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domingo, 19 de julho de 2026

Acabou o fim de semana

 


Nada de pena! Preparar mais uma semana que não vai ser fácil!

Notícias do meu espaço de infância que me perturbam. A mudança  traz sempre consigo a perda das memórias. 

Por outro lado, com a minha idade, já poucas coisas são importantes. Pensar em momentos bons que possa concretizar e tomar mais vezes a iniciativa na organização desses momentos. Não esperar que cheguem a mim mas organizá-los eu! Nova resolução!

Continuar a fingir que está tudo bem mesmo que à beira do colapso. Os dias resolverão a situação! O tempo sempre resolve!


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Coisas que me tocam

 


Vinha da escola e estacionei o carro. Ao meu lado, num carro com muitos sinais de uso, vi uma senhora no lugar do copiloto chorando copiosamente. Abandonado no tablier, um monte de folhas brancas agrafadas. O resultado que não se queria ter lido? Ao lado dela um senhor sem expressão, olhava em frente como que a querer conter a emoção.

Que dizer nestes momentos? Dizer alguma coisa? A senhora estava acompanhada. 

Fechei o carro e rumei a casa com um nó na garganta, lembrando momentos em que também eu estive naquela situação! É tudo tão rápido e tão vão na nossa vida que a única hipótese é aproveitar os dias da melhor forma possível, embora seja difícil!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Voltou o frio

 


No entanto, está a saber bem! O recolhimento ainda sabe bem.  

Muito trabalho amontoado e muitas coisas para resolver. O ter tarefas para realizar faz-me sentir viva e responsável e estrutura o meu cérebro. A mente humana tem destas coisas! 

Telefonar à família alargada quando sinto saudades das suas vozes. O tempo não apaga as vivências que tivemos juntos.  fica sempre a saudade daquilo que fomos  em conjunto apesar de nada já ser igual. 

Uma novidade muito  boa que me aquece o coração e me emociona. Sem saber, esperava muito por ela. 

A vida a mostrar que vale sempre a pena seguir em frente e dar o nosso melhor todos os dias!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Quem somos ao longo dos tempos

 


Ficou alguma coisa de quando era criança? Talvez um certa inconsciência que me permite sempre esperar o melhor mesmo que nunca aconteça. A ingenuidade foi-se embora depois de tanta pancada da vida. 

Sou muito mais refinada, arguta e emocionalmente mais inteligente. Percebo os gestos e interpreto atitudes com muita facilidade e sei distinguir muito bem as capas da profundidade do que se é e se pensa. Por vezes basta um olhar!

Há dias em  que tenho saudades do tempo em que acreditava em tudo! É muito mais dura esta visão da vida que tenho agora. 

Tornei-me mais egocêntrica por perceber que não vale a pena  o esforço para ser de outra maneira. Velhice? Talvez!

Dedico-me ao que me realiza e me faz feliz. Tenho já alguma dificuldade no cumprimento de rotinas e de trabalhos de que já não gosto!

O ser humano muda porque a vida o empurra e as circunstâncias também mudam e nos abanam. Alguns abanões fortes deixaram muitas marcas e continuam a cravar-se como ferros. 

A vida é mesmo assim e teremos que continuar a procurar o lado bom e luminoso dos dias.  Eu tento. Todos os dias!

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Calmaria

 


Consegui relativizar, reconstruir, ver com outros olhos  mas fica a pena de não poder ser de outro modo. 

A  experiência de deixar de tomar os comprimidos para baixar a  tensão arterial chegou ao fim antes do tempo. Nestes dois dias subiu para 150/80  e é melhor não arriscar. Lá mais para a frente torno a tentar.

Super ocupada com as obras da casa da praia. Já está pintada. Falta agora mudar o chão e rodapés. Vamos conseguir ter tudo pronto em Maio. Muito bom!

A Primavera chegou e o bom tempo  ajuda na visão optimista que quero desenvolver. 

Procurar coisas que me façam bem. Vou dedicar-me a descobrir truques e modos de melhorar as fotos do ifhone. Adoro fotografia.

Tenho saudades da minha família!

Tenho saudades dos belos piqueniques que antigamente se preparavam para estarmos todos juntos com os filhos pequenos. Agora seriam os netos mas que bom que seria!

terça-feira, 14 de abril de 2026

Viver de uma forma sustentável

 


É o lema do dia e da época. 

