segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ilumina-me

 


Espectáculo do Pedro Abrunhosa. Uma maravilha. Um homem de palco. Letras que tocam a alma. 

Penso que todos necessitamos de ser iluminados, de sentir que vale a pena, de dar sentido aos nossos dias menos bons, de aceitar a vida tal como se apresenta. 

Todos os dias tento. 

Ontem foi dia de sentir mais uma prova de orientação. Agora com neta mais velha já a fazer provas, seguindo os passos dos pais. Quase só estrangeiros. Ali se vê a importância do exercício físico!

Alguns já com alguma idade, participam nas provas,  correm, desfrutam da natureza, riem, convivem. Tudo isto faz falta à grande maioria dos nossos idosos que envelhecem doentes, sozinhos  e parados.

Tudo isto me faz pensar que estou a entrar no caminho certo. 

Com menor peso, tenho mais vontade de fazer coisas, de me organizar e de me estruturar psicologicamente. Hei-de lá chegar!

Já não stresso tanto. Vivo o dia a dia e não imagino cenários negros que me trazem ansiedade e muitas das vezes nem se concretizam. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Mais um dia bom

 


Dia do meu aniversário. Aquela data em que a partir dali podes começar a viajar pagando menos e visitar mais museus de forma gratuita. Nem tudo pode ser mau nesta coisa da idade!

Estar junto de filhos e netas dá-me vida e alegria. Foi um jantar muito bom. 

O bolo foi encomendado por mim porque netas mais velhas afirmaram que a partir desta idade se deixa de  ser adulta e se passa à condição de velhice!! Se elas dizem...

Não me pesa a idade, por enquanto! Para o ano voltamos a estar por aqui a dizer o que sentimos! Dia a dia. Ano a ano! Só há uma maneira de viver - de forma leve, alegre, com projectos e com muito exercício para manter a massa muscular.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Uma certa nostalgia


 Em véspera de aniversário apodera-se de mim uma necessidade de fazer balanços, não do último ano mas de uma vida inteira. Vêm à memória pormenores já esquecidos, sentem-se saudades do pai e da mãe tão importantes nestes dias (e sempre). Relembram-se outros aniversários, outras gentes e outros ânimos.

Chegando a noite concluo que a vida foi o que foi. Combati com as armas que tinha, dei o meu melhor, tanto na vida pessoal como na profissional. Nem tudo correu como eu desejava. No entanto, o que interessa é o saldo dos dias e do que consegui  com as ferramentas que tinha. Esse é muito positivo.

Venham então lá os 65!

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Sobre estilo

 


Não sou de imitar tendências que, muitas das vezes, não são a minha praia. Gosto de pormenores diferentes, de algo que me individualize,  que poucos gostariam de usar. 

Tenho esta imagem guardada há dois ou três anos. Gosto do conjunto. Muito!

 A estola  já tinha e as calças pretas também. Faltava o casaco que comprei antes do Natal.  Encontrado por acaso e que trouxe comigo. 

A estrear quando me quiser sentir bem, quando o ser diferente se impuser e quando o empoderamento fizer a diferença. Sem máscara, claro!

Coisas que penso


 Devido à minha profissão, tenho tendência a tentar mudar as pessoas principalmente aquelas com quem me importo e pensando sempre em lhe melhorar os dias. 

Como se diz vulgarmente nunca se muda ninguém. Ou se aceita, ou não se aceita  e deixa-se para lá. 

Este tentar diário faz sofrer, traz maus momentos e eu não quero isso na minha vida. 

Hoje li uma frase que fez todo o sentido - Tentar mudar comportamentos que não mudam pode adoecer quem tenta! Não quero mais doenças nem problemas.  Ver com outras lentes, com outra perspectiva, com outro sentir e seguir em frente. 

Resolução tomada!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Já fui ao dentista

 


Para a semana há mais!

Depois de sentada na cadeira e de fechar os olhos tudo acontece com alguma calma. A anestesia faz milagres. 

