quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Começar a dizer adeus ao Verão


Vai chover este fim de semana! Dizem os entendidos que todos os dias procuram o boletim meteorológico como se dele dependessem todos os planos que traçam!
É bom saber destas mudanças, destas descidas de temperatura que vão acontecer na sexta feira (com este calor parece impossível mas está bem!) e nos lembrarão a chegada da próxima estação.
Hoje, dei por mim a olhar os chapéus de chuva e a pensar na necessidade de ver o estado em que ficaram abandonados no final do inverno.
Desceu em mim também uma pressa de aproveitar os últimos dias de praia, o sol a queimar a pele, os amigos, os convívios e o tempo todo do mundo para fazer só o que nos apetece.
E como os doces não entram cá em casa, deixo uma sobremesa de verão que adoramos pela frescura e pelo sabor acre, ilustrada com uma imagem da net!

Mousse de lima

150ml de sumo de lima
raspa de duas limas
1 lata de leite condensado
1 iogurte natural
300g de natas batidas

Colocar o leite condensado numa taça, juntar a raspa de lima e o iogurte e envolver bem. Acrescentar o sumo de lima e envolver novamente. Bater as natas até ficarem firmes  e envolver cuidadosamente no preparado. Decorar com mais raspa de lima e levar ao frigorífico durante, pelo menos, 30 minutos. Servir bem frio.

15 coisas de que deveria desistir para ser feliz


1 - Desista da sua necessidade de estar certo.


Há tantos de nós que não conseguem suportar a ideia de estar errados! Desejando sempre estar certos, mesmo correndo o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de stress e dor para nós e para os outros!
Não vale a pena!
Quando sentir a necessidade "urgente" de entrar numa discussão sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo:
- Eu quereria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer?
Traduzido daqui.

Coisas que me enternecem


Abrir o computador logo pela manhã e ver uma mensagem do Miguel seguida de uma foto do que vê da  janela: Bom dia família! Avizinha-se um grande dia!
E lá longe, ergue-se o sol por trás da montanha.
São estas pequenas coisas que nos mantém próximos mesmo longe. Partilhar os dias, os pormenores, as paisagens e os sentimentos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Memórias


Nunca passo por estes "janelos" (chamavam-se assim) sem me enternecer e me lembrar do sentimento bom que era fundir-me com a parede e por ali ficar a ouvir as conversas que se passavam do lado de dentro!
Conheço  de cor todos os janelos de aldeia e ainda hoje me lembro em que divisão da casa se situavam. Lembro-me de um que ficava quase no tecto da cozinha e por onde eu ouvia as conversas da ceia e acompanhava a refeição sem que alguém se lembrasse de olhar para lá. 
Outros, permitiam partilhar o descanso de pais e filhos sentados em bancos toscos à lareira  contando o dia. Lembro-me da pouca mobília, sinto o cheiro a fumo que se desprendia e ainda vejo  as varas do enchido que, muitas vezes,  ocultavam pormenores importantes à observadora!
Que é que eu fazia com esta informação roubada à intimidade? Nada! Era só porque tinha piada e era criança!
O outro dia, em passeio com a mãe pela aldeia, contei-lhe a diabrura da escuta da vida alheia! 
Admirou-se e escandalizou-se! A escutar? E ficavas lá muito tempo? Sim, o tempo todo que podia! 
CUSCA!

Coisas de que gosto muito

      

É claro que o jantar é importante!  Pensar as receitas, imaginar as entradas, escolher a loiça que mais as valoriza. Gosto de ter tempo para tudo isto e não gosto de jantares de improviso porque me retiram metade do prazer de receber. 
O ponto alto é mesmo a mesa! Colecciono acessórios como se fossem moda e aproveitando sempre os saldos para trazer comigo mais uns individuais, uns pratos diferentes ou os copos com aquela cor que fará a diferença. Combino-os de maneiras diferentes conforme a estação e os convidados: Mais clássico, mais arrojado ou mais jovem. Gosto de jarras bonitas, de talher de servir que faça a diferença, de guardanapos que combinem com a toalha ou façam um contraste bonito que encha o olho. 
E muitas vezes oiço: Não era preciso tanto!
Era, era! Porque estas pequenas coisas me fazem feliz!
E haverá coisa mais importante que a felicidade??!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Viagens


