Ou razão pela qual é tao difícil destralhar. Tentei há semanas tirar dos armários umas quantas peças que já não utilizo há anos. Pensei bem, recordei vários momentos da minha vida em que tinham sido cúmplices e voltei a colocar tudo no seu lugar. Ou nos meus dias, sei lá. Aquele casaco preto, quentinho, diferente, comprado com sacrifício mas que me deu tanto prazer adquirir. Aquela capa com echarpe incluída da Adolfo Dominguez que comprei em saldo e que quando a vestia me sentia empoderada e pronta para conquistar o mundo. Aquela gabardine fora da caixa, de tecido lavrado, bom corte e que ficava tão bem com castanhos. aquele casaco da Bimba e Lola que comprei com a minha irmã no Porto, caríssimo mas, em dia mau, as palavras da mana -" tu mereces"- me fizeram não hesitar. Uso-o pouco porque as suas mangas largas me impedem os movimentos no trabalho. No entanto, continua lindo!
O meu casaco preferido da Adolfo Dominguez que usei tantos e tantos anos que já estou farta dele mas continuo a gostar de o ter comigo.
Pode ser que um dia tudo faça novamente sentido, ou uma qualquer peça comprada brilhe mais com estes tesouros que tenho comigo. Nada de destralhe. Fazem parte da minha história e do meu crescimento.
Quanto a acessórios, nem quero falar! De Verão, de Inverno, de meia estação tenho para todos os gostos.
Gosto de descobrir novas combinações e numa estação em que a cor está em alta, combinar diferentes padrões e cores contrastantes transformam-se em bons momentos e espaços criativos. Como eu gosto.

2 comentários:
Gostei muito de ler este post. Só quem não gosta realmente de roupa é que não percebe isto: as peças bonitas, de boa qualidade, com alguma da nossa história associada, nunca devem ir fora. Ninguém as estimará da mesma maneira. Como a compreendo.
As roupas são a nossa segunda pele. Consigo lembrar-me de quase todas as peças que usei nos bons e maus momentos da vida. Têm a capacidade de nos transformar naquilo que queremos ser em determinado momento! Fascinam-me!
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