Logo me vem à cabeca o modo como se vivia quando eu tinha 10 ou 11 anos. Não havia hipermercados e as compras eram feitas em mercearias de bairro onde tudo era vendido a granel. O Senhor José colocava o que se pedia em cartuchos de papel reciclado que a minha mãe ia enfiando num saco de pano que levava para as compras. Ao sábado íamos ao mercado. A manteiga comprava-se avulso  cortada de grandes prismas  que as vendedoras exibiam. O peixe era embrulhado em papel grosso. O leite era colocado à porta todos os dias de manhã cedo. À noite deixávamos as duas garrafas de vidro vazias e de manhã lá estavam as duas garrafinhas cheias. O leite era fervido num fervedor com um vidro em forma de circulo dentro  e que começava a fazer barulho quando estava para ferver. O pão aparecia dentro de um saco de pano pendurado na porta logo pela manhã. A maior parte da roupa, a mãe lavava num tanque de cimento que tinha nas traseiras do prédio.  Isto tudo já quando vivíamos na cidade grande porque na aldeia a reciclagem e a sustentabilidade raiavam a perfeição.

As frutas eram transformadas em  saborosas compotas e outras colocavam-se ao sol para serem comidas ao longo do Inverno. Os licores eram todos feitos pela mãe. Não havia mercearia. O leite vinha dos pastores todos os dias à noite quando o rebanho voltava ao curral.  Os vizinhos e familiares trocavam entre si o que lhes sobrava e nunca havia falta de nada. O pão era amassado e cozido em forno de lenha. O queijo amanteigado e delicioso provinha do aluguer de propriedades pastorícias que era pago, em parte, em queijo que dava para quase todo o ano. Comia-se muito queijo fresco e requeijões que ainda adoro hoje em dia, apesar de o sabor não ser nada igual!

Havia azeite e vinho próprios, carnes fumadas, leguminosas, vegetais, tubérculos e tudo o que era necessário. Muito animais desde galinhas a coelhos, passando pelo porco comprado pequenino numa feira da região. 

Por tudo isto, a sustentabilidade actual se me torna engraçada. Há tanto tempo que se pratica e é vista como uma ciência nova, salvadora de todos os males. Não digo que seja contra. É só copiar os que os nossos pais e avós faziam tão bem!

terça-feira, 7 de abril de 2026

Mais uma Páscoa

 


Mais um ciclo que se fechou e recomeçaram outros que se espera sejam cheios de acontecimentos bons, de boas surpresas, de coisas novas a acontecerem. 

A Páscoa é mesmo um recomeço, um início de tudo o que parecia estagnado e indecifrável. Cada cristão acredita que é com o que parecia impossível e aconteceu que a esperança se renova no coração de cada um de nós.  No meu, acontece todos os anos. Apesar das chatices, dos aborrecimentos, das desilusões, do nevoeiro que não tem fim, há sempre boas notícias que nos alegram a alma. 

Um dia, hei-de falar do empoderamento pelo sofrimento. Algo que já senti várias vezes na minha vida! Sei que o sofrimento tem sentido, não sabendo explicar a razão. 


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dar a sua opinião

 


Cada vez menos. Mesmo que a peçam eu farei malabarismos para não a dar. Sinto-me bem assim! Não há necessidade de dizermos aquilo que sentimos, mesmo que os outros nos ofendam ou mexam com a nossa sensibilidade, serão sempre bons e cheios de qualidades. 

Que me interessa a não verdade? NADA!

Por isso os meus dias serão cada vez mais silenciosos e em paz. Mesmo sem querer, já estou a cair em asneiras desnecessárias. A minha vida útil, aqueles tempos em que podia mudar algo, foram-se. 

Sobram-me uns tantos dias que quero com paz e sossego. Fujo de tudo o que me faça mal. Não transporto comigo amargura. Foi o que foi. Muitas vezes pensei estar a fazer bem e fiz mal. Paciência!

