terça-feira, 7 de junho de 2011

Saltimbancos em busca do sonho na terra do nunca!



Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri

Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter
Felizes, nós? Ali, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez,

Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar;
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar
Ah, nesta terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E depois da viagem pela História...

A tarde acabou assim!
Com um merecido descanso numa piscina de mármore só para mim com uma água granítica que dava gosto nadar nela. E eu nadei! E muito, embalada pela chuva que começou a cair. À volta, o verde da paisagem aplaudia.


Viajando pela História


A igreja de Roriz fez parte de um importante mosteiro cuja fundação é atribuída aD. Toure Serrão por volta de1070. No ano de1173,D. Afonso Henriques fez a doação deste mosteiros aos Cónegos regrantes de Santo Agostinho. Entre o final do século XII e o início do século XIII os cónegos regrantes constroem a igreja de S. Pedro de Roriz, conhecida como um dos mais belos exemplares da arquitectura românica do Douro Litoral. O mosteiro funcionará até 1572, data da morte de Luis Fernandes, o seu último prior comendatário.

No Século XIX a propriedade é adquirida pelo visconde de Roriz, ficando a igreja, desde essa altura aberta à comunidade local.

Os vestígios da primitiva igreja correspondem ao período de 1070 -1170. Com a entrega do Mosteiro aos frades crúzios, iniciou-se a construção de uma nova igreja. Estes trabalhos prolongaram-se por mais de cem anos.

Com São Pedro de Roriz fecha-se um círculo construtivo.




A decoração desta fase final consiste em figuras quadrúpedes e focinhos de bovídeos. A sagração da igreja realiza-se no final do Século XIII.



"A propriedade da tia de Henrique era um genuíno tipo de casa rústica, à moda do Minho.
Ao subir as escadas, e apesar de mal poder divisar os objectos à escassa luz que os alumiava, recebeu Henrique a primeira impressão agradável de toda aquela mal estreada excursão.
Estas escadas, esta varanda de pedra e este alpendre avivaram nele memórias, quase apagadas. Lembrava-se agora vagamente de ter brincado ali, a cavalo nesse mesmo parapeito, então, como agora, enfeitado de uma formidável corte de abóboras meninas, vítimas votadas às festas do próximo Natal.
A um canto do patamar deparou-se-lhe ainda um grande vaso de louça, que ele, havia vinte e tantos anos, conhecera, e ao qual tinha a ideia vaga de haver quebrado uma asa;"

in A morgadinha dos canaviais - Júlio Dinis

de como todo o Minho está cheio de memórias e do imaginado de todos os livros e de todos os contos que a nossa adolescência e jovem idade adulta cristalizaram em nós. E de como é agradável sentir, em cada canto e em cada cheiro, a alma do que sabemos e sentimos ser nosso e genuíno.

domingo, 5 de junho de 2011

Este fim de semana foi por aqui!


Pousada de Santa Maria do Bouro - Amares



Tão bom e tão bonito! O nosso país continua a conseguir surpreender-me. Pelo contraste em tão pouco espaço, pela beleza e pelas pessoas. Adorei!
E por tudo isto hoje é um dia decisivo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mais propriamente...


Por sítios parecidos com este povoados pelas pessoas que amo! À falta de melhor, o campo é uma boa opção! Vamos ver!

Sítios ideais para passar uns diazinhos de férias!




Não pedia muito mais! Seria um descanso digno de deuses. Como a Grécia fica longe e a crise também por lá está instalada ficamos por mais perto! É só por essa razão, claro!!!

Coisas que são verdade


A compreeensão é a única força de mudança!
Subtítulo deste livro que acabei de ler e de interiorizar.
Conheci o Padre Jesuita Alberto Brito em Soutelo quando ele dirigia aquela casa com imenso profissionalismo, graça e muito encanto. Vi nele um ser superior, daquelas pessoas que nos tocam a alma pelo que dizem e como o dizem e nunca mais o esqueci.
Conversar com ele foi maravilhoso!
Uma reflexão importante sobre nós próprios e o modo como amamos (ou não) os outros.
Ensinamentos que, embora já intuídos ao longo da vida, ficam com mais graça e mais força quando sintetizados por ele.
Como este quanto aos propósitos de mudança e de desejos para o futuro: regra dos quatro P - Poucos, Pequenos,Possíveis e Progressivos.
E não é que é mesmo assim?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da criança


Algo está mal quando se organiza um jantar fora com uma das minhas "crianças" para celebrar o dia e chegados ao restaurante responde ao empregado que pergunta o que quer beber:
-Uma imperial!!
Tempos!

Booked


Para um fim de semana prolongado lá mais para a frente quando o calor vier para ficar.
A ver o mar em todo o seu esplendor.