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domingo, 19 de julho de 2026

Acabou o fim de semana

 


Nada de pena! Preparar mais uma semana que não vai ser fácil!

Notícias do meu espaço de infância que me perturbam. A mudança  traz sempre consigo a perda das memórias. 

Por outro lado, com a minha idade, já poucas coisas são importantes. Pensar em momentos bons que possa concretizar e tomar mais vezes a iniciativa na organização desses momentos. Não esperar que cheguem a mim mas organizá-los eu! Nova resolução!

Continuar a fingir que está tudo bem mesmo que à beira do colapso. Os dias resolverão a situação! O tempo sempre resolve!


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Coisas cómicas


 Cabeleireiro do shopping. 

Entra um senhor já entradote que não devia muito à beleza e pergunta se pode cortar o cabelo. Não tem marcação mas  explicou que vinha de longe porque a última vez que cortou o cabelo  ali, nos tempos que se  seguiram foi assediado por muitos olhares marotos de mulheres que o consideravam sexy!

Queria repetir a experiência! Considerei justa a pretensão! 

Devemos sempre procurar o nosso melhor ângulo!

Mesmo que seja quase impossível tive pena de não ver o resultado final! Curiosidade feminina!

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Sem grande inspiração

 


Os meus dias passam-se entre ginásio e organização de refeições, lavagem de roupas, organização da casa, trabalho na escola, elaboração de relatório e pouco mais. 

Contente com a minha motivação crescente para o ginásio e a alegria de sentir-me mais forte e com mais capacidade para aumentar as cargas e os tempos o que indica mais músculo, de que bem necessito. 

Paralelamente, treino o equilíbrio que faz tanta falta! Continuo a não me considerar muito idosa mas utilizo  os benefícios da terceira idade!! Não há que esperar!

Menos paciência para a burrice e a sacanice humana. Vontade de fazer umas peixeiradas sempre que algo me atinge. Hoje ia prontinha. Foi pena não ter encontrado a visada "senhora"!

O calado é o melhor, dizia avó querida sempre que um situação menos consensual aparecia nos seus dias! Depende das situações, diria eu! Uma boa peixeirada mas com voz firme e em baixo volume faz milagres por muitos anos!

E é isto!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Quem somos ao longo dos tempos

 


Ficou alguma coisa de quando era criança? Talvez um certa inconsciência que me permite sempre esperar o melhor mesmo que nunca aconteça. A ingenuidade foi-se embora depois de tanta pancada da vida. 

Sou muito mais refinada, arguta e emocionalmente mais inteligente. Percebo os gestos e interpreto atitudes com muita facilidade e sei distinguir muito bem as capas da profundidade do que se é e se pensa. Por vezes basta um olhar!

Há dias em  que tenho saudades do tempo em que acreditava em tudo! É muito mais dura esta visão da vida que tenho agora. 

Tornei-me mais egocêntrica por perceber que não vale a pena  o esforço para ser de outra maneira. Velhice? Talvez!

Dedico-me ao que me realiza e me faz feliz. Tenho já alguma dificuldade no cumprimento de rotinas e de trabalhos de que já não gosto!

O ser humano muda porque a vida o empurra e as circunstâncias também mudam e nos abanam. Alguns abanões fortes deixaram muitas marcas e continuam a cravar-se como ferros. 

A vida é mesmo assim e teremos que continuar a procurar o lado bom e luminoso dos dias.  Eu tento. Todos os dias!

domingo, 26 de abril de 2026

Coisas geracionais


 Na Biblioteca, um autor fazia uma palestra sobre um audiolivro que tinha publicado sobre o 25 de Abril. Os alunos cantaram a canção. Uns melhor outros pior conforme o treino realizado pelas docentes da disciplina. De repente, apercebi-me que a estes aluno nunca se poderia perguntar: onde estavas no 25 de Abril? 

Eles vêem esta comemoração como eu vejo o cinco de Outubro! Sei História mas não a vivi!

O tempo a passar, tudo a mudar a uma velocidade estonteante e nós a resistir, a tentar passar o testemunho que terá muito ruido na passagem e já nada será igual!

