segunda-feira, 4 de maio de 2026

Quem somos ao longo dos tempos

 


Ficou alguma coisa de quando era criança? Talvez um certa inconsciência que me permite sempre esperar o melhor mesmo que nunca aconteça. A ingenuidade foi-se embora depois de tanta pancada da vida. 

Sou muito mais refinada, arguta e emocionalmente mais inteligente. Percebo os gestos e interpreto atitudes com muita facilidade e sei distinguir muito bem as capas da profundidade do que se é e se pensa. Por vezes basta um olhar!

Há dias em  que tenho saudades do tempo em que acreditava em tudo! É muito mais dura esta visão da vida que tenho agora. 

Tornei-me mais egocêntrica por perceber que não vale a pena  o esforço para ser de outra maneira. Velhice? Talvez!

Dedico-me ao que me realiza e me faz feliz. Tenho já alguma dificuldade no cumprimento de rotinas e de trabalhos de que já não gosto!

O ser humano muda porque a vida o empurra e as circunstâncias também mudam e nos abanam. Alguns abanões fortes deixaram muitas marcas e continuam a cravar-se como ferros. 

A vida é mesmo assim e teremos que continuar a procurar o lado bom e luminoso dos dias.  Eu tento. Todos os dias!

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