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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Inquietude

 


Um serão assim! Cenários que se fixam no cérebro e não saem. E se...

Tentativas várias para relativizar  que não surtem efeito! O jantar caiu mal, continuo inquieta, triste e a tentar acalmar a mente. Tudo passa. Não é nada novo! Mas a mente a pregar-me a partida! A fazer-me viver novamente o inferno, a temer, a relembrar coisas e acontecimentos esquecidos!

Vai passar. Amanhã é outro dia. Eu sou dramática! É assim que tenho de pensar!

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Se estou com medo?

 


Sim. À medida que se aproxima o dia vou ficando cada vez mais ansiosa. Sinto que sempre que se entra num hospital se deixa a alma à porta e se começa a ser tratada como um corpo, sem sentimentos, sem anseios, sem pensamentos. Já me habituei mas sempre me incomoda e me transtorna. 

Somos carne deitada numa maca onde os profissionais darão o seu melhor. 

A sequência é sempre a mesma: ficar bem,  chegar à entrada, encontrar a alma e voltar a colocá-la dentro do corpo para começar novamente a ser eu. 

Todo este processo é stressante para mim, além da dor, do mal estar, do acordar da anestesia. 

Vai ser um dia duro. 

A vida não são só dias bons. 

O outro dia falava com alguém muito querido que me dizia não conseguir viver o dia a dia  sem algo no horizonte para concretizar e que lhe desse prazer. Tal e qual eu. 

Nestes dias mais parados,  já imaginei mil e um projectos a concretizar logo que fique bem! Só assim se aguenta. 

domingo, 27 de abril de 2025

É Domingo! Que bom!

 


Apesar de se seguir uma segunda feira negra, acordei com a ideia feliz de que tenho 24 horas para estar bem, feliz  e a fazer o que gosto! Com calma, rever as roupas que comprei, fazer novas combinações com o que já tenho, descobrir peças que já não uso há anos e que até são giras, apanhar sol na minha querida varanda onde um casal de aves faz ninho. 

Uma ideia fixa de que necessito de qualquer coisa doce. Arroz doce por exemplo!! Enquanto vou ali passar a ferro vou fazê-lo na bimby. 

Deixar passar o tempo lentamente e apreciá-lo. 

Hoje é hoje. Amanhã, logo se vê!

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Nada me apetece

 


Hoje é daqueles dias em que todas as hipóteses não saem disso mesmo! Da parte da manhã estive cheia de sono, sabe-se lá porquê porque até dormi bem. Só a simples ideia de sair me dava arrepios de stress.

Almocei e parece que agora estou a melhorar. Vamos lá então concretizar uns quantos projectos que temos em mãos. Só assim é possível viver e estar bem. 

Preparar a semana que há-de vir que se avizinha tipo montanha. Mas em todas as montanhas há a parte da descida e não vale a pena dramatizar. Há pior. Muito pior. 

Ver sempre o lado leve da vida. Lema a seguir. 

Bem basta quando
for pesado a sério.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Dias sem planos

 

Acabam por ser mais stressantes do que outros mais organizados. A fazer o que tem de ser feito mas com pouca motivação.  Esperando o amanhã para saber a decisão quanto ao meu futuro. 

Parece que tenho a vida parada. Vou lendo os meus livros preferidos, aprendendo,  cozinhando, vendo as minhas séries de eleição e pouco mais. 

Se estou feliz?  Também não! São dias mortos mas o que é certo é que é menos um dia a contar para a morte. Temos a obrigação de os viver intensamente desde que acordamos até que acabam.

Amanhã será um novo dia! 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Confinamento e solidão

 


Hoje acordei assim. Uma solidão cinzenta tomou conta de mim! Tanto trabalho ainda para realizar e tão pouca vontade. 

Os últimos tempos têm sido muito duros. Aulas e casa. Casa e aulas. Não havia mais nada. Agora deixou de haver aulas. Ficou só a casa. 

Na escola, deixámos de conviver como nos ensinaram ao longo destes anos todos. Distância física e distância emocional. Soube, quase depois de um mês, que o pai de uma grande amiga estava internado!

Não sei de ninguém nem ninguém sabe de mim! Ontem, fui dar uma volta a pé pela cidade! Encontrei cerca de três pessoas. Cidade deserta com as luzes amareladas a refletirem a escuridão.

