sábado, 11 de junho de 2011

Sacrifícios e esforços que urge retomar


Ultimamente tenho estudado e lido muito sobre alimentação. Foi sempre um tema que me interessou mas, no momento actual, o conhecimento pode poupar muito dinheiro e aumentar em alguns anos a nossa estadia neste mundo.
Algumas conclusões:
É necessário e urgente começar novamente a cozinhar! Estranho? Não é. Verifico que em muitas casas já só se consome comida pré-cozinhada. Fazer a sopa desde o início? Nem pensar! Acontece que as sopas compradas têm necessariamente muita coisa que nós consumidores não controlamos. Não sabemos se têm azeite ou outro tipo de gordura, de onde vieram aqueles legumes, em que estado estavam...
O mesmo acontece com lasanhas, pizas, bolos, bolachas e quejandos.
Cozinhar necessita tempo? Algum. Acima de tudo cozinhar e comer saudavelmente necessita organização. E aqui entra o esforço necessário. Para comprar leguminosas de todo o género, deitá-las de molho e cozinhá-las para congelar e estarem sempre à mão. Para ir ao mercado local comprar legumes frescos contemplando já as bases para sopas variadas que se fazem no fim de semana para ir comendo quando o trabalho aperta. Para comprar pão saudável, preferencialmente com sementes de várias espécies e não o pão de forma industrial cheio de gordura que ninguém vê. Para lavar, secar e guardar no frigorífico diferentes alfaces prontas a serem consumidas. Para programar a manutenção do frigorífico com produtos frescos, saborosos, saudáveis e não processados.
O sacrifício começa quando temos de ir ao supermercado no final de um dia de trabalho quando nos apetecia ir para a casa comer um scone acompanhado de um qualquer refrigerante(!!!)
Estudos recentes ligam a obesidade, não ao nível económico, mas ao nível de escolaridade. Se tudo continuar igual, nenhum sistema de saúde poderá comportar os gastos com as doenças ligadas a uma má alimentação. Cada vez mais os produtos alimentares (!) processados e sem nenhum valor nutricional, apenas calórico, são os mais baratos e mais fáceis de adquirir. Acrescentemos a isto tudo um marketing poderosíssimo que controla o consumidor de uma forma quase pecaminosa. Teremos uma parte da população mundial, que cada vez fica mais pobre, mais gorda e mais doente.
Não valerá a pena o sacrifício e o esforço?
Todos para a cozinha!

Calma no fim de semana


O silêncio que se ouve faz muito bem à alma. Lava-a dos residuos que se vão acumulando tornando tudo negro e encardido.
Por vezes, é necessáro o silêncio para que o vazio se instale e permita a renovação.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desabafo


É tão bom tê-lo cá em casa! Sentir a casa cheia, rir com as suas conversas e ter esta companhia tão boa em todos os meus serões! Este mês vai ser quase perfeito!
Lá mais para a frente ganha asas novamente depois do descanso no ninho e lá vai ele!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje..


A minha irmã faz anos! E, como sempre, faz de conta que não tem importância nenhuma e abafa a alegria interior do seu coração infantil. A festa quer-se contida e rígida como o granito de que é feita. Mas no fundo, bem lá no fundo, a sua alegria, força interior e meiguice fazem os nossos dias mais felizes.
Parabéns! Não sei viver sem ti!

Amigos do coração


Alguém disse que os amigos estão sempre perto mesmo que longe. É um prazer quando nos encontramos e conversamos sobre o tempo e as coisas que aconteceram entretanto.
Ele, muito inteligente, delicado, gentleman, com imensa graça, com uma cultura que fascina e uma presença meiga de quem está de bem com a vida e com ele próprio.
Ela é e sempre foi aquilo que eu desejo ser: uma mulher cheia de estilo, com graça, de uma calma e charme inexcedíveis, uma mãe centrada nos pormenores que fazem a diferença e de uma atenção ao outro que cativa quem está com ela.
Ela não sabe mas é o meu modelo!

Saltimbancos em busca do sonho na terra do nunca!



Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri

Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter
Felizes, nós? Ali, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez,

Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar;
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E depois da viagem pela História...

A tarde acabou assim!
Com um merecido descanso numa piscina de mármore só para mim com uma água granítica que dava gosto nadar nela. E eu nadei! E muito, embalada pela chuva que começou a cair. À volta, o verde da paisagem aplaudia.


Viajando pela História


A igreja de Roriz fez parte de um importante mosteiro cuja fundação é atribuída aD. Toure Serrão por volta de1070. No ano de1173,D. Afonso Henriques fez a doação deste mosteiros aos Cónegos regrantes de Santo Agostinho. Entre o final do século XII e o início do século XIII os cónegos regrantes constroem a igreja de S. Pedro de Roriz, conhecida como um dos mais belos exemplares da arquitectura românica do Douro Litoral. O mosteiro funcionará até 1572, data da morte de Luis Fernandes, o seu último prior comendatário.

No Século XIX a propriedade é adquirida pelo visconde de Roriz, ficando a igreja, desde essa altura aberta à comunidade local.

Os vestígios da primitiva igreja correspondem ao período de 1070 -1170. Com a entrega do Mosteiro aos frades crúzios, iniciou-se a construção de uma nova igreja. Estes trabalhos prolongaram-se por mais de cem anos.

Com São Pedro de Roriz fecha-se um círculo construtivo.




A decoração desta fase final consiste em figuras quadrúpedes e focinhos de bovídeos. A sagração da igreja realiza-se no final do Século XIII.



"A propriedade da tia de Henrique era um genuíno tipo de casa rústica, à moda do Minho.
Ao subir as escadas, e apesar de mal poder divisar os objectos à escassa luz que os alumiava, recebeu Henrique a primeira impressão agradável de toda aquela mal estreada excursão.
Estas escadas, esta varanda de pedra e este alpendre avivaram nele memórias, quase apagadas. Lembrava-se agora vagamente de ter brincado ali, a cavalo nesse mesmo parapeito, então, como agora, enfeitado de uma formidável corte de abóboras meninas, vítimas votadas às festas do próximo Natal.
A um canto do patamar deparou-se-lhe ainda um grande vaso de louça, que ele, havia vinte e tantos anos, conhecera, e ao qual tinha a ideia vaga de haver quebrado uma asa;"

in A morgadinha dos canaviais - Júlio Dinis

de como todo o Minho está cheio de memórias e do imaginado de todos os livros e de todos os contos que a nossa adolescência e jovem idade adulta cristalizaram em nós. E de como é agradável sentir, em cada canto e em cada cheiro, a alma do que sabemos e sentimos ser nosso e genuíno.

domingo, 5 de junho de 2011

Este fim de semana foi por aqui!


Pousada de Santa Maria do Bouro - Amares



Tão bom e tão bonito! O nosso país continua a conseguir surpreender-me. Pelo contraste em tão pouco espaço, pela beleza e pelas pessoas. Adorei!
E por tudo isto hoje é um dia decisivo.