Mesmo sabendo isto, as vivências de criança estão cá, ligadas ao Dr. Mineiro, dentista em Gouveia, que ou não conhecia a anestesia ou a queria poupar. Um dia, o pai, meu irmão e eu apresentámo-nos no consultório para ter consulta. Entrámos todos no imenso e desconfortável cómodo. Quem foi o primeiro? O Pai. Gemeu, bateu com os pés,  contorceu-se e nós os dois sentados e quietos a assistir à cena e a pensar quem seria o próximo. 

Quando o pai se levantou o dr. perguntou - quem é o próximo? E nós muito lampeiros - Ninguém! só viemos acompanhar o pai! 

O pai, cheio de dores, nem reagiu! Safámo-nos do horror mas só até a mãe se ter apercebido e ter marcado nova consulta, provavelmente. 

As doenças associadas aos dentes doentes, não permitem que se deixem alastrar os traumas e mesmo com eles, o processo um dia irá ter fim! Estamos no durante mas com motivação. Alguma, pouca, mas tem de ser!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Em preparações

 


O meu aniversário aproxima-se e quero vivê-lo com quem mais amo. Surpresas boas que preparo com todo o amor já antevendo o riso das netas. 

Restaurante marcado. Bonito e com boa comida. Animado porque só num ambiente assim se podem celebrar os 65. Estou a ficar com alguma idade mas a vontade de progredir também aumenta na mesma proporção. Encontar leveza em tudo o que me rodeia e deixar ir tudo o que me perturba. É um grande conselho.  O que for vai acontecer quer eu me perturbe e preocupe ou não. Deixar andar os dias e cumprir os desejos que me assolam. 

Tenho a capacidade de ser feliz com pouco. Hoje as persianas caa de casa ficaram todas arranjadas depois da tempestade. Uma delas foi substituída e ficou muito bem! Não se imagina o meu contentamento. 

Fui levantar uma encomenda online que me trouxe o céu por ser um sonho antigo!! Consegui concretizá-lo! Tão linda a minha mala nova!

Hora de fisioterapia com conversa boa que me alegra as tardes. 

Amanhã, dentista. Só vou pensar nessa parte quando estiver estacionada em frente da clínica. Nada de  sofrer por antecipação.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A chuva continua

 


Traz com ela uma sensação  de tristeza e de desamparo enorme. Hoje sonhei com os meus pais! Ia fazer-lhes um visita à casa da serra e enquanto estava a parar o carro pensava  "o quanto eu  gosto deles sem lhes dizer!" Encontrei-os meio doentes mas sempre com a sua vontade de viver e de ultrapassar todos os males que os afligiam, com o seu humor característico. A sensação e  a conversa foi tão real que parece ser um aviso para mim que me deixo ir abaixo com frequência, que  qualquer problema de saúde não resolvido rapidamente me dá calafrios e que quando o rio não corre como previ me deixa completamente fora de mim e do meu conforto emocional. 

Uma lição do além onde acredito que ainda estão comigo e com as minhas queixas da vida.

Seguir em frente, e focar no positivo. Todos os dias repito a mantra e quase todos os dias me desespero!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Ver as netas

 


Haverá melhor coisa no meu mundo? Penso que não!

Depois de uma noite tenebrosa, com um cedro que caiu para a estrada mesmo ao lado do meu carro que estava estacionado ao lado, rumei a Lisboa para alguns afazeres e para estar com as minhas netas.

Só elas me rejuvenescem. Disse eu: aqui em casa estão três crianças e dois adultos.

Não, não, vovó. Não há adultos porque esses são os papás. Estão três crianças e dois velhos!

Como assim? Eu? Já velhota?

Quantos anos tens?

Sessenta e quatro.

Ah. Então estão três crianças, uma adulta que és tu e um velho que é o vovô. Só a partir dos 65 se é velho!

E mais nada a dizer! Ainda tenho uns dias para gozar da minha idade adulta😂

Quando me venho embora, os abraços delas dão-me vida!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Novo ciclo no comer com sentido

 


Ontem foi dia de consulta. Muito bons resultados. Penso que nem o médico estava à espera de tão bons resultados! Disciplinada e focada na melhoria da minha saúde. 

