domingo, 4 de janeiro de 2026

Coisas da maturidade

 


Minha mãe sofreu imenso com a imagem social e as críticas que de vez em quando chegavam até ela. Como a todos, naturalmente. Vivia  com uma vontade enorme de a todos agradar,  a todos fazer felizes e adivinhar o que necessitavam para ela providenciar.

À distância  penso no que é que ela ganhou com esta atitude que lhe conheci toda a vida. Angústia, stress, e, provavelmente, alguns dos micro derrames que acumulou no cérebro e a levaram à demência. 

Com este exemplo, a minha vida e os meus dias estão, cada vez mais light quanto a este assunto. Se dizem mal, força nisso. Se pensam que sou de determinada maneira que não corresponde à realidade é só problema dos outros e não meu. Sou como sou, uns dias melhor pessoa, outros dias invadida por uma sensação de injustiça muito grande mas que vai passando. Que remédio! Se não me interesso pelo que os outros pensam sobre mim  também não quero modificar ninguém. Aceito, embora doa mais quando me sinto mais injustiçada. 

Como alguém dizia, dentro de 50 anos nada disto tem interesse.  É nesta perspectiva que temos de viver e conviver. Tudo é efémero, tudo passa. Tentei o meu melhor mas até o melhor é relativo. Para mim pode ser. Para os outros pode ser péssimo. 


sábado, 3 de janeiro de 2026

E do nada...


 Chega a gripe A cá a casa. Quatro dias de internamento para cara metade e uns dias de febre e tosse forte para mim, isolada do mundo  a ter flashbacks da era covid. 

Estamos já os dois em casa, melhores, mas ainda não bons. 

Tinha vontade de que o ano 2026 fosse melhor? Pois toma lá uma gripalhada do pior  na passagem do ano, com ida para a cama às 10 da noite, sentindo os foguetes e a alegria nas ruas. 

 A vida no seu melhor! Ou pior!

Aguardando o que se segue! 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Domingo frio


 Imensas  coisas para fazer. Comecei pela canja. Sabe sempre bem neste tempo. Eu só comerei o frango cozido com legumes salteados. Nada de abusos que o corpo ressente-se. 

Fazer uns tantos exercícios com os apetrechos que filho mais velho me ofereceu no Natal. O que é para ser, tem muita força. 

A sala  ainda cheira a Natal e as decorações e jarros de flores aí estão para me lembrar que o dia a dia é este e não será sempre Natal e casa cheia. 

Por vezes, tenho vontade de fechar este ciclo nesta cidade, vender a casa e recomeçar a vida na cidade grande perto de filhos e netas. Entretanto o medo vem e instala-se. E se tudo for igual? Ou pior?  Se não me habituo à cidade, se a velhice vem e se instala ficando eu refém de um apartamento menor, sem conhecer os recursos, como sardinha fora de água?

A vida complica-se e nunca pensei ser tão cedo. Esta era a altura certa para desfrutar da vida sem amarras ou impedimentos. Aqui estou eu!  Sem viagens, sem aventuras para recordar, sem a ilusão de vida que é tão necessária, sem o sonho que embala os dias e as noites. 

Voltarei ao antes? Talvez sim ou talvez não. 

Hoje estou amarga. Vou passar a ferro  e pode ser que passe. 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Coisas em que começo a acreditar

 


Não totalmente mas a ter em conta. Na entrada de 2025 fiquei nervosa. Era um ano que terminava em cinco. Se terminasse em zero sentiria o mesmo. Desde há alguns anos que estes anos com terminações específicas têm sido terríveis para mim. São anos em que acontecem imensas coisas negativas, entre doenças, mortes e mal estar. 

Confirmou-se.  Duas operações em dois meses, dores horríveis, recuperação lenta, fisioterapia, muita paciência para o caos, dias muito negros, muita aceitação, muitos medos e muita vontade de sair disto tudo.

Continuo a recuperar com um novo ciclo diário de treino a ter início no próximo ano para o tal ganho de massa muscular que ainda não é muito visível.

Ansiosa pelo fim deste 2025. Começo a acreditar que será em 2026 que muitos dos meus problemas  terão uma solução. A mente também já mudou e encaixo com maior facilidade tudo o que me aborrece. 

Quero acreditar!

O que gosto

Mesa do dia 24
Mesa do dia 25

Preparar mesas, petiscos, e receber as pessoas que me são queridas. Conversas boas, risos e alegria.

Foi um Natal com todos que me encheu de alegria. Queridas netas e sobrinhos netos a brincarem juntos e a criar memórias como eu criei as minhas lá mais para trás no meio da neve e do frio. 

