o português gosta de férias. É claro que tem razão!

Isto são ideias minhas de poupadinha parva que acha sempre que vai encontrar uma casinha maravilhosa com piscina por um preço módico! Nem me conseguiria divertir a pensar que estava a gastar muito dinheiro, mas isso sou eu com esta minha costela de judeu que não me deixa viver a vida em pleno!! 

Ás vezes pergunto-me por que razão os meus pais me educaram assim! Ia-se, pagava-se, o dinheiro saía da conta por inteiro, sem prestações, graças a Deus e a mim e pronto, em Setembro  não se falava mais nisso! Não consigo, não teria paz e continuo à procura do refúgio perfeito. Talvez encontre! Figas!!

quarta-feira, 24 de abril de 2024

E onde estavas tu neste dia 24 há 50 anos?

 

Estava ainda a aprender a viver na cidade! Num liceu misto no qual nunca gostei de andar. A minha irmã convenceu a minha mãe que era muito melhor eu frequentar um liceu misto e não ir para  o Liceu D. Maria, na altura o liceu feminino de Coimbra e que era muito mais perto da minha casa!

Vá-se lá saber porquê, a minha mãe concordou. E aí ia eu todos os dias apanhar o eléctrico até à baixa da cidade e depois esperar por um autocarro que me levaria para o outro lado do rio, em frente à quinta das lágrimas. Um liceu frequentado, na sua maioria, por alunos que vinham de fora da cidade porque ficava mais perto da estação de comboio. Perdi os meus amigos do ciclo preparatório e encontrei outros que nunca vieram a ser meus amigos porque entretanto, logo no dia seguinte se deu a revolução e tudo mudou. O liceu D. João III ficou misto e no ano seguinte já fiquei perto de casa. 

Valeu-me a sabedoria da D. Cecília que deixou ir a filha, minha melhor amiga, também para aquela lonjura de liceu.  Sempre éramos duas!!!! 

Só me lembro das atividades extra curriculares onde a minha mãe considerou importante eu frequentar o grupo de danças populares por onde andei perdida e desconectada do grupo durante três meses antes de ter convencido a mãe a desistir porque não gostava e não sabia dançar. Talvez daí a minha aversão actual a ranchos folclóricos!!

Havia ainda a aula de lavores femininos onde, supostamente as alunas costuravam enxovais para crianças recém nascidas pobres e que depois, por altura do Natal, já as roupas e adereços colocadas em cabazes embrulhados em papel celofane, eram entregues em cerimónia solene às mães de sorriso triste que os vinham buscar. Sem acautelar olhares nem exposições mas, pelo contrário, explorando a pobreza de quem nada tinha. Também posso confessar que tendo eu treze anos na altura, não sabia costurar e foi sempre a minha mãe que fez todas as peças que eu entreguei! Eu só fazia de conta que fazia. Será que a professora não via ou era costume e o que interessava era o produto final?

Coisas que ficam!

Hoje a minha neta mais velha perguntou se eu alguma vez tinha trazido orelhas de burro para casa! Respondi que as orelhas de burro eram para ser colocadas na escola aos que não aprendiam com tanta facilidade e que na minha escola não havia esse adereço mas uma régua de madeira com que batiam a quem menos precisava de levar porque a vida já era dura que bastasse. 

E depois a graça da neta do meio: e orelhas de vaca? Também tinhas?

Ainda me estava a rir depois do telefonema!

domingo, 7 de abril de 2024

É um crime comprar mais um peça de vestuário


 E não vou fazê-lo. Dei-me conta do exagero a que chegaram os meus armários! É certo que tenho peças de há mais de vinte anos mas estão actuais, em bom estado e eu gosto delas.  É só pensar novas combinações, novos acessórios, juntar um pouco de cor e já está. Houve tempos de alguma frustração e tristeza em que a roupa foi a minha salvação. Esse tempo ficou para trás.

 Empregar o dinheiro que poupo noutros projectos mais interessantes e que me façam igualmente feliz. Com a idade, concluímos que vivemos com muito pouco de tudo. Os momentos bons passam a ser o nosso objectivo e as pequenas conquistas fazem-nos felizes.

Apreciamos as boas companhias, os risos à volta de uma mesa e manjares nunca antes saboreados. A vida encurta e é necessário ainda ter tempo para tanto que ainda não se viveu e não se sentiu.

Sair da zona de conforto e sentir que se conseguiu ir em frente. Colocar todos os dias um desafio e chegar à noite e pensar - consegui!