Minha mãe sofreu imenso com a imagem social e as críticas que de vez em quando chegavam até ela. Como a todos, naturalmente. Vivia com uma vontade enorme de a todos agradar, a todos fazer felizes e adivinhar o que necessitavam para ela providenciar.
À distância penso no que é que ela ganhou com esta atitude que lhe conheci toda a vida. Angústia, stress, e, provavelmente, alguns dos micro derrames que acumulou no cérebro e a levaram à demência.
Com este exemplo, a minha vida e os meus dias estão, cada vez mais light quanto a este assunto. Se dizem mal, força nisso. Se pensam que sou de determinada maneira que não corresponde à realidade é só problema dos outros e não meu. Sou como sou, uns dias melhor pessoa, outros dias invadida por uma sensação de injustiça muito grande mas que vai passando. Que remédio! Se não me interesso pelo que os outros pensam sobre mim também não quero modificar ninguém. Aceito, embora doa mais quando me sinto mais injustiçada.
Como alguém dizia, dentro de 50 anos nada disto tem interesse. É nesta perspectiva que temos de viver e conviver. Tudo é efémero, tudo passa. Tentei o meu melhor mas até o melhor é relativo. Para mim pode ser. Para os outros pode ser péssimo.

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