Mudou o plano totalmente o que me deixou feliz. Já estava um pouco farta de semanalmente comer sempre os mesmos alimentos.

Hoje foi dia de ir comprar os novos ingredientes. Entusiasmada como uma criança pequena. Vai haver sopa e queijo fresco e aumentou a quantidade de fruta! Coisas de que gosto.

Comecei a usar o 38 o que não acontecia há muitos e muitos anos! 

Continuar com o exercício físico de treino de força. Necessito muito. 

Em Abril há novamente uma viagem à balança. Gosto deste controle espaçado que deixa margem para sermos nós próprios e nos habituarmos a tomar conta de nós e do que comemos. 

domingo, 25 de janeiro de 2026

Foi um dia bom

 


Estar com minha neta mais nova é um miminho para a alma. Não fizémos nada de especial. Brincámos, comemos, rimos, mudámos fraldas, cantámos para adormecer, lemos histórias, demos abraços, dançámos e assim se passou o dia. Em suma, criámos memórias!

Regressei quando já dormia e tive imensa pena de não a ver acordar no dia seguinte. 

Amores puros, revigorantes que me fazem sentir que vale a pena viver e manter-me bem para poder estar com elas com qualidade de vida. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O ano da minha reforma


Este pensamento atormenta-me e paralelamente deixa-me contente por ter a liberdade de poder ir para onde eu quiser e quando quiser. Deve ser preparada e é o que tenho andado a fazer. 

Sempre me deprimiu o modo como as pessoas entram na reforma. Chega o dia, passam pela direção dizem adeus e desaparecem. Anos e anos por aqueles corredores, tanta conversa, tanta aprendizagem que acaba na saída  anónima para nunca mais pisar a casa que nos viu crescer, literalmente! No meu caso, entrei para aquela escola aos 25 anos! Uma vida por ali, a dar o meu melhor!

Enquanto pude, sugeri que todos os colegas deveriam dar uma aula aberta a colegas e alunos num acto solene onde dariam testemunho do que foi, do que aprenderam, da essência de ser professor, dos seus alunos e colegas, do acto de educar. Seria como um recohecimento por tudo o que se viveu e uma saída digna da profissão.

A ideia não foi aceite mas tenho pena. 

Continuo a pensar que é degradante a forma como se sai de uma profissão a que tanto se deu, tão exigente emocionalmente, dificil mas tão gratificante.

 Foram 43 anos! Ainda tenho quase um ano pela frente mas, depois da saída, a vida continua. Uma vida que quero rica de experiências e de emoções.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Coisas do exercício físico

 


Estou a ficar "crocante". Tudo dói e faz barulho quando faço certos movimentos. Os ombros e pescoço estão sempre a "estalar" sempre que os forço. Os meus músculos abdominais são tão fracos que não conseguem compensar o esforço da coluna, o que me acarreta problemas. A fraqueza é tanta que nem consigo senti-los!

Ando dorida mas dizem ter de ser assim! Hoje faço exercício em  casa com todos os materiais oferecidos no Natal. Amanhã volto à rotina. É difícil perceber quando se está a exagerar ou quando se vai ao ritmo certo. 

Segunda feira há consulta com a equipa de nutrição. Alguma expectativa nos resultados. Oxalá mude o plano alimentar porque, depois de três meses, estou a ficar um pouco saturada dos alimentos propostos e apeteciam-me novas combinações. Não tenho fome, o que é muito bom, mas a rotina em demasia acaba comigo!

A saga do dentista começou. Penso que tenho ali tarefa para um ano! O medo e o trauma não passam mesmo!

Investir em mim e no meu bem estar. Aumentar o número de anos com qualidade de vida e em que possa viajar, aprender e continuar a maravilhar-me com a vida. 