Aceitar e seguir em frente!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Aniversário do pai

 


O 10 de Abril era sempre dia de festa! A família juntava-se e tu, no teu lugar à mesa com o teu sorriso matreiro, aproveitávas os mimos e as atenções que todos te davam. No final dizias sempre: Muito obrigado! Parece que ainda te consigo ver, com a tua alegria contida mas muito sentida. 

Eras um Homem do tamanho do mundo.!À medida que o tempo passa, mais me apercebo da maravilha que foi para mim ter um pai como tu. Tinhas graça, gostavas de me fazer as vontades. Um dia pedi-te dinheiro para comprar umas botas verde azeitona qque me apaixonaram numa montra. Tu deste e eu comprei e fiquei feliz. Confesso que foram caras mas eram lindas. Quando cheguei a casa, propuseste que eu fizesse uns autocolantes para colocar na frente das botas com o preço que tinham custado!😍

Mas deste o dinheiro para as botas que podiam ser outras, porque sendo nós tão parecidos, sabias o quanto as coisas excêntricas e topo de gama nos faziam bem à alma. 

Naquela altura eu tinha um modo de me vestir um pouco excêntrico, comparado com o da minha irmã mais velha que era sempre muito elogiada pelas tias avós da aldeia pelo seu bom gosto! Eu, com as minhas roupas diferentes, as minhas mini saias,  não fazia tanto sucesso e, a rir, o meu pai dizia que eu era a rapariga mais mal vestida da aldeia e ria-se muito. Eu sabia que ele não acreditava e ria-me com ele.

Foi muito bom ter levado os meus filhos tantas e tantas vezes  para passar fins de semana, partes de férias, com os avós. Ficaram com boas recordações dos avós, e eles adoravam-nos. O orgulho que o meu pai tinha nos netos  era enternecedor!

O mês de Julho, antes de falecer, passou-o no hospital. Todos os dias estávamos com ele e filho mais velho, quase a acabar o curso, lá estava sempre a estudar ou só a conversar com o avô. Filho mais novo juntamente comigo fomos os últimos a vê-lo com vida! Foi uma boa despedida por entre a pena de saber que ia partir  e a possibilidade de termos as últimas conversas e nos podermos despedir durante quarenta dias. 

Querido pai.


domingo, 12 de outubro de 2025

Dizem os entendidos que os blogues acabaram!


 Para mim, ainda não. Descobri que é um modo de eu escrever todos os dias, de alinhar ideias, de não perder a prática de passar a outros o que sinto e como sou. 

Desde muito pequena que o faço. Ainda não havia internet mas eu já tinha diários onde escrevia, todos os dias, o que me ia na alma. 


(19 anos)

às vezes penso que não vale a pena viver! A sério! E aqui quedo-me !Mas o que é mesmo viver? Será levantar todos os dias e deixar que o tempo e tudo o resto passe por nós, ou viver será ir ao encontro das pessoas  e das coisas que nos fazem felizes? Se realmente é a segunda hipótese, eu não estou a viver!  Isso assusta-me um bocado. Não sei se realmente eu saberei viver.


16/12/81 ( numa grande paixão)

Não sei mais nada! Só sei que tenho uma imensa necessidade de escrever, de deitar cá para fora o que sinto, todas as emoções que vivo, a força no peito que me oprime quando tu não estás, o medo de perder de ti o que me deste. Não sei o que faço, porque o que faço e o que sou quando estou contigo se esvai. Preciso de ti mas não sei bem porquê, nem para quê. Quando te vejo, sinto uma emoção crescer mas, quando te deixo e te digo "até amanhã", a emoção morre porque ela só é possível contigo.

15/09/83  (noite cerrada)

Há mil madrugadas sem amanhecer.

26/09/83  (11.20 da noite)

Acabei o meu curso!! Soube há pouco que tinha feito a última cadeira. E agora? que vida de mar e rosas e espinhos me espera? Que quero eu desta vida? Que quer esta vida de mim? Que etapas terei ainda de vencer e quantas vezes ainda direi não quando quero dizer sim? Quando vou encontrar-me? 