No presente, é aceitar, calar e seguir em frente. Focar nos meus planos, nos meus projectos e desejos. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Ouvido de passagem

 


Hoje tive junta médica. Como cheguei cedo, fui tomar um chá a uma padaria portuguesa mesmo ao lado. De costas para mim, desenrolava-se um diálogo entre duas pessoas, relativamente jovens, tremendamente chocante. Dizia uma delas com toda a sua sabedoria que considerava que a Escola não deveria ser de frequência obrigatória!!!!! Para que servia? Se a criança queria ir iria, se não quisesse, não iria!!! O outro respondeu que concordava com a ideia e com  o problema que era actualmente as crianças não gostarem de lá ir e terem de ir!! E para que servia? 

Estava já a começar a ferver! Tantos anos para que a escola se tornasse obrigatória no papel mas, no meu tempo de escola primária, ainda não o era na prática. Nunca me esquecerei dos olhos mortos da Maria dos Anjos que, na segunda classe, a mãe veio buscar porque precisava dela para ajudar na lida da casa. Ela, obedientemente e lentamente, retirou os poucos  materiais que tinha na carteira e saiu com a mãe, de olhos mortos e nunca mais apareceu. Ainda me lembro da revolta que senti pelo facto de a professora ( prima direita da minha avó) não a ter obrigado a ficar e a aprender. Cresceu sem saber ler nem escrever o que a tornou refém de um homem horrível que a tratou mal, não ligou nunca aos sinais inequívocos de doença que apresentava e a deixou morrer de cancro ainda muito nova.

Apeteceu virar-me para trás e perguntar se já tinham pensado onde colocar as tais crianças que não gostam de escola!! Em casa? 

E quando não gostarem de um emprego, de um colega, de uma situação? Sair de mansinho  e voltar para casa?

Estarrecida com estas mentalidades!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Domingo frio


 Imensas  coisas para fazer. Comecei pela canja. Sabe sempre bem neste tempo. Eu só comerei o frango cozido com legumes salteados. Nada de abusos que o corpo ressente-se. 

Fazer uns tantos exercícios com os apetrechos que filho mais velho me ofereceu no Natal. O que é para ser, tem muita força. 

A sala  ainda cheira a Natal e as decorações e jarros de flores aí estão para me lembrar que o dia a dia é este e não será sempre Natal e casa cheia. 

Por vezes, tenho vontade de fechar este ciclo nesta cidade, vender a casa e recomeçar a vida na cidade grande perto de filhos e netas. Entretanto o medo vem e instala-se. E se tudo for igual? Ou pior?  Se não me habituo à cidade, se a velhice vem e se instala ficando eu refém de um apartamento menor, sem conhecer os recursos, como sardinha fora de água?

A vida complica-se e nunca pensei ser tão cedo. Esta era a altura certa para desfrutar da vida sem amarras ou impedimentos. Aqui estou eu!  Sem viagens, sem aventuras para recordar, sem a ilusão de vida que é tão necessária, sem o sonho que embala os dias e as noites. 

Voltarei ao antes? Talvez sim ou talvez não. 

Hoje estou amarga. Vou passar a ferro  e pode ser que passe. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Coisas que consigo

 


Consegui desbloquear a passagem da máquina de filmar para a TV de modo a poderem ser visionados os filmes antigos. A selecionar as cassetes dos momentos de festa e de criatividade com a família alargada. Vai ser muito engraçado. 

A remendar assuntos cá de casa que necessitavam imenso de intervenção. O  Oleg no seu melhor conseguiu resolver tudo numa tarde. Fiquei feliz. Recomendável a 100%. 

Fogão arranjado e forno novo comprado. 25 anos é um bom timing para um forno que foi muito usado. 

O Oleg vai voltar para o encastrar e fazer a ligação quando  for entregue. 

A fisioterapia acabou. Deram-me alta porque agora é mais proveitoso o ginásio para ganhar força e músculo. Gosto deste novo ginásio, com claridade e gente prestável. Vou sempre à hora do almoço para não ter de esperar por uma máquina sem gente. 

Ainda me custa a acreditar que não tenha músculo nenhum na coluna e nas pernas. A ressonância disse isso mas sempre me considerei uma mulher com força. Ainda a aceitar e a tentar melhorar. 

Menos 7 quilogramas. Uma boa resolução  para me aliviar o esforço das pernas e da coluna. Um grande caminho ainda pela frente. Com calma e sabedoria.

As árvores à volta da casa ficaram amarelo dourado. Daqui a uns dias ficam sem folhas e começa o Inverno. 

