quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dar a sua opinião

 


Cada vez menos. Mesmo que a peçam eu farei malabarismos para não a dar. Sinto-me bem assim! Não há necessidade de dizermos aquilo que sentimos, mesmo que os outros nos ofendam ou mexam com a nossa sensibilidade, serão sempre bons e cheios de qualidades. 

Que me interessa a não verdade? NADA!

Por isso os meus dias serão cada vez mais silenciosos e em paz. Mesmo sem querer, já estou a cair em asneiras desnecessárias. A minha vida útil, aqueles tempos em que podia mudar algo, foram-se. 

Sobram-me uns tantos dias que quero com paz e sossego. Fujo de tudo o que me faça mal. Não transporto comigo amargura. Foi o que foi. Muitas vezes pensei estar a fazer bem e fiz mal. Paciência!

No presente, é aceitar, calar e seguir em frente. Focar nos meus planos, nos meus projectos e desejos. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vícios


 Estou viciada na Vinted. Não nas roupas ou coisas para  casa mas em livros! Encontram-se livros muito interessantes e tenho passado serões numa procura incessante. Ao cair do serão compro uns tantos escolhidos não sem antes ter feito propostas de preços mais favoráveis que normalmente são aceites. Tive pena de ter deixado para depois a decisão quanto a alguns títulos que foram comprados rapidamente. Paciência!! Não volta a acontecer!

Hoje tive de fazer uma lista dos livros já comprados para não deixar nenhum perdido. O mais interessante é que guardo na minha agenda do telefone os títulos que me dizem algo ou sobre os que li alguma opinião que ficou. Tenho encontrado muitos deles na aplicação. Que delícia poder ter boa literatura a baixo custo. 

Ouvido de passagem

 


Hoje tive junta médica. Como cheguei cedo, fui tomar um chá a uma padaria portuguesa mesmo ao lado. De costas para mim, desenrolava-se um diálogo entre duas pessoas, relativamente jovens, tremendamente chocante. Dizia uma delas com toda a sua sabedoria que considerava que a Escola não deveria ser de frequência obrigatória!!!!! Para que servia? Se a criança queria ir iria, se não quisesse, não iria!!! O outro respondeu que concordava com a ideia e com  o problema que era actualmente as crianças não gostarem de lá ir e terem de ir!! E para que servia? 

Estava já a começar a ferver! Tantos anos para que a escola se tornasse obrigatória no papel mas, no meu tempo de escola primária, ainda não o era na prática. Nunca me esquecerei dos olhos mortos da Maria dos Anjos que, na segunda classe, a mãe veio buscar porque precisava dela para ajudar na lida da casa. Ela, obedientemente e lentamente, retirou os poucos  materiais que tinha na carteira e saiu com a mãe, de olhos mortos e nunca mais apareceu. Ainda me lembro da revolta que senti pelo facto de a professora ( prima direita da minha avó) não a ter obrigado a ficar e a aprender. Cresceu sem saber ler nem escrever o que a tornou refém de um homem horrível que a tratou mal, não ligou nunca aos sinais inequívocos de doença que apresentava e a deixou morrer de cancro ainda muito nova.

Apeteceu virar-me para trás e perguntar se já tinham pensado onde colocar as tais crianças que não gostam de escola!! Em casa? 

E quando não gostarem de um emprego, de um colega, de uma situação? Sair de mansinho  e voltar para casa?

Estarrecida com estas mentalidades!

domingo, 4 de janeiro de 2026

Coisas da maturidade

 


Minha mãe sofreu imenso com a imagem social e as críticas que de vez em quando chegavam até ela. Como a todos, naturalmente. Vivia  com uma vontade enorme de a todos agradar,  a todos fazer felizes e adivinhar o que necessitavam para ela providenciar.

À distância  penso no que é que ela ganhou com esta atitude que lhe conheci toda a vida. Angústia, stress, e, provavelmente, alguns dos micro derrames que acumulou no cérebro e a levaram à demência. 

Com este exemplo, a minha vida e os meus dias estão, cada vez mais light quanto a este assunto. Se dizem mal, força nisso. Se pensam que sou de determinada maneira que não corresponde à realidade é só problema dos outros e não meu. Sou como sou, uns dias melhor pessoa, outros dias invadida por uma sensação de injustiça muito grande mas que vai passando. Que remédio! Se não me interesso pelo que os outros pensam sobre mim  também não quero modificar ninguém. Aceito, embora doa mais quando me sinto mais injustiçada. 

Como alguém dizia, dentro de 50 anos nada disto tem interesse.  É nesta perspectiva que temos de viver e conviver. Tudo é efémero, tudo passa. Tentei o meu melhor mas até o melhor é relativo. Para mim pode ser. Para os outros pode ser péssimo. 


sábado, 3 de janeiro de 2026

E do nada...


 Chega a gripe A cá a casa. Quatro dias de internamento para cara metade e uns dias de febre e tosse forte para mim, isolada do mundo  a ter flashbacks da era covid. 

