Ficou alguma coisa de quando era criança? Talvez um certa inconsciência que me permite sempre esperar o melhor mesmo que nunca aconteça. A ingenuidade foi-se embora depois de tanta pancada da vida.
Sou muito mais refinada, arguta e emocionalmente mais inteligente. Percebo os gestos e interpreto atitudes com muita facilidade e sei distinguir muito bem as capas da profundidade do que se é e se pensa. Por vezes basta um olhar!
Há dias em que tenho saudades do tempo em que acreditava em tudo! É muito mais dura esta visão da vida que tenho agora.
Tornei-me mais egocêntrica por perceber que não vale a pena o esforço para ser de outra maneira. Velhice? Talvez!
Dedico-me ao que me realiza e me faz feliz. Tenho já alguma dificuldade no cumprimento de rotinas e de trabalhos de que já não gosto!
O ser humano muda porque a vida o empurra e as circunstâncias também mudam e nos abanam. Alguns abanões fortes deixaram muitas marcas e continuam a cravar-se como ferros.
A vida é mesmo assim e teremos que continuar a procurar o lado bom e luminoso dos dias. Eu tento. Todos os dias!