Pensar em encomendar lenha para a lareira. Tenho-a acendido todas as noite e sabe muito bem passar o serão a ler e a beber o meu chá. 

Tudo encomendado para o Natal. Listas de entradas e sobremesas alinhavadas. Falta começar a fazer a lista de ingredientes. Os que não se estragam vou comprar proximamente para evitar as multidões que me desgastam.

Os meus dias dentro das minhas limitações. Ontem encontrei uma amiga de longa data e foi bom poder filosofar com uma mulher inteligente e culta sobre isto que é envelhecer. 


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Redes sociais

 


São o que cada um quiser. Perturba-me o destilar fel em certas contas, o não aceitar a diferença o insulto gratuito só porque não se gosta.

Eu deixo de seguir. Tão simples quanto isto. Seguia uma jornalista que sistematicamente estava contra a escola e não enfrentava as dificuldades do filho, chegando mesmo, em frente dele, a culpar e a ridicularizar os professores e a escola. Deixei de seguir! Uma paz!

Seguia uns pais de muitos filhos tremendamente incoerentes entre aquilo que fazem e aquilo que dizem para os outros fazerem. A mãe sempre super bem arranjada mas as filhas, segundo eles, usam roupas largas e compridas para não despertarem a sua sexualidade! Como serão estas crianças daqui a uns anos? Uma ilha no meio da sociedade ou a revolta que vão sentir vai fazê-las despertar e inserirem-se bem? Como as conversas dos pais me irritavam deixei de seguir!

Deixei de seguir tudo o que soa a falso, a mentira, a querer aparecer e a esconder o que se vê por todas as entrelinhas. A vida é composta por tudo. Não vale a pena transformá-la em paraíso irreal. Quanto mais tentam menos conseguem!

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Coisas

 


Mais uma consulta com o médico que me operou. Pensava que me ia dar alta mas não. Volto no final de Dezembro para acabar bem este ano terrível. 

Embora melhor, escreveu que não posso fazer algumas coisas e que a vida profissional, por enquanto,  está fora de questão. 

A vida a dar ensinamentos! Se eu alguma vez pensei que iria acabar os meus dias (anos) de trabalho nesta baralhada de doenças, operações, recuperação, muletas, dores  e afins. 

Tinha a teoria, por tanta gente que observei,  que mal uma pessoa entra na reforma começam a aparecer doenças atrás de doenças e a vida torna-se um caminhar para médicos e tratamentos, retirando todo o prazer ao facto de nos podermos levantar quando queremos,  dar passeios que podem iniciar-se à segunda feira e prolongar-se pelo tempo que nos apetecer. 

No meu caso, nem foi necessário chegar à reforma! 

Pensar positivo e saber que podia ser muito, muito pior. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

O que são projectos quanto se passam os 60?

 


Têm de passar invariavelmente por manter o corpo e mente em bom funcionamento. OS grandiosos projectos deixam de existir para dar lugar ao sussurro do que nos anima e nos faz feliz em cada dia que nasce. 

Deitar os sentimentos de culpa para trás de nós e sentir que também temos direito a fazer, pensar e concretizar  tudo aquilo que nos anima a alma. 

Dominar o medo, que por estas idades começa a tolher-nos, dominar os pensamentos menos positivos que no impedem de agir e de partir. Tudo tem solução, tudo avança e não quero ser a única a ficar para trás. 

Partir sem  grandes planos, só sentindo a liberdade de ser eu e de merecer!


quarta-feira, 16 de julho de 2025

Novos projectos


 Nunca se é demasiado velho para se começar de novo. 

Ontem, aceitei um desafio que me deixa feliz. Gosto de me sentir desafiada. Gosto da motivação que isso me traz e das transformações que isso faz na minha vida diária. Manter a fasquia alta faz desanimar o senhor envelhecimento. Arrasta-o para longe de mim e isso é muito bom.

Estava mesmo, mesmo a necessitar de um desafio. Chegou na altura certa.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Já em casa

 


Depois de 5 dias fora, procedimento cirúrgico pelo meio, algum stress, muito cuidada por quem me ama de verdade e já voltei. 

Tempo agora para arrumar tudo o que está a necessitar arrumo, incluindo o meu cérebro, traçar planos de melhoria e aceitar o dia a dia tal como se nos apresenta. Sentir  que não estamos sozinhos na luta e em muitas casas a vida também é silenciosa e tudo continua. 