É bom ou é mau? Ou não é nada disso, só uma vida anónima a desenrolar-se, como qualquer outra? Obrigada a todos e a mim pela sensação boa que estou a sentir neste momento. Estou feliz. Alcancei mais uma meta.


Depois, continuei a escrever . Até hoje! A minha vida toda em cadernos e apontamentos vários. Quando encontrei os blogues considerei ser um modo fácil de me exprimir e partilhar alguns aspectos da minha vida e do meu olhar pelo mundo e pelas coisas. Assim continuarei a fazer. Talvez as minhas netas ainda tenham acesso à minha alma através dos meus escritos. Quem sabe!


terça-feira, 20 de maio de 2025

Há dias em que é melhor estar calada

 


Sempre fui assim. Grande escritora em tempos bons e ruidosos e muda e calada em tempos em que havia necessidade de recolhimento e de estar comigo própria sem que nada nem ninguém interferissem com o meu sentir menos positivo. 

Estamos assim neste dia em que há sol. Equacionando e pensando sem vontade de partilha e com uma vontade enorme de me deitar numa cama e adormecer sem pensar em mais nada. 

Vai passar mas a carga é grande e pesada!

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Pensar o melhor. Sempre!

 


5ª feira à tarde, cara metade caiu na rua. Eu não estava em casa. Ambulância e hospital de Abrantes. Acabei o dia com ele no hospital. Nada partido e voltar para casa, dorido e quase sem poder andar. Foram três dias em que todos os cenários me passaram pela cabeça, tentando alinhar soluções para cada um deles mas tentando sempre focar no mais positivo. 

Hoje, está melhor. As muletas ainda são necessárias mas uma certa autonomia já é visível. Dar tempo ao tempo, não stressar, fazer o que tem de ser feito e esperar  o melhor.

Se não for o caso, ter soluções alternativas para cada problema que vai surgindo. 

A vida no seu melhor!

domingo, 6 de abril de 2025

Ora chove, ora faz sol.

 


Um dia destes foi o "dia dos filhos". Como se fosse possível! Desde que nasceram são todos os dias até que feche os olhos. Sonho com eles, a minha mente traz-me, em forma de sonhos e de pesadelos, o que penso naqueles dias e noites, alegro-me com tudo o que lhes acontece de bom e fico de rastos com as coisas menos boas. Alguns sentimentos ficam comigo e assim vivem durante anos e anos. Vivemos muito pouco tempo juntos. Apenas 17 anos! Devia ser proibido! Depois partiram e a minha vida nunca mais foi igual. Vivemos muita coisa juntos mas há episódios que são meus e de um deles e outros que são dos três e outros que são meus e do outro deles.  

A vida continuou mas o meu coração só está inteiro quando os tenho por perto. Poder-se-á concentrar todos estes sentimentos num só dia? Penso que não!

Muito contente por terem a sua família, por seguirem em frente, por terem os seus projectos e me terem dado netas que adoro. Depois disto tudo só os olhos deles me acalmam! Só a não necessidade de palavras, só os gestos, só o sorriso, só sabê-los felizes!

Mãe será todos os dias e para sempre. 

quarta-feira, 26 de março de 2025

Coisas em que penso

 


Quando não tiveres tempo para tudo, procura realizar aquilo que realmente gostas de fazer. Algo criativo que acrescente felicidade e realização aos teus dias.

Por exemplo: entre concretizar a renovação de uns candeeiros de mesa de querida mãe que ainda tenho ou passar a ferro um monte de roupa, escolho sem pensar a primeira tarefa. Procurar tecido, escolher a forma dos abatjours, dar um retoque na tinta dourada et voilá! 

A roupa, mesmo que espere uma semana, não se estraga nada!! 

O meu bem estar e o meu espírito criativo  agradecem.

Pelo meio, ainda tempo para um tratamento corporal e umas compras em saldo para a casa da praia. Tarde bem aproveitada.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Faz hoje 3 anos que fiquei órfã


 Soube quando ia a chegar à escola e estes momentos ficam para sempre. Tinha um casaco desportivo verde da abercrombie de que gostava imenso e era de filho mais velho. Sentia-me bem e, de repente, o meu mundo, tal como o conhecia, morreu ali. 