Pouco a pouco a casa voltou ao silêncio e uma capa de melancolia caiu sobre mim. Levantar, focar nos projectos a concretizar, pensar no novo ano e seguir em frente. 

Ontem foi o dia de marcar eventos necessários para Janeiro.

Entrei na reeducação alimentar logo que acabaram as festas e estamos com boa atitude. Falta um mês para nova consulta e tenho mesmo de ter diminuído grande parte da massa gorda para o bem da minha parte cardíaca e da minha coluna. 

Pelo meio, ainda umas visitas às amigas de quem tenho saudades.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Agenda cumprida

 


Fiz uma agenda para cada dia com todo as tarefas a realizar em cada dia.  Tudo feito. 

Um pouco cansada mas contente comigo mesma. Mensagens bonitas que vou recebendo e me enchem a alma. Os amigos são o açúcar que nos anima e nos ajuda a continuar. 

Tempo também para tratar de mim e me mimar. Sabe bem e faz falta. 

Casa limpa e arrumada, luzes da árvore a iluminar a noite e eu feliz com a expectativa do barulho e da animação de família querida.

FELIZ NATAL para todos os que por aqui passam!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Em modo Natal


 Confesso a minha pouca habilidade para decorações natalícias. Como conheço o meu ponto fraco, muito tempo antes, começo a pesquisar na net ideias de que goste e guardo o modo de execução.

Agora são os dias de colocar em prática. 

Neta mais velha que me conhece muito bem pergunta sempre: foste tu que imaginaste ou foste pesquisar na net? Rimo-nos desta minha falta de imaginação artística, ponta abaixo, ponta acima, sem rigor mas feito com muito amor. 

Estive entretida com as minhas decorações quase durante toda a tarde. Estas manualidades acalmam a mente e, pelo menos,  reflectem o esforço de fazer e não comprar feito em qualquer loja chinesa. 

Coisas de avó!

Tradições


 Por muitos anos passei estes dias a fazer filhoses (como se diz na Beira Alta) para oferecer aos amigos.

Com o tempo fui apagando esta tradição principalmente desde que a minha mãe  faleceu. Era a receita dela e o ritual dela e parecia que estava, não a continuar a tradição, mas a trair a sua memória.

Todos os Natais me apetece meter a mão na massa, literalmente. Hoje vou comprar os ingredientes e fazer uns quantos pratos  de filhoses  com  que quero presentear quem me ajudou durante estes últimos tempos. Podem ter sido  gestos muito simples mas que me tocaram pela incapacidade e carência que sentia. 

Sobremesa rústica mas que me fala tanto  de mim lá atrás, das minhas raízes, de intimidade, de festa e de alegria. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Mais uma consulta

 


Desta vez com o cirurgião que me operou. Vamos ver como vai correr. Continuo com o ginásio e com o PT e, pouco a pouco, volto ao que era antes e não continuar   ser  este robot sem vontade de nada. 

Passei a tarde na cozinha, coisa que já não acontecia há meses. 

Antes era um modo extraordinário de eu relaxar a mente. Depois, com dores por todo o lado, começou a ser penoso. Hoje consegui cozinhar tudo aquilo a que me propus. No ginásio, dizem que é assim: devagarinho  mas  constante esta melhoria que tanto desejo. Já não é só melhoria. É ficar como era antes!

Será pedir muito?

domingo, 14 de dezembro de 2025

Minimizar listas de compras


 Fui à hora do almoço ao supermercado. Já tinha as listas elaboradas com as compras a longo prazo e as compras da véspera de Natal. Quase acabei com a lista de longo prazo mas faltam ainda alguns itens. 

A pensar ainda na decoração floral da mesa. Muitas dúvidas. 

Ementa elaborada. A testar o forno novo para que saia tudo bem na véspera de Natal.  Sou daquelas que põe a mesa de véspera mas apetece-me começar já e retirar da imaginação algumas hipóteses. Duas regras básicas: não fazer arranjos florais altos para não tapar os comensais e poderem conversar e não exagerar no espaço que ocupam para poder colocar as entradas na mesa. Poderia fazer uma mesa de entradas mas penso não ser muito prático termos de nos levantar.

A mesa à parte fica só para as sobremesas porque vão ficar por ali antes e depois da ceia e do almoço de 25. Normalmente, o pequeno almoço de 25 baseia-se no conteúdo daquela mesa!

Se me custou trazer as compras? Muito. Fez as vezes do ginásio por hoje! Dividi por imensos sacos, andei mais, mas menos carregada. Adaptação e resiliência.