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Coisas que me irritam

 


Normalmente não reclamo. Hoje estou mesmo furiosa. Há um ano iniciei um tratamento no centro de estética Body Concept. Paguei, mas em Junho, devido  à operação  para retirar o pólipo, as  senhoras consideraram ser mais prudente interromper os tratamentos. Faltavam ainda sete sessões. Em Setembro tive o cuidado de telefonar a informar que tinha sido operada à coluna e ficou combinado que retomaria os ditos tratamentos  em Janeiro. 

Fui contactada para ir fazer uma avaliação corporal. Hoje apresentei-me à hora combinada e fui recebida por duas assistentes que me informaram que os meus tratamentos tinham uma duração de 6 meses e por esse facto, a partir de junho de 2025 já não poderia fazer mais. Pergunto: por que razão não me informaram na altura? Porque não o fizeram em Setembro? Explico porquê. Com esta suposta avaliação, que não aconteceu, era-me proposto pagar mais 300 e tal euros para acabar as sessões que não tinha efectuado! É tão rebuscado que até há dificuldade em explicar. Ainda tiveram o descaramento de me explicar que eu tinha assinado a cláusula dos 6 meses! No meio de tanta informação provavelmente assinei mas não é meio ano depois que se vem informar a cliente e se tentam impingir mais não seis quantas balelas a troco de uma avultada quantia de dinheiro!

Não necessito, mas mesmo que necessitasse nunca iria frequentar tal empresa. Em primeiro lugar, porque a higiene e as instalações deixam muito a desejar, a simpatia das funcionárias idem, os preços são elevadíssimos para o que propõem e senti-me enganada. Ainda tentaram insistir mas com a minha expressão facial que utilizo nestas ocasiões, disseram só até sempre e vim embora. 

Muito mau! Nem sei como continuam com a porta aberta!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Quase fim de semana

 


Faz sol e começo a ficar contente. Noite má com dores nas costas mas temos de ir em frente. Preparada para nova sessão de ginásio com PT. 

A parte pior começa na segunda feira com o retomar das idas ao dentista. Traumatismos de infância a aflorarem, mas tem de ser. Até lá  é aproveitar os momentos e estar bem comigo. 

A palhaçada da campanha eleitoral continua. Sinceramente, já nem sei se me apetece ir votar! Calúnias, disse que disse, discursos que não dizem nada e muito pouca  ética. O costume!

Se a eleição fosse para as legislativas era mais preocupante mas, mesmo assim, aborrece-me pensar em algumas hipóteses à frente do meu País. É o que temos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Tempo pardacento

 


Muitas tarefas a realizar e muito pouca vontade. Dias em que ficar sentada com um livro era tudo o que desejava. Mas a vida manda mexer e andar para a frente quer apeteça ou não. 

Voaram telhas de uma casa na Serra  com o vendaval. Casa pequenina mas que eu adoro. Tem uma paisagem de sonho. Resolver este assunto rapidamente antes que o telhado saia todo. Continua a chover o que impossibilita a obra. Esperar mais dois ou três dias e fazer figas para que as telhas que voaram não estejam partidas porque o senhor não tem telhas iguais para repor.

Quando isto acontece em bens a 300 quilómetros de distância, lembro-me  do meu pai, já mais velho, que sempre que aparecia um problema dizia sempre - eu queria era não ter nada!! Que descanso seria!!

Eu já estou a pensar do mesmo modo! 

Um dia destes tenho de lá ir! Não me apetece mesmo nada!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As histórias da roupa

 


Ou  razão pela qual é tao difícil destralhar. Tentei há semanas tirar dos armários umas quantas peças que já não utilizo há anos. Pensei bem, recordei vários momentos da minha vida em que  tinham sido  cúmplices e voltei a colocar tudo no seu lugar. Ou nos meus dias, sei lá. Aquele casaco preto, quentinho, diferente, comprado com sacrifício mas que me deu tanto prazer adquirir. Aquela capa com echarpe incluída da Adolfo Dominguez que comprei em saldo e que quando a vestia me sentia empoderada e pronta para conquistar o mundo. Aquela gabardine fora da caixa, de tecido lavrado, bom corte  e que ficava tão bem com castanhos. aquele casaco da Bimba e Lola que comprei com a minha irmã no Porto, caríssimo mas, em dia mau, as palavras da mana -" tu mereces"- me fizeram não hesitar. Uso-o pouco porque as suas mangas largas me impedem os movimentos no trabalho. No entanto, continua lindo!

