segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Ainda em fevereiro fez um ano de orfandade

 


Tão difícil viver sem ti, mãe. Não como estavas, mas como eras antes quando estavas em casa e sorrias quando nos vias chegar. Saudades imensas do tempo de calmaria que eram aqueles fins de semana em que tudo fazias e dizias para que fôssemos felizes. E éramos!

Depois, tudo mudou numa época muito difícil para mim. Não te vi partir da tua casa mas imagino-a ao pormenor. Sofria noutro lado por essa altura  com uma intensidade tal que nem me lembro de quase nada desses tempos.

Tempo com as minhas netas

 


No meio dos meus dias, alguns nada fáceis, ainda tempo para estar com as netas e criar memórias. Daquelas boas que ficarão para a vida. Maluqueiras e coisas diferentes. 

Quando posso, lá vou eu!


Em Março comecei a trabalhar novamente

 


Foi bom ter rotinas apesar de chegar a casa cansada e com o pé a doer. Rever amigos e colegas deu-me um novo fôlego que a casa não traz. Recordo-me da minha turma preferida de antigamente ter saído de uma sala aos berros de alegria para me vir receber. Penso que não era necessário mais nada para me sentir feliz. São estes momentos que também  dão sentido à minha vida. Gostava imenso destes alunos! Tanto!

Sentir que o pior já tinha passado e conseguiria voltar ao antigamente.

domingo, 8 de dezembro de 2024

Em Fevereiro completei 63 anos.

 


Senti-me bem. Mais um ano rodeada por amigos que não estão bem, por pessoas conhecidas que partiram antes dos 63. Fazer anos passa a ser sinónimo de mais uma barreira que se saltou com sucesso.

Embora com algumas maleitas deu para ter as minhas netas comigo  a cantar os parabéns e isso foi o mais importante do dia.


Não foi um ano péssimo


 Em Dezembro apetece recordar o que de bom foi acontecendo durante este ano. É o tempo da reflexão, dos balanços, dos arrependimentos e das promessas para o ano em folha que aí vem. Tudo tão relativo, tudo tão vão mas o ser humano é mesmo assim e  não fujo à regra. 

Gosto de olhar para trás e pensar que podia ter sido muito pior. Para a frente não sei o que vai acontecer mas o que vivi e senti já se tornou parte de mim.

Nos próximos posts recordarei alguns momentos bons deste 2024. Os maus ficarão para mim!

Aprendi assim e assim continuarei!


sábado, 7 de dezembro de 2024

Ainda sobre o envelhecimento

 


Quando nos apercebemos que temos poucos anos de boa vida, independentes, alegres e com vontade de viver, somos tomados por uma urgência que não se compadece com arrufos, mal entendidos, egoísmos, egocentrismos e quejandos. 

Quero é aproveitar todo o tempo que me resta. Com o tempo tornamo-nos egoístas porque percebemos que só podemos mesmo contar connosco para empurrar o barco para a frente. 

O engraçado disto tudo é que me estou a sentir muito bem nesta nova faceta. Muito menos trabalhosa, menos stressante e com muita mais paz à mistura.

Fazer o que me apetece. Apenas isto!

É a vida

 


Este ano tenho grupos mais pequenos de alunos o que me permite conhecê-los melhor e, nos pequenos intervalos entre aprendizagens, eles querem sempre saber mais alguma coisa sobre mim e eu sobre eles.

Nestes momentos vem sempre a pergunta certa: Quantos anos tem?

Quando eu respondo vem sempre invariavelmente a mesma resposta: Ah! É da idade da minha avó! Muitas vezes, a avó é mais nova do que eu! 

Que havemos de fazer? Aceitar e valorizar quando eles dizem: Não parece nada!

Mas um amargo de boca fica cá sempre. Ainda não me habituei ao envelhecimento porque no meu coração continuo a menina de sempre.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

A vida põe e Deus dispõe

 


Tinha até a roupa escolhida para o jantar de hoje. Bem gira!! Andei feliz nos últimos dias. Seguiria depois para o Porto, a cidade do meu coração, para me sentir feliz como só lá consigo. O almoço de Natal das irmãs aguardava por nós. 

Ontem foi um dia muito bom. Estive com as minhas netas mais velhas e aquelas carinhas de candura fazem-me muito bem. Voltei feliz. 

Esta noite, uma gastroenterite deitou-me os planos todos por terra! Nem posso pensar em comida. Bebo chá, como torradas sem nada e estou assim! Dói-me o corpo, estou sem paciência e depois dos planos abortados só me resta descansar. 

Entretanto chegou o meu móvel novo. Quase nem consegui ficar mesmo muito contente. 

Chamei o Oleg que com o irmão fizeram tudo o que pedi e ainda mais não sei quantas mudanças. De uma inteligência a trabalhar difícil de encontrar cá por perto. Rápidos e com uma inteligência prática mesmo muito acima da média. Simpatia e eficiência. 

Uma grande chávena de chá e aí vou eu para a cama. Até amanhã.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Coisas boas que me fazem rir por dentro

 


Ontem, em conversa com uma colega de há muitos anos sobre trivialidades, rapidamente a dita conversa deu uma volta para coisas mais sérias e  referiu que eu era e ainda sou uma referência na vida dela e que e  sempre me viu como um modelo a seguir. Primeiro ri-me! 

Depois o coração aqueceu porque nunca me vi assim! Este post não é de auto promoção!! De todo!! 

Fiquei foi muito admirada que alguém me visse como uma referência a nível profissional e pessoal. 

Fiquei feliz, tenho de admitir. 

Coisas que ainda me surpreendem



 Com esta idade já percebo muito bem quem é realmente meu amigo, quem me estima e quem se aproveita. Está já tudo muito estabelecido. 

Mesmo assim, de quando em vez, há baques que nos mostram que ainda nos podemos surpreender, neste caso, pela negativa. Ninguém ganha. Nem quem tem a atitude nem quem a recebe. 

Confirmamos o que já sentíamos e seguimos em frente mas nada fica igual!

Os humanos são tramados!!