Ordesa - La Torla - Pirenéus 

Filho mais velho anda por aqui, correndo, passeando, desfrutando as férias e a companhia da querida Rafaela. 
É um prazer olhar para eles e ver quanto bem se dão aquelas almas! Quanta sintonia nos olhares sobre o mundo! Quanta vontade de estarem juntos e aproveitarem tudo o que a vida lhes dá sem complicarem os dias e centrando-se no essencial das coisas que são realmente importantes.
Tenho aprendido muitos com eles e com o seu modo de viver os dias!

Coisas que me enternecem



Chegar à casa de Lisboa e estar tudo limpo e arrumado!! Sem nada fora do sítio, roupas lavadas e passadas a ferro, camas feitas, tudo impecável!
Foi só necessário entrar e desfrutar do fim de semana! 
O filho mais novo tornou-se um "dono de casa ideal"! Sem eu dar conta!
Coisas boas que me acontecem!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Há manhãs assim


Em que talvez pelo ar fresco que entra pelas janelas, pelo barulho que me incomoda, pelo trabalho que tenho pela frente, por tudo aquilo que tenho de realizar não sei bem como, em que só me apetece fugir para aqui!
Ouvir o silêncio da montanha, sentir o vento a ondular as árvores e pensar que só ali sou inteira.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Modos


Inscrevi-me no ginásio! Já está!
Agora é só começar!
Acontece que o Cara metade pediu no ginásio para que me telefonassem sempre que não vou!!!!!
E ontem, primeiro dia, não pude ir! E lá veio o telefonema!
Não há dúvida que pela força isto vai!
Saco arranjado, programação feita para que às seis comece a primeira aula! Ansiosa!
Vamos ver como saio de lá!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Festas de família


Casamento de um primo no sábado. 
Do que eu gosto mesmo? De poder conversar com a família que pouco vejo. Rever afectos, trocar impressões, combinar novos encontros e deixar-me surpreender por comportamentos pouco usuais. 
Noite dentro a pensar nestes encontros e no que eles representam para mim. 
O que mais gostei? A conversa longa com o primo L. sobre a ida dele para a França "a Salto" como se dizia, as agruras da viagem e a amargura da chegada a uma cidade luz cheia de trevas! 
Não se despediu de ninguém porque o único proprietário agrícola da aldeia que empregava muita gente, já a ficar sem trabalhadores, se soubesse, telefonava para a GNR e eram apanhados. Uma hora antes de partir foi a casa do meu avô dar-lhe um abraço de despedida porque o estimava muito.  Apareceu por lá o meu pai que na altura era o patrão dele e só foi capaz de lhe dizer - Se amanhã não aparecer no trabalho, já sabes! E o meu pai percebeu!
Saiu sozinho para o encontro com o passador, à meia noite em cima da ponte da aldeia vizinha, deixando a mulher com a filha pequena  e com uma amargura do tamanho do mundo.
Chegado lá, eram mais quatro companheiros dos bancos da escola. Nenhum sabia dos outros. Noites longas e frias nos Pirenéus, dez dias de viagem, sempre de noite, sempre com medo de alguém os ver e os obrigar a voltar para a aldeia. Paris chegou na pessoa de um conhecido que vivia numa barraca. Quando os viu, ficou estarrecido! Onde metê-los, como ajudá-los, num ambiente onde já havia tão pouco? Ficaram os cinco numa barraca e no dia seguinte arranjaram trabalho. A partir daqui, começou o caminho para uma vida melhor! Que correu muito bem!
A luta por uma vida melhor, os encontros e os sucessos e, no final da conversa, o remate:
-Não foi um el dorado! Foi preciso trabalhar muito e humilhar-me muito!
Vidas cheias  que lembram, mais uma vez, que a vida do Homem só vale a pena quando se   aventura nesta necessidade de se superar a ele próprio e às suas certezas. Grandezas da alma que sempre me emocionam.
Coisas que vão esquecendo mas que ele conserva na memória  para partilhar. Gostei muito de o escutar!!