O meu casaco preferido da Adolfo Dominguez que usei tantos e tantos anos que já estou farta dele mas continuo a gostar de o ter comigo. 

Pode ser que um dia tudo faça novamente sentido, ou uma qualquer peça comprada brilhe mais com estes tesouros que tenho comigo. Nada de destralhe. Fazem parte da minha história e do meu crescimento.

Quanto a acessórios, nem quero falar! De Verão, de Inverno, de meia estação tenho para todos os gostos. 

Gosto de descobrir novas combinações e numa estação em que a cor está em alta, combinar diferentes padrões e cores contrastantes transformam-se em bons momentos e espaços criativos. Como eu gosto.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Conseguir treinar todos o dias

 


É um feito enorme para mim! Partida, dorida mas feliz. O que tem de ser tem muita força como diz o povo.

Treino de força para desenvolver músculos atrofiados e, deste modo, aumentar a minha qualidade de vida nos próximos anos. 

Não vale a pena meter a cabeça na areia. Primeiro o tendão de Aquiles que rompeu, depois a hérnia na coluna e as dores insuportáveis que trouxe com ela, abriram-me os olhos para a a necessidade de me superar! 

Uma hora todos os dias. Um PT e uma fisioterapeuta a ajudarem. Ainda muito instável e pouco ágil mas hei-de chegar a outro nível. Quando, ainda não sei!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A inutilidade do sofrimento

 


Dá título a um livro que anda cá por casa mas nunca li. 

Concordo plenamente principalmente quando se refere a sofrimentos por antecipação do que há-de chegar ou do que possa acontecer. A vida dá tantas voltas e reviravoltas que, a maioria das vezes, nada é como imaginámos. O sofrimento devia  ser por aquele motivo e passa a ser por outro totalmente alheio e inesperado. Muitas das coisas que nos atormentam nunca vão acontecer. O mau aparece sempre de forma repentina, vindo do nada, quando estamos menos preparados.

Há que ir à luta e então sim, sofrer com sentido. Nada contra este sentimento. Em todas as etapas da minha vida senti que grandes sofrimentos causados por causas reais me empoderaram e me transformaram.

É um paradoxo! Mas é a minha realidade! Tem um sentido. Talvez seja só colocar a alma à prova, mas que  é transformador não tenho dúvidas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dar a sua opinião

 


Cada vez menos. Mesmo que a peçam eu farei malabarismos para não a dar. Sinto-me bem assim! Não há necessidade de dizermos aquilo que sentimos, mesmo que os outros nos ofendam ou mexam com a nossa sensibilidade, serão sempre bons e cheios de qualidades. 

Que me interessa a não verdade? NADA!

Por isso os meus dias serão cada vez mais silenciosos e em paz. Mesmo sem querer, já estou a cair em asneiras desnecessárias. A minha vida útil, aqueles tempos em que podia mudar algo, foram-se. 

Sobram-me uns tantos dias que quero com paz e sossego. Fujo de tudo o que me faça mal. Não transporto comigo amargura. Foi o que foi. Muitas vezes pensei estar a fazer bem e fiz mal. Paciência!

No presente, é aceitar, calar e seguir em frente. Focar nos meus planos, nos meus projectos e desejos. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vícios


 Estou viciada na Vinted. Não nas roupas ou coisas para  casa mas em livros! Encontram-se livros muito interessantes e tenho passado serões numa procura incessante. Ao cair do serão compro uns tantos escolhidos não sem antes ter feito propostas de preços mais favoráveis que normalmente são aceites. Tive pena de ter deixado para depois a decisão quanto a alguns títulos que foram comprados rapidamente. Paciência!! Não volta a acontecer!

