Fizerem de mim o que sou hoje. Construíram-me, foram-me educando e acrescentando através do amor e da dedicação.
São mulheres fortes. Muito fortes.
A minha avó materna Glória - Uma personalidade única. Observadora, trabalhadora, diligente, com uma apetência para a decoração da casa que lhe admirei sempre. Sabia rodear-se de coisas bonitas. Embora não fosse rica, tinha na habilidade das suas mãos o seu maior tesouro. Se não podia comprar, fazia. Acolhia, dava mimo como só ela sabia. Com um casamento infeliz, soube desviar os afectos para os netos e filhos. A vida era assim e não há que ficar a lamentar. Figura sempre presente nos meus dias, grande exemplo de mulher trabalhadora, batalhadora e ao mesmo tempo meiga.
A minha mãe Emília - De uma tenacidade nas agruras da vida que sempre me inspirou. Espírito de sacrificio, como ela gostava de dizer, tinha a rodos. Dava-se por inteira sempre que alguém necessitava dela. Grande cozinheira, capaz de, em pouco tempo, confecionar uma refeição para tios e primos. Gostava de se ver rodeada dos que considerava família. Ensinou-me a bondade das coisas simples e a resiliência sempre que a vida pesa e os gestos de se dar aos outros como só ela conseguia.
A minha irmã Glória - O meu pilar actual. A única pessoa que sabe tudo de mim. Que viveu comigo desde sempre e me ensinou tanta coisa!! Essencialmente a não fazer tragédias de coisas simples e a conseguir ver nas más experiências o que de bom aprendeu e foi importante. Um sentido prático e um amor à família fora de série. Sei que me ama como eu a amo a ela e tenho saudades dela todos o dias. Sábia nos conselhos que me dá, meiga mesmo quando não quer ser. o meu porto de abrigo seguro. Ali não há tempestades!
Aprendi de todas e apesar de duas delas serem só recordação, continuam a influenciar os meus dias. Quanto à minha irmã, quero aproveitar todos os dias os conselhos, as risadas, a companhia, os bons e maus momentos.
Seria eu a mesma sem estas três grandes mulheres? Penso que não!

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