Voltei para trás, e viajei para CASA. Para o ninho que nunca mais o foi. 

De vez em quando, tento vestir o casaco mas nunca mais consegui. Assim como a roupa dela com que fiquei. Está no roupeiro para eu, em dias mais negros, colar a minha cara a ela, cheirar e senti-la.

Hoje fui à missa por alma dela. Estavam 5 pessoas numa igreja linda, intimista e iluminada. Necessitava destes momentos com ela no pensamento e alguma solidão. Chorei de saudades e rezei para que esteja bem. Neste tempo todo, vieram à mente tantos momentos quotidianos, uns maus, outros muito bons e outros apenas de estar com ela e houve uma altura em que quase a senti a rezar ao meu lado, como fazíamos na igreja dos Olivais. 

Já passaram três anos sem ti e continuo contigo no pensamento. De dia e de noite quando acordo pela madrugada a sonhar contigo numa história enredada e confusa onde o teu cuidar está sempre presente. 

Querida mãe!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Estar

 


Estou aqui sentada na sala por onde o sol do final da tarde ainda entra em grande quantidade.

Reparo agora na sujidade dos vidros que a chuva provocou e penso que tenho mais uma tarefa em mãos para amanhã à tarde. 

Gostaria de estar só a pensar em como tenho muita sorte em ter uma sala grande cheia de sol mas o meu cérebro nunca me deixa viver estes momentos em pleno. 

Vou escrevendo e olhando para o relógio porque um compromisso me espera às 18 horas. Já fiz compras, já fui tratar de mim, já cortei uma série de itens nas listas, já programei o jantar. 

Vida de mulher é mesmo assim. Um olhar por tudo, uma preocupação constante.

sábado, 28 de dezembro de 2024

Mensagem de fim de ano


 A vida é muito curta. Aproveitem-na muito bem! Não adiem nada que sonhem fazer. Nunca haverá a ocasião ideal. Essa, está na nossa cabeça. 

Olhando para estas duas imagens minhas parece que foi ontem que eu estava no Luso com pais, avó, primos e tios num passeio mesmo muito bom. Desse grupo grande, só restamos os três irmãos e os dois primos. Quase todos se foram deste mundo, com as suas vidas cheias, os seus medos, as suas angústias e espero, com muitos dos seus sonhos realizados. 

A segunda foto é recente mas nela não estão estampadas todas as minhas lutas nem todos os meus sofrimentos. Está só um instante de descontração dos muitos que necessito para envelhecer com alguma graça. 

Tudo passou muito rápido. Dias atrás de dias, resoluções boas e más, dias péssimos, doenças, dias bons em que julgava que tudo era belo e as pessoas todas boas. 

Aproveitar tudo o que aparece sem pensar duas vezes. Apetece, então vai. 

Arrisca. Podes não gostar mas fica a aprendizagem. Procura coisas novas. Aprende novas modas. Mantem-te actualizado quanto ao que aparece de novo. Investiga. Sê curioso. Projecta o que te faz feliz. Dá-te aos outros. 

Só desse modo consegues envelhecer com alguma qualidade.

Deixa os mi,mi mis para depois. Agora é o tempo da plenitude. 

sábado, 30 de novembro de 2024

Aceitar


 Verbo terrível este. Custa horrores aceitar o que a vida nos traz! Incapacidades, declínios, o passar do tempo a concorrer  com tudo isto e eu a querer travar e  nada. Tudo continua o seu rumo. Um dia parece que consigo e no dia seguinte desisto. 

Aceitar!! Aceitar!! Que os dias não serão nunca mais iguais. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Segunda: toca a trabalhar

 


Tudo planeado porque esta vai ser dura.  Muita coisa a fazer e a pensar e a intuição de que não vai haver  boas notícias para me alegrar. Se acordasse com essa ideia, tudo era mais fácil. Assim, é só mais do mesmo.

Alimento o meu cérebro com ideias boas, com entusiasmos que, mesmo que não se concretizem, me dão alento para continuar a batalhar. Quando o marasmo se instala, as roldanas da vida empenam. 

Hoje começou assim!