Estamos já os dois em casa, melhores, mas ainda não bons. 

Tinha vontade de que o ano 2026 fosse melhor? Pois toma lá uma gripalhada do pior  na passagem do ano, com ida para a cama às 10 da noite, sentindo os foguetes e a alegria nas ruas. 

 A vida no seu melhor! Ou pior!

Aguardando o que se segue! 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Domingo frio


 Imensas  coisas para fazer. Comecei pela canja. Sabe sempre bem neste tempo. Eu só comerei o frango cozido com legumes salteados. Nada de abusos que o corpo ressente-se. 

Fazer uns tantos exercícios com os apetrechos que filho mais velho me ofereceu no Natal. O que é para ser, tem muita força. 

A sala  ainda cheira a Natal e as decorações e jarros de flores aí estão para me lembrar que o dia a dia é este e não será sempre Natal e casa cheia. 

Por vezes, tenho vontade de fechar este ciclo nesta cidade, vender a casa e recomeçar a vida na cidade grande perto de filhos e netas. Entretanto o medo vem e instala-se. E se tudo for igual? Ou pior?  Se não me habituo à cidade, se a velhice vem e se instala ficando eu refém de um apartamento menor, sem conhecer os recursos, como sardinha fora de água?

A vida complica-se e nunca pensei ser tão cedo. Esta era a altura certa para desfrutar da vida sem amarras ou impedimentos. Aqui estou eu!  Sem viagens, sem aventuras para recordar, sem a ilusão de vida que é tão necessária, sem o sonho que embala os dias e as noites. 

Voltarei ao antes? Talvez sim ou talvez não. 

Hoje estou amarga. Vou passar a ferro  e pode ser que passe. 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Coisas em que começo a acreditar

 


Não totalmente mas a ter em conta. Na entrada de 2025 fiquei nervosa. Era um ano que terminava em cinco. Se terminasse em zero sentiria o mesmo. Desde há alguns anos que estes anos com terminações específicas têm sido terríveis para mim. São anos em que acontecem imensas coisas negativas, entre doenças, mortes e mal estar. 

Confirmou-se.  Duas operações em dois meses, dores horríveis, recuperação lenta, fisioterapia, muita paciência para o caos, dias muito negros, muita aceitação, muitos medos e muita vontade de sair disto tudo.

Continuo a recuperar com um novo ciclo diário de treino a ter início no próximo ano para o tal ganho de massa muscular que ainda não é muito visível.

Ansiosa pelo fim deste 2025. Começo a acreditar que será em 2026 que muitos dos meus problemas  terão uma solução. A mente também já mudou e encaixo com maior facilidade tudo o que me aborrece. 

Quero acreditar!

O que gosto

Mesa do dia 24
Mesa do dia 25

Preparar mesas, petiscos, e receber as pessoas que me são queridas. Conversas boas, risos e alegria.

Foi um Natal com todos que me encheu de alegria. Queridas netas e sobrinhos netos a brincarem juntos e a criar memórias como eu criei as minhas lá mais para trás no meio da neve e do frio. 

Pouco a pouco a casa voltou ao silêncio e uma capa de melancolia caiu sobre mim. Levantar, focar nos projectos a concretizar, pensar no novo ano e seguir em frente. 

Ontem foi o dia de marcar eventos necessários para Janeiro.

Entrei na reeducação alimentar logo que acabaram as festas e estamos com boa atitude. Falta um mês para nova consulta e tenho mesmo de ter diminuído grande parte da massa gorda para o bem da minha parte cardíaca e da minha coluna. 

Pelo meio, ainda umas visitas às amigas de quem tenho saudades.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Agenda cumprida

 


Fiz uma agenda para cada dia com todo as tarefas a realizar em cada dia.  Tudo feito. 

Um pouco cansada mas contente comigo mesma. Mensagens bonitas que vou recebendo e me enchem a alma. Os amigos são o açúcar que nos anima e nos ajuda a continuar. 

Tempo também para tratar de mim e me mimar. Sabe bem e faz falta. 

Casa limpa e arrumada, luzes da árvore a iluminar a noite e eu feliz com a expectativa do barulho e da animação de família querida.

FELIZ NATAL para todos os que por aqui passam!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Em modo Natal


 Confesso a minha pouca habilidade para decorações natalícias. Como conheço o meu ponto fraco, muito tempo antes, começo a pesquisar na net ideias de que goste e guardo o modo de execução.

Agora são os dias de colocar em prática. 

Neta mais velha que me conhece muito bem pergunta sempre: foste tu que imaginaste ou foste pesquisar na net? Rimo-nos desta minha falta de imaginação artística, ponta abaixo, ponta acima, sem rigor mas feito com muito amor. 

Estive entretida com as minhas decorações quase durante toda a tarde. Estas manualidades acalmam a mente e, pelo menos,  reflectem o esforço de fazer e não comprar feito em qualquer loja chinesa. 

Coisas de avó!