Sim, posso tratar de mim, fazer máscaras exfoliantes, colocar cremes, fazer tudo aquilo para que se necessita tempo. Falta apenas a vontade.

O melhor programa neste momento seria ficar na cama todo o dia entre lençóis fofos e com a cabeça vazia sem pensar em absolutamente nada que me perturbe a alma.

Não há uma notícia boa, não há um sorriso sincero, não há abraços. 

Há solidão! Muito farta disto tudo!

Não tenho razão? Talvez não!

Tenho uma vida boa e comida em casa? É verdade que sim.

Hoje é um dia mau!


domingo, 14 de junho de 2020

O desconfinamento está a ser tramado


Quando se está em sítios com pouca gente tudo é pacífico. Ainda alguma relutância em comer em restaurantes (sabe-se lá quem confecciona a comida!)  mas no meio de serras sinto-me mais segura. Talvez me lembre o berço, sei lá!
Esta sexta apeteceu-me peixe grelhado. Rumei ao supermercado que vende o melhor peixe da região. Assustei-me! Tanta gente lá dentro  que era impossível o afastamento de 1 metro quanto mais de dois! Percorri as instalações literalmente a correr, a escolher corredores sem gente, deixei metade das compras para trás, acelerei na caixa para ver se saía mais depressa, trouxe peixe para todo o fim de semana e respirei de alívio quando cheguei à minha segunda casa - o meu carro. 
O meu bronzeado deste ano vai ser conseguido no quintal da casa, deitada numa espreguiçadeira que ainda não comprei,  a ouvir boa música, com bons livros ao lado e  a ouvir lá ao longe o marulhar das ondas!

terça-feira, 16 de abril de 2019

Vamos lá então arejar a alma


Apesar do frio, do cansaço, do "não me apetece", é necessário ver acontecer a Primavera. Fazer umas tantas coisas que têm de ser feitas, sacrificar o corpo até doerem os músculos. Estou quase como a minha mãe que considerava o trabalho físico um grande libertador do cérebro. Se calhar até é!!
Para ela, sempre foi! Vamos então experimentar a nova terapia!
Santa Páscoa!

domingo, 4 de novembro de 2018

Fim de semana no fim


Olhar as coisas boas e pensar que poder falar com a mãe embora muitas vezes já não entenda o que ela quer dizer, é melhor do que ela não poder falar. Aproveitar todos os bocadinhos. 
Gostava de ter conseguido desconectar da parte profissional mas foi impossível. Muita coisa para pensar e projectar. 
Foi bom estar com os irmãos na casa de família. Cada espaço está cheio da presença dos pais, das acções, dos risos, das festas, das anedotas e das chatices  e parece que ali estão muito mais presentes nas nossas vidas. A mobília é a mesma e é fácil imaginar o pai no seu lugar de sempre, o ritual de ir para a cama cedo e os netos a ouvi-lo com as suas histórias engraçadas. O lume aceso logo pela manhã pela mãe diligente para que os netos já encontrassem a cozinha quente quando tomassem o pequeno almoço. O aquecer a água para os sacos de água quente que nos aqueciam as camas em noites mais frias.
Somos agora nós que mantemos estas tradições mas para nós próprios. Os netos andam nas suas vidas e só já nós necessitamos os sacos quentes e o lume aceso.
O tempo que tudo muda, tudo transforma e muito apaga.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Amanhã é quarta!!


Bloco de notas do telemóvel cheio de tarefas para amanhã.
Aulas preparadas.
Teste quase elaborado.
A reunião correu como o esperado!
E é tudo! Vou dormir!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Andei por aí


Voltei hoje a casa  mais rica em conhecimentos e com os olhos cheios de novas paisagens. Tento sempre percecionar as gentes de cada lugar  que visito pela primeira vez e o Norte nunca me desilude.
Um senão: a quantidade de comida  servida em cada dose, o copinho de vinho do Porto a que não se resiste, os enchidos, as compotas, os vinhos especiais...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Esta altura do ano é tramada