Hoje tive de fazer uma lista dos livros já comprados para não deixar nenhum perdido. O mais interessante é que guardo na minha agenda do telefone os títulos que me dizem algo ou sobre os que li alguma opinião que ficou. Tenho encontrado muitos deles na aplicação. Que delícia poder ter boa literatura a baixo custo. 

Ouvido de passagem

 


Hoje tive junta médica. Como cheguei cedo, fui tomar um chá a uma padaria portuguesa mesmo ao lado. De costas para mim, desenrolava-se um diálogo entre duas pessoas, relativamente jovens, tremendamente chocante. Dizia uma delas com toda a sua sabedoria que considerava que a Escola não deveria ser de frequência obrigatória!!!!! Para que servia? Se a criança queria ir iria, se não quisesse, não iria!!! O outro respondeu que concordava com a ideia e com  o problema que era actualmente as crianças não gostarem de lá ir e terem de ir!! E para que servia? 

Estava já a começar a ferver! Tantos anos para que a escola se tornasse obrigatória no papel mas, no meu tempo de escola primária, ainda não o era na prática. Nunca me esquecerei dos olhos mortos da Maria dos Anjos que, na segunda classe, a mãe veio buscar porque precisava dela para ajudar na lida da casa. Ela, obedientemente e lentamente, retirou os poucos  materiais que tinha na carteira e saiu com a mãe, de olhos mortos e nunca mais apareceu. Ainda me lembro da revolta que senti pelo facto de a professora ( prima direita da minha avó) não a ter obrigado a ficar e a aprender. Cresceu sem saber ler nem escrever o que a tornou refém de um homem horrível que a tratou mal, não ligou nunca aos sinais inequívocos de doença que apresentava e a deixou morrer de cancro ainda muito nova.

Apeteceu virar-me para trás e perguntar se já tinham pensado onde colocar as tais crianças que não gostam de escola!! Em casa? 

E quando não gostarem de um emprego, de um colega, de uma situação? Sair de mansinho  e voltar para casa?

Estarrecida com estas mentalidades!

domingo, 4 de janeiro de 2026

Coisas da maturidade

 


Minha mãe sofreu imenso com a imagem social e as críticas que de vez em quando chegavam até ela. Como a todos, naturalmente. Vivia  com uma vontade enorme de a todos agradar,  a todos fazer felizes e adivinhar o que necessitavam para ela providenciar.

À distância  penso no que é que ela ganhou com esta atitude que lhe conheci toda a vida. Angústia, stress, e, provavelmente, alguns dos micro derrames que acumulou no cérebro e a levaram à demência. 

Com este exemplo, a minha vida e os meus dias estão, cada vez mais light quanto a este assunto. Se dizem mal, força nisso. Se pensam que sou de determinada maneira que não corresponde à realidade é só problema dos outros e não meu. Sou como sou, uns dias melhor pessoa, outros dias invadida por uma sensação de injustiça muito grande mas que vai passando. Que remédio! Se não me interesso pelo que os outros pensam sobre mim  também não quero modificar ninguém. Aceito, embora doa mais quando me sinto mais injustiçada. 

Como alguém dizia, dentro de 50 anos nada disto tem interesse.  É nesta perspectiva que temos de viver e conviver. Tudo é efémero, tudo passa. Tentei o meu melhor mas até o melhor é relativo. Para mim pode ser. Para os outros pode ser péssimo. 


sábado, 3 de janeiro de 2026

E do nada...


 Chega a gripe A cá a casa. Quatro dias de internamento para cara metade e uns dias de febre e tosse forte para mim, isolada do mundo  a ter flashbacks da era covid. 

Estamos já os dois em casa, melhores, mas ainda não bons. 

Tinha vontade de que o ano 2026 fosse melhor? Pois toma lá uma gripalhada do pior  na passagem do ano, com ida para a cama às 10 da noite, sentindo os foguetes e a alegria nas ruas. 

 A vida no seu melhor! Ou pior!

Aguardando o que se segue!