Dar um novo rumo, reorganizar, aventurar-me, não ter medos paralisantes e tudo vai bater certo. 

A solidão combate-se. Dá muito trabalho e muita luta mas empodera saber que, mesmo só contando comigo, vai valer a pena ter amanhecido!!

quinta-feira, 19 de junho de 2025

A tentar adiar

 


Sabem quando têm um assunto a resolver mas que ainda não está bem resolvido em termos mentais e começam a adiar a resolução, o início da acção, inventando mil desculpas porque não sabem muito bem quais vão ser as consequências? 

Assim estou eu. Cheia de números de telefone, de possibilidades mas tentando encontrar um novo caminho que não existe e a minha mente se recusa a aceitar isso.

E o tempo escoa-se e eu penso ainda ter tempo e adio porque não sei o que fazer. Sei que não posso deixar de resolver mas não sei como o fazer. 

É isto. Já não é pouco. 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Na reconstrução da vida


 De tempos a tempos, há que afinar, redefinir, projectar novos objectivos de acordo com a situação actual. Estou nesta fase, com grande amargura mas com a necessidade de que tudo se faça bem e com qualidade. 

A vida não pára. Tudo está sempre em grande mudança e, muitas das vezes, não é para melhor. 

Aproveitar o que nos resta, redefinir e seguir em frente. Já vi este filme, já sofri com ele e vou voltar novamente ao replay. A testar-me. A mim e à minha capacidade de superação. 

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Dias de hospitais, consultas e afins

 


Descobrir o que já estava descoberto. O SNS já não dá resposta. Durante anos, fui uma das grandes defensora do sistema. Sempre defendi o atendimento, o bem fazer e o bem resolver.  Depois, muitos e muitos médicos e enfermeiros foram para a reforma. Vieram uns novos que não conheço mas de que oiço ecos nada favoráveis. Decidi mudar o meu atendimento rotineiro para uma médica, antiga aluna, que é de uma eficiência e bem fazer invejável. De salientar que pago o mesmo que no Centro de Saúde porque a clinica tem acordo com o meu sistema de saúde. 

Nas urgências do hospital,  atendimento deficiente que, não dando resposta, nos obrigou a rumar a um hospital privado, em Lisboa. Esta estadia de um dia e uma noite fizeram-me pensar em várias questões:

- Quem não se tem capacidade para pagar 250 euros aos bombeiros, como ficamos? Morremos? Fazemos o que a médica do SNS disse: vá para casa e volte daqui a 2 dias se não estiver melhor. O pagamento do privado também tem em conta o seguro de saúde ou outro convénio qualquer. Quem não tem? Morre?

- O acesso à saúde (a sério e não a fazer de conta) não seria uma prioridade numa democracia consolidada?

Tenho medo de ficar doente com uma doença grave! Daquelas doenças em que és atendido logo, ou  se esperares muito tempo, tens grande possibilidade de não te salvares. 

Tenho medo que o meu país fique como o país do Trump onde se morre por não ter dinheiro e não é sinónimo de  ser pobre. É só necessário ser de classe média e ter uma doença muito prolongada. 

Coisas que me angustiam!

Bom fim de semana!

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Tempos egoístas


Há tempos comentava com uma amiga que já ninguém ajuda ninguém a propósito de alguém da família dela que não tinha tido ajuda de ninguém no meio de uma rua movimentada. Instalou-se uma desconfiança, um egoísmo, um deixa andar  em que cada um vive para si e, muitas das vezes, nem para os seus. 
Aquando da queda de cara metade foi visível o invisível que se torna uma pessoa caída num passeio! Teve dificuldade em se levantar, sentou-se num muro e muitos passaram e ninguém disse nada mesmo com o sofrimento visível. Valeu-lhe a Tina, funcionária da Escola há longos anos que o socorreu, chamou a ambulância, telefonou-me e só arrancou dali quando tudo estava encaminhado. A Tina que viu crescer os meus filhos, os amparou enquanto por ali andavam nas lides desportivas e de quem tantos alunos têm saudades pelo ser precioso que é. 
Precisamos mais humanismo e mais Tinas nas ruas desta vida!