Nem com agendas e papeis escritos por todo o lado se conseguem realizar as tarefas todas como eu desejo e gosto. O volume de solicitações é tão grande e de tal importância que todos os dias tens de chegar à noite e escrever o que ainda te falta realizar e começar por aí no dia seguinte.
Penso que no ministério da educação também devem andar um pouco confusos porque todos os dias alteram ou enviam novas informações que vêm destruir muito do trabalho já realizado. A frustração instala-se!
Depois, começas a pensar e percebes que é só uma fase e tudo passará. Em Setembro tenho um ano novinho em folha para novas aprendizagens e novos cenários e a calma regressa.
É só uma fase! 
Tudo passa na vida. É só necessário encontrar os espaços onde nos sentimos felizes e confiantes. Eu sei qual é o meu!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Há dias e semanas assim


Em que não apetece partilhar nada. Não apetece escrever porque nada ajuda. O computador lento que até assusta. O trabalho que se acumula até à exaustão. A tristeza dos  acontecimentos. O repensar da vida e das coisas. O entrar para dentro de nós próprios e sabermos que temos  de dar uma grande volta a isto tudo e não sabermos por onde começar. A tristeza profunda que se apodera de nós. 
Boa semana.

terça-feira, 21 de março de 2017

Podia ser segunda feira


Cabeça no sítio, ideias alinhadas, objectivos definidos.
As madrugadas servem, algumas vezes, para focar o essencial da vida  para  definir bem o que queremos que a vida nos traga se não houver imprevistos.
Caminhos para andar, momentos para descobrir e aprendizagens a realizar. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Chegar a casa


Para quase dois dias de lareira acesa, muito frio, muitas horas de sono porque não há nada para fazer, passeios em cima de folhas, visitas à mãe e foi tudo que o tempo não esticou!
Cansada mas descansada!
Contradições!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Estou que nem posso


Dias de nevoeiro mental. Dias em que apetece ficar na cama todo o santo dia. Sem pensar nada. Sem fazer nada. Dias em que não necessito que me falem, que me digam, porque o que me grita a alma é suficiente.
Dias a esquecer. Dias em que o coração se embrulha nos problemas e é uma chatice para o desembrulhar. Dias em que me detesto. Em que não queria ser assim, mas não consigo ser de outra maneira. Dias em que penso nada valer a pena. Dias em que sou velha de corpo e de cabeça. Dias de braços caídos à espera do sol!
Depois há os outros! A vida é mesmo assim!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Somos assim por educação ou temos obrigação de melhorar a cada dia que passa?


Este tem sido o mote das conversas entre mim e cara metade nos últimos tempos.
Ele discorda de mim. Coloca na educação, no que aprendemos nos primeiros anos, TUDO aquilo que conseguimos fazer nos anos seguintes e pela vida fora. Ficamos assim como que reféns de quem nos educou e nos deu, ou não, aquilo que precisamos para SERMOS!
Eu acredito noutra versão: Temos o lastro dado pelos nossos pais mas depois há que aprender até morrer. Observar, moldar, reflectir, trabalhar e mudar tudo o que nos for adverso à conquista dos nossos sonhos. 
A família dá o que pode mas nós temos o dever de acrescentar, em cada dia, o património mental e cognitivo que nos foi legado. Indo ainda mais longe, adaptá-lo às nossas vidas e  aos novos tempos, tão diferentes dos anteriores e com novas exigências.
Não há vítimas nestes casos. Há só pouca vontade em ser gente. 
E todas as noites voltamos ao tema sem chegar a um consenso.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Inspiração para o fim de semana

Porque a futilidade é a melhor forma de deixar de pensar em assuntos que se querem evitar!
Bom fim de semana.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Este ano não há Natal no meu coração


Não me sinto criança, não consigo ver a vida com a ligeireza da infância nem sonho com o Natal Branco da minha meninice. 
Não quero preparar nada, as lojas cheias de gente irritam-me, fujo do brilho das luzes, não retirei das caixas  as decorações para a casa e não comprei presentes.
Este ano, a antecipação do Natal não é nada que sinta dentro de mim.
Só mais um dia e só mais uma noite.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Só para dizer...


Que entre o tempo na Escola e o tempo dedicado à mãe que está cá por casa e que na maioria do tempo não sabe onde está nem o que faz, não sobra espaço temporal ou psicológico para escrever absolutamente nada.
Paralelamente, algumas preocupações e contratempos ajudam a festa. Muito para limar e pensar e muito pouca paciência e disposição para o fazer.
Até um dia destes!