Este pensamento atormenta-me e paralelamente deixa-me contente por ter a liberdade de poder ir para onde eu quiser e quando quiser. Deve ser preparada e é o que tenho andado a fazer.
Sempre me deprimiu o modo como as pessoas entram na reforma. Chega o dia, passam pela direção dizem adeus e desaparecem. Anos e anos por aqueles corredores, tanta conversa, tanta aprendizagem que acaba na saída anónima para nunca mais pisar a casa que nos viu crescer, literalmente! No meu caso, entrei para aquela escola aos 25 anos! Uma vida por ali, a dar o meu melhor!
Enquanto pude, sugeri que todos os colegas deveriam dar uma aula aberta a colegas e alunos num acto solene onde dariam testemunho do que foi, do que aprenderam, da essência de ser professor, dos seus alunos e colegas, do acto de educar. Seria como um recohecimento por tudo o que se viveu e uma saída digna da profissão.
A ideia não foi aceite mas tenho pena.
Continuo a pensar que é degradante a forma como se sai de uma profissão a que tanto se deu, tão exigente emocionalmente, dificil mas tão gratificante.
Foram 43 anos! Ainda tenho quase um ano pela frente mas, depois da saída, a vida continua. Uma vida que quero rica de eperiências e de emoções.

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