sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Quase fim de semana

 


Faz sol e começo a ficar contente. Noite má com dores nas costas mas temos de ir em frente. Preparada para nova sessão de ginásio com PT. 

A parte pior começa na segunda feira com o retomar das idas ao dentista. Traumatismos de infância a aflorarem, mas tem de ser. Até lá  é aproveitar os momentos e estar bem comigo. 

A palhaçada da campanha eleitoral continua. Sinceramente, já nem sei se me apetece ir votar! Calúnias, disse que disse, discursos que não dizem nada e muito pouca  ética. O costume!

Se a eleição fosse para as legislativas era mais preocupante mas, mesmo assim, aborrece-me pensar em algumas hipóteses à frente do meu País. É o que temos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Tempo pardacento

 


Muitas tarefas a realizar e muito pouca vontade. Dias em que ficar sentada com um livro era tudo o que desejava. Mas a vida manda mexer e andar para a frente quer apeteça ou não. 

Voaram telhas de uma casa na Serra  com o vendaval. Casa pequenina mas que eu adoro. Tem uma paisagem de sonho. Resolver este assunto rapidamente antes que o telhado saia todo. Continua a chover o que impossibilita a obra. Esperar mais dois ou três dias e fazer figas para que as telhas que voaram não estejam partidas porque o senhor não tem telhas iguais para repor.

Quando isto acontece em bens a 300 quilómetros de distância, lembro-me  do meu pai, já mais velho, que sempre que aparecia um problema dizia sempre - eu queria era não ter nada!! Que descanso seria!!

Eu já estou a pensar do mesmo modo! 

Um dia destes tenho de lá ir! Não me apetece mesmo nada!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As histórias da roupa

 


Ou  razão pela qual é tao difícil destralhar. Tentei há semanas tirar dos armários umas quantas peças que já não utilizo há anos. Pensei bem, recordei vários momentos da minha vida em que  tinham sido  cúmplices e voltei a colocar tudo no seu lugar. Ou nos meus dias, sei lá. Aquele casaco preto, quentinho, diferente, comprado com sacrifício mas que me deu tanto prazer adquirir. Aquela capa com echarpe incluída da Adolfo Dominguez que comprei em saldo e que quando a vestia me sentia empoderada e pronta para conquistar o mundo. Aquela gabardine fora da caixa, de tecido lavrado, bom corte  e que ficava tão bem com castanhos. aquele casaco da Bimba e Lola que comprei com a minha irmã no Porto, caríssimo mas, em dia mau, as palavras da mana -" tu mereces"- me fizeram não hesitar. Uso-o pouco porque as suas mangas largas me impedem os movimentos no trabalho. No entanto, continua lindo!

O meu casaco preferido da Adolfo Dominguez que usei tantos e tantos anos que já estou farta dele mas continuo a gostar de o ter comigo. 

Pode ser que um dia tudo faça novamente sentido, ou uma qualquer peça comprada brilhe mais com estes tesouros que tenho comigo. Nada de destralhe. Fazem parte da minha história e do meu crescimento.

Quanto a acessórios, nem quero falar! De Verão, de Inverno, de meia estação tenho para todos os gostos. 

Gosto de descobrir novas combinações e numa estação em que a cor está em alta, combinar diferentes padrões e cores contrastantes transformam-se em bons momentos e espaços criativos. Como eu gosto.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Conseguir treinar todos o dias

 


É um feito enorme para mim! Partida, dorida mas feliz. O que tem de ser tem muita força como diz o povo.

Treino de força para desenvolver músculos atrofiados e, deste modo, aumentar a minha qualidade de vida nos próximos anos. 

Não vale a pena meter a cabeça na areia. Primeiro o tendão de Aquiles que rompeu, depois a hérnia na coluna e as dores insuportáveis que trouxe com ela, abriram-me os olhos para a a necessidade de me superar! 

Uma hora todos os dias. Um PT e uma fisioterapeuta a ajudarem. Ainda muito instável e pouco ágil mas hei-de chegar a outro nível. Quando, ainda não sei!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A inutilidade do sofrimento

 


Dá título a um livro que anda cá por casa mas nunca li. 

Concordo plenamente principalmente quando se refere a sofrimentos por antecipação do que há-de chegar ou do que possa acontecer. A vida dá tantas voltas e reviravoltas que, a maioria das vezes, nada é como imaginámos. O sofrimento devia  ser por aquele motivo e passa a ser por outro totalmente alheio e inesperado. Muitas das coisas que nos atormentam nunca vão acontecer. O mau aparece sempre de forma repentina, vindo do nada, quando estamos menos preparados.

Há que ir à luta e então sim, sofrer com sentido. Nada contra este sentimento. Em todas as etapas da minha vida senti que grandes sofrimentos causados por causas reais me empoderaram e me transformaram.

É um paradoxo! Mas é a minha realidade! Tem um sentido. Talvez seja só colocar a alma à prova, mas que  é transformador não tenho dúvidas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dar a sua opinião

 


Cada vez menos. Mesmo que a peçam eu farei malabarismos para não a dar. Sinto-me bem assim! Não há necessidade de dizermos aquilo que sentimos, mesmo que os outros nos ofendam ou mexam com a nossa sensibilidade, serão sempre bons e cheios de qualidades. 