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Mudanças nem sempre boas

 


Ontem fui apresentar-me à Escola. Imensas caras novas, e algumas mesmo novas de idade que penso que já foram meus alunos! A nova geração a chegar. O barulho, típico destes dias, estava menor. 

Senti-me, lentamente, surdamente, a desligar-me emocionalmente do momento! A sério, só pensei nisso mais tarde mas este tempo fora da Escola fez muitos estragos. Foi como se saísse de uma  carruagem para, penso eu, nunca mais  entrar!! Pela primeira vez, não me apetecem convívios nem acções de formação.

Antes, estava presente em tudo. Eu sei que algumas vezes porque pensava que tinha de ser! Agora só já me inscrevo no que realmente me interessa. 

Concentro-me em estudar os novos materiais pedagógicos que já tenho junto a mim. Preparar actividades engraçadas e cientificamente interessantes para os meus alunos. 

Dei por mim a pensar que já tenho 41 anos de trabalho, de alunos, de vidas que passaram por mim! Penso que estou a ficar cansada! Sem paciência para assuntos menos interessantes e para tricas e dicas que não levam a lado nenhum. Tendo a colocar-me ao lado e talvez esse seja o motivo para ter vindo para casa mais cedo, pensar na vida e nos acontecimentos. 

Pelo meio, "...então o Eugénio lá se foi! Estava mal, muito mal". Ele foi e nos iremos e é necessário pensar muito bem o que fazer. O ano começa, ele nunca mais estará e a vida continua! É a vida, dirão alguns,  mas custa muito pensar que 41 anos ou ainda mais se resumirão a uma frase de compaixão num início de ano qualquer!



domingo, 1 de setembro de 2024

Setembro novinho em folha

 


Tanta coisa para mudar, outras para realizar, outras para começar. Alguns desafios pelo meio. Hoje foi um dia de choco. Quando não apetece pensar, fazer ou realizar. Só estar ali a remoer e a deixar o cérebro aquietar. 

Aquietou-se finalmente. Analisou, relativizou e verificou que estava tudo certo. Se não estiver terei mesmo de ser eu a modificar. 

Amanhã começa um novo ano lectivo.  Alguma ansiedade mas facilmente controlada. Gosto de alunos e menos de papeis inúteis mas tem de ser. 

A minha saúde a melhorar e eu a ficar contente. Parece que, finalmente, estou no bom caminho! fico contente com estas pequenas vitórias sobre o meu corpo e a minha mente.

Tanto que me incomoda e que eu penso que não posso deixar que aconteça. Mas é viver e deixar viver. A liberdade de cada um deve ser respeitada. Mesmo que não concorde é deixar fazer e dizer. As consequências (ou não) acabam por aparecer.

Foco! Olá Setembro!

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Saudades do que não há-de vir


 Dou comigo, por vezes a ter pena de não poder viajar para todos os sítios do mundo que queria ver e viver. Seja por falta de dinheiro, de tempo, de condições, sei que, na maioria dos casos, não vou poder ir e esta falta de ir faz-me sentir saudades antecipadas da vida que não tive nem vou ter. 

Mas vês na TV! Nada se compara ao estar, ao guardar no coração os pormenores, os cheiros e as vivências. 

Tenho inveja da boa daquelas pessoas que largam tudo e partem à descoberta. Quando gostam, fazem uma pausa e ficam uns tempos e depois continuam a viagem. Era tão bom que pudesse ser assim!

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Não deixar passar o tempo sem lhe dar significado

 


Ultimamente uma sensação de urgência tomou conta de mim. Tem tudo a ver com a idade e com a avidez que sempre tive em relação à vida, aos amigos, aos momentos bons e aos momentos felizes. Sinto não poder viver tudo, tragar tudo e ter uma vida leve e alegre. 

Centro-me no que gosto de fazer e invento eventos que algumas vezes não se concretizam. 

Quero tudo, desejo tudo  e, por mim, partia à aventura em registos novos que me surpreendessem. 

Como diz António Bagão Félix na revista Sábado " Na vida há uma vitamina fundamental, a curiosidade".

Eu sou curiosa, ansiosa por novos saberes e novas formas de encarar a vida. Oxalá a vida mo consinta!