Que me interessa a não verdade? NADA!

Por isso os meus dias serão cada vez mais silenciosos e em paz. Mesmo sem querer, já estou a cair em asneiras desnecessárias. A minha vida útil, aqueles tempos em que podia mudar algo, foram-se. 

Sobram-me uns tantos dias que quero com paz e sossego. Fujo de tudo o que me faça mal. Não transporto comigo amargura. Foi o que foi. Muitas vezes pensei estar a fazer bem e fiz mal. Paciência!

No presente, é aceitar, calar e seguir em frente. Focar nos meus planos, nos meus projectos e desejos. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vícios


 Estou viciada na Vinted. Não nas roupas ou coisas para  casa mas em livros! Encontram-se livros muito interessantes e tenho passado serões numa procura incessante. Ao cair do serão compro uns tantos escolhidos não sem antes ter feito propostas de preços mais favoráveis que normalmente são aceites. Tive pena de ter deixado para depois a decisão quanto a alguns títulos que foram comprados rapidamente. Paciência!! Não volta a acontecer!

Hoje tive de fazer uma lista dos livros já comprados para não deixar nenhum perdido. O mais interessante é que guardo na minha agenda do telefone os títulos que me dizem algo ou sobre os que li alguma opinião que ficou. Tenho encontrado muitos deles na aplicação. Que delícia poder ter boa literatura a baixo custo. 

Ouvido de passagem

 


Hoje tive junta médica. Como cheguei cedo, fui tomar um chá a uma padaria portuguesa mesmo ao lado. De costas para mim, desenrolava-se um diálogo entre duas pessoas, relativamente jovens, tremendamente chocante. Dizia uma delas com toda a sua sabedoria que considerava que a Escola não deveria ser de frequência obrigatória!!!!! Para que servia? Se a criança queria ir iria, se não quisesse, não iria!!! O outro respondeu que concordava com a ideia e com  o problema que era actualmente as crianças não gostarem de lá ir e terem de ir!! E para que servia? 

Estava já a começar a ferver! Tantos anos para que a escola se tornasse obrigatória no papel mas, no meu tempo de escola primária, ainda não o era na prática. Nunca me esquecerei dos olhos mortos da Maria dos Anjos que, na segunda classe, a mãe veio buscar porque precisava dela para ajudar na lida da casa. Ela, obedientemente e lentamente, retirou os poucos  materiais que tinha na carteira e saiu com a mãe, de olhos mortos e nunca mais apareceu. Ainda me lembro da revolta que senti pelo facto de a professora ( prima direita da minha avó) não a ter obrigado a ficar e a aprender. Cresceu sem saber ler nem escrever o que a tornou refém de um homem horrível que a tratou mal, não ligou nunca aos sinais inequívocos de doença que apresentava e a deixou morrer de cancro ainda muito nova.

Apeteceu virar-me para trás e perguntar se já tinham pensado onde colocar as tais crianças que não gostam de escola!! Em casa? 

E quando não gostarem de um emprego, de um colega, de uma situação? Sair de mansinho  e voltar para casa?

Estarrecida com estas mentalidades!

domingo, 4 de janeiro de 2026

Coisas da maturidade

 


Minha mãe sofreu imenso com a imagem social e as críticas que de vez em quando chegavam até ela. Como a todos, naturalmente. Vivia  com uma vontade enorme de a todos agradar,  a todos fazer felizes e adivinhar o que necessitavam para ela providenciar.

À distância  penso no que é que ela ganhou com esta atitude que lhe conheci toda a vida. Angústia, stress, e, provavelmente, alguns dos micro derrames que acumulou no cérebro e a levaram à demência. 

Com este exemplo, a minha vida e os meus dias estão, cada vez mais light quanto a este assunto. Se dizem mal, força nisso. Se pensam que sou de determinada maneira que não corresponde à realidade é só problema dos outros e não meu. Sou como sou, uns dias melhor pessoa, outros dias invadida por uma sensação de injustiça muito grande mas que vai passando. Que remédio! Se não me interesso pelo que os outros pensam sobre mim  também não quero modificar ninguém. Aceito, embora doa mais quando me sinto mais injustiçada. 

Como alguém dizia, dentro de 50 anos nada disto tem interesse.  É nesta perspectiva que temos de viver e conviver. Tudo é efémero, tudo passa. Tentei o meu melhor mas até o melhor é relativo. Para mim pode ser. Para os outros pode ser péssimo. 


sábado, 3 de janeiro de 2026

E do nada...


 Chega a gripe A cá a casa. Quatro dias de internamento para cara metade e uns dias de febre e tosse forte para mim, isolada do mundo  a ter flashbacks da era covid. 

Estamos já os dois em casa, melhores, mas ainda não bons. 

Tinha vontade de que o ano 2026 fosse melhor? Pois toma lá uma gripalhada do pior  na passagem do ano, com ida para a cama às 10 da noite, sentindo os foguetes e a alegria nas ruas. 

 A vida no seu melhor! Ou pior!

Aguardando o que se segue!